Título original: (Repulsion)
Lançamento: 1965 (Inglaterra)
Direção: Roman Polanski
Atores: Catherine Deneuve, Ian Hendry, John Fraser, Yvonne Furneaux.
Duração: 105 min
Gênero: Ficção
Status: Arquivado
Em Londres Carol Ledoux (Catherine Deneuve) é uma bela mulher que é sexualmente reprimida e vive com sua irmã mais velha. Ela constantemente resiste aos assédios do seu namorado e também desaprova o amante da irmã. Quando esta viaja com ele em férias, Carol fica sozinha no apartamento e se afunda em uma profunda depressão, passando a ter várias alucinações.
Umas das maiores estrelas do cinema europeu, Catherine Deneuve (foto) virá ao Brasil no próximo ...
Mais um capítulo na novela que se transformou a prisão de Roman Polanski (Repulsa ao Sexo). O go...
luccasf em 14/06/2011Nota: 8
Depois de receber boas críticas pela sua primeira produção, "A Faca na Água" (Nóz w wodzie, 1962), o diretor Roman Polanski decide sair da Polônia, por motivos políticos, e vai até a Inglaterra, onde produz o primeiro filme da antológica "Trilogia do Apartamento". Formada por "Repulsa ao Sexo" (Repulsion, 1965), "O Bebê de Rosemary" (Rosemary's Baby, 1968) e "O Inquilino" (Le locataire, 1976), a trilogia é extremamente reconhecida, dentro dos gêneros suspense/terror, pela forma na qual o diretor perturba o espectador. No primeiro filme, notamos a direção precisa e contundente de Polanski. Roteiro, atuação, fotografia, trilha sonora; todos os quesitos funcionam em perfeita sintonia, e o produto não poderia ser outro, a não ser deslumbrante. A degradação psicológica é a arma principal de Roman Polanski na tentativa de atordoar, com sucesso, o espectador.
A premissa se baseia na vida de Carol Ledoux (Catherine Deneuve), uma inocente menina que vive com a irmã, num apartamento, e que trabalha num salão de beleza perto de onde mora. No entanto, a dependência da irmã é colocada em risco, quando a mesma tem que viajar, e, por conseguinte, deixar Carol sozinha, por dias. Aos poucos, a inocente menina vai descobrindo outro lado da sua personalidade. Um lado extremamente obscuro, que vai trazer sensações e reações que ela nunca imaginou. De fato, uma viagem insana pela mente da protagonista, que resultou em um dos melhores filmes de terror psicológico que já fizeram.
Com um roteiro que consegue caminhar fora do convencional, Roman Polanski explora, de ponto a ponto, os traços que o enredo oferece. O primeiro ato, mesmo sendo lento, é fundamental para mostrar ao espectador, o caráter de cada personagem e o modo no qual eles se comportam. A inocência de Carol Ledoux, brilhantemente interpretada por Catherine Deneuve, é o ponto principal da trama. A protagonista representa a perfeição; não tem relações amorosas, é perfeccionista, é correta e, além disso, é muito bela, fisicamente. Não vemos defeito algum, durante o primeiro ato, e isso é brilhantemente programado pelo diretor, para o decorrer do desenvolvimento. Aos poucos, Polanski vai insinuando a degradação da personagem perfeita, a partir da essência sexual, de diversas formas possíveis. Quando Carol ouve sua irmã transando, a câmera se aproxima e foca no seu olhar. O olho é a janela da alma, e o enquadramento demonstra que a personagem fica inquieta, mediante à situação que a constrange.
Os takes curtos vão passando e, aos poucos, a face obscura de Carol começa a tomar conta da inocente protagonista. E justamente nesse ápice, que notamos o trabalho de câmera funcionando muito bem. Além das diversas passagens subliminares, as lentes das câmeras registram, de perto, as alucinações da protagonista. Essa proximidade é extremamente proposital, e traz um efeito claustrofóbico, devido à limitação do enquadramento. Além disso, quando ela entra nesse estado de transe, Polanski faz questão de retirar a trilha sonora e deixa apenas o badalar dos sinos, ou o barulho do ponteiro do relógio. Enquanto Carol se contorce alucinadamente, o espectador fica extremamente perturbado pela atmosfera criada.
Voltando para a outra parte da produção, a fotografia do Gilbert Taylor, que chegou a receber uma indicação no BAFTA, cria uma estética deslumbrante. Não digo isso apenas pelo fato de ser preto e branco, mas também, pela utilização da iluminação em certas cenas, além de outras representações dignas dos elogios recebidos. As rachaduras nas paredes, as mãos saindo por todos os lados, ilustrando o desejo que tenta se aproximar de Carol, demonstram um trabalho consciente do diretor, em transformar um simples apartamento, num ambiente insano e aterrador. Juntamente com a fotografia, temos o belo trabalho do Chico Hamilton, com a trilha sonora. Gradativamente, a melodia suave vai se transformando em notas pesadas que exaltam a mudança da drástica da protagonista.
Um trabalho surpreendente. Perturbador, intenso e envolvente. É difícil não ficar boquiaberto frente ao produto de alto nível. Polanski começa muito bem a "Trilogia do Apartamento", e já demonstrava que não era um diretor qualquer. Singularidade e Roman Polanski caminham lado a lado.
Cíntiaa em 06/01/2001Nota: 4.5
Esse filme realmente causa ansiedade e náuseas. Por isso é ótimo. Com imagens (e poucos diálogos) consegue passar a sensação de ser a personagem Carol. É irritante da melhor maneira possível!
Ana Belisaa em 04/01/2001Nota: 5
O filme é muito bom. Um suspense intrigante que te faz observar o filme incessantemente. Catherine Deneuve está muito bem no papel principal, nos deixando ter sentimentos contraditórios por ela.É uma mistura de realidade e imaginação que só um diretor como Polanski consegue fazer.
Diogo em 05/01/2001Nota: 4.5
O filme é muito bom, muito bom mesmo... Assisti a versão com a dublagem em frances, fiquei com um pé atrás, mas posso garantir que não me arrependi. É o tipo de filme que pode ser levado como um drama, e sob este ponto de vista esta excelende. Os momentos de silêncio, em que vemos Carol andando pela rua, pelo aparetamento, calado, com a câmera em seus olhos, prendem a atenção, a angústia, e o fato de podermos notar em seu semblante a liucura que vai crescendo nela. A depressão levada à última consequencia.Muito comparado com Bebe de Rosemery, por ser do emsmo diretor, mas posso garantir que, na minha opnião, apresente um enredo muito mais maduro e menos forçado que o Bebe de Rosemery, pois o mal aqui esta no simplkes desiquilibrio de uma garota.Se fosse comparar este filme com algum outro, naum seria com Bebe de Rosemery, ou Psicose, etc... E sim, eu compararia com o recente "As Horas", onde vemos um olhar psicotico de Nicole Kidman como Virginia Woolf, um olhar também depressivo d e Julianne Moore como Laura Brown, as duas apresentam o mesmo poder de olhar, transmitem a mesma angustia, a mesma sensação de perda e vazio... Ótimo.
B. Farace em 02/01/2001Nota: 4.5
Obra-prima de Polanski, quem mostra com extrema psicologia e poesia o detrimento mental da manicure interpretada magistralmente por Catherine Deneuve. Obrigatório para fãs do diretor.
Heliberton Cesca em 03/01/2001Nota: 3.5
O filme é muito bom. O simbolismo é utilizado nas cenas com primor. A exposição psicológica da personagem através dos ambientes, sons e dos objetos é utilizada muito bm pelo Polanski.
Rachel Pachecoa em 07/01/2001Nota: 5
Repulsa ao Sexo transmite toda a angústia e desespero da personagem por um meio puramente estético. É como uma combustão dos fatores que reprimem sexualmente a personagem usando o recurso audiovisual como combustível. Incrível.
Vou assistir apenas pelos efeitos especiais q estão elogiando aí, mas sem grandes expectat...
por Joe Cortez, 12/02/2012 às 07:00
Excelente filme! Javier Bardem em uma atuação marcante, mereceu o Oscar na época tanto el...
por Renan, 12/02/2012 às 02:10
Adorável.Um tema tão complicado explorado com delicadeza.
por Livia, 12/02/2012 às 01:41
Eu realmente gostei de ter assistido,fotografia maravilhosa.É o tipo de filme que tem o cli...
por Livia, 12/02/2012 às 01:33