Título original: (Being There)
Lançamento: 1979 (EUA)
Direção: Hal Ashby
Atores: Peter Sellers, Shirley MacLaine, Melvyn Douglas, Jack Warden.
Duração: 130 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado
Chance (Peter Sellers), um homem ingênuo, passa toda a sua vida cuidando de um jardim e vendo televisão, seu único contato com o mundo. Ele nunca entrou em um carro, não sabe ler ou escrever, não tem carteira de identidade, resumindo: não existe oficialmente. Quando seu patrão morre, é obrigado a deixar a casa em que sempre viveu e, acidentalmente, é atropelado pelo automóvel de Benjamin Rand (Melvyn Douglas), um grande magnata que se torna seu amigo e chega a apresentá-lo ao Presidente (Jack Warden). Curiosamente, tudo dito por Chance ou até mesmo o seu silêncio é considerado genial. Paralelamente a saúde de Benjamin está crítica e Eve Rand (Shirley MacLaine), sua esposa, se apaixona por Chance.
Benedito em 02/02/2012Nota: 8
O videota seria um titulo bem apropriado para esta grande obra .Um idiota que se transforma numa celebridade , lembra muito a midia atual .Idiota sim , mas casto , ingenuo , sincero , singelo e leve ,despojado de maus sentimentos . O Final é antologico e serve de metáfora .No dvd não percam nos extras um Sellers sorrindo , brincando com os colegas é uma cena rara .
Massaranduba em 29/08/2011
...Só sucesso para esse filme. Lindo de mais! Os depoimentos aqui confirmam isto. um filme assim, só sendo mesmo; muito alem do jardim. Alguem ai tem o dvd ou fita, para me vender?
dago66 em 25/05/2011Nota: 9
O FINAL MAIS POÉTICO DA HISTÓRIA DO CINEMA, SENSACIONAL, A VERDADEIRA LEVEZA DE UM SER...
voltaire ford em 07/02/2011
Revi depois de muito tempo este filme. Peter Sellers é demais em papéis sérios como este. O filme é muito rico e nos faz pensar sobre diversos temas. A amizade e empatia estabelecida entre Chauncey (chance)e o milionário Rand. Parece que ele - o milionário - redescobre em Chauncey a simplicidade perdida, mesmo para um homem de tanta influência e riqueza. Eve a linda Shirley MacLaine, solitária vê em Chauncey uma forma de libertar-se de seu tédio. Mas a franqueza e a sinceridade de Chauncey nao refletem apenas uma deficiência mental mas uma virtude ausente e que convenhamos nao combina nem com política nem com economia. Chauncey representa um pouco o homem bom perdido pela humanidade e o cansaço que todo o jogo do poder representa, até mesmo para seus atores na vida real. O presidente da maior potência do mundo que simplesmente trava diante da simplicidade da natureza aplicada à mais rude das artes para o homem que é a política. Como Chauncey atreve-se a ser tao simples? O médico que parece nao acreditar no que vê representa o racional que procura de fato saber a origem de Chauncey e descobre que ele era apenas o jardineiro, mas mesmo duvidando da pureza e da singeleza de propósitos de Chauncey nao se opoe drasticamente a ele. O diálogo final dos políticos conduzindo o caixao do milionário e escolhendo o sucessor do presidente em plena homenagem final sussurando que precisam de alguém sem passado, elegendo Chauncey como o cara, pois sem ter o que esconder torna-se o candidato ideal. Chauncey adorador de TV apenas repete o que escuta e de original só tem a simplicidade e pureza do jardineiro aplicada à vida real. A história poe um espelho diante de nossa sociedade, para que nos miremos e para que façamos uma reflexao sobre nossos valores e a perda do paraíso. A pureza de Chauncey é comovente e quem sabe sua sorte nao seja resultado de seus instintos. Deveríamos valorizar ainda mais nossos instintos. Enfim, acho que poderia escrever ainda por um dia sobre as inúmeras facetas dessa obra prima que é o videota e o filme também. Parece que o escritor suicidou-se. Realmente perdemos o paraíso.
Eduardo Santos em 12/07/2010Nota: 0.5
Preparem as pedras! Odeio ter que detonar um filme clássico, mas não tenho como evitar. Esse filme é ruim de doer! Todo o filme me pareceu um equívoco do começo ao fim, mesmo contando uma história extremamente interessante. Mas o filme é uma sequência de boas ideias desperdiçadas num roteiro pretensamente emotivo, mas que só demonstra uma ingenuidade generalizada, o que o torna um filme sem fôlego, monótono e entediante. É uma obra com grande potencialidade poética, e sem dúvida é bem intencionada, mas o roteiro é tão medíocre que só conseguiu arrancar de mim uns bocejos e cochilos incontroláveis. A inocência de Chauncey (o grande Peter Sellers, em mais uma atuação irretocável) e de todos em sua volta, mesmo levando em consideração todos os simbolismos e a época em que o filme foi realizado, acabam por afundar uma ótima premissa. Trata-se de um filme cheio de metáforas que não se sustentam devido a incoerência e infantilidade do texto. Excluindo algumas boas e inspiradas cenas, que só funcionam bem por causa do excelente elenco que ainda conta com Shirley McLaine, o filme é um fracasso total em sua pobre tentativa de emocionar. Cenas memoráveis como a última (do lago) e até mesmo quando os créditos finais surgem e é mostrado uma impagável sequência de erros de gravação de uma cena com Sellers, é muito pouco para um filme que prometia tanto. Uma das minhas grandes decepções cinematográficas, onde a mão pesada do diretor afasta qualquer possibilidade de maior encantamento devido a sua falta de sensibilidade. Fiquei em dúvida se eu realmente não entendi todas as entrelinhas do filme ou se a falta de sensibilidade foi minha, mas o que é fato é o seguinte: não gostei do filme. E que venham as pedras...
JUAN MUÑOZ em 26/01/2010
Mais um filme dos meus favoritos. Sem dúvidas, o melhor no filme é a atuação de Peter Sellers, que com uma brilhante atuação, transformou o filme em acima da média. Sempre que posso o assisto novamente. Sempre vale o repeteco.
Rafael Vespasiano em 11/01/2010Nota: 5
Muito Além do Jardim: "Muito Além do Jardim", EUA, 1979, dirigido por Hal Ashby, é um filme maravilhoso e comovente; a melhor atuação de Peter Sellers, que só não ganhou o Oscar de melhor ator, pois, na época, estava brigado com a Academia. Sellers vive Chance, O Jardineiro, que é uma pessoa simples, humilde e de bom coração, que só conhece o mundo pelo que vê na televisão, inclusive, ele tem retardamento mental, mas é bem cuidado pelo seu patrão e a criada deste, até que o "velho" morre e a criada vai morar num albergue, sem ninguém no mundo, Chance cai neste, sem saber o que fazer, com uma completa inocência a respeito das coisas que o cerca, já que só tinha as visto pela TV. Até que encontra, acidentalmente, a senhora Eve Rand (Shirley McLaine), que o leva para sua mansão, que devido aos acasos da situação, faz com que ela pense que Chance é de uma família rica e importante homem de negócios, Eve apresenta Chance a seu moribundo esposo Ben (o ótimo Melvyn Douglas, ganhador do Oscar de melhor ator coadjuvante, por esse papel), este se afeiçoa rapidamente por Chance e, o convida para se hospedar em sua mansão. Os dois ficam amigos e Chance faz Ben entender melhor a "morte" e perder o medo desta e se conformar com a mesma. Todos pensam que Chance é inteligente/culto, mas são as circunstâncias que os fazem pensar assim, pois Chance tem, na verdade, problemas de retardo mental, mas ninguém percebe, pelo contrário, tudo que ele diz, os outros entendem como belíssimas metáforas sobre a política e a vida, mas para Chance são apenas simples cuidados que devemos ter na jardinagem e não na política, o acaso é que faz os poderosos políticos estadunidenses pensarem que Chance está metaforizando a respeito da vida política, e, portanto, aqueles pensam que Chance está opinando ou orientando que rumos os governantes deverão tomar, por exemplo, na política econômica dos EUA. Inclusive, Chance dá conselhos, que são seguidos e parafraseados pelo próprio presidente dos EUA, Bobby, vivido por Jack Warden, em seu discurso. Momentos cômicos bem dosados com o drama, que ponteia todo o filme. Belíssima história! Um tanto quanto transcendental, basta prestar atenção ao final do filme. Sellers foi indicado ao Oscar de melhor ator e ganhou o Globo de Ouro de melhor ator - comédia ou musical. Melvyn Douglas ganhou o Globo de Ouro e o Oscar de melhor ator coadjuvante. Belíssima história! Comovente, tocante, mágica, na qual aprendemos a lidar melhor com a morte. O filme toca também num tema essencial ao homem: ter amigos. Final belíssimo, maravilhoso, poético, lírico. Filme simples, mas belíssimo, lírico, comovente. Final inesperado, mas comovente e que torna o filme mais bonito ainda, explicando o filme em seu todo. Ótimo! Dez!
Leonardo Zacarias Leal Vianna em 12/01/2001Nota: 5
O filme é ótimo. Mostra a pureza de um homem que nunca teve contato com o mundo exterior. Sempre viveu confinado dentro de uma mansão e tudo que conhecia era fruto da TV. Até que um dia teve que deixar a mansão e entrar em contato com o mundo externo, com a vida real. Só que, muito mais que isso, o filme retrata os meios de comunicação de massa, neste caso, a TV, como um manipulador, um influenciador de comportamentos. O personagem principal, Chance, é completamente alienado pela TV, todos os seu comportamentos e atos são em função do que ele viu a vida inteira na TV. Alem disso o filme retrata, claramente, que os meios de comunicação de massa manipulam a imagem de acordo com o seus interesses, fazendo todos acreditarem numa coisa que verdadeiramente não é real. No caso do filme, eles colocam diante das câmeras, um homem ignorante, um iletrado, que a midia faz parecer uma pessoa culta, inteligente e todos os acreditam nisso. Enfim... é um ótimo filme, com um excelente roteiro e ótimos atores.
Wagner S. Bahia em 08/01/2001Nota: 5
O filme, baseado no livro "O VIDEOTA" de JERZY KOSINSKI, foi explendidamente realizado. Peter Sellers, em atuação memorável, personifica Chance, protagonista de uma sociedade alienada pela mídia. Sensível e engraçado. Puro prazer.
Haroldo Kennedy Clebicar Nogueira em 05/01/2001Nota: 5
Gostei, uma obra prima ao antecipar o efeito da aculturação da TV sobre as pessoas, mas na forma inversa. Nosso personagem é simples, meigo, e vive entre uma hipersensibilidade e em outras vezes, a falta dela. Por não ter paixão, somente a informação o conduz nos seus atos do dia a dia, não tendo desejos. Ele é quase um altista, num mundo só dele, sem maldade, mas também sem amor.
A Queda - As Últimas Horas de Hitler
Filme fantástico que retrata as últimas horas de vida do maior assassino da história da h...
por Atena Negra, 09/02/2012 às 12:50
Serpico é prova incoteste que honestidade e dignidade tem seu preço . Conviver num ambient...
por Benedito, 09/02/2012 às 12:06
Mais uma vez, é contada no CINEMA, e muito mal, as NEFASTAS, CRIMINOSAS e IMPIEDOSAS, CRUZA...
por ADEMAR, 09/02/2012 às 11:37
QUE OBRA PRIMA ESSE FILME . MARAVILHOSO !!!! EXCELENTE ATUAÇÃO DOS PROTAGONISTAS .... RECO...
por Gil Silva, 09/02/2012 às 10:17