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Filme apenas regular. A construção da trama é bastante parecida com a de outro sucesso dos irmãos Coen, "Fargo", mostrando um crime que gera uma série de consequências imprevisíveis e que pioram cada vez mais a situação dos envolvidos. Como não gostei de "Fargo", talvez esteja aí o grande motivo de também não ter me empolgado com este "O homem que não estava lá". O ritmo do filme é lento e apesar de algumas das consequências realmente surpreenderem, o filme em momento algum consegue conquistar a atenção e o carinho do espectador. Além disto, o roteiro tem alguns exageros dispensáveis, como a inserção da subtrama dos extra-terrestres, que fica totalmente deslocada em relação ao restante do filme. A fotografia, tão badalada e indicada ao Oscar, possui momentos belíssimos mas que às vezes são desnecessários para a trama, possuindo mero valor estético. Já em relação às atuações, destaque para o calado Billy Bob Thornton e James Gandolfini, que apesar de ficar pouco tempo em cena sempre surge ameaçador e muito bem." |
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Um belíssimo filme. Com enredo que lembra bastante a trama de "O Estrangeiro", livro de maior sucesso de Albert Camus, "O homem que não estava lá" reúne elementos de extrema carga literária, como a obstinada falta de atitude do personagem principal, a seqüência mais ou menos fatídica e inevitável dos acontecimentos, além de traições, mortes, jogos de interesse e conversas desafiadoras. O ator é fantástico: seco, austero, fechado, representa muitíssimo bem o papel que lhe é destinado. Nota 10 para o filme." |
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Uma mistura de Hitchcock, Lolita, OVNI's e lavagem a seco. Isto é "O Homem Que Não Estava Lá", dirigido por Joel Coen e escrito em parceria com seu irmão Ethan. O humor e a sensibilidade da dupla continuam inconfundíveis e dessa vez contam com a ajuda da sensacional fotografia de Roger Deakens e de um elenco pra lá de maravilhoso.Ed Craner (Billy Bob Thornton) é o segundo barbeiro da barbearia de seu cunhado Frank (Michael Badalucco), onde só os dois trabalham. Sua esposa, Doris (Frances McDormand), é contadora da loja de magazine de Big Dave (James Gandolfini) e Ed desconfia que os dois tenham um caso.O barbeiro acaba tentando se aproveitar do romance para conseguir o dinheiro que financiará sua lavanderia a seco. Tudo acaba em morte, prisão e muitos desencontros. É quando surge Freddy Riedenschneider (Tony Shalhoub), um advogado que fala rápido e divaga sobre filosofia.O filme conta com todos os ingredientes típicos do filme noir. Uma pessoa comum (quase menos do que o comum) acaba envolvendo-se em um crime e narra sua história aos espectadores. Uma mulher infiel e interessada em uma ascensão financeira, o humor negro, a ironia e a falta de sorte. Além de muito cigarro e da fotografia em preto-e-branco.A vida de Ed caminha sempre para o fundo mas ele não deixa de se entusiasmar, como quando se interessa por Birdy Abundas (Scarllett Johansonn) e tenta se aproximar dela usando como desculpa um talento que não existe, ou quando fica interessado na lavagem a seco e torna-se sócio de Craighton Tolliver (Jon Polito), numa cena impagável.Joel e Ethan Coen continuam a frente de seu tempo e de seu país. Demonstram isso quando conseguem transmitir tantos sentimentos através de seus filmes, quando conseguem falar da morte de modo tão delicado e sutil e quando nos permitem experiências, como essa, inesquecíveis.Após os trailers de "Blade II" (com o caça-vampiros Wesley Snipes mais veloz e mais afiado do que nunca) e "On The Line" (com um rapaz que procura o amor de sua vida ao som de N'Sync), "O Homem Que Não Estava Lá" nos faz constatar algo interessante: Sim! Existe vida inteligente em Hollywood!" |
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Brilhante! Simplesmente brilhante! Dessa vez os irmãos Coen se superaram, com um roteiro magnífico, uma fotografia perfeita e um elenco afiado. Ouso dizer que esse é o melhor filme da dupla , superando até os excepcionais FARGO e BARTON FINK. É impressionante como todos estão bem em cena , a começar por Billy Bob Thornton inspirado , passando por Frances McDormand dando mais um show e James Gandolfini mostrando mais uma vez seu talento , terminando com Tony Shalhoub impagável. Uma verdadeira obra - prima." |
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Joel Coené um do mais oiginais diretores do cinema ameicano da atualidade.Trata-se de um belo filme sem qualquer psicologismo, mas lá um tanto pertubador a ponto de fazer nos telespectadores sentir uma compaixão pelo pobre barbeiro.Soma-se a isto também as figuras pitorescas e cínicas como o comerciante picareta e o advogado. Uma verdadeira aula de cinema do início ao fim. |
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