Título original: (Touch of Evil)
Lançamento: 1958 (EUA)
Direção: Orson Welles
Atores: Orson Welles, Charlton Heston, Janet Leigh, Joseph Calleia.
Duração: 95 min
Gênero: Policial
Status: Arquivado
Ao investigar um assassinato, Ramon Miguel Vargas (Charlton Heston), um chefe de polícia mexicano em lua-de-mel em uma pequena cidade da fronteira dos Estados Unidos com o México, entra em choque com Hank Quinlan (Orson Welles), um corrupto detetive americano que utiliza qualquer meio para deter o poder.
Rafael Vespasiano em 04/01/2010Nota: 4
Um filme policial instigante, com uma trama excelente, que mostra a corrupção policial personificada pela personagem do detetive interpretado magistralmente por Orson Welles (também diretor do filme), um policial corrupto e extremamente ardiloso, além de preconceituoso em relação aos mexicanos (na figura do policial mexicano vivido por Charlton Heston), Welles faz de tudo para provar sua opinião, mesmo que tenha de usar de meios ilegais e corruptos. O filme fala também sobre alcoolismo e de certa forma de um amor que resistiu à morte e faz com que Welles aja do jeito que age, por causa desta tristeza de ter perdido a amada, ou seja, um filme que também toca no tema da depressão. Enfim, um filme que além de ser uma trama policial, também enfoca um tema extremamente dramático, um filme que só podia ter a assinatura (marca!) do genial Orson Welles! Nota 9.
Alfredo Rossetti em 05/01/2001Nota: 5
Acho Touch of evil do mesmo nível de Citizen Kane, com o acréscimo da genialidade de Welles nao ficar somente como diretor. Pois sua atuação como o policial corrupto, é simplesmente deslumbrante, com uma E maquilagem que quase não o reconhecemos. Além de um elemento de primeiríssima qualidade. E, claro, tem a sequência mágica inicial, que nos tira totalmente o fôlego. Ave, Welles!
Aline Izabel Costa Carvalhoa em 04/01/2001Nota: 4
Não pisque seus olos. isso pode ser o suficiente para perder partes fundamentais do filmes. Welles está na sua melhor forma (não física é claro). o enquadramento de cenas do filme é fantástico.
Pedro Ferreira de Freitas em 02/01/2001Nota: 5
Evidentemente, o leitor já ouviu em algum lugar que Orson Welles foi um gênio do cinema. Também é certo que pelo menos os mais atentos já sabem que seu filme mais famoso, "Cidadão Kane", figura no topo da lista de melhor filme em todos os tempos. Digamos agora que esse leitor e curioso sobre cinema resolva conhecer esse tal gênio da sétima arte. Esse comentarista recomenda que, pelo menos inicialmente, o leitor deve deixar "Cidadão Kane" para um segundo tempo e partir para a apreciação de "A Marca da Maldade", de 1953 e disponível agora em VHS, inclusive para venda direta, a partir de copia restaurada e com uma edição mais próxima da idealizada por seu criador. Neste filme está contida toda a genialidade de Orson Welles, sua maneira peculiar de filmar, a maneira meticulosa como constrói as cenas, a grande quantidade de informações contidas em um enquadramento, tramas paralelas, profundidade de campo etc... As cenas iniciais de "A Marca da Maldade" são espetaculares e talvez seja o melhor plano seqüência da historia do cinema. São vários minutos de filme sem cortes, com dezenas de personagens e várias historias acontecendo tudo simultaneamente e que se encerra com uma cena de grande violência. Charlton Heston é Vargas, um policial mexicano envolvido no combate ao narcotráfico e que encontra-se em lua-de-mel numa pequena cidade na fronteira com o México. Ao presenciar um atentado a um cidadão americano, vê-se envolvido numa teia de corrupção e decadência comandadas pelo inspetor Quinlan, o personagem de Orson Welles. A historia é banal, no entanto Welles foge do convencional, do maniqueísmo de opor mocinhos e bandidos e construiu um filme de investigação psicológica. Welles filmou o caráter dos personagens, se isso for possível, penetrou nas profundezas de suas motivações, obtendo um resultado espetacular. Quinlan é um policial chafurdado na lama da corrupção, mas acredita na justiça segundo a sua intuição. Ele fora vitima de chicanas judiciais no passado e sente-se um injustiçado. Ele pinta e borda na pequena cidade onde é respeitado e temido. Ao bater de frente com Vargas, que acredita ser um idealista em busca da justiça, presenciaremos um verdadeiro duelo de titãs e dessa oposição se valerá o filme, que a certa altura deixará o espectador em duvida sobre o real caráter desses personagens. Welles mais uma vez jogará com a ambigüidade dos personagens, aliás, um dos temas mais recorrentes na sua filmografia. Num momento inicial, Welles nos seduz com imagens belíssimas e de grande força descritiva para num momento posterior nos fazer compreender o quanto somos pequenos e impotentes diante de uma estrutura social marcada pela maldade e a corrupção. Um Grande Filme! Uma obra-prima definitiva!.
Henrique Miura em 03/01/2001Nota: 5
"A Marca da Maldade" é, surpreendentemente, o melhor trabalho do Orson Welles. Tudo bem que não conheço muito ainda o trabalho desse diretor, mas esse conseguiu ser superior ao clássico e excepcional "Cidadão Kane". Esse "A Marca da Maldade" toma uma postura corajosa e ousada, faz um conflito de americanos e mexicanos, com corrupções e grandes surpresas, que deixam o espectador toalmente envolvido a estória.Orson Welles faz um trabalho sensacional. Nunca imaginei que esse filme fosse tão rico em detalhes, mais até do que o "Cidadão Kane". Aqui existem bandidagens e traições cada vez melhor trabalhadas. Para o ano de 58, esse filme vai muito além de qualquer ousadia da época, desmascara tudo o que vier na frente e o final é, resumindo em uma única palavra, PERFEITO.Além é claro de uma excelente fotografia em PB. Assim como em "Cidadão Kane", Welles usa com perfeição as luzes, principalmente pelo filme em diversos momentos passar em quartos fechados e caustrofóbicos. Aquela fraca luz se arranja perfeitamente, dando o clima ideal ao filme, que a cada minuto que passa vai tomando rumos mais surpreendentes.Ramon Miguel Vargas (Charlton Heston) é uma pessoa muito importante do México. Ele está em bons momentos com sua mulher Susan (Janet Leigh). Após um carro explodir, entra o policial Quinlan (Welles) na trama para descobrir quem foi o culpado.A partir daí o roteiro leva personagens a rumos diferentes, que se cruzarão ao final. A mulher de Ramon está em um hotel de beira de estrada, onde é importunada por bandidinhos da quadrilha de Grandi (Akim Tamiroff). Enquanto isso, Ramon ao lado de Quintal tenta descobrir quem foi o culpado da explosão. Mas o policial americano não é tão honesto quanto parece, na verdade ele sempre "arruma" uma maneira de provar a culpa de inocentes e isso provoca um furor em Ramon quando ele irá fazer de tudo para salvar a pele do rapaz acusado, mesmo ainda não sabendo que sua mulher não está em boas mãos.Com muitas intrigas dentro da história, Welles soube muito bem como enganar o espectador, seja atuando ou dirigindo. As atuações foram impecaveis e irretocáveis. Welles, Heston e Janet se saem perfeitamente bem, um trio para ninguém botar defeito. Um filme inteiro para ninguém botar defeito."A Marca da Maldade" foi lançados nos cinemas em sua época não da maneira de Welles, mas sim a do estúdio, que alterou muitas coisas e o resultado não agradou a Welles, que havia sido demitido pouco tempo antes. Em 1998 o estúdio, após uma sincera carta de Welles antes de sua morte, resolveu atender o pedido desse grande diretor e acabou fazendo a versão que Welles queria. Foi exatamente essa que eu vi, mostrando no início parte dessa carta enviada por ele. Certamente Welles é um diretor para nunca ser esquecido, "Cidadão Kane" e esse "A Marca da Maldade" são filmes para ficar na memória e nunca mais sair. Um filme indispensavel para qualquer cinefilo.
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Não é uma animação voltada para o público infantil, ainda que Barry seja uma abelhinha ...
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...Comédia bacaninha ..... tipo sessão da tarde ..... poucas risadas... mas agradavel de a...
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