O Americano Tranquilo

O Americano Tranquilo 2010-05-22 Francisco

Título original: (The Quiet American)

Lançamento: 2002 (EUA)

Direção: Phillip Noyce

Atores: Brendan Fraser, Michael Caine, Do Thi Hai Yen, Rade Serbedzija.

Duração: 118 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 5 5

(5 votos)

                   

Sinopse

Em 1952 Saigon está em plena guerra, envolvida na luta pela libertação do local do domínio francês. É nesta época que chega Alden Pyle (Brendan Fraser), um agente da CIA idealista que é enviado para ajudar as forças locais. Lá ele conhece Thomas Fowler (Michael Caine), um veterano correspondente do jornal London Times, que lhe apresenta Phuong (Do Thi Hai Yen), uma bela vietnamita com quem está envolvido. Logo Pyle também se envolve com Phuong, criando um triângulo amoroso que traz uma série de revelações a tona.

 

Elenco

Brendan Fraser

(Alden Pyle)

Michael Caine

(Thomas Fowler)

  • Do Thi Hai Yen (Phuong)
  • Rade Serbedzija (Inspetor Vigot)
  • Tzi Ma (Hinh)
  • Robert Stanton (Joe Tunney)
  • Holmes Osborne (Bill Granger)
  • Pham Thi Mai Hoa (Irmã de Phuong)
  • Quang Hai (General The)

Comentários

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Dead Lucas em 22/10/2010Nota: 4     

Não li o livro e não assisti o original, mas ao contrário das críticas acima eu gostei bastante do filme. Uma história nada previsível e também não maçante nos envolve do início ao fim. Fraser está bem, mas o diferencial mesmo é a atuação de Michael Caine, sempre divino. Acredito que valha a conferida...

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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 04/01/2002Nota: 3     

Baseado no romance homônimo do escritor Grahan Greene, o filme conta através do olhar de um jornalista inglês de meia-idade, Thomas Fowler (Michael Caine), como se deu a transição da influência francesa para a norte-americana no Vietnã no início dos anos 60. Fowler é correspondente de um jornal inglês em Saigon. Aliás, o próprio Grahan Greene também foi jornalista e viveu no Vietnã. Seu trabalho é monótono. Ele tem uma amante vietnamita, Phuong (Do Thi Hai Yen), jovem e bela. Sua vida sofre uma reviravolta completa com a chegada do norte-americano Alden Pyle (Brendan Fraser), que a princípio mostra-se um poço de ingenuidade. Com o decorrer da trama, Pyle transforma-se na personificação do império americano que ansiava por se expandir pelo mundo à qualquer custo. A visão anti-americana do livro de Grahan Greene foi mantida integralmente pelo roteirista Christopher Hampton. A falha do diretor Philip Noyce foi optar por uma trama mais voltada para a ação da guerra do que para o íntimo do jornalista Thomas Fowler. Noyce se preocupou em ganhar um público que pouco está interessado nas nuances políticas no sudoeste asiático do século passado, adicionando um tempero exageradamente belicista ao seu filme. Aí a porca torceu o rabo.

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pedro1asakura em 03/01/2002Nota: 3.5     

O filme, na verdade, não sabe bem o que focar e o roteiro as vezes vai caminhando bem e acaba se perdendo. De início, não gostava do roteiro. Ele começa com uma narração em que Caine vai dizendo que o Vietnã é a terra do amor e começa com Caine reconhecendo o corpo assassinado de Fraser. Logo, percebe-se que o filme pretende mostrar como os dois se conheceram e como ele morreu. E é impossível não fazer a ligação de um triângulo amoroso (lembra, da Terra do Amor?). Tirando a previsibilidade inicial, eu não estava gostando por se tratar de uma adaptação e estava ficando clara que ela não era nem um pouco original, devido as narrações iniciais de Caine. Até a metade, as narrações continuam mas o filme vai melhorando. O roteiro mostra ao mesmo tempo a situação conturbada no Vietnã e um triângulo amoroso bem elaborado, mesmo apesar que um p ouco superficialmente, inclusive com um "amor a primeira vista". Mas até me agradava, as emoções eram simples mas quase sem parecer superficiais. Ia caminhando bem. Até que o filme fica politizado demais e tenta chocar com a intervenção americana no Vietnã, sem conseguir (inclusive o final é manjadíssimo, com umas manchetes de jornal). Ou seja, o roteiro se perde na metade do filme e é jogado ao lixo. Quanto a Michael Caine, inicialmente ele estava bem...simples. Ele vai evoluindo no decorrer do filme, fica bem em cena, até quase segurar o filme no final. Não chega a brilhar, mas a indicação ao Oscar foi justa. Quanto a Fraser, até gostei. Nunca gostei muito de seus personagens, mas ele quase consegue convencer com um personagem sério (apesar de vários deslizes). Philip Noyce dirige bem o filme, competentemente mas não chega a surpreender muito, apesar de melhor do que em "Rabbit Proof-fence"."

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Henrique Miura em 02/01/2002Nota: 2     

Depois do desastroso "O Colecionador de Ossos", Philip Noyce continua a errar. O melhor elemento do filme - que é a atuação de Michael Cane - nem é memorável. Mas, os americanos adoraram o filme,- que foi aclamado pela crítica, e Cane acabou conseguindo sua sexta indicação ao Oscar, sua quarta como Melhor Ator. Aqui ele interpreta um correspondente inglês no Vietnã. Casado em sua terra natal, ele vira um adultero quando começa a ter um caso com uma jovem vietnamita. O americano tranqüilo do título é Brendan Fraser. Deixando as expressões fáceis e divertidas de seus últimos filmes, aqui ele volta aos tempos de "Deuses e Monstros", tendo uma atuação que deveria ser "séria". Deveria, mas apesar do esforço, é visível ver seu tom cômico se impulsionando em suas caretas. Seu personagem é o enigma chave do filme, sendo que se apaixonado pela vietnamita que mantém um caso com o inglês. Concluindo, o filme antes de uma "reviravolta", se divide entre política e romance. Isso porque, além desse romance chato e meloso (a patética atuação da moça atrapalha muito), existe o conflito de Saigon, num embate entre comunistas, franceses e um novo general. Esperar algo ideologicamente crítico ou contundente é bobagem. E das poucas eficiências do filme nesse quesito, é preciso muita interpretação, pois uma coisa que soa como crítica para uma pessoa, pode soar como uma apologia para outra. E tudo isso só inicia-se depois da suposta reviravolta, depois de traçar o perfil do caráter de cada personagem. E avaliando o caráter, é que as interpretações vão ficar deslocadas. Em som e imagem, você vê farpas contra a política norte-americana, por outro lado, analisando tudo aquilo que foi passado, é visível uma certa apologia à intervenção americana camuflada em conflitos políticos. O filme também sofre da falha narrativo do flashback. A fita começa com o americano morto e o inglês o chamando de "um amigo". Então regressamos sem qualquer justificativa para quando os dois se conheceram, e então começa toda a história. O recurso de revelar um elemento fundamental do final logo no começo - que funcionou muito bem em "Moulin Rouge" e "Beleza Americana", por exemplo - não funciona nessa trama confusa e cheia de detalhes irrelevantes. Pela política atual, porém, o filme serve como um painel revelador, demonstrando o potencial americano de manipulação e controle. "O Americano Tranqüilo" tem uma trama arrastada, um ritmo que se perde no misto entre "fita de ação" e "fita de arte", e muito papo para pouco conteúdo. Cane é a melhor coisa do filme, contudo, passa muito distante de seus melhores momentos. Fraser já demonstrou poder de aturar de verdade em "Deuses e Monstros", mas aqui ele já está marcado como um comediante, tentando bancar o sério em uma fita errada, que pouco lhe exige e não pede mutação de qualquer outro personagem seu - o que acaba causando alguns risos involuntários. De cena boa no filme, existe apenas uma: a grande explosão, que é a chave para a reviravolta que ocorre poucas cenas depois. Lembrando que o roteiro de Christopher Hampton e Robert Schenkkan é uma adaptação da obra de Graham Greene, que já fora adaptada em 58, com o título de "Um Americano Tranqüilo"."

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Luiz Carlos Santos em 05/01/2002Nota: 3.5     

É um filme que mostra como um ator faz a diferença. Caine está sensacional no papel do jornalista britânico e não deixa espaço para o talentoso Brendan Fraser. Filme político, mas com cenas montadas especialmente para o gênero - caindo, portanto, no lugar comum. Phillip Noyce nunca fez um filme bom e ainda não acerta dessa vez."

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Últimos Comentários

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