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Críticas - Uma Mente Brilhante
Pablo Marcedo (e-mail),
Leitor do Adoro Cinema - Nota 4:
"Demente
brilhante
"A ambição universal
dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram"
Adam Smith (economista inglês, 1723-1790)
Mais uma vez as "pathias"
desfilam em Hollywood. Em 89, "Rain Main". Em 92, o canibalesco "O
Silêncio dos Inocentes". Em 95, a caixa de bombons de "Forrest
Gump". Agora é a esquizofrenia. Indicações: oito,
incluindo melhor filme e ator (Russell Crowe). "Uma Mente Brilhante"
('A beautiful mind', de Ron Howard), um filme real sobre a mente brilhante e
excêntrica, ganhadora do Nobel de Economia em 94, de John Forbes Nash
Jr., matemático e... esquizofrênico.
errado
John Nash, interpretado genialmente
por Russell Crowe, é um matemático estranho que buscava de forma
estranha - e doentia - demonstrar sua 'estranha' superioridade intelectual -
porém, obsessivamente original. Com 21 anos desbanca o 'mestre' Adam
Smith. Bem ao estilo de Escher, Nash rabiscava suas visões complexas
da "realidade" nas janelas de Princeton. Realidade, explico, esquizofrênica.
O que rende ao roteiro uma fantasia digna de um "Diário de um Louco",
de Gogol. Fantástica tambémé a atuação de
Russell Crowe, o qual pode ocupar a seleta galeria de atores 'debilitados' e
suas estatuetas maravilhosas, tais como: Al Pacino ("Perfume de mulher"/92),
Tom Hanks ("Filadélfia"/93 e "Forrest Gump"/94),
Geoffrey Rush ("Shine"/96), Jack Nicholson ("Um Estranho no Ninho"/75
e "Melhor é impossível"/98).
Loucuras à parte, roteiro
(não tão) bem adaptado do livro "A beautiful mind: a biography
of John Forbes Nash Jr.", de Sylvia Nascar (que já não era
bem adaptado!, mas... um bom filme. Talvez Ron Howard possa desfilar nas passarelas
do Oscar de mãos dadas com os hobbits, elfos, orcs e seus 'anéis'.
Quem sabe?!"