Certa manhã Harold Crick (Will Ferrell), um funcionário da Receita Federal, passa a ouvir seus pensamentos como se fossem narrados por uma voz feminina. A voz narra não apenas suas idéias, mas também seus sentimentos e atos com grande precisão. Apenas Harold consegue ouvir esta voz, o que o faz ficar agoniado. Esta sensação aumenta ainda mais quando descobre pela voz que está prestes a morrer, o que o faz desesperadamente tentar descobrir quem está falando em sua cabeça e como impedir sua própria morte.
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Filme interessante... não perde tempo em justificar a historia fantasiosa e utiliza interessantes recursos gráficos para mostrar o pensamento metódico do protagonista. Uma história de amor simples, mas diferente, com um Will Ferrel bem mais contido que o normal e um concorrente de peso: Dustin Hoffman como um professor de faculdade malucão, que rouba a cena sempre que aparece. |
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A comédia surreal em questão tem como personagem principal o ator Will Ferrell numa atuação contida, enxuta, diferente da maioria de seus filmes cômicos) no papel do homem comum da cidade de Los Angeles, Harold Crick, cuja vida é de uma rotina maçante: levanta diariamente no mesmo horário; dá o mesmo número de escovadas no mesmo horário; pega o ônibus para o seu trabalho às 8h16; trabalha como fiscal do imposto de renda numa rotina cansativa; volta para casa no ônibus das 18 horas; assiste televisão e aí vai dormir às 23 horas. Me fez lembrar a música do Chico Buarque de Holanda "todo dia ela faz tudo sempre igual / se levanta às seis horas da manhã / me sorri seu sorriso pontual....", ou mesmo alguns pacientes portadores de transtorno obsessivo-compulsivo. A trajetória de Harold é narrada em inglês britânico da escritora consagrada, Kay Eiffel (Emma Thompson, mais uma vez com uma atuação superlativa), que não consegue escrever um livro há 10 anos e tem um prazo dado pela editora para terminar o seu romance. A interação entre autor e personagem é completada quando Harold vai no encalço de Kay para tentar dissuadí-la de matá-lo no final do livro. Isso porque sua rotina solitária havia se modificado por completo. Ele se apaixonara pela confeiteira Ana Pascal (Maggie Gyllenhaal), comprou uma guitarra que era um sonho antigo, enfim, sua vida havia tomado um rumo em direção a um território pleno de felicidade. Para chegar em Kay, Harold procurou o auxílio do professor de literatura Hilbert (Dustin Hoffmann). Antes havia passado por uma avaliação psiquiátrica, já que a voz da narradora aterrorizava a vida de Harold, e foi feito o diagnóstico de esquizofrenia. Será que Kay irá matar Harold no seu livro??? A trama não tem nada de original já que a literatura de Jorge Luis Borges, o teatro de Pirandello, o cinema de Charles Kauffmann trabalham sobre a tese do diálogo entre autor e personagem. Em qualquer obra de arte há uma relação em mão dupla entre autor e personagem: o autor cria o personagem, o modifica e é influenciado e modificado por este. O diretor alemão radicado nos EUA, Marc Forster que já havia nos presenteado com "EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA" nos dá mais um exemplo de sua capacidade criativa. |
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"Tem uma voz dentro da minha cabeça. Ela fala comigo. Só eu consigo ouvi-la". "Isso é esquizofrenia, Harold". "Não, não! Essa voz não me diz o que fazer. Ela descreve o que eu estou fazendo, descreve o que eu estou pensando com uma riqueza de detalhes impressionante. Essa voz está narrando a minha vida". "E como é essa voz?" "É... é uma voz de mulher. Só que com um vocabulário muito maior e melhor do que o meu..." Harold Crick é um funcionário do Imposto de Renda, solitário, pacato, disciplinado e apaixonado por números e tabelas. Também é o personagem do novo livro da escritora Kay Eiffel. E de repente o personagem pode ouvir a voz da sua narradora. Ele sabe que alguma coisa está acontecendo em sua vida, muito embora a própria narradora não se dê conta da autoconsciência de sua criação. Está é a premissa básica de Mais Estranho que a Ficção. Eu assisti ontem. É um filme muito bacana, que vai te fazer pensar naquela velha história do sujeito apagado e sem graça que, de repente, descobre os sabores da vida. Tocar guitarra, comer biscoito, namorar. Assim de repente, tudo adquire uma nova cor, tudo adquire contornos mais nítidos, mais vivos. Tudo porque o personagem passa a ter consciência de si e da própria existência, começa a questionar a si mesmo e à narradora de sua vida. Mas a voz da narradora (que prossegue implacável, alheia à descoberta de Harold) é onipotente, onisciente e tem um grande plano para o pequeno personagem. Um plano que culmina com sua morte anunciada. Apavorado, Harold começa a lutar para descobrir uma maneira de escapar do final de sua própria história. Mais Estranho que a Ficção faz lembrar uma versão light dos filmes de Charlie Kaufman, que é responsável por Quero ser John Malkovich, Adaptação e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. O filme brinca com a idéia de destino e livre-arbítrio. Se existe um Deus ciente de tudo que já foi e ainda virá, se existe um destino pré-determinado, um grande plano, qual o sentido do livre-arbítrio? Até que ponto você controla sua própria vida? Outro tema interessante é o ato da criação. Porque além da história de Harold Crick (Will Farrel), o filme também conta a história de sua autora, a escritora Kay Eiffel (Emma Thompson, maravilhosa). Uma mulher enérgica, angustiada pelo famoso "bloqueio de escritor". Preocupados que Kay não consiga cumprir o prazo de entrega de seu livro, seus editores enviam uma "assistente" para ela, Penny Escher (Queen Latifaf), que passa a acompanhá-la no seu estranho dia a dia. Enquanto Kay e Penny se perdem em discussões sobre o processo criativo, sobre prazos, literatura e destinos possíveis para o livro, Harold busca uma ajuda inusitada. Ao invés de um terapeuta que o ajude a lidar com a "voz" que escuta, Harold procura o professor Jules Hilbert (Dustin Hoffman!!!), PHD em literatura, que começa a analisar as palavras ouvidas por Harold, buscando compreender a que tipo de história ele pertence (tragédia ou comédia?). O escritório do professor Hilbert é uma imensa prateleira abarrotada de livros e entre eles uma pequena tv 14 polegadas, eternamente ligada em algum programa de entrevistas sobre literatura. Ali, Hilbert cita Italo Calvino e bombardeia Harold com uma série de perguntas absurdas para procurar conhecer a mente de sua narradora. E seria injusto não citar Ana Pascal (Maggie Gylenhaal), dona de uma confeitaria que caiu na malha fina do imposto de renda e, por tabela, na mira de Harold. A mulher o fascina, o provoca e tem um papel importante no despertar da busca do personagem pela própria voz. Afinal, como diz o seu Chico Buarque , "a gente vai se amando que, também, sem um carinho, ninguém segura esse rojão". E nessa discussão e sobreposição de vozes, narrativas e vontades; ficção e realidade se misturam cada vez mais. Mas também não é assim no nosso "mundo real"? |
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Filmes que nos impressionam, geralmente por uma produção grandiosa, ou por historias grandiosas. Nesse filme o que mais me impressiona é grandiosa interpretação de seus protagonistas, numa história grandiosa, nem que seja na história de vida de um homem apenas. Filme, bem elaborado,criativo.Real e ou ficção? Mas o que não resta dúvida é o senso de humor apurado e refinado. Certamente esse filme entra na minha lista dos grandes filmes para ser revisto e indicado. |
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Ótimo roteiro e ótimas atuações. Um pouco longo para o que se propõe, mas Will Ferrel e Dustin Hofman estão ótimos. Um filme quase que existencialista, diluído num discurso um tanto quanto "auto-ajuda". Mas excelente, ainda assim. |
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Filme bastante interessante,uma história para vc pensar,meio q tpw ele tah numa situação d conversar com quem o criou,uma conversa com Deus,digamos assim,é bem engraçado e ótimas atuações,destaque para a Emma Thompson,Dustin Hoffman como sempre e ate o will ferrell me surpreendeu,entao recomendo. |
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Will Ferrel é o melhor comediante da atualidade e agora, mostra que também sabe fazer drama. O problema do filme é que Marc Foster não é nenhum Charlie kauffman, pois não consegue manter a qualidade no final, mesmo assim, é um filme altamente recomendável. |
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O filme é bom,mas tenho que admitir que ñ foi a história que me comoveu ou que chamou a minha atenção,mas sim,as excelentes atuações.a cena em que dustin hoffman faz um estranho questionário para o will ferrel,temos ali um duelo de titãs,as perguntas mais absurdas simplesmente saem da boca do dustin como se ele estivesse dizendo a coisa mais banal do mundo.e o will,ele come a gente ri,ele escova o dente a gente gargalha,e o que ele faz?nada!é tão natural.até a emma thompson,que eu tenho que admitir que ñ vou muito com a cara dela,está sensacional. |
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Um filme que vale a pena assistir, prende atenção, as vezes engraçado, as vezes sensível, interessante e um encontro esperado mas surpreendente. Os atores estão muito bem bem, inclusive o Dustin Hoffman. |
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Harold Crick (Will Ferrell) é um metódico funcionário da Receita Federal americana: acorda todos os dias a mesma hora, escova os dentes da mesma maneira pega sua maçã, e chega ao ponto de ônibus exatamente na hora em que o mesmo se aproxima. Sua vida muda quando certa manhã começa a escutar uma voz narrando suas ações e o deixa inconformado quando a mesma fala que subitamente ele vai morrer. Desesperado ele parte na procura da narradora contando com a ajuda do professor literário Jules Hilbert (Dustin Hoffman). Ao ver uma entrevista da escritora Kay Effel (Emma Thompson) para um programa televisivo ele reconhece a sua voz e procura desesperademente encontrá-la e com isso poder mudar seu destino. O filme faz uma paródia da procura do ser humano com seu criador e sua redenção por meio do encontro e comoção da criatura e o seu criador. Vale a pena esta reflexão é muito prazerosa. O filme conta com belíssimas atuações de Will Ferrell, Dustin Hoffman, Emma Thompson (aliás sempre excelente), Queen Latifah e Maggie Gyllenhaal (namorada de Harold Crick). Roteiro espetacular de Zach Helm e cenas belíssimas. |
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Frustrante! O filme parte de uma premissa criativa e atraente, com uma narrativa muito legal e agradável. Mas esbarra nos dogmas hollywoodianos, algumas vezes até perdoáveis, a não ser pelo final, que acabou com sua coerência interna, sua beleza e inventividade. Eu teria adorado o filme se ele tivesse acabado como deveria, mas não foi o caso. Concordo com o personagem de Dustin Hoffman quando lê o novo final escrito pela autora e digo mais: A justificativa da personagem da autora, bem como todo o texto final foi de uma pieguice insuportável. Achei realmente lamentável que o filme se estragasse assim. tirando esse final horrível, eu daria 9,5 para ele. Frustrante. |
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Um ótimo filme. Grandes atuações, uma história muito criativa e de piadas que não são exageradas (de acordo com o que é possivel na ficção), como a maioria das comédias que lançam hoje em dia, proporcionando algumas boas risadas. Daqueles filmes que te deixam algo pra pensar depois dos créditos. |
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Um filme maravilhoso qualificado como uma obra literária onde após concretizações de personagens, o autor perde o domínio de seus fantoches e estes vêm a própria vida. Não é mais estranho que a ficção, isto é pura realidade. |
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O filme com certeza não tocará a todos da mesma maneira. Mas quem já teve a feliz experiência de pintar uma tela, escrever um conto ou poesia, criar uma musica, ou qualquer outra obra de arte sempre pergunta-se qual o melhor momento de finalizar sua obra. Quem abriria mão de sua obra-prima por um personagem? Quem salvaria um mendigo condenando em seu lugar as maiores obras do Louvre? É preciso lembrar que já queimou-se índio e mendigos nas ruas, passageiros em ônibus por muito menos que uma obra-prima. O filme é genial, original e perfeito como não se via desde a estreia de "Brilho Eterno de uma Mente Brilhante". Desculpem o clichê, é que tentei encontrar outro filme original e não consegui pensar em outro. |
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Filme muito ruim. Enredo morno, os comentários da narradora são forçados e pernósticos. O filme é tedioso, não apresenta o suficiente para envolver alguém. O único detalhe que lhe retira o zero é o seu final que é necessariamente ruim a fim de lhe dar o mínimo de coerência. |
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