Passagem para a Índia

Passagem para a Índia 2010-05-22 Francisco

Título original: (A Passage to India)

Lançamento: 1984 (Inglaterra)

Direção: David Lean

Atores: Judy Davis, Victor Banerjee, Peggy Ashcroft, James Fox.

Duração: 163 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 8 5

(8 votos)

                   

Sinopse

No final dos anos 20, Adela Quested (Judy Davis), uma rica inglesa de idéias liberais, viaja para fora do país pela primeira vez, ao seguir para a Índia para encontrar seu noivo e tentar se adaptar ao país. Mas o choque cultural acontece e quando tudo parecia facilitar a integração ao conhecer Dr. Aziz (Victor Banerjee), um indiano que a leva para visitar as cavernas de Marabar, lá Adela alega que Aziz tentou violentá-la.

 

Elenco

Judy Davis

(Adela Quested)

  • Victor Banerjee (Dr. Aziz)
  • Peggy Ashcroft (Sra. Moore)
  • James Fox (Richard Fielding)
  • Alec Guinness (Prof. Godbole)
  • Nigel Havers (Ronny Heaslop)
  • Richard Wilson (Turton)
  • Antonia Pemberton (Sra. Turton)
  • Michael Culver (McBryde)

Comentários

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Rafael Vespasiano em 07/03/2010Nota: 4     

Bom drama que mostra um choque de culturas: ingleses (colonizadores) versus indianos (colonizados); ociedente versus oriente; cristãos versus hindus; esse caldeirão étncio está fervendo e corre o risco de estourar em uma guerra entre igleses e indianos, devido à acusação de uma jovem liberal inglesa, Adela (Judy Davis), contra Dr. Aziz, que o acusa de tentar lhe estuprar. As imagens são belíssimas, fotografia e trilha sonara maravilhosas. Bom filme do diretor David Lean! nota: 8,0.

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Luís Jr. em 07/01/2001Nota: 4     

Um filme enigmático e encantador. Ao mesmo tempo, é tão complicado falar sobre suas virtudes - que são muitas. Afinal, estamos falando de um épico luxuoso que percorre cerca de duas horas de roteiro sem mostrar a que veio! É uma sucessão de seqüências realmente bastante curiosas, que aguçam o interesse do espectador, portanto não estamos de falando de um filme chato. Algumas dessas tais seqüências são mais que curiosas, são fascinantes e belas, ternas e poéticas. Dr. Aziz batendo o pó de seu terno inglês; Dr. Aziz pendurado do lado de fora do trem como um babuíno fazendo macaquices; o belo e enriquecedor diálogo entre Mrs. Moore e o Dr. Aziz na ruína (linda) de uma mesquista; Adela Quested atordoada com as esculturas eróticas do templo em ruínas; mais uma vez, Dr. Aziz, então, conversando sobre sua vida pessoal e seu passado num belo e agradável diálogo com o personagem de Edward Fox. Tudo muito belo, fascinante, enigmáico, exótico e cativante. Toda a qualidade dessas seqüências que preenchem mais de dois terços do filme deve-se à genialidade do grande mestre da direção: Sir David Lean. Só mesmo ele para criar um mundo maravilhoso, ao mesmo tempo em que expõe a vergonha do chauvinismo prestes a lançar um império em guerra civil. Tudo muito interessante. Mas, afinal de contas, PRA QUÊ TUDO ISSO? O espectador vai transcorrendo o filme se perguntando qual o objetivo da história. O filme não mostra a que veio por longo tempo. De repente, depois de duas horas, mais ou menos, de projeção, o espectador é lançado nos últimos 40 minutos de filme. Quarenta minutos emocionantes, tensos, revoltantes e abençoados que conduzem ao explosivo epílogo da trama. Um epílogo tão cheio de verdades, de culpas, de palavras não ditas, de sentimentos confusos e injustos, mas ao mesmo tempo, compreensíveis e aceitáveis. Um epílgo que vale o filme inteiro. E principalmente, que dá sentido ao filme inteiro. Todas aquelas seqüências belas, mas aparentemente, sem objetivo algum, são em si mesmas peças de uma colcha de retalhos multicores que preparam o terreno, preparam o coração, os sentimentos e as opiniões do espectador para o final avassalador: um desabafo inesperado como nunca antes se vira no cinema. Inesquecível! As atuações são de um poder hipnótico. A fotografia é bela como uma pintura. E a cenografia, suntuosa e discreta, é de um raro encanto. PASSAGEM PARA A ÍNDIA é uma obra-prima. Só não ganhou os Oscars de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Direção de Arte porque naquele ano ninguém tinha como derrotar uma obra-prima ainda maior: AMADEUS.

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Kalini em 05/01/2001Nota: 5     

David Lean fez desse o seu filme mais cheio de significados, quem conhece a cultura oriental e seus elementos fica maravilhado com as mensagens imagéticas do filme o que o deixa entre os mais enigmáticos, tipo você sente que há uma mensagem sendo passada mas que te escapa em compreenssão plena. É para mim inesquecível.

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Isabel Silvaa em 06/01/2001Nota: 5     

Há suspense desde o início até ao fim: em Inglaterra com referência às grutas, que são um fio condutor importantíssimo, no tribunal, na identidade da esposa do inglês amigo. Há belas imagens de lua no mar, de montanhas, dos Himalaias. Mostra bem a filosofia hindú, que também é universal (Mrs. Moore), o (des)respeito por outros povos e culturas. O perigo da ignorância (Adela em relação a sexo). Belo e surpreendente.

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Dagmar Manieria em 04/01/2001Nota: 4.5     

Um dos melhores do gênero. Mostra com abilidade o confronto de duas culturas: dominação e resistência. É um desses filmes que ficam na memória.

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Luciano Pita em 03/01/2001Nota: 5     

Ótimo filme. Acho que poucos diretores conseguiu mostrar complexos conflitos psicológicos, pessoais e políticos de forma tão discreta, inteligente, simples e, ao mesmo tempo, complexa em um filme. Se você gostou de King Kong, Closer ou Missão Impossível, não perca seu tempo vendo esse filme. Infelizmente ele não foi feito para você.

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Cecília Sales Queiroz de Carvahoa em 02/01/2001Nota: 5     

Adorei o filme ele é fabuloso e além disso ele apresenta muitas características da era Vitoriana, abordando com muita cautela a temática do sexo, quando aponta a repressão sexual que viveu a personagem Adela. Amei, muito bom mesmo.

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