Má Educação

Má Educação 2010-05-22 Francisco

Título original: (La Mala Educación)

Lançamento: 2004 (Espanha)

Direção: Pedro Almodóvar

Atores: Fele Martínez, Gael García Bernal, Daniel Giménez Cacho, Lluís Homar.

Duração: 105 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

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(85 votos)

                   

Sinopse

Madri, 1980. Enrique Goded (Fele Martínez) é um cineasta que passa por um bloqueio criativo e está tendo problemas em elaborar um novo projeto. É quando se aproxima dele um ator que procura trabalho, se identificando como Ignacio Rodriguez (Gael García Bernal), que foi o amigo mais íntimo de Enrique e também o primeiro amor da sua vida, quando ainda eram garotos e estudavam no mesmo colégio. Goded recebe do antigo amigo um roteiro entitulado "A Visita", que parcialmente foi elaborado com experiências de vida que ambos tiveram. Goded lê o roteiro com profundo interesse. Este relata as fortes tendências de pedofilia que tinha um professor de literatura deles, o padre Manolo (Daniel Giménez Cacho), que vendo Ignacio e Enrique em atitude suspeita diz que vai expulsar Enrique. Ignacio, sabendo que Manolo era apaixonado por ele, diz que fará qualquer coisa se ele não expulsar Enrique. Então Manolo promete e molesta Ignacio, mas não cumpre a promessa e expulsa Enrique. Goded decide usar a história como base do seu próximo filme e, por causa de um isqueiro, vai até a casa de Ignacio e constata uma verdade surpreendente.

 

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Elenco

Gael García Bernal

(Ignacio Rodriguez / Zahara)

  • Fele Martínez (Enrique Goded)
  • Daniel Giménez Cacho (Padre Manolo)
  • Lluís Homar (Sr. Berenguer)
  • Javier Cámara (Paca / Paquito)
  • Petra Martínez (Madre)
  • Juan Fernandez (Martin)
  • Alberto Ferreiro (Enrique Serrano)
  • Francisco Maestre (Padre José)

Comentários

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roberto mauro zebral da silva em 18/05/2011Nota: 2     

Sinceramente? Sinceramente? Não considero o Almodóvar um cineasta de ponta. Apenas regular. Acho o Almodóvar exagerado. Mas essa é uma característica do cinema espanhol, ser "caliente". Considero o melhor trabalho do Almodóvar o "Fale com ela". Neste filme em questão (Má educação), novamente o cineasta coloca a sexualidade bem colorida como ponto chave do filme. É um cinema europeu, mas exagerado, bem diferente de um "Bergman", "Antonioni", "Zurlini", "Visconti", etc. Com o Almodóvar dá apenas para se divertir um pouco. Acho que ele é apenas razoável.

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Jéssica F. em 12/05/2011Nota: 7     

Primeiro filme do Almodóvar que assisto, confesso que atéo meio do filme, o exagero e o impacto de algumas cenas não estavam me agradando, mas a atuação do Gael já tinha prendido totalmente minha atenção. Ao dar suas reviravoltas o filme já foi me consquitando ee dai pro final, fquei só admirando espetáculo, de cores e belas atuações. O filme é realmente um choque,muito bom .

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Mauro Morais em 09/01/2004Nota: 3.5     

O cinema de Almodovar é sempre peculiar. É um cinema que envolve o espectador em um ambiente multicolorido, além do sempre presente humor e tragédia juntos. Sua nova película "Má educação" não mostra um marco no cinema do diretor, mas possibilita uma desenvoltura em sua cinematografia. Desta vez, ele trabalha elementos das artes plásticas e com muita despretensão. A história pode parecer um pouco complicada, devido ocorrer outra história dentro do filme, mas, de forma lenta, o espectador percebe onde tudo irá chegar. Em má educação, o cenário é Madri da década de 80, onde um diretor de cinema, Enrique Goded (Fele Martinez), busca uma nova inspiração para seu novo filme, até receber a visita de Ignácio Rodrigues (Gael Garcia Bernal) que diz ter sido seu colega de escola católica, no qual se apaixonaram na época, e lhe entrega um roteiro com o titulo "La visita" que é um relato inspirado na infância dos dois, mas com a condição dele trabalhar no filme como ator. La visita, conta o envolvimento de abuso sexual de Ignácio com um padre católico dentro do colégio. O filme, então, faz uma algumas paradas para contar essa história e relembrar momentos passados com Henrique que inclui excelentes atuações de Paca (Javier Câmara) e Zahara (Gael), ambos travesti, com muito humor e técnica apurada. A essência do filme é esssa, mas não pára por aí. Com muitas reviravoltas acaba se percebendo o que realmente aconteceu, e o assunto de abuso sexual passa a ser mais um entre os de mentiras a qualquer custo e o das ilusões e desilusões de um travesti.É impactante o trabalho que Gael desenvolveu no filme. Como o travesti Zahara, visualmente, é estrondosa a semelhança física no qual ele se parece com Júlia Roberts em seu trabalho que lhe deu o Oscar de melhor atriz, Erin Brockovich, e na sua técnica de fala melhorada, como diz o figurino. Outro ponto de destaque é a atuação de Javier Câmara, a travesti Paca e os inúmeros movimentos de câmera conduzidos por Almodóvar. Vale lembrar, também, que ele não poupou, de maneira alguma, cenas de close nos corpos masculinos e de sexo homossexual,que criou no filme uma espécie de homoerotismo. Má educação, lembra em alguns detalhes, seus filmes anteriores como "a lei do desejo" com o seu queridinho Antonio Bandeiras, "carne trêmula", e "tudo sobre minha mãe", só que com um aprimoramento técnico mais apurado, mas com o mesmo melodrama envolvendo a sexualidade com uma visão irônica, poética, trágica e apaixonada.

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Gustavo C. Guimarães em 10/03/2004Nota: 5     

O filme é uma mistura de perfeição com amor. Almodóvar como sempre, expõe a realidade de uma maneira que poucos conseguem aceitá-la ou percebê-la. O filme possui realidade, critica sutilmente a Igreja e seus servos. Mostra um amor bonito entre duas pessoas, que foi interrompido por uma outra que também amava. É um daqueles poucos filmes perfeitos. É Almodóvar.

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Ênio em 01/02/2004Nota: 5     

Pedro Almodovar novamente nos brinda com um excelente trabalho. Um filme de forte conteúdo, mas com uma delicadeza, que somente ele consegue passar, sem sobra de dúvidas o melhor trabalho de sua carreira.

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Fernando Enrique em 21/01/2004Nota: 4     

Com um roteiro muito interessante, a história tem camadas de profundidade que fazem a história ser muito diferente e original. Gael faz diversos papéis, cuja personalidade altera-se e mostra seu potencial.

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Daniela de Souza Portoa em 14/03/2004Nota: 5     

Almodóvar: el mejor! O filme é maravilhoso e atuação de Gael Garcia Bernal é divina! Apesar do estilo considerado "exagerado" por muitos, típico do universo de Almodóvar( quem não gostar que não assista!), o filme expõe uma realidade que está aparecendo agora na mídia, mas que sempre existiu: a hipocrisia e os abusos praticados pelos representantes da Santa Igreja Católica. Simplesmente imperdível!

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Rodrigo Volgonisckchz em 16/03/2004Nota: 4.5     

O filme é singular, sem sombra de dúvida, mas achei que ficou saturado de um tema em particular, o homossexualismo. Em todo o caso, o trama é incrível principalmente o final, mas compará-lo com "Tudo Sobre Minha Mãe" seria golpe baixo. Vale muito o assitir.

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André Brito em 06/01/2004

Infelizmente, Almodóvar perdeu a profundidade e realiza nada mais do que um filme pornô para o público gay. As três histórias (de Juan, de Ignacio e Enrique e do livro de Ignacio) são fracas e porcamente desenvolvidas. Possuem furos inaceitáveis (afinal, por que Juan queria matar o irmão? Por que Ignacio se vestia de mulher, mesmo tendo sofrido abuso sexual na infância? E, afinal das contas, Juan era gay ou não? E o envolvimento dele com o padre é forçado demais.). O filme plagia descaradamente a forma de fazer suspense utilizada em "Ata-me" e "A Lei do Desejo". Agora, suspense em torno de quê? Do padre? As revelações não são apenas óbvias, são simplesmente ridículas. Definitivamente, em relação ao Almodóvar, não "falo mais com ele".

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Júlio César Freitas em 17/02/2004Nota: 5     

O filme é excelente com uma trama que te leva para uma direção e surpreendentemente novas situações são incorporadas no filme (verdade sobre Juan)e quando se imagina as possibilidades do final surge outra situação (padre manolo. Não tenho dúvida em recomendar e dizer que o filme é genial. Quanto aos que criticam dizendo que é filme pornô para gays ou que é uma péssima educação e influência para as pessoas...heheheh... essas pessoas doentias e homofóbicas deveriam entender que orientação sexual não se ensina... senão não haveriam gays vindos de pais heterossexuais (ridículos...) Só é influenciado sexualmente quem se permite e tem tendência para essa influência... discriminação é crime e homofobia é doença e o filme é genial. Excelentes atores com excelentes performances. Continue assim "Pedrão" quem faz papai e mamãe no cinema não brilha... vc pensa diferente e brilha. Quanto aos "anti-diversidade humana" sugiro filmezinhos da Pixar ou Domingo legal com alguma "gata" de biquini.

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