Título original: (Las Lunes al Sol)
Lançamento: 2002 (Espanha)
Direção: Fernando León de Aranoa
Atores: Javier Bardem, Luis Tosar, José Ángel Egido, Nieve de Medina.
Duração: 113 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Uma cidade costeira no norte da Espanha sofre com seu isolamento quando seus estaleiros começam a ser fechados, deixando vários trabalhadores desempregados à mercê de pequenas ocupações temporárias. Entre eles está Santa (Javier Bardem), um machão rebelde e auto-suficiente que se recusa a admitir o fracasso. Mas a verdade é que ele e seus companheiros, dos quais ele se torna uma espécie de líder, são perdedores completos, mergulhados no alcoolismo e em crises familiares.
Fábio Levi Lopes do Nascimento em 02/01/2002Nota: 5
Maravilhoso filme! Muito sensível e delicado que aborda o drama do desemprego, e aquelas questões angustiantes e flageladas, inevitáveis para homens que chegam à meia idade... Ainda mais com o agravante da falta de perspectiva de casar, trabalhar e largar a bebedeira excessiva com os amigos no buteco... Vale muuuuuuito a pena! E pra quem acompanha o Oscar, esse filme é o indicado pela Espanha a concorrer ao Melhor filme Estrangeiro... O longa tb teve sua exibição na 27 Mostra! Atuações excelentes... com um humanismo que encharca os personagens e os torna verossímeis, de carne e osso, predomina contra o discurso político e dá ao filme uma espetacular força para nos emocionar... Para quem gosta de beber com os amigos, se emocionar e se envolver com os problemas de nossos camaradas... ou para quem que já 'errou' muito com as namoradas/esposas... É um prato cheio!
Raquel Trindade Andradea em 09/01/2002Nota: 5
Dizem por aí que o final do filme deixa a desejar. Sim, é verdade, deixa a desejar um sistema econômico mais justo, em que o trabalho não aliene e seja central na vida social dos indivíduos. Para que então, filmes que retratam a realidade como esse não tenham que terminar na crua falta de expectativa.
Paulo Christo em 04/01/2002Nota: 5
A atuação de Javier Bardem é sensacional. Um filme sobre amizade, desilusões e desesperanças, absorvido por uma visão poética belíssima. É um filme que trabalha muito bem as expressões -- olhares que revelam muito mais que palavras. Uma bonita história muito bem contada, nisto afinal consiste o cinema.
Robéliaa em 11/01/2002Nota: 5
Um filme muito interessante que retrata de forma real a falta de emprego na Espanha. Perspectivas de vidas sobre suas situações econômicas e sociais. Um filme realista, atual e impressionante.
Álvaro Gabriel de Almeida em 07/01/2002Nota: 5
O que mais choca no filme de Aranoa é que, homens de mais de cinquenta, nos vemos ali nus e crus ainda que não sejamos espanhóis, não estejamos desempregados, não carreguemos a amargura como a azeitona que acompanha o nosso drink. Esse distanciamento crítico ( - ah, isso é engraçado mas não é comigo ) é a grande peraltice que o diretor sabe armar com excepcional maestria. Os personagens estrão ali para rirmos deles ou, na verdade, eles é que riem-se de nós ? Sem dúvida, o grande mérito de Los Lunes al Sol é saírmos do cinema com a sensação inconfessável que é uma pena que aquele bar cheio de amigos, falando deles e de nós, fechou ao final do filme quando gostaríamos de ficar ali, ouvindo mais histórias, por muito mais horas...ou dias.
Marcus Reis em 08/01/2002Nota: 4
Tive a oportunidade de ver esse filme no Festival de Cinema de Gramado de 2003. Com o título original Los Lunes Al Sol, o filme conquistou não só o público, que muito aplaudiu no final da exibição, como aos críticos e jurados do festival, que o premiaram com 3 Kikitos. O filme retrata um assunto tão atual,o desemprego, de uma forma simples e sarcástica, levando o público à boas gargalhadas. Fazia um bom tempo que eu não via um filme tão bom e completo como este. Quero destacar a trilha sonora de Lucio Modoy, que se encaixa perfeitamente à película, e ao ator Javier Bardem ( o Santa), que conquista o telespectador com seu talento. A direção do filme é de Fernando León de Aranoa, que também divide o roteiro com Ignacio del Moral. Dou nota 8 para o filme espanhol.A monotonia, existente am algumas partes do filme, o torna um pouco cansativo, mas não perde a sua qualidade. Se tiverem a oportunidade, vejam! Vele à pena!
Reinaldo Santana Pinheiro em 10/01/2002Nota: 5
Ótimo filme. Insigante e ao mesmo tempo reflexivo, o filme leva o expectador a repensar a sua atuação, enquanto sujeito social, na atual conjuntura capitalista. Ao mesmo tempo, o filme "segunda feira ao sol" conduz-nos a uma reflexão a respeito da condição de impotência do homem frente à uma estrutura socio-econômica que despreza a sua existência, enquanto existência individual. Não obstante, o filme leva o expectador a se emocionar e, ao mesmo tempo, comover-se com a condição por que passam os personagens. Também evidência a importância cada vez maior das relações interpessoais na vida das pessoas. Isso fica latente quando um dos amigos de Santa, entrega-se totalmente ao desprezo ao ser abandonado por sua esposa, assim como, no momento em que outro amigo quase passa por situação semelhante. O filme nos faz refletir, ainda, sobre o lugar das atitudes e das ideólogias, mesmo num contexto completamnte adverso. Santa, mesmo passando por vários dificuldades decorrentes da falta de emprego, não abandona sua postura política frente à situação e defende-á veementemente, demonstrando, assim, que a constituição do homem, enquanto sujeito social, está intimamente ligada às suas representações e posturas ideológicas: o homem é a sua ideologia. Também demonstra que não são as imposições de uma legislação que conduz o homem a adotar posturas previamente pensadas pelos "fundadores de religião", mas o respeito e a interação na construção de um paradigma social mais justo e coeso, que leve em conta as dificuldades e os anseios dos integrantes dessa sociedade. Finalmente, o filme vai de encontro aos ideais maniqueístas, muito presentes, ainda hoje, em nossa sociedade. Santa é o principal personagem que sintetiza essa perspectiva. Ele rouba uma faixa para homenagear um amigo, sem que isso pertube o expectador; leva o expectador a vibrar quando, contrariamente ao que se esperava, quebra uma lâmparina no filme e é excelente quando cria uma armação para tomar conta de uma criança de uma família rica. Bom... no mais é assistir ao filme, se não eu conto tudo para vocês!
Rafael em 03/01/2002Nota: 4.5
E mais uma vez o cinema espanhol prova ser competente no que faz. Depois de "Lucía e o sexo", "Segunda-feira ao sol" vem para destruir - com toda a competência possível - a cretinice pós-moderna imposta pelo capitalismo. Excelente roteiro dirigido com segurança e maestria. Personagens e cenas antológicas. Apenas uma palavra: imperdível.
Eduardo Pinho em 06/01/2002Nota: 5
Melhor filme da minha vida. A simplicidade e a preocupação do diretor Fernado Leon de Aranoa em um tema do cotidiano, o desemprego, fieram desse despretensioso filme, um clássico do cinema Europeu.
Rosane Alvesa em 05/01/2002Nota: 4
Gostei do filme, pois ele retrata como o estado e o capitalismo influencia na vida das pessoas, fazendo com que elas "parem" na vida cotidiana, e ficando na sua propria subjetividade e não consegue se desenvolver na vida.
Já teve um filme com roteiro parecido com o Adam Sandler e a Drew Barrymore, não teve?
por Atena Negra, 14/02/2012 às 18:13
É uma pena que você tenha visto o filme sob esse ponto de vista, Benedito. Quanto ao final...
por Atena Negra, 14/02/2012 às 18:04
Superestimado filme de Scott , deixou muita gente deslumbrada .Uma aventura de liberalismo f...
por Benedito, 14/02/2012 às 17:22
Filme recomendado. Análise: Roteiro bom, atuações regulares, fotografia regular, trilha s...
por NEO, 14/02/2012 às 17:10