Henrique Miura (e-mail), Leitor do Adoro Cinema - Nota 7:

"Ao ver "No Balanço do Amor" não procure encontrar nada de novo. O filme é uma chuva de clichês, tudo aqui você já viu em outros filmes. Mas isso faz do filme ruim? Claro que não! "No Balanço do Amor" não é mais uma comédia/romântica/teen, na verdade é apenas um romance entre jovens voltado para qualquer público, pois sua história é cheia de lições e moral.

Julia Stiles é Sara, uma jovem bailarina que está a caminho da casa do pai em um bairro de classe média/baixa de Chicago. Ela morava com a mãe, só que a caminho de uma apresentação de Sara ela sofreu um acidente fatal, por isso Sara se sente culpada. Toda a trajetória do relacionamento dela com a mãeé apresentada em flashbacks, pois o filme não quis perder muito tempo com explicações e foi direto ao ponto.

Chegando em Chicago e tendo a fria recepção do pai, ela vai para seu primeiro dia na nova escola, uma escola formada por alunos negros. Ela não é bem recebida na escola, onde todos olham "torto" para ela. Até que ela consegue fazer amizade com Chenille (Kerry Washington), que tem um irmão chamado Derek (Sean Patrick Thomas). Certo dia em uma boate eles acabam se conhecendo e acabam dançando juntos, e então surge uma paixão.

No meio de tudo isso, eles não terão vida fácil no relacionamento. Uma ex do rapaz não demonstra muita empatia com a garota, o melhor amigo também não gosta muito dela e todos acham muito estranho os dois juntos.

A história de "No Balanço do Amor" parece começar a ficar muito previsível, talvez até uma intenção do diretor Thomas Carter, mas na verdade o filme toma uma postura muito diferente daquela esperada. O final acaba funcionando e é surpreendente, vemos que tudo faz realmente sentido! Como já disse, o filme não traz nada novo, mas funciona da maneira mais leve e divertida, passando suas mensagens anti-racismo. E pensar que é um filma da MTV Productions...

"Save The Last Dance" pode até de longe parecer mais uma comédia/romântica/teen, mas olhando o filme da maneira correta percebe-se que o filme é mais do que isso e que é maduro e consciente daquilo que está apresentando ao espectador. Além de não ser feito por patricinhas, não tem galãzinho e a trilha sonora não ser composta de punk/rock, mesmo esse som sendo melhor que o tal hip hop...
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O filme foi chamado por muitos críticos brasileiros de "filme para americano ver", o que é um total absurdo! O filme é para todas as nações, pois traz uma bela mensagem de superação, amor e amizade. Um filme que merece ser visto."