Henrique Miura (e-mail), Leitor do Adoro Cinema - Nota 8:

"Ainda não consigo entender o porquê de"Refém do Silêncio" ter sido tão mal aceito pela crítica especializada. Tudo bem que o filme não é anormal, na verdade é um filme que tem sua trama e seu clímax bem limitado, mas consegue prender a atenção do espectador do começo ao fim sem maiores problemas, e com um tema já batido.

O diretor Gary Fleder faz um trabalho muito mais forte e complexo que seu "Beijos que matam", que tinha uma história totalmente furada. Aqui o roteiro trabalha de maneira óbvia, montando uma história com mistérios. Um problema foi exatamente esses mistérios não serem muito criativos, mas o Gary conseguiu fazer com que eles ficassem mais impressionantes do que realmente eram.

Michael Douglas está atravessando um momento excelente em sua brilhante carreira. No ano passado veio com o simpático "Garotos Incríveis" e em atuação maravilhosa e logo em seguida veio com o aclamado "Traffic", onde seu personagem era um dos mais interessantes da história. Agora neste ano ele apareceu como produtor e atuou em "Que mulher é essa?", filme que ainda não pude ver mas parece ser bem legal!. Nesse "Refém do Silêncio" ele mantém um bom nível de atuação, atravessa momentos brilhantes e consegue fazer dos momentos medíocres algo mais criativo!

A história gira em torno de Nathan Conrad (Michael Douglas), um psiquiatra que recebe de seu amigo Louis (Oliver Platt, o mesmo de sempre) a missão de cuidar de uma paciente que está em estado catatônico. Neste momento a vida de sua família já não está mais segura, um grupo de assaltantes após um assalto frustado há 10 anos atrás quer arrancar da garota alguns números que indicam onde está a jóia procurada. Para conseguir o objetivo, eles seguestram a filha do Nathan e agora ele tem de correr contra o tempo para ter a filha de volta, mas o perigo está mais perto do que eles imaginam e a vida de sua esposa pode estar em risco também.

Com alguns segredos, a história se desenvolve bem, fica uma brincadeira de bem contra o mal. Em um certo momento do filme isso chega a cansar um pouco, parece que o filme não vai mais sair do lugar, mas os personagens vão evoluindo e as situações vão ficando mais nervosas. O filme ganha um suspense psicológico emocionante, que vai deixar qualquer um apreensivo!

O final do filme é bem forçado, mas vendo como uma diversão sem compromissos consegue divertir exatamente pelo absurdo. Além disso, nota-se perfeitamente a falta de intensidade em alguns personagens, que não influenciam em nada no filme. O segredo mesmo é ver o filme sem grandes espectativas e exigências.
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"Refém do Silêncio" é um filme super agrádavel de ver. Não tem muita profundidade, o roteiro é bem limitado, o melhor mesmo ficou com a surpreendente direção do Fleder, que em "Beijos que Matam" derrubou o filme e aqui ele é um dos maiores responsáveis pelo filme não ser dos piores, além, é claro, do carísma encantador que a filha do Nathan traz para o filme. Para quem gosta de filme com tratamento psicológico, "Refém do Silêncio" é o filme mais recomendado em cartaz no Brasil."