Renato Rosatti (e-mail), Leitor do Adoro Cinema - Nota 9:

"Em 03 de agosto de 2001 estreou finalmente nos cinemas brasileiros o novo e tão esperado "Planeta dos Macacos" (Planet of the Apes), uma das maiores sagas cinematográficas da ficção científica mundial (juntamente com as marcas de "Star Wars" e "Star Trek"), que se iniciou em 1968 no original dirigido por Franklin J. Schaffner e estrelado por Charlton Heston, Kim Hunter e Roddy McDowall, e teve mais quatro continuações nas telas grandes além de duas séries de TV (uma em desenho animado) e vasto universo de quadrinhos e "merchandise" de todos os tipos, entre brinquedos, camisas, revistas, livros e uma infinidade de artefatos de "memorabilia". Dessa vez, trinta e três anos depois, na direção BORDER="0" SCROLLING="no" FRAMEBORDER="0"> do competente Tim Burton, os "apes" estão de volta num filme que na verdade não é uma refilmagem ou sequência, e sim uma variação do mesmo argumento utilizado no primeiro filme da série. Leo Davidson (Mark Wahlberg) é um astronauta americano em missão numa estação espacial em 2029, que ao investigar uma tempestade eletromagnética a bordo de uma pequena nave e também à procura de seu chimpanzé de estimação que havia se perdido nessa tempestade (os macacos eram treinados para pilotar pequenas cápsulas espaciais de reconhecimento para não expor os humanos em perigo no desconhecido), é tragado por uma fenda temporal no espaço e vai aterrissar num planeta selvagem dominado por macacos inteligentes. Nesse mundo alternativo, diferentes classes de macacos são os seres dominantes enquanto os humanos são escravizados, invertendo a ordem social que conhecemos. Davidson então é o escolhido para liderar uma revolta dos humanos contra a tirania dos macacos, ajudado por uma chimpanzé chamada Ari (Helena Bonham Carter), simpatizante dos humanos, e pela bela Daena (Estella Warren), uma jovem mulher à procura de liberdade. Para enfrentá-los, todo um exército de macacos soldados liderados pelo tirano General Thade (Tim Roth) e seu escudeiro Attar (Michael Clarke Duncan), culminado numa batalha violenta pelo domínio do planeta. Esse novo filme da série, ansiosamente aguardado por muitos anos pelos fãs mais ardorosos da saga, como eu, trouxe algumas visões alternativas para a história já conhecida por nós desde os anos 70 do século passado, e certamente está contribuindo muito para o fortalecimento ainda maior desse fenômeno cinematográfico que é o "Planeta dos Macacos". Tim Burton é um excelente cineasta, cujo talento foi responsável por pérolas do cinema fantástico moderno como "Edward Mãos de Tesoura" (90), "Ed Wood" (94), "Marte Ataca!" (96) e "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça" (99), entre outras obras primas. Ele, com sua visão gótica de um mundo obscuro, criou sua própria variação para o eterno conflito entre homens e macacos, que estão sempre invertendo suas posições de dominante e dominado a todo momento durante a saga. Amparado pela moderna tecnologia dos efeitos especiais a cargo da famosa ILM (Industrial Light and Magic) e pelo trabalho de alta qualidade do maquiador Rick Baker (um dos melhores do mundo, premiado por "Um Lobisomem Americano em Londres", 81, e "Homens de Preto", 97, entre outros), na concepção do complexo figurino dos macacos, esse novo "Planeta dos Macacos" é um dos melhores filmes de ficção científica dos últimos anos e perpetua com honra a já consagrada saga "ape", como confirmam as enormes bilheterias no mundo inteiro."