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Marcos Felipe (e-mail), Leitor do Adoro Cinema - Nota 7:

"Falar errado que esse filme possui um clima claustrofóbico seria redundância. Cerca de apenas 10 personagens fazem parte da trama, na qual mãe e filha se trancam em um "quarto-cofre" de uma mansão para fugir de três bandidos que procuram dinheiro no local.

O roteiro do filme não possui nada de mais e certas situações durante o filme são inverossímeis (ninguém escuta o barulho feito pelos ladrões para entrar no quarto, apesar da mansão em questão estar localizada no centro de Nova York). O filme teria tudo para ser um filme de suspense comum, mas não é. E o culpado por isso é o diretor David Fincher, o mesmo do magnânimo "Clube da Luta".

Com sua câmera pra lá de estilosa, ele passeia pela mansão e pelo "panic room" esmiuçando todos os detalhes. A violência plástica também está lá, não tão rude como em "Clube da Luta" e nem tão "gore" como em "Seven". Esteticamente o filme é quase perfeito. Até os créditos iniciais são maravilhosos (talvez os melhores créditos da história do cinema). Clique aqui para ler a biografia de Fincher.

No quesito atores, Forest Whitaker desempenha bem o papel de "bandido-bonzinho" e Jodie Foster, que entrou no último minuto no lugar de Nicole Kidman, originalmente escalada para o papel principal e que desistiu da personagem devido a um aborto que teve algumas semanas antes do início das filmagens, também não compromete como a mãe "mezzo" histérica "mezzo" heroína. Previsível e esteticamente belo, "O quarto do pânico" proporciona ótimos momentos de supense, mas sem muita originalidade mas com muito estilo."