Título original: (Madame Satã)
Lançamento: 2002 (Brasil)
Direção: Karim Aïnouz
Atores: Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo, Flávio Bauraqui, Felippe Marques.
Duração: 105 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Rio de Janeiro, 1932. No bairro da Lapa vive encarcerado na prisão João Francisco (Lázaro Ramos), artista transformista que sonha em se tornar um grande astro dos palcos. Após deixar o cárcere, João passa a viver com Laurita (Marcélia Cartaxo), prostituta e sua "esposa"; Firmina, a filha de Laurita; Tabu (Flávio Bauraqui), seu cúmplice; Renatinho (Felippe Marques), sem amante e também traidor; e ainda Amador (Emiliano Queiroz), dono do bar Danúbio Azul. É neste ambiente que João Francisco irá se transformar no mito Madame Satã, nome retirado do filme Madame Satã (1932), dirigido por Cecil B. deMille, que João Francisco viu e adorou.
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Edson Cacimiro em 01/02/2012Nota: 10
...Excepcional, Lázaro Ramos numa atuação memorável e um filme lindo e muito bem feito que retrata não a vida ou o dia a dia de gays mas sim a vida de um personagem que viveu no Rio de Janeiro da década de 30 e que virou um ícone da sua época.
www.osenhordosfilmes.blogspot.com
Odacyr Roberth em 20/08/2011
Nacionalmente magnífico. Flávio Bauraqui, o quê é isso, hein? Que atuação espetaculosa! É claro que o Lázaro mostrou muito mais do que eu esperava de si, mas o Flávio foi espetacular. Gostei bastante do roteiro, direção impecável, figurino e maquiagem nota mil. Só não gostei tanto assim da fotografia, por causa das muitas cenas (obrigatoriamente) noturnas. O diretor de fotografia fez o melhor que pôde e nisso ele se saiu muito bem, mas eu gostaria de um pouco mais de luz, apesar de que se isso acontecesse o filme perderia muito do seu clima angustiante.
Por outro lado é o tipo de filme que eu jamais assistiria perto de alguém, especialmente dos meus pais, por que é muito constrangedor. Algumas partes são muito nojentas, mas deve ser isso que o diretor queria causar nos espectadores (se for ele conseguiu muito bem: estou com ânsia até agora).
Emfim, recomendadíssimo filme: eleva o caráter nacional no que tange à qualidade cinematográfica. Nota 8.6.
Atena Negra em 09/05/2011Nota: 10
Filme que lançou Lázaro Ramos para o mundo e mostrou todo o talento que este baiano tem. Marginal, provocativo, realista, um filme que é a cara do Brasil, talvez por isso tenha sido tão injustiçado. Bela direção de Karim, um dos melhores cineastas desse país. Um elenco fantástico com destaque para Lázaro, em atuação estupenda e Flávio Bauraqui. Nota 10.
João de Andrade em 07/01/2002Nota: 3.5
MADAMA SATÃ NÃO LEVA DESAFORO PRA CASA Por João de Andrade Nas primeiras cenas de Madama Satã (Brasil/França, 2002), o telespectador logo tem a noção do que esperar durante cerca de uma hora e quarenta minutos de filme. A cena de Madame Satã/ João Francisco dos Santos espancado ao som de sua ‘ficha corrida’ sendo transmitida por um policial, expõe toda agressividade e impacto deste primeiro longa do diretor Karin Ainouz. Ainouz optou por mostrar a fase anterior ao surgimento do mito Madame Satã. Ambientado no bairro carioca ‘barra pesada’ da Lapa da década de trinta, o filme mostra o período de transformação de João Francisco dos Santos. Homossexual, transformista, malandro, nordestino e negro, o personagem título sofre todo tipo de preconceito que uma pessoa pode receber. Mas mesmo assim, procura viver a vida da melhor maneira possível, sofrendo com as dificuldades, não levando desaforo pra casa, mas sempre disposto a procurar uma felicidade, mesmo que efêmera numa apresentação como transformista no bar ‘chinfrim’ do amigo. Forte ao extremo, a obra de Ainouz impressiona pelo realismo e erotismo nas cenas de homossexualismo, provocando um certo constrangimento até mesmo naqueles ditos ‘moderninhos’ (em Cannes onde foi apresentado, jornalistas se retiraram da sala de projeção com cenas de sexo entre dois homens). No entanto tais cenas, pesadas ou não, nada tem haver com uma possível apelação, sendo totalmente compatíveis com sua temática, o que é mais um ponto positivo para o diretor. Alias, a parte técnica do filme é excelente, méritos principalmente para Walter Carvalho, responsável pela fotografia. Como a história se passa quase que totalmente no período noturno, Carvalho fez uso de cores fortes, abusando e se saindo com sucesso no uso do vermelho e do preto. A montagem, responsabilidade de Isabel Monteiro de Castro, também merece elogios. Alguns cortes de cenas e tomadas como a que João olha para um céu azul e ao mesmo tempo vazio, após receber uma notícia desagradável, são ao mesmo tempo excessivamente simples e belas. Porém o melhor de Madame Satã, não esta no roteiro, montagem, fotografia, nem em nada do que foi mencionado anteriormente. As atuações de Lázaro Ramos no papel de Madame Satã, assim como os coadjuvantes: Marcélia Cartaxo(Laurita), Flávio Bauraqui (Tabu), Fellipe Marques (Renatinho) e Emiliano Queiroz(Amador) são primorosas. Lázaro no entanto merece um destaque especial, não só pelo fato de representar o personagem título, mas pela total dedicação com que o ator se entregou para esse trabalho, representando de forma extremamente forte e intensa. Lázaro atua não só com o texto e expressões, mas com todo o sentimento de revolta, alegria, ódio e desenvoltura que o personagem exige, numa mistura ao mesmo tempo explosiva e espetacular. No entanto, o filme possui seus pecados. Talvez por retratar apenas a fase de transformação, enfocando apenas um ano da vida de Satã (1932), o filme perde um pouco no que concerne em exploração do personagem, dando a impressão de que faltou algo ao filme, deixando para quem sai da sala de exibição uma sensação de certo vazio. Além disso certas cenas são um pouco longas, se arrastando no roteiro. Por fim Madame Satã é mais um bom filme que representa, junto com Cidade de Deus e o Invasor, esta nova safra do cinema nacional com temas evocando um lado pouco ‘cor de rosa’ e agradável de se ver, mas que existe quer e precisa ser mostrado nas telas, abrindo cada vez mais espaços a atores negros, que vêm dando o seu recado com maestria."
Roberto Queiroz em 27/01/2002Nota: 5
Um dos maiores filmes da nova safra do cinema brasileiro, sem sombra de dúvida. Injustiçado pelas autoridades competentes do mercado cinematográfico, por não ter sido o filme indicado para concorrer a uma das vagas para Oscar de melhor filme estrangeiro (na minha opinião, um verdadeiro acinte!). O filme conta com uma direção segura de Karim Ainouz, uma interpretação simplesmente estupenda de Lázaro Ramos, sem contar com a belíssima fotografia e a impecável direção de arte que acentua bem uma Lapa dos anos 20 e 30 com um esmero simplesmente fantástico. Um verdadeiro primor da sétima arte!
Márciaa em 20/01/2002Nota: 4
Este filme é de um CAPRICHO espetacular: cenários, figurino, atuações, clima e tudo mais. É singular, denso e leve, triste e alegre, vivo e morbido. Eu, particularmente, sou amante do samba velha guarda, e Madame Satã conviveu com grandes nomes e, inclusive, é acusado de ser responsável pela morte de um grande compositor GERALDO PEREIRA. Independente de tudo isso o filme por si só é uma Maravilha.
Carlos em 02/01/2002Nota: 3.5
Assisti ao filme antes do lançamento e com um debate com o diretor e roteirista do filme. É um filme extremamente forte, causa impacto e certas vezes até constragimento. Não diria que é um filme ótimo, mas com certeza é um filme diferente de todos os que estamos acostumados. Não sou homossexual, mas a forma que o diretor aborda o tema é um tanto quanto pesada. Mesmo assim gostei do filme!"
Daisya em 18/01/2002Nota: 4.5
É um filme constrangedor em muitos momentos, e isso faz dele uma obra cativante e impactante. Esse filme mostra a capacidade de crescimento do cinema brasileiro.
Jorge Malcher em 21/01/2002Nota: 5
Direção e roteiro impecáveis, assim como todo o trabalho estético e, é claro, as atuações. Destaque para as cenas de sexo, extremamente sensíveis e belas, com tudo bem dosado, ainda que a transpiração dos atores quase trespasse os limites da tela. Se grande parte da platéia se levantou antes do fim em Cannes, foi devido a um pudor totalmente destituído de inteligência. Pena que ainda existam manifestações negativas perante um filme tão belo.
Catarinaa em 08/01/2002Nota: 5
Não tenho medo de dar nota dez a este film, porque realmente se tornou num dos filmes (não somente brasileiros) mais importantes e marcantes qua já vi na minha vida, sobretudo porque me permitiu de entender melhor a realidade imensa deste Rio de Janeiro no qual estou morando há algun tempo, e dessa Lapa realmente querida na qual estou, olha a coincidencia, trabalhando agora! Fiquei tão emocionada com esse filme que quis conhecer tudo da vida deste personagem maravilhoso, tanto que acabei procurando nos sebos a biografia dele e encontrei uma (mas uma só) com autografo do mesmo Madame Satã, o que me deixou muito mas muito feliz! O cinema brasileiro ganhou uma obra prima, o que gostaria mesmo é que este filme tão importante passasse com esse passo marcante em outros países (sei que já passou na França e vai passar em outros), e não ficasse só ligado à cultura brasileira, ou, pior ainda, só à cultura carioca, ou boemia! Afinal, passam tantos "filmes" estrangeiros por aqui, que es sa obra prima bem poderia passar nos cinemas do mundo lá fora, que acham? Só para demonstrar que, e digo isso sendo eu mesma europeia, os bons filmes, daqueles que você lembrará pela vida toda, não nascem só em determinados lugares (como os americanos acham, por exemplo...), mas pertencem ao mundo todo, é só a vontade de contar uma historia que chegue ao coração das pessoas... não precisa de muito mais..."
O Filme é bom! Muito emocionante. Recomendo.
por Victor Tavares Alves, 14/02/2012 às 06:44
Capitão América: O Primeiro Vingador
Dessa série dos vingadores, o Capitão América não é o pior, achei o Thor mais fraco, e ...
por Marlon_SS, 14/02/2012 às 05:38
É um roteiro extremamente americano, mas passa uma mensagem bonita. A atuação marcante de...
por Marlon_SS, 14/02/2012 às 05:33
Eu nunca vi um título representar tão bem um filme.
por Marlon_SS, 14/02/2012 às 05:30