Henrique Miura (e-mail), Leitor do Adoro Cinema - Nota 4:

"Comédia romântica hollywoodiana com um temperinho apimentado a la latino, mas com muito pouco sal e idéias imensamente ridículas e absurdas. Mas o filme não é dos piores, tem momentos em que consegue arrancar a força alguns sorrisos, mas é só.

A direção "piloto automatico" funciona normalmente com o limitado roteiro, sem grandes técnicas e muito básico, não conseguindo dar uma boa essência para os personagens e não fazendo o romance funcionar. Sem grandes personagens, o elenco tem pouco a fazer. Penelope Cruz só anda fazendo filmes muito irregulares, depois de "Tudo Sobre minha Mãe" ela não teve nenhuma boa atuação e aqui não consegue cativar a platéia. Já o Murilo Benício até que se saiu melhor, tem algumas cenas onde ele até que consegue bons momentos.

Um ponto curioso é: por que na Bahia ele falam inglês, mas cantam e escrevem em português? Vai entender essas coisas! O filme também brinca com a cultura baiana, principalmente no início, onde a menina que sofre labirintite apela para tudo, até para macumba baiana, mas não dá certo. Já diz aquela velha BORDER="0" SCROLLING="no" FRAMEBORDER="0"> piada: "se macumba desse certo, o campeonato baiano terminaria empatado"!

Uma especialista na cozinha (Penelope Cruz) é casada com um dono de um restaurante (Murilo Benício) no Brasil. Depois de pegá-lo com outra (afinal, ele é homem! Uma posição bem feminista o filme toma!), ela vai para os EUA e fica na casa de um amigo, ou melhor, amiga! Ela, com seu talento culinário, começa a fazer sucesso e seu "odor amoroso" chama a atenção de todos e de um produtor de TV, que abre um programa para ela em horário nobre. Mas seu ex-marido não a esqueceu e fará de tudo para reconquistá-la, até consegue uma vaguinha no programa dela.

Cheio de momentos antologicamente grotescos, "Sabor da Paixão" é um filme muitíssimo irregular, a trilha bem brazuca não ajuda muito. O filme busca mostrar que existe o amor perfeito. Em alguns momentos ele é bem feminista, mas nada que incomode os homens de verdade. O filme é igual batata frita sem sal. Sem graça, mas dá para comer. Mas o salzinho não faz mal a ninguém."