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O que pode acontecer quando um rapper saído de uma favela carioca se encontra com uma turma clubber de São Paulo? Este encontro inusitado é justamente o que ocorre em "Seja o que Deus quiser", trazendo ótimas situações em que as duas realidades se chocam. O filme também inverte a clássica situação do malandro carioca, passando para os paulistas a intenção de querer sempre levar vantagem. Ótima atuação de Caio Junqueira, que surpreende desde o 1º instante que surge em cena, trazendo um espanto parecido com o causado por Paulo Miklos em "O Invasor". |
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De verdade, sou um amante do bom cinema, mas esse filme fez por merecer essa nota. Fiz questão de entrar aqui para alertar a todos sobre essa péssima produção. O pior filme que eu já vi! |
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Um filme muito inteligente, consegue colocar a todo instante a questão latente da discriminação e o confronto do certo com o errado em diferentes classes sociais, mostrando que não precisa ter dinheiro ou sucesso para ser decente, mas tendo, fica fácil ser corrompido e promover a inversão de valores sociais. |
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Eu sabia! Eu tinha muita certeza! Mas, eu faço essas coisas, não resisto. Sobra para a Daniela reclamar e reclamar. Insisti e fui ver o filme do Murilo Salles, Seja o que Deus quiser. Ainda não me recuperei, tanto que ontem não quis ir ao cinema, fiquei traumatizado. O filme não é só ruim, é péssimo. Para não falar que nada se salva, a Marília Pera está bem e o tal filho do Pitanga (Rocco Pitanga) também não é de todo mal, mas o resto, é só o resto. Esse filminho deve fazer sucesso em São Paulo. Vai ser a primeira vez que um carioca se fode em Sampa. A história começa no Rio com uma fotografia escura, suja, sem brilho, o fotógrafo tentou de tudo para deixar a Cidade Maravilhosa feia. Em Sumpaulo tudo são cores, cores berrantes, alegria e ângulos que tentam deixar a Cidade Fumaça bela. Piada, certo? O crédito de colaboração no roteiro tem mais de 20 nomes, ora para escrever aquela merda qualquer calouro de cinema da UFF estaria mais do que habilitado. As situações refletem a nova-juventude-classe-média-alta-paulistana, o pessoal que fuma, cheira e consome ecs como cebion e troca de parceiros como troca de roupa. Além de ser um institucional falsificado da MTV, o filme é a estréia dramática da Ludmila Rosa. A garota acha que é atriz, mas não escapa da síndrome das modelos no cinema: em 90% das cenas Ludmila aparece nua com os seios em quadro e sendo fodida. O final medíocre só reafirma a total perda de tempo e película. Por que não fazer esse troço em digital e enfiar direto na TV? E acredite, Deus não teve nada a ver com esse filme. |
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Ninguém é inocente para Murilo Salles. Todos têm o seu grau de culpa. Ao contrário no seu predecessor "Como nascem os anjos", Salles opta pela veia cômica para contar as idiossincrasias das diferentes classes sociais e culturais. Logo de início temos a VJ Cacá (Ludmila Rosa) subindo o morro do complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, para fazer uma matéria com um grupo da "comunidade". Lá ela se encanta com o mestre de cerimônias (MC) PQD (Rocco Pitanga) e vai para a cama com ele. Quando ela acorda no dia seguinte, dois bandidos a assaltam e queimam parte dos seus cabelos. Cacá vai então até a delegacia onde faz um boletim de ocorrência contra PQD. A polícia sobe o morro, fato que faz com que o chefe do tráfico de drogas local obrigue PQD a sair de lá. PQD decide ir para São Paulo atrás de Cacá para esclarecer que ele não teve nada com o assalto e pedir que ela retire o B.O. contra ele. PQD encontra Nando (Caio Junqueira, em excelente atuação como a bicha hedonista), um clubber sem um tostão no bolso. Nando induz PQD a assaltar alguma mulher e dividir o dinheiro com ele. PQD é negro. Nando é branco. Um assalto perpetrado por um negro é uma coisa; por um branco é outra coisa. O universo clubber é bem evidenciado através das gírias, músicas e vestuário de Nando e de seus amigos (homens e mulheres). Nessa altura, PQD só não voltou para a sua casa no Rio por falta de dinheiro. Ele junto com Nando e Ruth (Débora Lamm), vão simular um seqüestro de Nando para arrancar algum dinheiro de sua mãe (Marília Pera). Quem vai preso no final da história é o lado mais fraco, ou seja, PQD. Por seu lado, Ruth lança algumas músicas de PQD internet, e ele acaba por ser premiado como o melhor site de artista. O protótipo do carioca do morro, malandro, enrolador cai por terra. O cara é simplesmente engolido pelo pessoal do asfalto paulistano. Não existe mais inocência neste mundo globalizado na falta de ética, eis o recado de Murilo Salles. |
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Não gostei. História fraca. Narrativa sem sentido. Final de moral duvidosa. Sente-se claramente que bons atores foram desperdiçados. Um dos piores filmes brasileiros que já vi. Passe longe! |
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