Com as vendas de Avatar ultrapassando volumosos US$ 1 bi ao redor do mundo, tanto a Fox quanto os outros estúdios têm o que comemorar sobre 2009.
As bilheterias americanas passaram a casa dos US$10,7 bilhões no ano, superando o recorde de 2008 que era de US$9,78 bilhões, ou seja, cerca de 10% de aumento, levando em conta o fim de semana de 3 de janeiro de 2009 até 31 de dezembro de 2009.
Entre os pontos citados como diferenciais importantes, a presença dos filmes em 3-D é um deles. A arrecadação entre os estúdios e seus destaques ficaram assim:
FOX - O estúdio quebrou o recorde de vendas globais com US$ 4,04 bilhões (US$ 1,74 bilhões em casa e US$ 2,45 bi no exterior). Avatar é o principal responsável, mas também contribuíram para o recorde, Alvin e os Esquilos 2, A Era do Gelo 3 (US$ 691 milhões), X-Men Origens: Wolverine e Uma Noite no Museu 2. Entre as surpresas do ano, Busca Implacável, que faturou US$ 145 milhões em casa é a maior delas. Entre as decepções, O Fantástico Sr. Raposo e Maluca Paixão.
WARNER BROS. - Total de US$4 bilhões, superando sua própria marca de US$3,66 bilhões de 2007, divididos entre US$2,13 bi nos Estados Unidos e US$1,87 bi no mundo. Entre os destaques, figuram Harry Potter e o Enigma do Príncipe com US$ 929,4 milhões (US$302 mi + US$ 627,4 mi), perdendo apenas para o filme de James Cameron.
Também foram positivos Se Beber, Não Case! (US$ 277,3 mi nacionais e US$ 182,1 mi internacionais) e O Lado Cego com US$ 200 milhões nos Estados Unidos. O lançamento do Natal, Sherlock Holmes também contribuiu com expressivos US$ 140,7 milhões nos primeiros 10 dias de exibição no mercado doméstico e US $ 88,3 milhões no exterior.
Entre os fiascos, figuram Ninja Assassino, O Exterminador do Futuro: A Salvação (nos Estados Unidos) e O Desinformante.
SONY - Ficou entre os grandes de 2009 com um total de US$ 3,59 bilhões (US$ 1,46 bi em solo americano + US$ 2,13 bi fora). Seu maior combustível foi 2012 que vendeu US$ 590,7 milhões internacionalmente e US$ 162,3 em solo pátrio. Anjos e Demônios também deu sua contribuição, faturando muito mais fora do que dentro de casa (US$ 352,6 mi no exterior e US$ 133,4 mi nos Estados Unidos).
E como o estúdio distribuiu internacionalmente O Exterminador do Futuro: A Salvação, o montante de US$ 220,6 milhões ajudou na conta final.
Entre as surpresas, o inédito aqui Segurança de Shopping com US$ 146,3 milhões e Michael Jackson's This Is It (US$ 183,5 no mundo e US$ 72,1 nos EUA), Julia & Julie e A Verdade Nua e Crua. Entre os pontos negativos, o ainda inédito aqui Ano Um e Trama Internacional são os destaques.
DISNEY - 2009 foi um ano forte com a soma de US$ 2,93 bilhões (US$1,23 bi em casa e US$1,7 bi no exterior). Up - Altas Aventuras foi um dos principais trunfos da companhia, faturando US$ 293 milhões em vendas nacionais e algo em torno de US$ 420 milhões no mundo, superando o sucesso de Procurando Nemo. Entre as surpresas, a comédia romântica A Proposta tem seu lugar de destaque, somando US$ 164 milhões (nacional) e US$ 153,2 mi (internacional). O tradicional A Princesa e o Sapo também ajudou com US$ 86,1 milhões dentro de casa, por exemplo.
Entre as boas surpresas, os consistentes Força G e Os Fantasmas de Scrooge ajudaram a empresa com expressivas quantias ao longo de várias semanas entre os Top 10. A Princesa e o Sapo também fez sua parte, jogando no caixa nacional mais US$ 86,1 milhões. Entre os fiascos, Old Dogs e Delírios de Consumo de Becky Bloom.
PARAMOUNT - O somatório do estúdio beirou os US$2.79 bilhões, sendo US$ 1,48 bi nos Estados Unidos e US$ 1,31 bi em vendas internacionais. Transformers: A Vingança dos Derrotados foi a principal arma da companhia, arrecadando US$402,1 milhões em solo americano e US$ 433,2 milhões no internacional.
Star Trek também ajudou (US$ 257,7 mi na América e US$ 128 mi no exterior) assim como a franquia G.I. Joe: A Origem do Cobra deu sua contribuição, seguido do fenômeno Atividade Paranormal, que descolou US$ 107,8 milhões em casa, com um orçamento mínimo. No fim do ano, o estúdio ganhou mais um reforço com a estreia de Amor Sem Escalas, que botou para dentro do caixa mais US$ 45 milhões. Entre os fiascos do ano, Minha Filha É Um Sonho, O Solista e Ela Dança com Meu Ganso.
UNIVERSAL - Foi o único dos "grandes" que terminou o ano com um acumulado nacional abaixo de US$ 1 bilhão. Nas vendas internacionais, o estúdio chegou aos US$ 1,2 bilhões. Entre os destaques, figuram Velozes & Furiosos 4 com um total de US$ 362,7 milhões (US$ 155,1 mihões dentro e US$ 207,6 fora) e ainda Bastardos Inglórios, que acumulou quase US$ 199 milhões internacionalmente.
Entre os títulos que ajudaram figuram ainda Encontro de Casais (US$ 108,3 nacional e US$ 51,6 internacional), Inimigos Públicos (US$ 115,6 milhões fora e US$ 97,1 milhões dentro) e ainda Simplesmente Complicado, que nos primeiros 10 dias acumulou US$ 59,1 milhões. Foi um ano ruim para o estúdio que amargou fracassos como A Terra Perdida, Duplicidade e Intrigas de Estado.
SUMMIT - Ainda não faz parte da "tropa de elite" dos estúdios, mas brilhou com Lua Nova, faturando respeitáveis US$ 287,1 milhões em casa e US$ 381,5 internacionalmente, somando US$ 668,6 milhões. E ao se aproximar da Universal com este montante, sem dúvida alguma, contribuiu para fazer de 2009 um ano inesquecível em termos de faturamento.
Tássia Bastos
O filme é bom. As atuações são fantásticas e como a própria crítica diz, tanto o Jamie quanto o Downey Jr. merecem méritos iguais. Só achei que o filme fica monótono e cnsativo em certos momentos. Minhas amigas não ficaram na sala até o fim, não pq não gostaram mas pq queriam saber logo o final e preferiram me perguntar depois. No mais, é um lindo filme.
Davidson Silva
O Solista é um daqueles filmes que tem cheiro de Oscar. Ótima atuações, uma história real e sobre um personagem com problemas mentais. A roteirista é a mesma de Erin Brockovich e o diretor o mesmo de Desejo e reparação e Orgulho e Preconceito. Exceto que em momento nenhum consegui saber exatamente o que o diretor (ou roteirista) queria me fazer sentir assistindo o filme. Então nem posso dizer que falhou nesse sentido, apenas que não me direcionou para algum lugar. Acompanhamos o repórter Steve lopez, que escreve sobre qualquer coisa. Um talento eu diria. Até mesmo seu acidente de bicicleta vira uma coluna do jornal. Um dia, ele ouve um som de violino em uma praça. Um som que não pertence aquele ambiente. Quando chega mais perto, percebe se tratar de Nathaniel Ayers, um esquizofrênico que toca o instrumento com apenas duas cordas e diz já ter estudado em Julliard (uma das escolas de música mais conceituadas do mundo). Se um acidente gera uma coluna, o que dirá um provável prodígio musical que atualmente vive nas ruas? Lopez escreve sua matéria mas o destino faz com que ele tenha mais responsabilidades que gostaria com Ayers. Ele passa então a ajudar Ayers a retomar sua carreira musical. Ele nunca viu ninguém gostar tanto de alguma coisa quanto a paixão que ele nutre pela música. É algo incrível, mas será que a mente dele suporta? É quando o filme se perde. Em todos os grandes filmes com doentes mentais, vemos como a doença altera o ser humano. Principalmente, vemos pelos olhos do próprio doente. Como o retardo de Forrest Gump por exemplo, onde no final do filme já até entendemos seu raciocínio. Aqui, a doença de Ayers fica mal resolvida. Pra completar, há uns flashbacks para explicar a evolução da doença e como ele foi parar nas ruas que nem se fazem necessários. Acredito que a doença deva funcionar dessa forma mesmo, só não achei que fica bem dramaturgicamente falando. O filme começa a ficar mais complicado quando entra na parte em que trata dos desabrigados. Há toda uma parte que trata de centros de reabilitações, o descaso da população e das autoridades e porque os próprios desabrigados evitam esses tipos de lugares. Acho o esforço louvável, mas meio fora de propósito de acordo com a temática do filme. Poderia ser muito bem vindo em outro filme que trate desse assunto. Parece ter boas intenções, mas como dizem, de boas intenções... Vale uma espiada mais pelas atuações. Robert Downey Jr. dá o ponto exato de um repórter atarefado que tem problemas no casamento e de relacionamento com o filho e ainda tem que dividir seu tempo com um esquizofrênico. Foxx está perfeito até mesmo atrás de todas as fantasias que usa durante o filme. E assim como Mirren em Intrigas de Estado, Keener também está totalmente plausível como editora de jornal (também com problemas). Só não espere muito.
Mais resenhas em: http://resenhafilme.blogspot.com/
Debora Christie
Esse filme passou em niterói/RJ???
Não lembro dele, quero assistir.
Carlos Eduardo