A escolha de Lula, o Filho do Brasil para abrir o 42º Festival de Brasília de Cinema Brasileiro foi uma tacada de mestre. Em primeiro lugar, pela expectativa existente em torno do novo filme do diretor Fábio Barreto (O Quatrilho). Em segundo, pelo histórico de filmes políticos do próprio festival. E, para encerrar, por ser o festival em Brasília, capital do país e principal palco da política brasileira.
Com todos estes fatores envolvidos, o resultado não poderia ser outro: muitos holofotes para a exibição, realizada ontem à noite em uma sala superlotada. O Teatro Nacional de Brasília, com capacidade para 1.400 pessoas, foi pequeno para o evento. A ponto do produtor Luiz Carlos Barreto, percebendo a superlotação, pedir que as pessoas que estavam sem poltrona deixassem o local, prometendo a realização de outra sessão ontem mesmo. A promessa não foi bem recebida pelo público, que vaiou o produtor.
Em meio aos atropelos, estiveram presentes a primeira-dama Marisa Letícia e sete ministros do governo: Orlando Silva (Esportes), Carlos Lupi (Trabalho), Paulo Bernardo (Planejamento), Márcio Fortes (Cidades), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Fernando Haddad (Educação) e José Pimentel (Previdência). O presidente Lula, alvo da cinebiografia, não esteve presente.
O Festival de Brasília segue sua programação hoje, dando início à mostra competitiva. O documentário Filhos de João, Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas, será o primeiro competidor do troféu Candango de Ouro a ser exibido.
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