Título original: (Paradise Now)
Lançamento: 2005 (França, Alemanha, Israel, Holanda)
Direção: Hany Abu-Assad
Atores: Kais Nashef, Ali Suliman, Lubna Azabal, Amer Hlehel.
Duração: 90 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel Aviv. Depois de passar com suas famílias o que teoricamente seria a última noite de suas vidas, sem poder revelar a sua missão, eles são levados à fronteira. A operação não ocorre como o planejado e eles acabam se separando. Distantes um do outro, com bombas escondidas em seus corpos, Khaled e Said devem enfrentar seus destinos e defender suas convicções.
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Antônio Lima em 08/01/2005Nota: 5
Direto sem ser chocante,politico mas nao panfletário,critico sem desmerecer a causa Palestina. E ainda discorre belamente sobre o sentido da vida e da morte para os palestinos; enfim foi um trabalho habil sobre um tema explosivo(literalmente).
James em 05/01/2005Nota: 5
Uma maneira legal de ver uma cultura bem diferente da nossa e logo em cima de uma asunto tao polemico (no caso os Homens bomba) exelente filme, historia bem bolada e desenvolvida.
Caio Túlio em 11/01/2005Nota: 4
Nada de loucos insanos e barbudos fundamentalistas...aqui os homens-bombas são humanos, reais, como nós...e por isso mesmo o filme explode com mais força, porque a realidade é explosiva!
Maríliaa em 03/01/2005Nota: 2
Paradise Now é uma produção com altos e baixos (e alguns bem baixos!). O filme consegue levar o espectador a um dos cenários mais explorados pejorativamente nos dias atuais e, de algum modo, consegue humaniza-lo. Mas, ao mesmo tempo, o longa peca quando subestima a inteligência dos muçulmanos (e de quem assiste ao filme!) em dialógos chulos travados entre os mentores da ação e os homens-bomba. Algumas horas eu me perguntava se eu não estava assistindo, por engano, à mais nova produção de Steven Spielberg.
Lucas Sampaio em 13/01/2005Nota: 4
Um filme que deixa o texto de lado para surpreender com breves momentos ora insanos ora conscientes do protagonista não pode passar despercebido por onde for. Paradise Now merece todas as boas críticas que recebeu já que faz um contraponto em relação à questão palestina não caindo em chavões já vistos no cinema de cunho institucional. Faço uma ressalva à cena em que se pergunta ao chefe da operação o que acontecerá depois de a bomba explodir, e ele, hesitante, responde: "Há dois anjos esperando por vocês".
Luiz Eduardo L. Corrêa em 14/01/2005Nota: 3.5
O filme é encantador por nos colocar em um mundo que não estamos acostumados a ver. Todos os dias temos notícias das barbaridades que ocorrem naquela região mas nunca paramos realmente pra pensar o que se passa com aquele povo sofrido. O filme nos coloca neste mundo e podemos entender um pouco melhor algo que até então nos parece inconcebível.
Robledo Milani em 06/01/2005Nota: 4
Hoje pela manhã, ao ler as notícias do jornal, me deparei com a seguinte manchete:"brasileira morta por ação de homem-bomba em Israel" . A primeira análise, ao juntar este dado com minha impressão sobre PARADISE NOW, é de que estas duas realidades a nossa e a retratado na película não poderiam estar mais próximas. Você pode pensar que este é um filme sobre o problema dos territórios palestinos, da eterna disputa das terras árabes, que isto é coisa do outro lado do mundo e não nos interessa. Pois bem, quem assim raciocinar não poderá estar mais enganado. E a excelência deste projeto é decisivo para esta conclusão. Escrito e dirigido por Hany Abu-Assad , PARADISE NOW ganhou destaque na mídia internacional ao conquistar três prêmios, no início do ano passado, no Festival de Berlim. Depois veio o National Board of Review, o Globo de Ouro, o Independent Spirit Awards, o European Film Awards e muitas outras premiações, culminando na indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. E porque este último e mais importante de todos, se levarmos em conta apenas o mundo cinematográfico troféu não foi conquistado? A explicação não pode ser outra senão o medo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood de se meter em confusões. Ou seja, a indicação já foi uma vitória, uma vez que esta produção não possui nacionalidade. Feita através de um consórcio de várias nações, terminou sendo registrada pela "Palestina", um país não existente. Protestos contrários acabaram fazendo que a indicação fosse, no final, creditada aos "Territórios Palestinos", o que também não é satisfatório. E para não criarem um problema para eles mesmos ao darem um Oscar a uma nação inexistente, a solução mais simples foi premiar outro concorrente. TSOTSI, o vitorioso, representando a África do Sul, permanece inédito no Brasil, por isso fica difícil avaliar se mereceu ou não a vitória. Mas PARADISE NOW tinha qualificações de sobra para merecer tal mérito. Conta a história de dois amigos de infância, moradores dos territórios recebidos pelo movimento palestino em Israel, que certo dia, no meio de suas vidas um tanto sem significado, recebem a missão de atuarem como homens-bomba em um atentado terrorista suicida. A idéia pode parecer completamente louca e sem propósito se levarmos em conta e de modo superficial nossa realidade, mas no contexto apresentado faz todo o sentido. Eles moram num lugar que não existe oficialmente, levando vidas sem sentido, como se todos os dias fossem iguais aos anteriores. São anônimos, perdidos num limbo geográfico e social que tão cedo não deve ser solucionado. E daí lhes surge a oportunidade de serem importantes, de morrerem em nome de uma causa, de finalmente justificarem suas existências com a derradeira ausência. E será o modo como cada um irá encarar esta chance que determinará a função deles no mundo. PARADISE NOW é seco, enxuto, e acima de tudo, vibrante. É uma trama que toca fundo no espectador, que não terá como permanecer inerte diante os acontecimentos presenciados na tela. Uma história atual, de um mundo em mutação onde crises não são mais resolvidas só com boas e inteligentes palavras, mas um lugar em que infelizmente a ação bruta se faz presente. Não que isso seja o melhor, e mais sábio, caminho, é a constatação final. Mas até chegarmos lá o destino a percorrer nem sempre será o mais tranqüilo, e somente com muita consciência do nosso papel no ambiente que nos circunda para tomarmos as melhores decisões e finalmente compreender a situação global. Assim pensam os protagonistas, e este será também o principal objeto de reflexão após o término da projeção.
Gabriel Guerra em 09/01/2005Nota: 4
O filme é um belo registro sobre um dos temas mais delicados da atualidade. Considerado o 1º filme palestino da historia tem o seu grande trunfo no fato de não servi meramente de instrumento para a causa palestina nem propraganda religiosa. É um relato simples, comovente, e verdadeiro da realidade palestina.
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 10/01/2005Nota: 4
O filme descreve a via-crúcis de dois amigos, Khaled (Ali Suliman) e Said (Kais Nashef), que de meros funcionários de uma oficina de carros, são convocados por um grupo radical palestino para executarem um atentado em Telaviv. De meros homens que passam as tardes fumando e tomando chá frio no alto dos morros e observando a cidade (é inevitável a lembrança dos morros de tantas cidades brasileiras), com suas vidas vazias, vislumbram a glória ao se tornarem homens-bomba. A originalidade do filme está em nos colocar atrás das barricadas, ou seja, mostrar como é a preparação de golpes terroristas e o convencimento de que eles serão levados ao Paraíso por dois anjos tão logo morram para evidenciar que a luta dos palestinos contra os israelenses continua viva. Destacam-se as cenas em que os "soldados de Alá" têm depoimentos filmados para serem exibidos quando eles já estiverem mortos. E talvez esta seja a questão central: a morte. De alguma forma, os palestinos já estão mortos devido à forma como Israel perpetrou a expansão das colônias de assentamento no território da Cisjordânia. É aquele velho chavão: quem não tem nada a perder, está disposto a enfrentar qualquer parada. A dúvida sobre os atos que estão prestes a executar recai sobre a cabeça de Said no início e, posteriormente para a de Khaled. Se filme como "PARADISE NOW" fossem exibidos em cinemas palestinos e israelenses, ou em qualquer quadrante do planeta em que hajam lutas semelhantes, quem sabe, a discussão sadia ocuparia o espaço bélico. Utopia, por que não? A arte como instrumento de batalha. Quem sabe????
Lucilene Brito dos Santosa em 12/01/2005Nota: 4
Um filme belo, forte, direto, reflexivo e, sobretudo, humano. Sem fazer apologia à causa palestina, o diretor de Paradise Now, Hany Abu-Assad, possibilita a nós espectadores visualizar a delicada e absurda situação terrorista, que desconhecemos e que costumados demonizar sob o ponto de vista de seus seguidores, ao retratar a história de dois amigos de infância, Khaled (Ali Sulliman) e Said (Kais Nashef), escolhidos para realizar um atentado na cidade de Tel Aviv. Se distanciando da imagem de fanatismo cego, geralmente atribuída ao perfil dos homens-bomba, os amigos são homens comuns que levam uma vida normal: vivem com suas famílias, trabalham, amam, possuem seus medos e incertezas. Esse não é o tipo de filme em que saímos do cinema com aquela sensação de leveza e felicidade. Definitivamente, é um filme reflexivo que nos permite ver com olhos mais humanos e menos inquisidores a crise entre os palestinos e israelenses, com os anseios, as dúvidas e as convicções de seus agentes.
Estranhei a fórmula, embora a trama passada em uma única data, ao longo de 20 anos, seja u...
por Melody, 13/02/2012 às 04:27
O filme é magnífico, surpreende a cada momento e proporciona diversas reflexões ao final ...
por Paula Previato, 13/02/2012 às 03:12
Outro bom filme dos irmãos Coen, o tipo de comédia que só eles sabem fazer. Pra mim os c...
por carlos_alberto_09, 13/02/2012 às 01:59
Filmaço!! Tem uma linda mensagem, mostra o quanto estamos habituados ao nosso mundinho, ...
por wesleyaxe, 13/02/2012 às 00:18