Seja o que Deus Quiser!

Seja o que Deus Quiser! 2010-05-22 Francisco

Título original: (Seja o que Deus Quiser!)

Lançamento: 2003 (Brasil)

Direção: Murilo Salles

Atores: Rocco Pitanga, Caio Junqueira, Ludmila Rosa, Débora Lamm.

Duração: 90 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

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(6 votos)

                   

Sinopse

No Rio de Janeiro, Cacá (Ludmila Rosa), uma VJ da MTV, vem fazer uma matéria sobre uma nova banda, composta por moradores do Complexo do Alemão. Durante a gravação conhece PQD (Rocco Pitanga), um dos músicos, sendo que quando Cacá vai na casa dele pegar uma fita demo acabam passando a noite juntos. Na manhã seguinte, enquanto PQD vai à padaria comprar pão e flores, dois marginais invadem a casa de PQD. Como Cacá estava com pouco dinheiro, a seqüestram e a levam até um caixa eletrônico, mas nervosa, ela erra a senha e invalida o cartão, sendo então espancada e tendo seu cabelo queimado. Na delegacia, confusa, apresenta queixa contra PQD, pois achou muito estranho tudo acontecer quando ele estava ausente. O músico é surpreendido com a notícia de que a polícia está subindo o morro atrás dele e não vê outra alternativa senão fugir para São Paulo, para convencer Cacá de sua inocência. Porém, ao chegar conhece Nando (Caio Junqueira), irmão de Cacá, que quer armar um golpe para ganhar dinheiro e, como PQD é um negro forte, quer usá-lo para assaltar mulheres no final de semana. Em troca, na segunda-feira, Nando faria PQD se encontrar com Cacá e assim ele deixaria claro a situação e ela retiraria a queixa. Mas logo na primeira tentativa o golpe falha e PQD ainda recebe um tiro de raspão de uma ricaça. PQD conhece a turma de Nando e acorda no dia seguinte na casa de Ruth (Débora Lamm), uma amizade colorida de Nando. Como os três precisam de dinheiro para fins diversos, decidem arranjar um novo meio para obter a quantia desejada.

 

Elenco

Rocco Pitanga

(MC PQD)

Caio Junqueira

(Nando)

  • Ludmila Rosa (Cacá)
  • Débora Lamm (Ruth)
  • Marília Pêra (Dona Fernanda)
  • Marcelo S (Zé Henrique)
  • Bárbara Paz (Amiga)
  • Nicete Bruno
  • Antônio Pompeu

Comentários

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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 06/01/2003Nota: 4     

Ninguém é inocente para Murilo Salles. Todos têm o seu grau de culpa. Ao contrário no seu predecessor "Como nascem os anjos", Salles opta pela veia cômica para contar as idiossincrasias das diferentes classes sociais e culturais. Logo de início temos a VJ Cacá (Ludmila Rosa) subindo o morro do complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, para fazer uma matéria com um grupo da "comunidade". Lá ela se encanta com o mestre de cerimônias (MC) PQD (Rocco Pitanga) e vai para a cama com ele. Quando ela acorda no dia seguinte, dois bandidos a assaltam e queimam parte dos seus cabelos. Cacá vai então até a delegacia onde faz um boletim de ocorrência contra PQD. A polícia sobe o morro, fato que faz com que o chefe do tráfico de drogas local obrigue PQD a sair de lá. PQD decide ir para São Paulo atrás de Cacá para esclarecer que ele não teve nada com o assalto e pedir que ela retire o B.O. contra ele. PQD encontra Nando (Caio Junqueira, em excelente atuação como a bicha hedonista), um clubber sem um tostão no bolso. Nando induz PQD a assaltar alguma mulher e dividir o dinheiro com ele. PQD é negro. Nando é branco. Um assalto perpetrado por um negro é uma coisa; por um branco é outra coisa. O universo clubber é bem evidenciado através das gírias, músicas e vestuário de Nando e de seus amigos (homens e mulheres). Nessa altura, PQD só não voltou para a sua casa no Rio por falta de dinheiro. Ele junto com Nando e Ruth (Débora Lamm), vão simular um seqüestro de Nando para arrancar algum dinheiro de sua mãe (Marília Pera). Quem vai preso no final da história é o lado mais fraco, ou seja, PQD. Por seu lado, Ruth lança algumas músicas de PQD internet, e ele acaba por ser premiado como o melhor site de artista. O protótipo do carioca do morro, malandro, enrolador cai por terra. O cara é simplesmente engolido pelo pessoal do asfalto paulistano. Não existe mais inocência neste mundo globalizado na falta de ética, eis o recado de Murilo Salles.

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Francisco Russo em 02/01/2003Nota: 4     

O que pode acontecer quando um rapper saído de uma favela carioca se encontra com uma turma clubber de São Paulo? Este encontro inusitado é justamente o que ocorre em "Seja o que Deus quiser", trazendo ótimas situações em que as duas realidades se chocam. O filme também inverte a clássica situação do malandro carioca, passando para os paulistas a intenção de querer sempre levar vantagem. Ótima atuação de Caio Junqueira, que surpreende desde o 1º instante que surge em cena, trazendo um espanto parecido com o causado por Paulo Miklos em "O Invasor".

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Xoping em 07/01/2003

Não gostei. História fraca. Narrativa sem sentido. Final de moral duvidosa. Sente-se claramente que bons atores foram desperdiçados. Um dos piores filmes brasileiros que já vi. Passe longe!

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Christian Jafas em 05/01/2003Nota: 1.5     

Eu sabia! Eu tinha muita certeza! Mas, eu faço essas coisas, não resisto. Sobra para a Daniela reclamar e reclamar. Insisti e fui ver o filme do Murilo Salles, Seja o que Deus quiser. Ainda não me recuperei, tanto que ontem não quis ir ao cinema, fiquei traumatizado. O filme não é só ruim, é péssimo. Para não falar que nada se salva, a Marília Pera está bem e o tal filho do Pitanga (Rocco Pitanga) também não é de todo mal, mas o resto, é só o resto. Esse filminho deve fazer sucesso em São Paulo. Vai ser a primeira vez que um carioca se fode em Sampa. A história começa no Rio com uma fotografia escura, suja, sem brilho, o fotógrafo tentou de tudo para deixar a Cidade Maravilhosa feia. Em Sumpaulo tudo são cores, cores berrantes, alegria e ângulos que tentam deixar a Cidade Fumaça bela. Piada, certo? O crédito de colaboração no roteiro tem mais de 20 nomes, ora para escrever aquela merda qualquer calouro de cinema da UFF estaria mais do que habilitado. As situações refletem a nova-juventude-classe-média-alta-paulistana, o pessoal que fuma, cheira e consome ecs como cebion e troca de parceiros como troca de roupa. Além de ser um institucional falsificado da MTV, o filme é a estréia dramática da Ludmila Rosa. A garota acha que é atriz, mas não escapa da síndrome das modelos no cinema: em 90% das cenas Ludmila aparece nua com os seios em quadro e sendo fodida. O final medíocre só reafirma a total perda de tempo e película. Por que não fazer esse troço em digital e enfiar direto na TV? E acredite, Deus não teve nada a ver com esse filme.

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Verônica Martinsa em 04/01/2003Nota: 4.5     

Um filme muito inteligente, consegue colocar a todo instante a questão latente da discriminação e o confronto do certo com o errado em diferentes classes sociais, mostrando que não precisa ter dinheiro ou sucesso para ser decente, mas tendo, fica fácil ser corrompido e promover a inversão de valores sociais.

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Fernando Prado em 03/01/2003

De verdade, sou um amante do bom cinema, mas esse filme fez por merecer essa nota. Fiz questão de entrar aqui para alertar a todos sobre essa péssima produção. O pior filme que eu já vi!

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