Ônibus 174

Ônibus 174 2010-05-22 Francisco

Título original: (Ônibus 174)

Lançamento: 2002 (Brasil)

Direção: José Padilha

Atores: .

Duração: 133 min

Gênero: Documentário

Status: Arquivado

5           10 46 5

(46 votos)

                   

Sinopse

Uma investigação cuidadosa, baseada em imagens de arquivo, entrevistas e documentos oficiais, sobre o seqüestro de um ônibus em plena zona sul do Rio de Janeiro. O incidente, que aconteceu em 12 de junho de 2000, foi filmado e transmitido ao vivo por quatro horas, paralisando o país. No filme a história do seqüestro é contada paralelamente à história de vida do seqüestrador, intercalando imagens da ocorrência policial feitas pela televisão. É revelado como um típico menino de rua carioca transforma-se em bandido e as duas narrativas dialogam, formando um discurso que transcende a ambas e mostrando ao espectador porque o Brasil é um país é tão violento.

 

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Comentários

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Carola em 15/01/2002Nota: 5     

Um filme deste nível não deveria passar somente em escolas ou em lugares privados, e sim no meio de comunicação de massa mais utilizado pela sociedade, a TV. Acho que a maioria das pessoas que assistiram Ônibus 174 mudou a opinião que tinham à respeito do sequestrador, devido ao relato de sua vida. Filmes como este mostram exatamente a vida como ela é, isso não de interesse dos poderosos de nosso país, somente a nossa classe, os prejudicados pelos caprichos deles. Estou divulgando este filme à todos que conheço, pois ele é uma lição de vida.

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Aleida Chomskya em 13/02/2002Nota: 5     

O doc. é estarrecedor! Como cidadão, me senti inútil; como ser humano, um estúpido! Acredito que o propósito do diretor foi de "inquietar-nos com cenas de nosso cotidiano para mostrar que estas podem ser as mais pavorosas de uma realidade comum". É interessante analisarmos a dimensão do problema social brasileiro nas narrativas de quem, efetivamente, conheceu a trajetória da trágica história do protagonista. Padilha consegue mostrar que aquele "monstro", foi fruto de nós mesmos... uma sociedade excludente desprovida de afeto humano, capaz de exaurir de um garoto o "sentido" da existência e de sociedade (tecnicamente falando: a ação e sua reação adjacente). O "Mancha", para muitos, entrará para história como o bandido perverso. Para mim, foi fruto da máquina mortífera que criamos: a indiferença social.

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Wlamir Jr. em 08/02/2002Nota: 5     

Maravilhoso documentário. Só assim nos damos conta que em cada lugar tem um Sandro prestes a dar um novo "show". Se não quisermos ver novamente outro "show" desses vamos levantar do sofá e parr de pensar que não temos nada a ver com isso. ESTE DOCUMENTÁRIO JÁ ME DESPERTOU, AGORA FALTA VOCÊ. Mas não basta apenas acordar, tambem temos que agir.

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Daisy Lucidia em 11/01/2002Nota: 4.5     

O episódio do onibus 174 foi um elemento fomentador para minha monografia na graduação em Serviço Social que concluirei este ano. O documentário consegue, traçando um paralelo da exclusão do menino ao meliante em potencial, demonstrar o quanto pode ser recorrente situações como esta, dada o desleixo que a sociedade -como um todo- trata questões como a infância e adolescência desfavorecida. É sem dúvida, uma possibilidade de franca reflexão sobre nossa própria realidade."

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Ana Paula Dâmasoa em 11/02/2002Nota: 3.5     

Esse filme é uma materialização da realidade do nosso país!!! Ele cria ao mesmo tempo uma crítica e uma reflexão do que estamos construindo... O sistema de segurança brasileiro é muito falho, o que leva muitos seres humanos descuidados a agirem de maneira agressiva e violenta para sua própria defesa!!!O documentário "Bus 174" mostra a crueldade dos policiais e o motivo claro pelo qual Sandro agiu daquela forma... não adianta a polícia querer colocar a culpa num pobre indefeso, pois além de estar sem vida ele tem seus motivos dolorosos para ter agido daquela maneira!A polícia está sendo uma vergonha para esse país!!! Logo após ter assistido o documentário senti dentro da alma o quanto as pessoas precisam de Deus e de ajuda!Lutemos por um Brasi melhor!

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Solange Limaa em 15/02/2002Nota: 5     

Sou acadêmica do Curso de Serviço Social, e assisti este documentário com a finalidade de fazer uma resenha.Infelizmente o documentário mostra uma realidade social, muitos casos parecidos com este, acontecem diariamente em nossa sociedade, e muitas vezes não nos damos conta de tal gravidade. Os direitos sociais dos cidadões não são respeitados, e isso é o que transforma os SANDROS em deliguentes de alta periculosidade. Com certeza se Sandro estivesse tido a oportudade de ter seus direitos garantidos, como um ser-humano e não ter sido tratado como um animal, incluido em todos os preconceitos sociais, o resultado não teria sido este tão trágico.Muitas vezes nós mesmos não queremos ver oque a realidade nos mostra, achamos que o problema não é conosco e não damos importância, a menos que aconteça com alguém proximo a nós. Documentários como este serve para que nos reflitamos que somos parte integrante da sociedade e que devemos tratar nosso próximo com respeito, ás vezes uma palavra, uma atenção, pode mudar a vida de uma pessoas. Quantos SANDROS nos deparamos diariamente, que necessitam de atenção, de uma ajuda, só nós podemos fazer a diferença e quem sabe até mudar essa realidade social.

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Izabella Raymundo Barreto Alvesa em 03/02/2002Nota: 5     

Vi o filme em minha faculdade pois sou estudante de serviço social e chequei a uma conclusão bem pessoal de que vendo o filme hoje e olhando para dentro de mim reflito que tudo o que a sociedade fez com sandro o mesmo quis retribuir a sociedade que foi violência, falta de respeito, sem o direito de ir e vir, tirado brutalmente do convívio de seus familiares, sendo desprezados por muitos, enfim eu como estudante que sou queria muito que a nossa sociedade parasse de colocar grades em suas casas para se protejer do que nos mesmos provocamos a eterna desigualdade social.

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Eduardo Marsola em 19/01/2002Nota: 5     

Um trabalho sério e primoroso. Imparcial, autoconclusivo, tecnicamente irretocável. E o que se vê, se ouve e se conta é assustadoramente real. O ponto de vista do vilão, da polícia, da imprensa, das vítimas, do governo, da opinião pública, dos transeuntes daquele fatídico dia apocalipticamente revelador. E quanto à famosa pergunta "de quem é a culpa?", tenho a dizer que a culpa é de cada fragmento adulterado e absorvido pelas entranhas de uma sociedade malfadada, formada por uma receita com centenas de ingredientes que, combinados, resultam no nada em que estamos vivendo. Uma época vazia, banal, resignada, ofuscada pela "coisificação" que apoderou-se (ou foi usurpada) das nossas almas. O que tanto procuramos? O que tanto queremos? Coisas? E pessoas? E pessoas que não tenham coisa alguma, você quer? Eu também não, confesso. Pois assim como eu, você, sua família, seus amigos, todos nós enfim estamos contaminados pelas coisas e seu fascínio desprovido de querer, apenas satisfazendo nossos "Narcisos interiores", enquanto uma não-perspectiva paralela vai tomando corpo, até que nos atinge, cospe em nós nosso próprio veneno. E por fim nos dilacera em sua crua reação animal, selvagem, herdada dos nossos ancestrais primatas. É assim que a natureza age, é assim que ela devolve nossa desventurada alienação. Parabéns ao realizador deste documentário.

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Gabrielaa em 29/01/2002Nota: 5     

O filme torna-se necessário de ser visto, assim como Cidade de Deus ou Carandiru.Como brasileiros, temos de nos interar da situação carcerária do nosso país.Não é mais um filme bandido-mocinho,e sim uma realidade,onde a sociedade aparece como a principal culpada pelo descaso e preconceito.A violência é a principal vilã, e não deve ser por nós reproduzida.Sandro não é o algoz,e sim a vítima,da sociedade.

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Octávio Fernandes em 24/01/2002Nota: 5     

BRILHANTE!Abre um sem-número de possibilidades de discussão, pelo viés da sociologia, psicologia, do direito, da psicanálise que é o meu campo. Bravo!O "ser" humano carece de condições mínimas de auto-estruturação. Sandro também foi vítima de um sistema. O senso-comum nem aceita discutir esta ótica...Mas é justamente por aí que é necessário se começar. Ninguém nasce delinqüente ou assassino... Ninguém.

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