Henrique Miura (e-mail),
Leitor do Adoro Cinema - Nota 8:
"Estréia
da promissora diretora Martha Fiennes, que chega para mostrar que talento no
cinema da família Fiennes não é somente atuando, mas também
dirigindo. Irmã do excelente (e subestimado pelo público) Ralph
Fiennes, ela conta uma bela história, cheia de ternura e sensibilidade.
Mesmo com a inexperiência atrapalhando um pouco, seu saldo no final é
positivo e agradável. Após os 15 minutos iniciais, o filme parece
ficar meio arrastado e chato, na realidade ele fica mesmo, só que somente
até uns 45 minutos da duração. Depois a diretora consegue
dar uma dinâmica maior o filme e se demonstra profundamente segura daquilo
que quer passar para o público.
Contando com uma genial produção,
passando pelas belas imagens fotografadas por Remi Adefarasin, chegando ao categórico
figurino e terminando na bela trilha sonora de Magnus Fiennes (o talento Fiennes
não tem barreiras), Martha Fiennes conta de maneira primorosa uma bela
história de amor, que brinca com as reviravoltas da vida.
O filme começa quando o aristocrata
Evgeny Onegin (Ralph Fiennes) ganha a herança do tio que acabara de falecer.
Fazendo amizade com o pessoal da vizinhança, ele acaba conquistando o
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coração de Tatyana (Liv Tyler), que já faz até declaração
de amor mas não é correspondida á altura, e acaba sendo
passada em branco na vida dele. Depois de uma tragédia em um desafio,
ele acaba se mudando da cidade.
Anos depois, quando ele volta, acaba
vendo Tatyana casada com um primo seu e acaba se apaixonando pela garota. Só
que agora quem não quer nada é ela, pois está bem casada,
mas ainda não deixou de amar Onegin. É ai que o filme começa,
a história começa a conquistar o espectador, que não consegue
mais desprender os olhos da tela. Mesmo o começo sendo um pouco lento
demais, a história ganha na boa evolução do roteiro e na
boa exploração dos personagens.
Podem ficar impressionados, mas agora
eu tenho certeza: Liv Tyler é boa atriz sim senhor! Já vinha suspeitando
disto há algum tempo e depois de ver esse filme tenho certeza! A atuação
não é perfeita, por vezes parece muito teatral, mas ela é
expressiva e carismática. Faz até a gente esquecer daquela pífia
atuação de "Armageddon". Mas, nada se compara à
PERFEITA atuação do excelente Ralph Fiennes, sua atuação
aqui chega a ser uma de suas melhores, lado a lado com a de "A Lista de
Schindler". O melhor de tudo é que os dois conseguiram a química
ideal para o belo e transparente romance.
"Paixão Proibida"
tem consistente direção, um roteiro muito bom, uma dupla de protagonistas
perfeita e uma produção bem acabada, mas deixa aquela sensação
de que "a idéia poderia ser melhor aproveitada". Mesmo assim,
o filme foi uma grande e agradável surpresa, que traz cenas lindíssimas
para contar uma encantadora história de amor, que mostra que "quem
rejeita um dia, pode ser rejeitado em outro". São coisas da vida..."