Título original: (Macunaíma)
Lançamento: 1969 (Brasil)
Direção: Joaquim Pedro de Andrade
Atores: Grande Otelo, Paulo José, Dina Sfat, Milton Gonçalves.
Duração: 108 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado
Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de preto, virou branco. Depois de adulto, deixa o sertão em companhia dos irmãos. Macunaíma vive várias aventuras na cidade, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os tipos.
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Antonio de Paula Rocha Lima em 15/11/2010
Não é um filme para todos os públicos. A forma de narrar foge do convencional a que se acostumou o grande público de cinema no Brasil. Só irá agradar aquele tipo de público identificado com a linguagem adotada pelo chamado cinema novo. Para descrever a trajetória do herói sem caráter criado por Mário de Andrade, o cineasta Joaquim Pedro de Andrade faz uso de uma narrativa marcada por metáforas e alegorias mesclando fatos da década de 20 com os anos 60 no periodo do governo militar.
Rafael Vespasiano em 21/03/2010Nota: 5
Filme de 1969, adaptação da clássica obra literária modernista de Mário de Andrade. Dirigido e roteirizado pelo genial Joaquim Pedro de Andrade. Macunaíma é uma das melhores adaptações cinematográficas de clássicos da Literatura Brasileira, junto com Vidas secas e memórias do cárcere, dirigidas ambas por Nelson Pereira dos Santos e as duas baseadas em livros de Graciliano Ramos. Macunaíma é um clássico do Cinema Novo e mostra a cultura brasileira, sendo que o filme vai além e torna-se uma crítica alegórica ao Brasil dos anos 60, que já era época da Ditadura Militar no Brasil, e este fato não existe no livro, pois o mesmo fora escrito ainda nos anos 20, daí a originalidade e criatividade da adaptação feita por Joaquim pedro de Andrade, o que enaltece mais ainda o seu brilhante trabalho. O elenco tem Grande Otelo (como o Macunaíma negro) e Paulo José (como o Macunaíma branco, magistral!), Jardel Filho, Milton Gonçalves, Dina Sfat, Rodolfo Arena, Hugo Carvana, Joana Fomm, Zezé Macedo, Wilza Carla e grande elenco. Ótimo filme! Dez!
Bruna Carvalho em 03/01/2001Nota: 4.5
Um filme extremamente inteligente. Representa a caricatura do pensamento brasileiro da época (que talvez esteja em vigor até hj). Uma espécie de espelho no qual a sociedade vê suas fraquezas.
Valter Rodrigues em 04/01/2001
Pior filme de sempre, visionei-o numa aula de Literatura e Cultura Brasileira e é impossível gostar de algo tão mau e com tão pouco sentido! O livro é igualmente mau, mas consigo gostar menos do filme!
Aloísio A. Benevides em 02/01/2001Nota: 4
Vi este filme, ja faz algum tempo, gostaria de ve-lo outraves, na verdade não um mal carater, é o verdadeiro herói brasileiro, sonhador e simples, que se corrompe pela falta de oportunidade.É fotografia original de quem nasce sozinho num fim de mundo, e se vira pra não morrer de fome. É o Brasil ontem e hoje, e provalvemente o de amanhã.
Sudario de Lima em 07/01/2001Nota: 5
O filme e um classico de contra-ditadura e um auxiliar incansavel no que se refere ao processo pedagogico pela sua contribuicao em mostrar o periodo de contexto e incontentamento de uma geracao .acho maravilhosa essa obra e meus alunos do ensino medio agradecem.Saudades de Grande Otelo e Dina Sfat.
João Daltro Dantas Jr. em 09/01/2001Nota: 4
É uma adaptação razoável. Entretanto, inexistindo outra superior, não é motivo para não enveredar na magia dantesca usada por Mário de Andrade para auscultar o verdadeiro substrato da identidade nacional. Leiam o livro!
Leandro Souza em 10/01/2001Nota: 5
Criativo e surreal, o filme desconstrói a cultura popular brasileira, redesenhando-a em cores vivas e pulsantes. Joaquim Pedro de Andrade reimaginou a visão de Mário de Andrade de uma forma incrível, acrescentando elementos não apenas pertencentes ao momento em que o filme foi feito, mas também fortalecendo o espírito brasileiro brasileiríssimo da história. Não é apenas uma observação espirituosa da cultura brasileira e seus mitos. É um grito visceral direto do coração da mata selvagem e das cidades, uma viagem cruel e sem retorno ao âmago do jeito-de-ser brasileiro, tão fascinante, engraçado, multifacetado e, por vezes, perverso.
Rodrigo em 08/01/2001Nota: 5
Joaquim Pedro de Andrade disse em voz alta o que Mario de Andrade pensava em voz baixa . Maravilhoso . Paulo José excepcional . É o maior e melhor ator do cinema brasileiro.
Linda de Jesus Santos em 06/01/2001Nota: 5
Gostei do filme ele é uma mistura de real e imaginário, ele mostra como é o brasileiro "sem carater, desonesto,etc..." só que com um pouco de comédia e imaginação. deveriam ser feitos mais filmes assim. (parabens).
O Filme é bom! Muito emocionante. Recomendo.
por Victor Tavares Alves, 14/02/2012 às 06:44
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