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Uma Onda no Ar

titulo original: (Uma Onda no Ar)

lançamento: 2002 (Brasil)

direção: Helvécio Ratton

atores: Alexandre Moreno , Adolfo Moura , Babu Santana , Benjamin Abras , Edyr Duqui

duração: 92 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Uma Onda no Ar
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 32 min
  • ano de lançamento:2002
  • site oficial:http://www.umaondanoar.com.br
  • estúdio:Quimera Produções
  • distribuidora:Mais Filmes
  • direção: Helvécio Ratton
  • roteiro:Jorge Durán e Helvécio Ratton
  • produção:Simone Magalhães Mattos
  • música:Gil Amancio
  • fotografia:José Tadeu Ribeiro
  • direção de arte:Vera Hamburger
  • figurino:Paulo Henrique "Ganso" e Marney Heitmann
  • edição:Mair Tavares
  • efeitos especiais:

imagens - 10

Uma Onda no Ar Uma Onda no Ar Uma Onda no Ar Uma Onda no Ar Uma Onda no Ar Uma Onda no Ar Uma Onda no Ar Uma Onda no Ar Uma Onda no Ar Uma Onda no Ar

sinopse:

Jorge, Brau, Roque e Zequiel são quatro jovens amigos que vivem em uma favela de Belo Horizonte e sonham em criar uma rádio que seja a voz do local onde vivem. Eles conseguem transformar seu sonho em realidade ao criar a Rádio Favela, que logo conquista os moradores locais por dar voz aos excluídos, mesmo operando na ilegalidade. O sucesso da rádio comunitária repercute fora da favela, trazendo também inimigos para o grupo, que acaba enfrentando a repressão policial para a extinção da rádio.

elenco:

  • Alexandre Moreno (Jorge)
  • Adolfo Moura (Zequiel)
  • Babu Santana (Roque)
  • Benjamin Abras (Brau)
  • Edyr Duqui (Dona Neusa)
  • Priscila Dias (Fátima)
  • Renata Otto (Lídia)
  • Hamilton Borges Walê (Baiano)
  • Tião D'Ávilla (Delegado)

comentários

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Fernando
02/01/2002
nota:Rate010
MELHOR DO QUE CIDADE DE DEUS!!! É inacreditável que um filme de tamanha beleza plástica e tão bem produzido não tenha recebido a mesma atenção que bombas como "Deus é Brasileiro" e obras-primas como "Cidade de Deus". Também tendo como pano de fundo a favela, este belo exemplar do novo (moderno) cinema brasileiro irá surpreender a muitos preconceituosos que teimam em não assistir a filmes nacionais. Trazendo atores desconhecidos (bingo!), o que já é uma grande vantagem, nos deixando livres dos já batidos atores globais, "Uma Onda no ar" dá um show de edição, trilha sonora e ambientação. Acreditem: deixa "Cidade de Deus" no chinelo! E se pensam que a história se resume apenas à história da Rádio Favela, se enganam. Não vou estragar a surpresa e contar o final. Pena que essa preciosa película tenha passado desapercebida nos cinemas. Mas com certeza fará grande sucesso no DVD."
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Chico Lobo
03/01/2002
nota:Rate010
Maravilhoso e acima de tudo necessário.Um filme que é um soco na cara da hipocrisia.Uma história de luta e vitória. Diferente do filme "Cidade de Deus" que mostra a ferida exposta, UMA ONDA NO AR mostra a solução do curativo.Uma realidade que deve ser mostrada a todos os brasileiros.A democracia na comunicação ainda que tardia mostra sua realidade.Nunca o poder da repressão absurda foi tão corajosamente denunciado.Um filme que deve ser visto pelo menos por TODOS OS ESTUDANTES DE COMUNICAÇÕES E SEUS PROFISSIONAIS.
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Cláudio Pedrosa
04/01/2002
nota:Rate010
O filme dá rosto e espalha no vento uma voz que há muito se fazia necessário ouvir. Não é de admirar que o sistema venha tentando sufocar sua repercussão. Ele coloca em cena uma série de questões polêmicas: a exclusão social, aviolência policial,as vantagens oferecidas pelo alistamento do narcotráfico, todas essas questões lugares-comuns já tantas vezes retratadas no cinema pirotécnico global. Mais acrescenta de modo brilhante e contudente o racismo à brasileira e o monopólio da comunicação exercido pelo cartel mafioso das telecomunicações nacionais. No Brasil as conceções públicas de Rádio e Televisão foram obtidas de maneiras obscuras no período da Ditadura Militar e até hoje nunca foram contestados. Como afirma Brau: "A praça é do povo, o circo é do palhaço, o galho é do macaco e o ar é de todos"... Haverá quem se arvore numa leitura da técnica cinematográfica para desmerecer a narrativa crítica que o filme encerra. Elogios para a experiência da Rádio disfarçando pejorativos dirigidos ao trabalho de Helvécio Ratton. Mas a opção por uma certa crueza, do som plugado direto; das imagens tomadas na favela e nas ruas; a opção por um corpo de atores/atrizes retirados de um circuito marginal, a falta de efeitos expeciais nas imagens e na sonoplastia, tudo isso precisa ser respeitado como uma proposta positiva que se contestando a política das comunicações no Brasil, contesta toda a linguagem do circuito mainstream... Uma Onda no Ar é do CARALHO!
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Andréia de Souza Santosa
05/01/2002
nota:Rate08
Eu sou estudante de jornalismo e acredito muito na liberdade de expressão. o filme Uma onda no ar foi uma grande produção , criada por profissionais que acreditam em radios comunitarias. A historia da radio favela foi muito importante , e muito merecida à ser transformada em filme.Os produtores estão de parabens, um otimo filme, apesar de ter contado de uma forma que realmente eu ainda nao estava no mundo pra realmente confirmar. Um grande parabens a todos que particiaparam desse filme belissimo!
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Irlani Carvalho
06/01/2002
nota:Rate010
Principalmente por ser moradora de favela,sempre me engajei nessa e em outras lutas,e ao assistir Uma Onda No Ar, eu me vi alí, eu senti o que eles sentiram, e me fiz parte daquele contexo. O filme revelou para aqueles que não conheciam a realidade das favelas e a necessidade de se ter um meio de comunicação que trate da realidade local, A impotância desse instrumento de comunicação, ficou evidente, e fico feliz pela iniciativa de vocês.
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André Vieira
07/01/2002
nota:Rate010
Este filme retrata de forma real a vida de nossos jovens da periferia e a luta deste povo sofrido e discriminado. A elite brasileira, representada pelas fontes de comunicação, por meio de seu carro-chefe, a Rede Globo; incentiva os moradores da favela a continuarem a serem favelados, e não lutar pelos seus direitos. Entram na mente dos favelados, com uma propaganda fantasiosa, fazendo-os com que seus moradores fiquem no conformismo. A Rede Globo se utiliza até de músicas como "Eu só quero é ser feliz, andar tranqüilamente na favela onde eu nasci, e poder me orgulhar, e ter a consciência que o pobre tem seu lugar...". Esta música é bonita, mas modificaram seu sentido, e ela acabou passando uma imagem de que morar na favela é bom e que a vida tem de ser assim mesmo. Mas cuidado! Aceitar ser favelado é uma coisa e não é motivo de vergonha, mas se orgulhar de o ser é outra. Não vejo nenhum motivo de orgulho em ser favelado. Sem nenhuma urbanização como asfalto; esgoto a céu aberto, energia elétrica deficitária e de risco, "moradias" precárias e com risco de desabamento, falta de postos de saúde e de escolas com ensino de qualidade e em tempo integral para a mãe deixar seus filhos enquanto trabalha. Os moradores de favelas realmente estão esquecidos dos governantes e empresários de nosso riquíssimo país. Eles têm como objetivo enfraquecer esta forte massa, alienando-as do forte poder de mudança que estão nas mãos destas pessoas. Por isso, não interessa as elites e seus meios de comunicação à divulgação deste filme, pois ele retrata, divulga e denuncia a verdadeira e triste realidade da vida da maioria do povo brasileiro.

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crítica do adorocinema

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