Título original: (Dark Passage)
Lançamento: 1947 (EUA)
Direção: Delmer Daves
Atores: Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Bruce Bennett, Agnes Moorehead.
Duração: 106 min
Gênero: Policial
Status: Arquivado
Vincent Parry (Humphrey Bogart) é um prisioneiro que escapa de San Quentin, pois quer provar sua inocência. Logo após a fuga ele tem que pegar uma carona, mas o motorista começa a fazer várias perguntas. Quando no rádio do carro informam a descrição de Parry este é obrigado a atacar o motorista, que fica desacordado. Vincent ainda não sabe o que fazer, até que surge Irene Jansen (Lauren Bacall), uma pintora amadora, que se oferece para levá-lo até São Francisco. Vincent fica no apartamento de Irene, que acompanhou o julgamento e nunca ficou convencida da sua culpa. Além disto o pai dela morreu na prisão sempre alegando inocência, tendo também acusado de matar a mulher. Após deixar o apartamento de Irene, pois acha arriscado ficar ali, Vincent pega um táxi. Sam (Tom D'Andrea), o motorista, lhe diz que sabe quem ele é, mas não o denuncia. Além disto lhe dá o endereço de Walter Coley (Houseley Stevenson), um cirurgião plástico, pois Vicente precisa mudar seu rosto, que está estampado em todos os jornais. Vincent vai até a casa de George Fellsinger (Rory Mallinson), seu melhor amigo, e lhe pede para ficar ali por uma semana. George concorda e naquela noite mesmo Vincent faz a cirurgia. Mas, ao voltar para a casa de Fellsinger, Vincent descobre que ele foi assassinado. Ele então faz uma caminhada de mais de 8 quilômetros pelas ladeiras de São Francisco, até chegar totalmente esgotado ao apartamento de Irene, que o acolhe e mostra o jornal que diz que eleé o único suspeito da morte de George. Durante uma semana Irene cuida de Vincent e, quando as bandagens são retiradas, ele é outro homem, pois a cirurgia foi muito bem feita. Mas isto não basta para ele, pois quer descobrir quem o incriminou.
Guilherme Araújo em 02/01/2001Nota: 4
Este é um grande filme noir, com um roteiro inteligente e interpretações consistentes. Entretanto, o ponto mais forte do filme está na direção. Delmer Daves nunca foi considerado um diretor do primeiro time, mas sempre foi tido como um diretor inovador e talentoso. Neste filme, Daves "esconde" o rosto do personagem principal (Vincent Parry, feito por Humphrey Bogart) durante toda a sequência inicial, para tanto utiliza apenas a inconfundível voz de Bogart e um brilhante manejo de câmera, no qual passa a sensação de que vemos o filme pelos olhos do citado personagem, mas sem revelar o seu rosto, que, adiante, seria modificado por meio de uma cirugia plástica, e, quando, finalmente, será mostrado o rosto de Bogart. Esta sequência inicial prende o espectador e dá o tom do suspense que virá ao longo do filme, solidamente apoiado num roteiro cheio de reviravoltas. Daves também fez o grande faroeste Flechas Ardentes. Nele, pela primeira vez, os índios são humanizados e "libertados" do estereótipo de vilões. Mais uma inovação, e sobretudo uma justa reparação aos índios, que o cinema deve a Daves.
Lucas Souza de Carvalho em 03/01/2001Nota: 4.5
Envolvente noir por sua fotografia sombria e atmosférica, por seu uso inovador da câmera portátil em primeira pessoa, criada por Robert Montgomery, cuja a função era mostrar somente a voz de Bogart e a câmera como mais um dos personagens da história, até o momente em que aparecesse o rosto do protagonista após a cirurgia plástica, o que por certo não agradou o produtor Jerry Wald e o estúdio da Warner Bros. "Prisioneiro do Passado" estreou em 1947 com críticas negativas e teve pouca bilheteria, a causa desse fato provavelmente ocorreu devido à preocupação norte-americana de ameaças comunistas e ao medo de infiltração dos mesmos no meio cinematográfico. Além disso, por tratar-se de um suspense em tempos de caos no final da Segunda Guerra Mundial, podendo se considerar uma total incoerência para a época. Portanto, em grande parte, é uma obra muito gratificante e reconhecida até os dias de hoje pelos fãs do gênero, por ter o amado casal junto nas telas, após o sucesso de "Uma Aventura na Martinica" e o fracasso de "À Beira do Abismo", mas por sua vez é também um grande clássico. Boggie & Bacall, que podem ser sinônimos de lendas e eternas estrelas hollywoodianas, têm a chama de uma paixão tão grande nesse filme que nem mesmo os sensores conseguiram controlar.
É um bom filme.
por Otávio, 14/02/2012 às 19:33
Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor
Filme recomendado. Análise: roteiro bom, atuações boas, fotografia boa, trilha sonora reg...
por NEO, 14/02/2012 às 18:55
...Muito bom o filme! Está entre os melhores na minha opinião!
por Gustavo, 14/02/2012 às 18:35
Já teve um filme com roteiro parecido com o Adam Sandler e a Drew Barrymore, não teve?
por Atena Negra, 14/02/2012 às 18:13