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"Os Pássaros" é o mais bizarro dafilmografia genial de Alfred Hitchcock. Muito se especulou sobre o significado ou a razãodo ataque dos pássaros no filme... nunca se concluiu nada, pois Hitchcock não deumargens a conclusões em seu filme. Ele era um grande manipulador de platéias. O filmetem grandes momentos de suspense, alguns de causar aflição mesmo. Tem tomadasmagistrais, como a aérea, da explosão. O roteiro é repleto de deliciosas entrelinhas,enfim, o filme é um clássico. Pena que os efeitos, muito eficientes até um tempoatrás, soem evidentemente fasos, frente os avanços naturais da técnica. Mesmo assim,prefira-se mil vezes reassistir este filme a esperar uma refilmagem boba. |
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Inquietante. Surpreendente. Apavorante. Perto de "Os Pássaros", "Seven" é filme da Disney. A obra de Hitchcock inquieta e fascina por não seguir a tradicional fórmula do "Ah, então era por isso" no final do filme. ImprescindÃvel assistir este filme para quem realmente gosta de filmes de suspense. |
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Achei o filme muito interessante e curioso, mas os efeitos não empolgam mais e faltou explicar porque os pássaros endoidam. Sei que dizem que a falta de explicação é o charme do filme e tudo mas gosto das coisas bem explicadas. |
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Horripilante! Uma história muito interessante, muito bem dirigido, muito bem atuado e com um roteiro muito bom. E o final do filme merece destaque, um final criativo, para depois que o filme acabar você ficar pensando muito e, se alguém viu com você, ficar falando sobre exatamente aquilo que ocorre no final. Um filme muito bom! |
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Um filme bem diferente de Hitchcock, pois aqui ele usa e abusa dos efeitos especiais, que aliás, impressionam por serem da década de 60.O começo é meio paradão. Só há algumas cenas de ataques das aves, que anunciam o inferno em que a pequena cidade de Bodega Bay irá se tornar. Há mais diálogos, todos bem escritos e inteligentes.Já a segunda metade, é o mais puro suspense, com cenas de ataques incrÃveis (que se tornam ainda mais incrÃveis quando a gente pensa que esse filme é de 1963) e tensão tÃpica dos filmes de Hitchcock.O final do filme não deixa respostas, só levanta perguntas. E é bem original.Imagino que se esse filme hoje já causa um frio na espinha, o que deve ter acontecido com as platéias de 1963? Mais um grande filme de Hitch. |
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Em "Os Pássaros" (The Birds), de 1963, Alfred Hitchcock demonstra, como em vários outros momentos de diversas obras suas, o raro domÃnio sobre a linguagem cinematográfica que lhe é bem próprio. Certamente o trecho mais contundente de "Os Pássaros", para ilustrar a singular habilidade do cineasta inglês, é a sequência em que a protagonista Melanie se dirige até a casa de Mitch: primeiro o percurso feito de automóvel e, principalmente, a travessia da Bodega Bay de barco são um excelente exemplar do produto cinematográfico em seu estado mais puro e essencial; toda a sequência é contada através, e tão somente, de imagens, sem trilha ou diálogos. Não fosse pela sonorização, seria um completo retorno ao cinema mudo. O aspecto interessante e a beleza dessa sequência, claro, não advém de um mera saudade dos tempos iniciais do cinema; Hitch, como grande manipulador, mantém o espectador em um estado de tensão crescente, à medida que Melanie se aproxima da casa de Mitch. A partir do motor do barco ligado, a câmera mostra, alternadamente, a visão de Melanie da casa de Mitch do outro lado da baÃa e um plano objetivo em que se vê o barco vindo de frente e a vastidão do mar e do céu ao fundo. Essa alternância de planos e a longa duração da sequência, que mostra todo o percurso de Melanie, sugere ao espectador que algo de extraordinário está na iminência de acontecer. E reafirmando, tudo se desenrola sem qualquer locução, diálogo e, principalmente, sem música, que costuma ser ponto forte e essencial em outros filme de Hitchcock, como "Frenesi" e, talvez maior exemplo disso, "Psicose". O suspense é mantido até o final da sequência, sem que nada de inesperado ocorra; apenas quando Melanie faz o caminho de volta ocorre o primeiro ataque dos pássaros: uma gaivota investe inexplicavelmente contra a cabeça de Melanie.Um dos elementos fundamentais geradores da atmosfera de tensão que recobre quase todo o desenrolar do filme é a falta de explicação do súbito comportamento agressivo dos pássaros de Bodega Bay. O que dá margem, inclusive, à uma sequência deliciosamente cômica, quando vários do habitantes da região discutem sobre o problema dos pássaros em um bar, com destaque para o contraste entre a ornitóloga cética e o bêbado apocalÃptico. O absurdo do comportamento dos pássaros que, inexplicável e violentamente, agridem as pessoas à s enxurradas e de modo intermitente, acaba por aumentar a angústia do espectador, que não sabe o que esperar para a cena seguinte. Aà é que Hitchcock brinca com nossas expectativas, nos surpreendendo com um violento ataque ou com uma, não menos estranha, quietação momentânea dos pássaros.Outro grande ponto a favor de Hitch é o resultado obtido pelo filme sem a disponibilidade das atuais técnicas de computação gráfica, de criação de efeitos visuais. Isso só prova a tese de que não se faz uma boa obra cinematográfica apenas com muito dinheiro e alta tecnologia; é fundamental ao menos um domÃnio razoável das técnicas da linguagem fÃlmica. Apesar de várias montagens fotográficas utilizadas por Hitch para algumas das cenas de ataque dos pássaros, ele teve de usar também pássaros reais e treinados, inúmeros deles. Os ataques eram simulados, sendo os pássaros muitas vezes atraÃdos com comida, além dos pássaros empalhados para completar a multidão que se põe atrás de Melanie, enquanto ela fuma num banco da escola de Bodega Bay. Mas provavelmente "Os Pássaros", se realizado pelo mesmo Hithcock nos dias de hoje, teria um impacto ainda maior em suas cenas mais violentas. Mas enfim, infeliz do cineasta que faz uso gratuito dos efeitos especiais hoje disponibilizados por Hollywood e mais infeliz o espectador que se dispõe a ver um filme atraÃdo apenas por tais efeitos: mútua mediocridade que fere o status artÃstico do cinema.Neste filme é demonstrada a preferência de Hitch por estúdios, em detrimento das locações. Na seqüência inicial, quando Tippi Hedren, vista de longe, atravessa a rua em São Francisco, o cenário é São Francisco mesmo. Mas quando ela chega à calçada e passa por trás de um poste, sem que se perceba o corte, a cena já é de estúdio: ela leva o assobio de um garoto e, ao se aproximar da loja de pássaros, Hitchcock sai pela porta com os dois cachorros - tudo isso era o estúdio da Universal..., segundo as palavras de Ruy Castro.O final é mais uma genial "brincadeira" de Hitch que, contrariando o roteiro original, deixou o filme sem desfecho, o que, sem dúvida incomoda grande parte, talvez a maioria do público. Após a terrivelmente angustiante fuga dos protagonistas da casa de Mitch, em meio a um sem número de pássaros, o carro que os leva segue em direção à ponte de São Francisco e o filme é interrompido num plano geral, sem ao menos o famigerado "The End", tradicional e corriqueiro à época de "Os Pássaros". Originalmente eles chegariam à ponte, então tomada por pássaros. Tal alternativa também não daria cabo do enredo, mas seria um pouco menos angustiante e enigmático. Hitchcock, contudo, optou por "deixar no ar", em lugar de criar uma idéia de inexorabilidade do apocalipse causado pelos pássaros. |
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Aranhas assassinas, serpentes venenosas, piranhas voadoras e outras bobeiras não chegam aos pés dos pássaros graciosos porém violentos de Hitchcock. Um dos grandes clássicos do cinema. Roteiro genial e violência na medida certa. |
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Os pássaros é um filme de arte como grande parte dos filmes do Hitchcock. Esses filmes precisam ser assistidos de noite... com tranquilidade. O fato dos efeitos especiais terem se deteriorado com o passar das décadas pouco influi no trabalho artístico que esse gênio criava com dedicação e paixão pela sétima arte. Os pássaros é mais um dos filmes que não podem deixar de ser visto. |
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Assisti "Os Pássaros" recomendado pela minha avó, que adora filmes de suspense. Não me decepcionei. O filme está , na minha opinião, abaixo da Obra-prima "Psicose", ocupando o segundo lugar merecidamente. Alfred conseguiu sair do suspense e entrar no âmbito do terror clássico, sem apelar, sem passar dos limites. Na verdade, o "terror" de "Os ´Pássaros" está na nossa mente, nas perguntas não respondidas e no temor de não sermos a única espécie pensante. Bastante estiloso e equilibrado. Recomendo. |
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