Henrique Miura (e-mail), Leitor do Adoro Cinema - Nota 7:

"Julia Roberts, a rainha das comédias românticas, John Cusack, um dos grandes e mais versáteis atores da atualidade, e Catherine Zeta-Jones, uma das mulheres mais bonitas que existem. Juntando essse trio em um único filme, o resultado não poderia ser de maneira nenhuma insatisfátorio.

Sorte de Joe Roth, que teve tudo na mão para fazer essa simpática comédia de bastidores, fofocas e polêmicas hollywoodianas. E além do trio principal ele contou com coadjuvantes de peso, como a bacana presença de Billy Crystal e do Stanley Tucci, ambos fazendo de tudo e mais um pouco para promover o último filme onde "os queridinhos da america" contracenam juntos.

O filme começa mostrando o casal da América em filme que contracenaram juntos. Logo descobrimos que o casal não está mais junto, culpa de um espanhol (ops, isso lembra um pouco a realidade hein? Tom Cruise, Nicole Kidman e Penelope Cruz). Gwen agora é odiada, todos querem o casal junto novamente, separados eles não são nada e ela já amarga 2 fracassos seguidos. Enquanto isso, Eddie está em total depressão e até tem um flashback mostrando como ele descobriu a traição.

O assessor interpretado pelo Billy Crystal tem a missão de juntar o casal para promover o último filme deles juntos, tem de aturar exigências e frescuras. Mas ele não vê limites para criar polêmicas para maior divulgação dos astros e, respectivamente, do filme, mesmo que tenha que queimar um pouco a intregridade dos astros. E um pequeno detalhe: o diretor ainda não entregou o filme ainda.

Com um roteiro com boas piadas, o filme segue em ritmo dinâmico. Só um pouco antes do fim ele fica um pouco parado. Em relação a situações o roteiro fica devendo, pois ele anda, anda e anda e só sai do lugar no final.

Tem muitas partes engraçadas no filme. Como os flashs onde mostram a Kiki pouco tempo atrás, onde ela está em formato "bolinha". Existem piadas chatas sim, sem graça nenhuma, que não funcionam de jeito nenhum, mas as melhores ficam por conta do namorado espanhol de Gwen, principalmente no final inesperado e totalmente engraçado, mesmo sendo de certa maneira surreal.

"Os queridinhos da América" não rendeu o esperado nas bilheterias, foi fracasso de crítica (por que será?), mas é um filme bem agradável. Mesmo a história se repetindo muito durante sua curta projeção. O filme critica, faz rir, mas como comédia romântica não consegue encantar, principalmente com o fraco romance de Kiki com Eddie. O filme é uma divertida ficção da vida rela, vale a pena um pulinho no cinema."