Título original: (Metropolis)
Lançamento: 1927 (Alemanha)
Direção: Fritz Lang
Atores: Alfred Abel, Gustav Fröhlich, Brigitte Helm, Rudolf Klein-Rogge.
Duração: 100 min
Gênero: Ficção Científica
Status: Arquivado
Metrópolis, ano 2026. Os poderosos ficam na superfície, onde há o Jardim dos Prazeres, destinado aos filhos dos mestres. Os operários, em regime de escravidão, trabalham bem abaixo da superfície, na Cidade dos Trabalhadores. Esta poderosa cidade é governada por Joh Fredersen (Alfred Abel), um insensível capitalista cujo único filho, Freder (Gustav Fröhlich), leva uma vida idílica, desfrutando dos maravilhosos jardins. Mas um dia Freder conhece Maria (Brigitte Helm), a líder espiritual dos operários, que cuida dos filhos dos escravos. Ele conversa com seu pai sobre o contraste social existente, mas recebe como resposta que é assim que as coisas devem ser. Quando Josafá (Theodor Loos) é demitido por Joh, por não ter mostrado plantas que estavam em poder dos operários, Freder pede sua ajuda. Paralelamente Rotwang (Rudolf Klein-Rogge), um inventor louco que está a serviço de Joh, diz ao seu patrão que seu trabalho está concluído, pois criou um robô à imagem do homem. Ele diz que agora não haverá necessidade de trabalhadores humanos, sendo que em breve terá um robô que ninguém conseguirá diferenciar de um ser vivo. Além disto decifra as plantas, que são de antigas catacumbas que ficam na parte mais profunda da cidade. Curioso em saber o que interessa tanto aos operários, Joh e Rotwang decidem espioná-los usando uma passagem secreta. Ao assistir a uma reunião, onde Maria prega aos operários lhes implorando que rejeitem o uso de violência para melhorar o destino e pensar em termos de amor, dizendo ainda que o Salvador algum dia virá na forma de um mediador. Mas mesmo este menor ato de desafio é muito para Joh, que ouviu a fala na companhia de Rotwang. Assim, Joh ordena que o robô tenha a aparência de Maria e diz para Rotwang escondê-la na sua casa, para que o robô se infiltre entre os operários para semear a discórdia entre eles e destruir a confiança que sentem por Maria. Mas Joh não podia imaginar uma coisa: Freder está apaixonado por Maria.
Maravilhoso! Um filme muito avançado para sua época e ainda atual, trazendo questões como o preconceito social e a manipulação do povo. Excelente atuação de Brigitte Helm.
por Francisco Russo - Avaliação: 10
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Ricardo Fonseca em 05/01/2001Nota: 5
Um filme monumental! Fritz Lang mostra que o futuro e o passado não tem grandes diferenças. Um filme que vai além da política, buscando apresentar o homem que pode ser manipulador e mau mas acreditando que a bondade humana pode derrotá-lo.
Rony Fernandes em 06/01/2001Nota: 3.5
O filme é apenas razoável, apesar de ser considerado um clássico do expressionismo alemão. O desenho de produção ainda impressiona, filmes mais atuais de ficção como Blade Runner, por exemplo, tem a arquitetura de prédios muito parecidos com deste filme. No entanto, por ser um filme mudo, o tempo de duração por vezes é longo e cansativo. Fica valendo como um estudo de cinema. Há cenas realmente interessantes como a criação do robô, clone da operária Maria. As crianças dos operários sendo salvos enquanto o subterrâneo é inundado. Contudo, essa obra não é indicada para aquele que quer cinema como diversão ou até mesmo reflexão em minha opinião de cinéfilo.
luiz carlos em 08/01/2001Nota: 5
Considero o filme apaixonante! Conheço apenas a versão colorizada e a única linha filosófica que ví no filme, foi a da ficção futurista, cem anos antes dela poder existir e isto, por sí só, já merece aplausos!
Renato Rosatti em 02/01/2001Nota: 4
Um dos maiores clássicos da ficção científica mundial e um dos expoentes máximos do cinema expressionista alemão da década de 20, Metrópolis, filme mudo dirigido por Fritz Lang em 1926, impressiona até hoje por seu visual futurista, com cenários e efeitos especiais fantásticos descrevendo uma enorme megalópole controlada por poderosos industriais utilizando uma imensa força de trabalho braçal de uma população renegada e condenada à escravidão, para manter sua oponência e grandiosidade. Na cópia lançada em vídeo VHS no Brasil pela Continental, os seus longos 140 minutos mostram um espetacular show de imagens que muito influenciariam toda a história da ficção científica posterior, desde a concepção das imensas cidades do futuro, a apresentação de um dos mais famosos robôs de todos os tempos, quanto a estrutura política com seus regimes totalitários dividindo radicalmente a elite do proletariado. O ano é 2026 no filme, exatamente cem anos a frente de sua produção. Nesse futuro obscuro, o mundo está dividido em duas classes sociais extremamente distintas, a elite dominante representando a mente que planeja, vivendo na superfície em imensas estruturas arquitetônicas rodeadas por um fluxo constante de trens, carros e veículos voadores, e os operários que representam a mão que constrói, vivendo como escravos em sua cidade nas profundezas muito abaixo do solo. Entre eles estão as grandiosas máquinas enterradas no subsolo, porém ainda assim muito acima do lar dos operários, que funcionam para manter o conforto e prazer dos lordes de Metrópolis, operadas ininterruptamente pelos trabalhadores prisioneiros. Essas monstruosas máquinas, típicas dos filmes de FC antigos, eram repletas de grandes alavancas de acionamento, luzes piscando para todos os lados, painéis enormes cobertos de relógios, mostradores analógicos, manípulos e válvulas de todos os tipos. Elas representavam a en! ergia que mantinha o luxo para os ricos de Metrópolis e ao mesmo tempo eram os instrumentos de tortura para os pobres que a operavam incessantemente. Considerados à margem da civilização, os trabalhadores contém seu compreensível desejo de revolta graças à liderança espiritual da filha de um deles, Maria (Brigitte Helm), que prega a paz conciliadora entre as classes sociais em reuniões regulares com a massa trabalhadora, nas antigas catacumbas ainda mais abaixo da cidade dos operários. Em suas palestras, ela pede a paciência deles em aguardar pacificamente o surgimento de alguém de “coração” que fará o papel de mediador para o entendimento entre os criadores de Metrópolis, o “cérebro que planeja”, e o proletariado, “as mãos que constróem”. Quando Freder (Gustav Frohlich), o filho de um importante dirigente da cidade, John Fredersen (Alfred Abel), conhece e se apaixona por Maria, tem início uma grandiosa e incansável luta de igualdade de classes. Ele vai até as profundezas para conhecer a vida dos trabalhadores e testemunha um horrível acidente em uma das enormes máquinas, que explodiu devido à falha de um dos operários que desmaiou exausto, causando destruição com vários mortos e feridos. Como algo rotineiro e insignificante, a máquina logo é consertada e novos grupos de operários rapidamente voltam a movimentá-la. Indignado com o que presenciou, Freder se infiltra entre eles trocando sua identidade com um dos operários, sentindo na pele sua torturante jornada de trabalho e conhecendo sua rotina de vida diária sem liberdade. Enquanto isso, o industrial John Fredersen descobre a existência de mapas das antigas catacumbas nos uniformes dos operários mortos no acidente com a máquina e presencia uma das pregações da líder Maria, juntamente com o cientista “louco” Rotwang (Rudolph Klein-Rogge), criador de um fantástico robô, que revolucionaria num futuro breve substituindo os trabalhadores por máquinas parecidas com o homem, com a vantagem de não se cansarem, reclamarem ou precisarem se alimentar. O dirigente de Metrópolis solicita então ao cientista que aprisione Maria e fizesse um clone dela com o andróide que ele criou, com o objetivo dela se infiltrar entre os trabalhadores substituindo a Maria real e alterando seu discurso de paz, incitando-os à discórdia, violência e a destruição das máquinas. Os operários logo partem para uma revolta e uma imensa massa passa a destruir as máquinas ocasionando a explosão dos reservatórios de água que inundaram sua cidade subterrânea colocando em risco suas própr! ias famílias. Ao perceberem o erro que cometeram, eles se voltam contra o andróide de Maria que incitou-os à destruição, e o queimam numa estaca como uma bruxa da antiga inquisição européia. Na fogueira, com a ação das chamas o robô retorna a sua imagem original, uma espécie de armadura de aço, causando surpresa aos trabalhadores motinados. Nesse momento, a verdadeira Maria consegue escapar do laboratório de Rotwang e encontra Freder, onde juntos conseguem salvar os filhos dos operários da inundação da cidade e avisam a eles que suas famílias estavam a salvo, acalmando sua fúria, mas não impedindo uma forte luta entre o jovem e herói Freder e o cientista “louco” Rotwang que os leva até o topo de um prédio e culmina com a morte do cientista numa queda fatal. Finalmente a massa de trabalhadores liderados pelo capataz do dínamo central, a principal máquina que mantém Metrópolis, e o dirigente John Fredersen, se reúnem para uma conciliação, o que se efetiva através do “coração mediador” de Freder, que une as mãos de ambos num aperto que selaria a paz e convivência com igualdade social. O que é mais expressivo nesse clássico do cinema fantástico é inegavelmente os grandiosos cenários e o visual impressionante de uma metrópole futurista, que se sobrepõe ao roteiro e às interpretações do elenco. As cenas também da transformação do sensual robô no clone de Maria são épicas e antológicas, estando entre as mais significativas e inesquecíveis da história da ficção científica no cinema. O laboratório do cientista “louco” Rotwang apresenta todos os elementos característicos da FC da época, com enormes máquinas elétricas, eletrodos, alavancas, botões, equipamentos químicos, etc., que influenciariam inúmeras obras a seguir como o fantástico laboratório científico do Dr. Frankenstein em seu filme homônimo de 1931. O cientista Rotwang encarnou o típico personagem insano em meio às suas experiências científicas e ameaçadoras para a humanidade, o que seria eternamente visto em outras produções de horror e ficção científica dos anos seguintes, como a influência clara em Dr! . Fantástico (1964, de Stanley Kubrick), onde seu cientista “louco” Dr. Strangelove, interpretado pelo magnífico Peter Sellers, e o Rotwang de Metrópolis tem a mesma mão direita mecânica. Seu roteiro tem claras ideologias políticas e metáforas com a Alemanha da época de sua produção, como a cidade dos operários nos subterrâneos representando os discriminados guetos judeus. Politicamente existe duas teorias sobre o final do filme, uma mostrando a derrota do totalitarismo com o dirigente principal da metrópole aceitando a participação do proletariado no poder também, e outra onde esse ato de conciliação das classes sociais significaria a vitória da elite dominante conseguindo a aproximação do povo e sua consequente submissão ideológica. A mitologia também está presente na obra, com a bela cidade da superfície e os subterrâneos representando o paraíso e o inferno respectivamente, e com o jovem Freder descendo ao inferno e presenciando os tormentos de um mundo artificial sem liberdade, para tornar-se um “salvador” da paz entre as classes sociais, conforme profetizado pela líder dos operários e sua amada Maria. Metrópolis é monumental em todos os aspectos, é um épico da ficção científica que durou quase um ano e meio de produção, envolveu cerca de trinta e sete mil extras e foi o maior orçamento na Alemanha até então, porém não foi um sucesso de bilheteria como esperava-se e o prejuízo financeiro para sua produtora Universum Film foi significativa. O diretor Fritz Lang rumou depois para os Estados Unidos, sendo reconhecido como um dos grandes cineastas de seu tempo. Esperamos que o futuro obscuro que ele previu em seu filme não se concretize na realidade, e possamos finalmente nessa primeira metade de um novo século (e milênio) vivermos com a tão esperada paz política e tecnológica, sem guerras e preconceitos, típicos do ser humano."
Virgílio Sabino em 09/01/2001Nota: 5
Metropolis é simplesmente apaixonante, além disso é o marco inicial e referencial da ficção científica no cinema! Quem faz críticas negativas sobre esse filme não tem sequer noção de história, política e sociedade daquela época. A visão de futuro que Fritz Lang teve em 1926 é impressionante!
William em 04/01/2001Nota: 1.5
A História é super interessante, mas pena q o filme é muito antigo. Asequência na qual as cenas foram colocadas tbmm é legal....não recomendo ele simplesmente pelo fato de ser muito antigo....se houvesse uma nova versão dessa mesma obra.......eu certamente assistiria!
Lula Velloso em 07/01/2001Nota: 5
É o Clássico dos clássicos dos filmes de ficção. A sua estética revolucionária influênciou, influência e influenciará o mundo cinematográfico. Um pedaço de Metrópolis se vêm em filmes como: Blade Runner, Stars Wars, O Quinto Elemento, até Batman Begins. Discordo do colega que diz que o filme é comunista, pois o filme tem uma simpatia ao fascismo, vide o aperto de mão do Patrão e do Operário. E outro colega que diz que o filme é ruim por ser "velho, P&B e mudo" é porque nunca assistiu Charles Chaplin!
Christian Jafas em 03/01/2001Nota: 5
Fritz Lang fez questão de criar uma obra tão forte que vai continuar impressionando no século XXXI. Em 1926 quando completou o filme, o diretor quase levou a produtora alemã UFA a falência. Metropolis e o Expressionismo alemão influenciariam gerações e gerações de cineastas. Blade Runner, Minority Report, Matrix Reloaded e Tempos Modernos são alguns exemplos claros dessa influência, que se estende ao Neo-Realismo, ao Cinema Novo e aos filmes noir. 77 anos depois do lançamento Metropolis mostra uma montagem cheia de energia e planos plasticamente belos. A história é aquela típica do grande cinema de aventura e conta com o vilão, o herói, a mocinha. Mas estava muitos anos-luz da sua época. É difícil ver até nos dias de hoje um enredo que coloque a mulher com poderes de resolver problemas, e não apenas como a coitada que precisa ser salva. O roteiro de Thea von Harbou (casada com Lang. Eles se separaram quando ela se tornou nazista) mesmo sendo utópico e romântico garante um arco fechado com precisão. Metropolis criou cenas definitivas na história do cinema. E tinha até engarrafamento. Vocês viram o engarrafamento?
Cada Um Tem a Gêmea que Merece
Sinceramente nao entendo como filmes imbecis com atores imbecis ainda rendem tanto!
por William, 14/02/2012 às 09:36
Cada Um Tem a Gêmea que Merece
...Adam Sandler se saiu muito bem vestido de mulher!!!Mais a historia em si poderia ser mais...
por renata bueno, 14/02/2012 às 09:24
O Filme é bom! Muito emocionante. Recomendo.
por Victor Tavares Alves, 14/02/2012 às 06:44
Capitão América: O Primeiro Vingador
Dessa série dos vingadores, o Capitão América não é o pior, achei o Thor mais fraco, e ...
por Marlon_SS, 14/02/2012 às 05:38