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Achei o filme bem interessante retratando uma pobreza africana, mas de uma forma que a pessoa que o assiste (pelo menos eu) sai do filme repensando sobre o quanto as pessoas desvalorizam o que têm, mesmo tendo o que para outros seria uma dádiva. além de uma produção muito boa, e uma excelente representação por conta do elenco. |
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Inúmeros filmes já tiveram a África como palco. Pode-se falar que dezenas de filmes tiveram a segunda guerra mundial e o anti-semitismo como mote. A junção destes temas já deu origem a visões preconceituosas com forte influência dialética da realidade. Está longe de ser o caso do vencedor do Oscar de filme estrangeiro do ano de 2003. Walter (Merab Ninidze) é um judeu-alemão que se exila no Quênia às vésperas da eclosão da segunda grande guerra. Em seguida sua esposa, Jettel (Julliane Köhler) e sua filha Regina (Lea Kurka) justam-se ao patriarca no meio do nada, ou seja, num local que em nada lembrava a vida burguesa que a família tinha quando vivia na Alemanha. Os planos iniciais de Jettel era de ficar por pouco tempo naquela terra inóspita. Ela inclusive não quis desembrulhar sua louça valiosa. Apesar de alertada pelo marido e de todos os indícios de que a perseguição aos judeus iria aumentar com a proximidade do início da guerra, Jettel negava a realidade a sua volta. E o paradoxal é que a visão dela em relação aos quenianos é idêntica a dos alemães diante dos judeus. O olhar do preconceitos, de considerar a sua cultura como sendo superior à outra. Ao longo da narrativa - que se estende até o final da guerra - Jettel vê a sua postura modificar-se por completo. Os dois personagens mais interessantes são o da menina Regina e do cozinheiro africano que trabalha para a família, Owuor (Sidede Onyolo). Ao contrário de sua mãe, Regina se adapta de imediato à sua nova realidade. E, além disso, passa a ter prazer em viver no seu novo país. Owuor e Regina se completam. E, de forma simbólica, representam como as coisas deveriam supostamente funcionar com o entrochoque de culturas diferentes. "LUGAR NENHUM NA ÁFRICA" consegue mostrar toda a desgraça que pairou sobre os judeus na época mais inglória da história da Alemanha sem ao menos mostrar um único campo de concentração. Também nos dá uma visão da África não apenas na ótica do colonizador. Brilhante. As mais de duas horas de duração passam tão rapidamente que você mal perceberá. |
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Mostra duas situações de arrogância: a dos nazistas com os Judeus e da judia que repugnava os nativos do Quênia. A repugnância que a judia recebia dos Nazistas, e que a fazia sofrer, ela repassava aos humildes quenianos, que se mostravam mais sábios que ela. |
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Achei o filme bem interessante retratando uma pobreza africana, mas de uma forma que a pessoa que o assiste (pelo menos eu) sai do filme repensando sobre o quanto as pessoas desvalorizam o que têm, mesmo tendo o que para outros seria uma dádiva. além de uma produção muito boa, e uma excelente representação por conta do elenco. |
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O filme faz você refletir sobre todos os seus conceitos, demonstra com clareza como a cultura de um país é rica e que definitivamente nenhuma cultura é "superior" a outra. Lugar Nenhum na África é indicado para os que apreciam a sétima arte e não para os amantes de hollywood, não desprezo os filmes de hollywood, mas Caroline Link mostra com muita riqueza nos detalhes de cada cena como se faz um futuro clássico do cinema mundial. |
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UM FILME MUITO BOM COM UM TRAÇO MARCANTE DA SAIDA DOS JUDEUS DA ALEMANHA ANTES DA SEGUNDA GUERRA ESTOURAR. ESSE FILME FAZ A GENTE VOLTAR NA HISTORIA PRA ENTEDER COMO FOI A ANGUSTIA DE QUEM TINHA CONSEGUIDO PARTIR PARA OUTRO CONTINENTE ANTES DA GEURRA E COMO FOI FICAR SEM RESPOSTA SE SEUS ENTES QUERIDOS AINDA CONTINUAVAM VIVOS. |
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Olhar o outro é sempre estranho. O que parece pobreza é o modo de vida de uma etnia da África. Muitos dizem que retratou a pobreza, dizem isso porque comparam com os alemães presente no filme. Mas o que foi mostrado da África foi riqueza. O olhar do espectator na maioria das vezes ver aquela tribo africana com estranheza, com o olhar daqueles europeus. Um filme que nos faz com que descubramos a forma com que vemos os outros, na maioria das vezes com estranheza. |
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