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Má Educação

titulo original: (La Mala Educación)

lançamento: 2004 (Espanha)

direção: Pedro Almodóvar

atores: Fele Martínez , Gael Garcia Bernal , Daniel Giménez Cacho , Lluís Homar , Javier Cámara

duração: 105 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:La Mala Educación
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 45 min
  • ano de lançamento:2004
  • site oficial:http://www.lamalaeducacion.com/
  • estúdio:El Deseo S.A. / Canal+ España / TVE
  • distribuidora:Sony Pictures Classics / 20th Century Fox
  • direção: Pedro Almodóvar
  • roteiro:Pedro Almodóvar
  • produção:Pedro Almodóvar e Agustín Almodóvar
  • música:Alberto Iglesias
  • fotografia:José Luis Alcaine
  • direção de arte:Antxón Gómez
  • figurino:Paco Delgado e Jean-Paul Gaultier
  • edição:José Salcedo
  • efeitos especiais:

imagens - 13

Má Educação Má Educação Má Educação Má Educação Má Educação Má Educação Má Educação Má Educação Má Educação Má Educação Má Educação Má Educação Má Educação

sinopse:

Madri, 1980. Enrique Goded (Fele Martínez) é um cineasta que passa por um bloqueio criativo e está tendo problemas em elaborar um novo projeto. É quando se aproxima dele um ator que procura trabalho, se identificando como Ignacio Rodriguez (Gael García Bernal), que foi o amigo mais íntimo de Enrique e também o primeiro amor da sua vida, quando ainda eram garotos e estudavam no mesmo colégio. Goded recebe do antigo amigo um roteiro entitulado "A Visita", que parcialmente foi elaborado com experiências de vida que ambos tiveram. Goded lê o roteiro com profundo interesse. Este relata as fortes tendências de pedofilia que tinha um professor de literatura deles, o padre Manolo (Daniel Giménez Cacho), que vendo Ignacio e Enrique em atitude suspeita diz que vai expulsar Enrique. Ignacio, sabendo que Manolo era apaixonado por ele, diz que fará qualquer coisa se ele não expulsar Enrique. Então Manolo promete e molesta Ignacio, mas não cumpre a promessa e expulsa Enrique. Goded decide usar a história como base do seu próximo filme e, por causa de um isqueiro, vai até a casa de Ignacio e constata uma verdade surpreendente.

elenco:

  • Fele Martínez (Enrique Goded)
  • Gael Garcia Bernal (Ignacio Rodriguez / Zahara)
  • Daniel Giménez Cacho (Padre Manolo)
  • Lluís Homar (Sr. Berenguer)
  • Javier Cámara (Paca / Paquito)
  • Petra Martínez (Madre)
  • Juan Fernandez (Martin)
  • Alberto Ferreiro (Enrique Serrano)
  • Francisco Maestre (Padre José)
  • Leonor Watling (Mônica)
  • Nacho Pérez (Ignacio - jovem)
  • Raul Garcia Forneiro (Enrique - jovem)

comentários

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Luanda Lopesa
02/01/2004
nota:Rate010
Para os amantes de Almodóvar, o mestre atingiu o ápice! É um filme onde as opiniões estão bem divididas....ouvi falar bem, ouvi falar muito mal....fui conferir.Nossa, achei que ele se supera nesse filme.
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Luíza Carneiroa
03/01/2004
nota:Rate09
Um otimo filme de Almodovar, como todos seus filmes.Mas esse tem 1 grande diferencial, em vez de explorar o mundo feminino em uma comedia-dramatica,desta vez o diretor foi além,usando homens complexos em um ar melodramatico.As atuações estão fantasticas,Gael García Bernal e afaele Martínez estao maravilhosos.Sem duvida,um dos melhores filmes do ano.
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Beatriz Saldanhaa
04/01/2004
nota:Rate010
Eternamente apaixonado pelo cinema e com um roteiro cheio de mistérios, Pedro Almodóvar volta com mais uma clamorosa película. O tema é o homossexualismo. Surge um tipo de intertextualidade cinematográfica com uma de suas primeiras obras, "A Lei do Desejo", em que temos a atriz mais querida do diretor, Carmem Maura, como uma transexual, que, quando menino, era assediada por um padre. Em "Má Educação", Ignacio reencontra Enrique, o seu primeiro amor, depois de 20 anos. Enrique fora expulso do colégio em que os dois estudavam quando foram flagrados no banheiro pelo temido professor de Literatura, o padre Manolo. É evidente a atração do padre pelo menino Ignácio, pois, numa ridícula atitude de ciúmes, expulsa Enrique do colégio. Quando os ex-pequenos amantes tornam a se ver, Ignácio(que se virara ator e faz de tudo, inclusive usar o sexo como instrumento, para sair do grupo de teatro do qual participa) leva um roteiro intitulado de "A Visita" para Enrique, que se tornara diretor de cinema. "A Visita" conta toda a história dos dois meninos e do carrasco padre. Há quem diga que é uma autobiografia de Almodóvar, o que é praticamente denunciado nos últimos segundos do filme. Para os fãs de "Fale com Ela", e não de Almodóvar, o filme poderá ser uma lástima. Com uma mistura de homenagem ao cinema noir e outra homenagem a si mesmo, o diretor volta às raízes: piadas infames, sórdidas cenas de sexo, o realismo das relações humanas. Todos esses fatores podem desagradar os menos avisados e não-espectadores de suas fitas mais antigas. O ator mexicano Gael García Bernal faz uma atuação convincente e encantadora como o travesti Zahara. Sem dúvidas, ele agarrou com coragem essa oportunidade de provar para o mundo o seu talento. Javier Cámara dispensa qualquer tipo de comentário: é o ator mais carismático com quem Almodóvar já trabalhou. Leonor Watling, a bailarina em coma de "Fale com Ela", faz uma participação como integrante da equipe de filmagem de "A Visita". (Seria esse o novo elenco preferido de Almodóvar?) As referências características do diretor não param por aí: os créditos iniciais lembram bastante os de "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos"; boatos dizem que o cartaz de "La Abuela Fantasma", esposto na sala da personagem de Fele Martinez, é o próximo filme de Almodóvar, que aborda a vida de três mulheres paranormais, de diferentes gerações. A má educação de Almodóvar não está em querer transformar a Igreja num bicho de sete cabeças, até porque em quase todos os seus filmes, usou imagens clericais, e não ironicamente. As personagens, quando adultas, são mal-educadas pela maneira evasiva de levar a vida, tão diferente do que lhes foi ensinado na escola católica. Sem sequer ter estudado cinema, por falta de condições financeiras, Almodóvar construiu a sua arte, que se aproxima da literatura naturalista: ele não insinua, mostra detalhes. Em "Má Educação" não temos as vozes estridentes de Lola Beltran, La Lupe, ou de Chavela Vargas, as damas que habitaram as trilhas de Almodóvar durante anos, tornando-se peças essenciais em seus longas. O que temos é o maravilhoso compositor Alberto Iglesias, que funde o seu talento com o polivalente diretor, desde "Tudo Sobre Minha Mãe". Diretor, que dotado de PAIXÃO como ele, o mundo jamais viu.
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Lucas Leão Alves
05/01/2004
nota:Rate09
Um filme muito interessante, e que merece ser vistos por todos. Trata, à primeira vista, de uma trama envolvendo personagens masculinos erotizados, com mulheres secundárias. Estilo noir, onde a cada instante uma nova revelação faz com que o telespectador não desgrude os olhos, juntamente com uma música marcante. Mas os filmes de Almodóvar operam em muitos níveis, tratando tb da questão das identidades e da sexualidade.É, ao final, um filme sobre a arte, sobre a paixão, sobre a intensidade da vida. Porque dou 9 e não 10? É que já vi filmes mais marcantes. Esse "Má Educação" é belíssimo, mas conta ainda com alguns lugares comuns.
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André Brito
06/01/2004
Infelizmente, Almodóvar perdeu a profundidade e realiza nada mais do que um filme pornô para o público gay. As três histórias (de Juan, de Ignacio e Enrique e do livro de Ignacio) são fracas e porcamente desenvolvidas. Possuem furos inaceitáveis (afinal, por que Juan queria matar o irmão? Por que Ignacio se vestia de mulher, mesmo tendo sofrido abuso sexual na infância? E, afinal das contas, Juan era gay ou não? E o envolvimento dele com o padre é forçado demais.). O filme plagia descaradamente a forma de fazer suspense utilizada em "Ata-me" e "A Lei do Desejo". Agora, suspense em torno de quê? Do padre? As revelações não são apenas óbvias, são simplesmente ridículas. Definitivamente, em relação ao Almodóvar, não "falo mais com ele".
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Lorna Lynn Burleigha
07/01/2004
nota:Rate08
Cada vez mais amadurecido Almodóvar nos entrega outro presente. A trilha sonora tem momentos intensos e particularmente me tocou a faixa Moon river (Pedro José Sanchez Martínez). As cores estão presentes como nos demais filmes mas o humor característico - não.
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João Roberto Cintra
08/01/2004
nota:Rate09
É interessante observar a mudança dos filmes de Almodovar de alguns anos para cá. Muitos torciam a cara para sua estética kitsh, julgando apenas o intuito de chocar. Porém, suas histórias sempre foram berço para o encantamento com o que víamos como anormal, ou grotesco. (Foi assim que vim o ser humano por trás de homossexuais, travestis,drogados, prostitutas.) Em "Má educação" ele atinge uma incrível 'limpesa' estética, sem perder seus traços mais marcantes. Ele faz ver-nos pureza ainda onde não enxergaríamos - como na relação entre os dois meninos -, ao passo que não perde seu humor em tipos escrachados. É um filme raro, de um diretor raro, que ainda faz filmes com paixão.
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Mauro Morais
09/01/2004
nota:Rate07
O cinema de Almodovar é sempre peculiar. É um cinema que envolve o espectador em um ambiente multicolorido, além do sempre presente humor e tragédia juntos. Sua nova película "Má educação" não mostra um marco no cinema do diretor, mas possibilita uma desenvoltura em sua cinematografia. Desta vez, ele trabalha elementos das artes plásticas e com muita despretensão. A história pode parecer um pouco complicada, devido ocorrer outra história dentro do filme, mas, de forma lenta, o espectador percebe onde tudo irá chegar. Em má educação, o cenário é Madri da década de 80, onde um diretor de cinema, Enrique Goded (Fele Martinez), busca uma nova inspiração para seu novo filme, até receber a visita de Ignácio Rodrigues (Gael Garcia Bernal) que diz ter sido seu colega de escola católica, no qual se apaixonaram na época, e lhe entrega um roteiro com o titulo "La visita" que é um relato inspirado na infância dos dois, mas com a condição dele trabalhar no filme como ator. La visita, conta o envolvimento de abuso sexual de Ignácio com um padre católico dentro do colégio. O filme, então, faz uma algumas paradas para contar essa história e relembrar momentos passados com Henrique que inclui excelentes atuações de Paca (Javier Câmara) e Zahara (Gael), ambos travesti, com muito humor e técnica apurada. A essência do filme é esssa, mas não pára por aí. Com muitas reviravoltas acaba se percebendo o que realmente aconteceu, e o assunto de abuso sexual passa a ser mais um entre os de mentiras a qualquer custo e o das ilusões e desilusões de um travesti.É impactante o trabalho que Gael desenvolveu no filme. Como o travesti Zahara, visualmente, é estrondosa a semelhança física no qual ele se parece com Júlia Roberts em seu trabalho que lhe deu o Oscar de melhor atriz, Erin Brockovich, e na sua técnica de fala melhorada, como diz o figurino. Outro ponto de destaque é a atuação de Javier Câmara, a travesti Paca e os inúmeros movimentos de câmera conduzidos por Almodóvar. Vale lembrar, também, que ele não poupou, de maneira alguma, cenas de close nos corpos masculinos e de sexo homossexual,que criou no filme uma espécie de homoerotismo. Má educação, lembra em alguns detalhes, seus filmes anteriores como "a lei do desejo" com o seu queridinho Antonio Bandeiras, "carne trêmula", e "tudo sobre minha mãe", só que com um aprimoramento técnico mais apurado, mas com o mesmo melodrama envolvendo a sexualidade com uma visão irônica, poética, trágica e apaixonada.
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Felipe Monteiro
10/01/2004
nota:Rate09
Mais um filme surpreendente de Almodóvar! O diretor cria, junto com a atuação de Gael Garcia Bernal, um de seus personagens mais comlexos, se não o mais complexo. Vale a pena conferir!
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Hudson
11/01/2004
nota:Rate010
Diferente do que alguns críticos de cinema andam dizendo, o filme não enfoca o problema da pedofilia na Igreja de forma direta, mas apresenta, com toda criatividade de Almodóvar, uma trama que envolve os interesses e ambições por parte dos personagens da trama.
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Lúcia S.a
12/01/2004
nota:Rate07
Má Educação, do Almodóvar, é para ser um filme autobiográfico. De conteúdo autobiográfico, vamos deixar assim. O Almodóvar falou em trocentas entrevistas que sua infância, passada num colégio católico, serviu de inspiração para o enredo rocambolesco do seu novo filme (Não que um enredo rocambolesco seja novidade num filme de Almodóvar. Aliás, esta sempre foi uma das suas características e qualidades: um talento incrível para contar as histórias mais difíceis). Logo no começo do filme, a fusão dos créditos para a ação já esclarece quem é o alter-ego do Almodóvar na história. Quando o filme acaba, caso alguém tenha esquecido da dica inicial, entra um texto onde se explica o que aconteceu com cada personagem e mais um paralelo acintoso entre a tela e a realidade é sugerido (a ênfase na palavra Pasión, em contraponto ao nome da produtora de Almodóvar, El Deseo, é uma marretada no sino, para o caso de alguém ainda não ter entendido do que se trata). Não sei muito o que dizer sobre o filme. Digo, não há muito de novo que eu possa dizer sobre a espantosa técnica narrativa, sua construção de diálogos e sua direção de atores. Mas o filme não me afetou pessoalmente, ao contrário da maioria dos filmes do diretor. Como platéia assídua, que viu todos os filmes do diretor, só posso notar que o tema do ator-aspirante-sem-caráter-disposto-a-qualqur-coisa e do diretor-em-crise-que-se-deixa-envolver já apareceu num outro filme do Almodóvar (que eu acho bem melhor), de uns, sei lá, quinze anos atrás A Lei do Desejo. Coincidentemente, também este um filme duro, triste, cruel. A diferença é que em A Lei do Desejo há um personagem feminino (por assim dizer), que é a Carmen Maura (que faz um transexual que fez uma operação depois de ter sido abusado na infância pelo pai... olha só, mais uma recorrência). E sempre que há um personagem feminino nas histórias do Almodóvar, há algum tipo de beleza ou amor ou generosidade, alguma irradiação desta beleza, amor, etc. para os outros personagens (geralmente perdidos) ou pelo menos alguma esperança para quem ficou assistindo o filme. Quando Má Educação acaba, não sobra muita coisa. Fiquei impressionada com o Gael García Bernal, um ator assombroso, assim como o despojamento do ator Lluis Homar (o Sr. Berenguer) e o já conhecido virtuosismo do Javier Câmara. De resto, fiquei com saudades de A Lei do Desejo. Talvez eu fosse muito mais nova, talvez a Carmen Maura dublando Ne Me Quitte Pas fizesse diferença. Talvez a idéia da lembrança tivesse mais força dentro de si do que a própria lembrança florescida. Ou expurgada, como queiram.
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Thiago de Góz Ferreira
13/01/2004
nota:Rate06
Olha, vi o filme no feriado... Sinceramente eu esperava mais.. Eh um trama bem bolado, com diversas reviravoltas, típico do Almodovar, mas mesmo assim é meio fraco. É o tipo de filme "ame ou odeie", como não sou tão extremista, vou ficar no meio termo. Lembra em algumas partes "Beleza Americana", que é um bom filme. O padre tem um estilo "O Exorcista", bem legal. Resumindo, gostei. Melhor que gastar dinheiro vendo "As Branquelas".
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Flávio Valentim de Oliveira
14/01/2004
nota:Rate09
No cinema, Almodóvar é sem dúvida um mestre das narrativas entrecortadas. Sua grandeza é fazer com que cada personagem nunca esteja seguro de suas próprias concepções de mundo. Aliás, são justamente os personagens divididos que podem sempre nos surpreender com uma história inusitada, principalmente quando esses personagens se encontram perturbados pelo desejo. Esse é o caso de Má Educação. Filme que remonta as memórias da infância, mas cuja rememoração só se torna possível dentro do próprio corpo da infância. É curioso que em Almodóvar, memória, corpo e infância estejam muito bem entrelaçados neste filme. É uma tríade de constantes perigos, que envolve tentações e inacabamentos, acessos e interdições. Temos assim uma relação intrigante e bela entre sexualidade e religião, entre corpo e pecado. Mas nessas difíceis relações não encontramos nenhuma causalidade fixa e esclarecedora. Almodóvar parece estar mais preocupado com os vestígios e as deformações que marcam nosso corpo e nossa consciência. E esses vestígios se mostram exemplares na figura do padre que parece ser uma sombra pesada que acompanha toda formação da criança. Almódovar trapaceia com o pecado para que ele se desloque nas memórias e nos desejos. E o pecado é apenas uma tentação para narrar sobre os desejos e as identidades perdidas.
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Charlene Voluntairea
15/01/2004
nota:Rate09
O FILME SEM DÚVIDA, MESCLA A REALIDADE E A FICÇÃO DE UMA MANEIRA SUPER CLARA E OBJETIVA, O DIRETOR SABE MUITO BEM COLOCAR O SEXO COMO PONTO DE PARTIDA NAS SUAS FITAS.NOTA 9 PARA NÃO DIZER 10.
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Luciana Romagnollia
16/01/2004
nota:Rate08
Considero Pedro Almodóvar um dos melhores diretores da atulidade - talvez "o". Neste filme, manifesta-se o talento de Almodóvar, porém, menor do que em outras belas histórias, como "Tudo Sobre Minha Mãe". 10 anos trabalhando no roteiro parecem ter dado resultado - negativo. Sobra roteiro e falta um certo trabalho com os personagens - que os torna humanos, sensíveis e deliciosos - presente em outros filmes do diretor. Apesar da ótima atuação de Gael García Bernal, seu papel é um tanto raso - embora esteja envolvido em histórias complexas. E não dá para não comparar - e sentir a grande diferença - a travesti companheira de Zahara à fabulosa Agrado (de Tudo Sobre...). Perde feio em carisma, charme e função no filme.
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Leo Garrafa
17/01/2004
nota:Rate010
POR QUE TODO FILME DO ALMODOVAR É MARAVILHOSO? MUITAS CENAS (HOMO)ERÓTICAS, UMA NARRATIVA NÃO LINEAR, ÓTICAS QUE SE ENJENDRAM NO DECORRER DO FILME E UM LINDO TRIBUTO DE ALMODOVAR AO CINEMA NOIR! ESSE FILME PROMETE! GAEL GARCIA BRILHA COMO UMA ESTRELA NESSE FILME. ENFIM! ALMODOVAR NÃO FEZ UMA ANTOLOGIA,MAS NÃO DEIXOU NO CHULÉ ESSE FILME SE COMPARADO AOS OUTROS.
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Victor Moreira Oazem
18/01/2004
nota:Rate010
Só por ser de Almodóvar já pode se considerar uma obra de arte,mas em má educação ele se superou com seu talento inigualável. Saí do cinema certo de que assisti o melhor filme de toda a minha vida,e olha que sou dificil gostar pra valer de um filme. Com certeza uma obra-prima dificil de ser superada.
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Fernando Dias Campos Neto
19/01/2004
nota:Rate06
Há certamente duas maneiras de criticar um filme. Uma é como especialista do ramo; outra, como simples espectador. Entendo que o "site" inclui as duas, mas eu só posso experimentar a segunda. Almodóvar é excelente cineasta. "Tudo sobre a minha mãe" é magnífico. Mas temo que em "Má Educação" brilhou menos. O filme encerra uma justa crítica à Igreja do 1º mundo no terreno da homossexualidade e da pedofilia. Mas dificilmente será entendida sem aquele anticlericalismo que torna Guerra Civil Espanhola, até hoje, um argumento da Reação contra o socialismo. Santiago Carrillo, se não me engano, era católico. O celibato dos religiosos e religiosas parece mesmo mais fácil nos países pobres, onde há muito o que fazer, e, realmente, estar acompanhado de uma família pode ser obstaculizante para a pregação e a caridade. Recentemente, na América Latina, o apelo era tão forte que induzia ao martírio... Assim, ele critica uma Igreja da burguesia, não da "opção preferencial pelos pobres", quando a dedicação completa ao Outro é observada mais facilmente com o celibato. Outro ponto é a pátria de Almodóvar. A Espanha é a terra dos grandes místicos ! Talvez os maiores, como João da Cruz e Teresa D'Ávila. E, naturalmente, Ignácio de Loyola. Isto, em sendo uma referência a uma acolhida mais plena do Amor, como que torna a tradição mais exposta aos ataques contra a sua aceitação. Sabemos da psicologia que o amor pode ser muito mais ameaçador do que o ódio !... Almodóvar parece mais inclinado a uma crítica anarquista da Igreja. Como faz diferença contemplá-la como socialista ! De certo modo o Vaticano é um Estado como qualquer outro, e o clero do mundo inteiro beneficia-se dele, mais que é prejudicado. "Mal necessário" para os socialistas, ele não é aceito pelos anarquistas. Mas relevo ao nosso papa do cinema espanhol algumas injustiças, pelo que há de bom no filme. De fato, a Rocha de Pedro não tem se beneficiado como devia do conhecimento freudiano, por ex., que é uma tônica do filme, ao abordar a sexualidade. A linguagem de alguns mitos nas Escrituras mereceria melhor hermenêutica. Despidos de simbologia erótica, ainda persistiriam e mais poderosos. E isso se refletiria sobre a liturgia também que muito poderia ser enriquecida. Atualmente, com a globalização armada, as esperanças de um novo papado que permitisse à Igreja acompanhar mais rápido uma história que avança celeremente, e torna tudo superlativo aos nossos olhos, parece mais distante. Quando se pensa em um Concílio Vaticano III, para enfrentar tais desafios, já se considera para a Cátedra do Pedro o cardeal Ratzinger, considerado inimigo da vanguarda católica. Seja lá como for, o filme coloca uma "interface" entre o social e o espiritual, onde a Igreja não vai tão bem e com isso não conquista tantos fiéis. De santa e pecadora, penitencia-se da pedofilia pequeno-burguêsa. Mas ela não é só isso. Nunca foi. Principalmente na Espanha.
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Vinícius Ferreira
20/01/2004
nota:Rate010
Fantástico! Apesar de algumas cenas fortes, deve-se deixar prevalecer a ótima história, que a princípio parece boba, mas com o desenrolar do filme, mostra-se incrivelmente inteligente e intrigante. E nota 10 para o trabalho do Gael Garcia, ótima atuação e coragem de interpretar um personagem tão polêmico.
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Fernando Enrique
21/01/2004
nota:Rate08
Com um roteiro muito interessante, a história tem camadas de profundidade que fazem a história ser muito diferente e original. Gael faz diversos papéis, cuja personalidade altera-se e mostra seu potencial.
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Rogerio
22/01/2004
nota:Rate08
Mais uma arte na obra de Amodóvar. O filme choca, nada que vida real não o faça. Na linha da sexualidade masculina iniciada com "Fale com ela", Má educação é uma dessas obras em que, como é dito em um momento do filme, nos faz refletir: 'porquê todos os filmes falam sobre a gente?'. Mais uma excelente atuação em Gael Garcia.
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André Arruda
23/01/2004
nota:Rate010
Tenho e sempre tive plena consciência de que tratando-se de cinema e... todas as outras coisas, nâo há possibilidade CRÍTICA imparcial. Portanto, deixo claro que sou o maior fã que o Pedro Almodovar tem no mundo. Mas, isso em nada desmerece minha crítica, posso afirmar ser também ser maior fã de cinema que conheço e é njustamente a genialidade do Almodóvar que me faz gostar tanto dele. o filme, A MÁ EDUCAÇÃO, é uma aula de meta-cinema. quem conhece a filmografia desse diretor sabe que ele tem algumas fases muito bem definidas. Para conprovar tal afirmação basta que sejam comparados os filmes A LEI DO DESEJO com FALE COM ELA. Nesse sentido o que esse filme tem de diferente está justamente na associação do Almodóvar Cult com o Almodóvar Cinema Marginal. A Má Educação é o filme mais brilhante que já assistí. Destaque para o Gael Garcia que é simplesmente MARAVILHOSO.
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André Bastos
24/01/2004
nota:Rate010
Pedro Almodóvar é simplesmente maravilhoso. Assisti todos aos seus filmes, mas esse me deixou atrapalhado. A atuação dos atores são surpreendentes. Estou confuso até agora. Obrigado Pedro Almodóvar, por me deixar confuso.
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Marcos Vinícius Seixo de Brito
25/01/2004
nota:Rate010
Dizem que não é o melhor filme de Almodóvar. concordo. mas não quer dizer que não mereça nota 10. :) o tema gay está em desuso? cansou? sim. mas e dai? não ompensa uma história bem contada? um filme que entrete, emociona, faz pensar, e seduz? Almodóvar faz tudo isso. tive mistos de risos, choros, crises de ansiedade... tudo um pouco no cinema... :) foi mesmo fantástico. me sentia dentro do filme a cada mudança [narrativa dentro de narrativa]... e saboreava ficar perdido por um tempo e logo encontrar o caminho pelo qual a história seguia.
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Andressaa
26/01/2004
nota:Rate010
Simplesmente maravilhoso!Atores impecaveis(destaque para gael-que esta magnifico)Almodovar mostra um "mundo" que a sociedade finge que nao vê...mas q esta em toda parte.
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Flávio Süssekind
27/01/2004
nota:Rate07
É interessante, mas o jeito apelativo do diretor, que quer chocar o público em cada cena, e um "deus ex-machina" no roteiro para solucionar a complexa trama comprometem. Ainda assim é um bom filme, um noir pouco convencional, e Gael Garcia Bernal, assim como o restante do elenco, se sai muito bem.
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José Lourenço
28/01/2004
nota:Rate06
Sinceramente não compreendi por que Almodóvar apela para tantas cenas eróticas gays. Poderia ser um pouco mais moderado, pois se torna muito chocante e a descentraliza a história. A impressão negativa ao final do filme é inevitável. As cenas são fortes e o enredo é muito pobre.
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Thiago França
29/01/2004
nota:Rate010
Mais uma vez Pedro Almodóvar, me deixou mais fascinado com seus filmes, todos são espetaculares, mas esse é simplismente o melhor de todos, um elenco fascinante, um roteiro completíssimo. falar de Almodóvar é difícil, só consegue entendê-lo quem realmente gosta de filmes que apelem para o lado do improvável, mas como ele é o mestre ele faz o improvável acontecer. já estou ansioso para saber o que ele vai fazer no seu próximo filme.
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Carina Faracoa
30/01/2004
nota:Rate010
Um excelente filme. Nos mostra a genialidade de Almodóvar e sua capacidade em fazer umroteiro rico e cheio de paixão. Uma verdadeira aula de cinema. Sem falar na direção dos atores e a atuação do brilhante Gael Garcia.
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José Frazão de Aquino
31/01/2004
nota:Rate08
Apenas um diretor maduro reúne a condição de realizar um filme como esse( um filme dentro de um filme).Apenas um diretor com absoluto domínio da linguagem cinematográfica, faz um filme dessa densidade, sem cair no ridículo, sem ser piégas, ou incendiário( pela temática abordada). A Má Educação é, acima de qualquer outra coisa, um filme sobre a paixão. Não importa se normal( existe paixão normal?),pecaminosa, criminosa, patológica, ou seja lá o que se possa pretender classificar; e, certamente, não terá sido por mera coincidência que o filme termina com esse nome na tela. Padre Manolo, por exemplo, amou Ignácio com uma paixão doentia, sabendo de todos os males que essa loucura iria acarretar, correu todos os riscos possíveis, e se dipôs a arder no fogo do inferno em nome desse amor desesperado.Homossexual e pedófilo,professor de literatura e depois eleito Diretor de um Colégio católico, é o retrato fiel do falso moralismo que norteia a nossa sociedade, cuja cara verdadeira encontra-se disfarçada( protegida) seja por uma batina, ou por um título nobiliárquico qualquer. Roteiro inteligente e criativo, interpretações convincentes( em especial a do Gael Garcia), que se expôs em cenas de sexo fortíssimas, fazem desse filme um dos maiores; e, provávelmente, o mais polêmico do ano. Amargo, duro, sem heróis( todos frágeis e tragados pelo desejo), é um painel angustiante da paixão incontrolada, própria da condição humana!
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Ênio
01/02/2004
nota:Rate010
Pedro Almodovar novamente nos brinda com um excelente trabalho. Um filme de forte conteúdo, mas com uma delicadeza, que somente ele consegue passar, sem sobra de dúvidas o melhor trabalho de sua carreira.
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Phelipe
02/02/2004
nota:Rate010
As relações homosexuais são muito interessantes e fazem o publico sentir se dentro do filme gostei da atuação de iguinaco e henrique jovens nota 10 o melhor filme de almodovar desde mulheres a beira de um ataque de nervos.
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Mauriolive
03/02/2004
Pedro Almodóvar é um bom cineasta, mais dessa vez exagerou em querer apoiar os desejos dos homossexuais. Tipo de filme assim é uma Má Indicação para nossa Educação.
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Luciana F. Rosaa
04/02/2004
nota:Rate05
Fui assistir com uma enorme expectativa e me decepcionei. Vejo o Almodóvar um pouco como o Nelson Rodrigues do cinema espanhol, mas o apelo e temática gays nesse filme são exagerados ao meu ver. A questão da pedofilia foi muito superficialmente tratada, a impressão que ficou é que Ignácio já tinha uma tendência forte ao homossexualismo e aproveitou o assédio do padre como desculpa para justificar sua opção. sinceramente, preferi o Fale com ela.
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Luiz
05/02/2004
nota:Rate010
Genial. Como sempre os filmes de Almodóvar retratanto de forma até mesmo bem humorada a sordidez humana. só mesmo sendo fã deste diretor para entender sua sutileza...Muito bom.
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Fernando
06/02/2004
nota:Rate010
Simplesmente INSANO!! Muito bem filmado, com um roteiro excelente, com uma trilha sonora perfeita e é claro, com muitas cores quentes, vibrantes. Realmente Almodovar que já havia se consagrado anteriormente, este filme não sobra dúvidas. Um dos maiores nomes da atualidade.
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Valter R. Campos
07/02/2004
nota:Rate07
Não é o melhor filme de Almodóvar, mas não deixa de ser bom. A imprevisibilidade continua presente e a qualidade do roteiro é indiscutível. Talvez assuste um pouco pelo pesado teor de suas cenas que esbanjam erotismo homossexual (o que agride um pouco nossa alma ainda preconceituosa). Destaque especial para a interpretação de Fele Martinez, que consegue, na minha opinião, roubar a cena do já badalado Gael Garcia Benal (o que não o desmerece neste trabalho).
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Tita
08/02/2004
nota:Rate09
É interessante perceber como as pessoas que nao gostam desse filme estão sempre baseando suas críticas no conteúdo erótico-gay da obra. sinceramente acredito que o filme é mais que isso,e que todas as suas sequêcias são absulutamente indispensáveis.O filme é excelente.
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Felipe Correia
09/02/2004
nota:Rate08
Ácido, escatológico e perturbador como só Almodóvar é. A cada filme dirigido por ele, tenho a impressão conheci mais uma parte da vida do diretor.Uma boa pedida.
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Liliane Nevesa
10/02/2004
nota:Rate010
Mistura perfeita do pecado e da redenção, mostra com naturalidade e altruísmo a sempre inconstante essência do ser humano. De ínicio o conflito existente na busca pela identidade completa, onde urgem preconceitos e crises sexuais. Mostra o falso moralismo cristão e sua impunidade, o efeito dos desejos levados às últimas consequências e as relações sociais vistas de outras perspectivas.É um filme raro e belíssimo, sensível e apelativo, onde não há um personagem pecador, ou todos o são, ou nenhum deles é. Metáfora perfeita da máxima de Nietzsche: "Não existe uma atitude moral, mas uma interpretação moral sobre a atitude.
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Newton Neves
11/02/2004
nota:Rate09
Como todos os filmes de Almodóvar, Má Educação é simplesmente fantástico. Um roteiro brilhante e super bem estruturado, com atuação excepcional de Gael. Se não fosse chocante, não seria Pedró Almodóvar.
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Jorge Oliveira
12/02/2004
nota:Rate08
Méritos à parte para elenco e edição, "Má Educação" apresenta-nos o comportamento (bem conhecido!) de alguns indivíduos que se escondem em vestimentas sacerdotais para a realização de fantasias e perversões sexuais. Na Espanha, México, Brasil ou em qualquer lugar deste planeta habitável, menores têm sido usados e abusados de maneira sutil para saciar a doença espiritual e de caráter daqueles que, por força de pronomes de tratamento, insistimos em chamar de "santidade", "reverendo", entre outros. Não acredito que haja uma solução do caso (infelizment!), mas não podemos ser mais enganados com o projeto eclesiástico que temos em nossa esquina. As igrejas, templos, salões de encontro de fiéis, seminários, internatos, mosteiros... deixaram de ser lugares santos, de preparação para o serviço divino, para se transformarem em espaços profanos de realizoções de fantasias e fetiches. Ingenuidade acreditar nestes homens "santos"; burrice respeitá-los; prudentes seremos ao nos aproximarmos de Deus sem intermediários.
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Ivar Rocha
13/02/2004
nota:Rate09
Parabéns a Almodovar, um filme muito bem encaixado e dirigido, com uma exelente fotografia, uma historia um tanto quanto confusa , como lhe é peculiar, mas muito bem resolvida no final.
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André Srur
14/02/2004
nota:Rate08
Oha só... Primeiramente gostaria de deixar meu recado para a comunidade, de q adoro a idéia de divulgar o nome desse gênio do cinema (sem rasgação de seda, até pq ele já fez coisas ruins na vida), mas... Porra! La Mala Educación é muito bom!!! Eu tava conversando com um amigo meu q é crítico de cinema conceituado e ele discorda de mim quando eu falo q Má Educação é o filme mais maduro de Almodóvar. Tudo bem, opinões são opiniões, mas ele considera Tudo Sobre Mi Madre o melhor, mas discordo do ponto de vista de que Almodóvar está literalmente amadurecido. Aonde esse filho da puta vai chegar? O céu já passou de ser o limite a muito tempo. Neste filme ele está tão sutil e delicado... De uma maestria suprema! O ator (Gael) é muito bom! è maravilhoso na verdade. Eu sou ator há 5 anos (de teatro) e Gael ganhou um verdadeiro presente de Almodóvar. Eu senti... (bem sutilmente) q Almodóvar quis se vingar de Antonio Bandeiras, tudo bem q ele fala q o filme naum tem nada de auto-biográfico, mas é inegável a semelhança da experiência q ele viveu com o latino, vcs naum acham? Ou eu estou viajando na maiosense? Alguém mais reparou isso? Eu acho q foi uma troca perfeita, profissionalmente falando, Gael ganhou um filme onde só ele exclusivamente brilha e Almodóvar ganhou sua vingança. Uma troca perfeita. Mais Além disso, o cineasta prova mais do q nunca q sabe fazer cinema e Gael prova (apesar de naum precisar) q sabe atuar muito bem. Lanço o desafio à descução e espero opiniões..
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André Araujo
15/02/2004
nota:Rate09
Difícil ser o Almodóvar. Vendo as notas baixas e os "porquês" levantados pelos internautas, vemos o quanto a audiência do cinema é mal preparada. Almodóvar parece ser refém dele mesmo, condenado a se auto-referenciar o resto da carreira. Má educação é um filme magnífico, que incomoda pela carga erótica, que, se tratasse de um casal convencional, passaria despercebido.
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Leonardo Braynner
16/02/2004
nota:Rate07
O filme é bem interessante, isso porque vc tem que saber destinguir o que é a narrativa do filme do que já é a gravação da adaptação do roteiro "A visita", caso contrário, toda história ficará confusa. Mas, a história é um tanto pretenciosa, e a impressão que temos ao final do filme, é que é uma autobiografia.
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Júlio César Freitas
17/02/2004
nota:Rate010
O filme é excelente com uma trama que te leva para uma direção e surpreendentemente novas situações são incorporadas no filme (verdade sobre Juan)e quando se imagina as possibilidades do final surge outra situação (padre manolo. Não tenho dúvida em recomendar e dizer que o filme é genial. Quanto aos que criticam dizendo que é filme pornô para gays ou que é uma péssima educação e influência para as pessoas...heheheh... essas pessoas doentias e homofóbicas deveriam entender que orientação sexual não se ensina... senão não haveriam gays vindos de pais heterossexuais (ridículos...) Só é influenciado sexualmente quem se permite e tem tendência para essa influência... discriminação é crime e homofobia é doença e o filme é genial. Excelentes atores com excelentes performances. Continue assim "Pedrão" quem faz papai e mamãe no cinema não brilha... vc pensa diferente e brilha. Quanto aos "anti-diversidade humana" sugiro filmezinhos da Pixar ou Domingo legal com alguma "gata" de biquini.
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Ewerton
17/02/2004
nota:Rate010
O filme é otimo......mtu lindu....tem q abrir os olhos da siciedade p/ pedofilia pq ainda tem mta gtn q ignora esse assuntu com medo de alguem da family ser.
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Valériaa
18/02/2004
nota:Rate09
Acho que é um excelente filme, completamente fiel ao estilo Almodóvar. O filme tem como maior duelo a interpetação primorosa de Gael Garcia com o roteiro surpreendente. A cada filme, Gael se firma mais e mais como o melhor ator de sua geração.
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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
19/02/2004
nota:Rate07
"Má educação", de Pedro Almodóvar, pode ser encontrado na videolocadora de sua preferência. O enfant terrible do cinema espanhol volta a chocar e a visitar a alma feminina. Mesmo que isso se dê através de personagens masculinos. Ao que parece há um tom autobiográfico, o que fica quase explícito através do personagem Enrique Goded (Fele Martinez), um jovem diretor de cinema que vive uma crise criativa. Aliás, a escolha do nome Goded deve ser uma homenagem a Godard, o famoso diretor francês. Há uma mostra de "film noir", que o sr. Berenguer (Lluís Homar) e Angel (Gael Garcia Bernal), vão assistir numa certa altura do filme. As referências aos franceses não são tão poucas assim. Voltando ao enredo, o diretor Goded recebe a visita inesperada de um antigo colega de escola jesuíta, Ignacio, que agora prefere ser chamado de Angel. Ele é ator, protagonizou grandes personagens no teatro, com o grupo Besouro, e, o que é mais importante, trouxe uma espécie de roteiro cinematográfico chamado de "A visita", que retrata os anos de infância e adolescência. A princípio Goded não se mostrou muito interessado, porém, ao ler "A visita" relembra o seu passado, além de ver todo o potencial cinematográfico que o roteiro oferece. Dois alunos de um colégio jesuíta, Goded e Ignacio, se apaixonam na época da escola. O padre Manolo (Daniel Gimenez Cacho) decide pela expulsão de Ignacio da escola, pois ele nutria uma paixão por Ignacio. Este era um garoto que se sobressaia em relação aos demais por cantar como um anjo. Anos mais tarde Ignacio se torna um travesti viciado em drogas injetáveis, que vê como a única solução para os seus problemas financeiros chantagear os padres da sua antiga escola. Eis que o chantageado, um ex-padre, agora casado, "homem honrado e de família", é o sr. Berenguer, que acaba se apaixonando pelo irmão de Ignacio. Pelo número de vezes que eu escrevi a palavra paixão, é fácil perceber que este é o tema central do filme. Não importa se ela é homossexual, se é a atração pedófila de padres por crianças, se é a paixão de um cineasta pela sua arte. É essa a força motriz do cinema de Pedro Almodóvar, ou seria Enrique Goded? Está longe de ser a mais seminal obra do diretor (Fale come ela; A flor do meu segredo; Tudo sobre minha mãe são filmes muito superiores a este "Má educação", que retrata a sua geração, fortemente reprimida pelos padres educadores. As cenas de sexo entre os protagonistas devem gerar um certo grau de desconforto para muita gente. A atuação de Gael Garcia Bernal é espetacular, principalmente quando vivencia o travesti Zahara. Não podemos esquecer a atuação de Lluís Homar. Não confundam querer chocar, que não é o objetivo de Almodóvar atualmente, com mostrar as origens de nossas paixões, este sim seu alvo final.
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Herman G. Silvani
20/02/2004
nota:Rate05
Nada de tão surpreendente. Bom filme, boas interpretações. Peca na criatividade, o que o deixa um tanto "batido". Interessante, melodrama com trama comum no cinema. Todos já sabemos (ou deveríamos) que a igreja, assim como a sociedade, é hipócrita em seus valores.
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Adílson Rodrigues Martins
21/02/2004
nota:Rate010
O filme Má Educação é muito profundo para o entendimento de críticos preconceituosos. Quando os "Homens exercem seus podres poderes"como diz Caetano Veloso,O poder que a igreja tinha com as nossas crianças fazendo a apologia do medo... e o mar de lama da pedofilia que até hoje é vista nos meios de comunicação, eu não acho que o filme presta um desserviço a sociedade como dizem alguns críticos que relatam que Almodovar incentiva homossexualismo desde de criança, mesmo porque não acredito que alguém se torne homossexual por influências, isto não existe, mesmo quando se é criança. o filme é muito bom e recomendo. Vi um pouco tarde na sala cinemateca Julia Lemmertiz numa retrospectiva.
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Maurício
22/02/2004
nota:Rate06
O filme tem muito mais polêmica do que qualidade. É um bom filme, mas longe de ter alguma fabulosidade. Acredito que tenha tido tanto sucesso com a crítica mais pelo nome Pedro Alomodovar do que pelo próprio filme.
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João Paulo
23/02/2004
nota:Rate010
Como sempre, Almodóvar trata de temas polêmicos e intrigantes de uma forma muito forte, chocando os menos acostumados ao seu estilo de fazer filme. Na verdade, o filme é uma auto-biografia do diretor, e o roteiro foi escrito de tal maneira que é impossível saber o que irá acontecer no final. Mais uma vez, parabéns Almodóvar!
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Júlio Cezar
24/02/2004
nota:Rate010
O Filme de Almodóvar é simplesmente uma obra de arte... assim como todos os outros! As críticas que eventualmente se constroem só podem estar apoiadas em algum tipo de preconceito ideológico doente. Almodóvar se supera a cada file e má educação é mais um exemplo de pura poesia nas telas... Em todos os sentidos!
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Michel Alves Amaral
25/02/2004
nota:Rate010
O MELHOR DE ALMODOVAR DESDE "TUDO SOBRE MINHA MÃE", ALMODOVAR SE SUPEROU COM UM ROTEIRO POLEMICO E ORIGINAL, E COMO ELE MESMO DISSE, UM FILME QUASE QUE AUTOBIOGRAFICO, RECOMENDO.
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Francisco Lopes
26/02/2004
nota:Rate07
Esperava mais desse filme de Almodóvar, pela qualidade que ele demonstrou com outros, especialmente "Tudo sobre minha mãe" e "Fale com ela". Há pontos positivos no filme, como a música, a homenagem a Sara Montiel (estrela cafona venerada pelos gays)e as boas cenas de sedução do padre ao menino Ignácio, mas a atmosfera de homossexualidade posterior é perversa e parece injustificada. Nenhum personagem é simpático e é uma visão bem podre do mundo. No entanto, Almodóvar se permite correr grandes riscos, e esse foi um deles. Quando acerta, é genial. Dessa vez, infelizmente, foi apenas razoável.
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Fábio Ananias Moisés
27/02/2004
nota:Rate09
Achei o filme ótimo, mas o diretor Almodovar pegou pesado nas cenas de sexo que foram boas por sinal, mas tem que ser assistido a partir dos 16 anos.
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Hiran Pinel
28/02/2004
nota:Rate010
Almodóvar faz um belo filme, com mais um tema profundo: o abuso sexual de alunos por professores ( e religiosos) e os efeitos desses abusos, no desenvolvimento/ aprendizagens humanos. A "má educação" é justamente esses meandros que penetram circuítos institucionais fechados (o sociólogo Gofman denominaria de "instituições totais" que domesticam os sujeitos, sujeitando-os)que são, ma maioria dos internatos e,o poder dos professores sobre os aprendizes. A má educação também aparece no "currículo emergente/ real" não trabalhado - e negado - pelos professores ( e por razão óbvia), já que o currículo oficial/ precrito ocorre com tranquilidade com suas decorebas, suas cantorias, seus discursos desvinculados da prática etc. O psicólogo russo recomendava que o professor deveria partir da experiência real dos alunos, e no caso, os abusos experienciados. Abusos não podem se calar na escola de hoje, custe o que custar! É uma película espanhola complexa e híbrida, a mais pós-moderna de Almodóvar - mais que Mulheres a beira de um ataque de nervos. Mais drama que a segunda, que é pura comédia. Um drama pós-moderno almodovariano, pelos hibridismos e os entre lugares emergidos das relações humanas lindas e ao mesmo tempo deploráveis. Uns não lugares, onde não se deveria experienciar tudo aquilo, mas se experiencia, pela força mesma da vivencia dolorida e dolorosa advinda do prazer e da dor. O espectador poderá sentir duas trajetórias, a partir dos efeitos dos abusos:1) o mais abusado na infância (Ignácio) torna-se viciado e dependente, e construtor de frágeis relações humanas (Manolo/ Beringuer e o irmão Juan/ Angel, o trai e o mata)e ao mesmo tempo torna-se um filho sob suspeita, não por ser travesti e gay, mas por roubar da avó para comprar drogas; 2) O Godet, expulso e menos abusado, torna-se um diretor e cineasta criativo, apesar de aparecer - no início - em crise de idéias e sentimentos, "aparecendo" estar esperando "alguém" que resgate suas experiências passadas. Alguém, como um pedagogo refinado e sensível, que ilumine sua caminhada, nem sempre trqanquila para o intelectual e artista. O fato é que o filme acaba por abordar vários abusos, ou melhor: auto-abusos. A película descreve "crocodilos famintos" (prestem atenção em Godet lendo essa notícia e a repetindo), que se farteam com as guloseimas representadas pelas carnes humanas. Tanto um, quanto o outro são famintos, e fazem de tudo para alcançar seus objetivos, passando por cima das éticas construídas pela sociedade em que vivem. Se tivermos tantos crocodilos famintos assim, como será a Ética do futuro, a que espera para abraçar nossos filhos e filhas? Haverá relação da metáfora crocodilos famintos com a sociedade total? Nem tudo em Amodóvar é para ser respondido, mas para provocar e evocar novas interrogações!
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Carlos Felipe Varani
01/03/2004
nota:Rate010
Fantástico. A cada maravilhoso filme Almodovar surpreende com sua grande visão da atualidade. Uma forte crítica a Igreja Católica na visão de dois garotos.
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Pablo César Teixeira
02/03/2004
nota:Rate08
TRATA-SE DE UM BOM FILME, MAS QUE PRECISA SER ASSISTIDO MAIS DE UMA VEZ PARA QUE SE APREENDA MESMO O ENREDO DO FILME - QUEM É QUEM - POIS É UM FILME DENTRO DE UM OUTRO FILME. O FILME EM SI MESMO NÃO ME PERTURBOU, POIS NÃO TENHO PRECONCEITOS, POIS O SER HUMANO´OÉ NA SUA CONDIÇÃO HUMANA DE SER SENDO PESSOA. A FALTA DE ÉTICA TÃO BEM ABORDADA COMO AMORALISMO POR ALMODÓVAR, É MUITO SIGNIFICATIVA. MAS AO MESMO TEMPO ELA NÃO SE NATURALIZA, PROVOCANDO AINDA MUITAS INDIGNAÇÕES: PESSOAS, QUE COMO OS CROCODILOS, FAZEM QUALQUER COISA PARA SER ALGUÉM NA VIDA, MESMO PISANDO SOBRE OS OUTROS E SOBRE SI MESMAS. OUTRO DADO IMPORTANTE É A DISCUSSÃO DO QUE SER ALGO - IDENTIDADE. EXISTE UMA SÓ IDENTIDADE OU IDENTIDADES?O QUE É NORMAL E ANORMAL?O QUE É HOMEM E MULHER?TUDO MUITO HÍBRIDO E COMPLEXO.PARABÉNS ESTÁ ALMODÓVAR, MAS ELE FOI MUITO MELHOR EM "TUDO SOBRE MINHA MÃE" E "FALE COM ELA".
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Luis Claudio Leon
03/03/2004
nota:Rate010
"La Mala Educación" me surpreendeu muito. Mostra uma realidade direta, fria, mais ao mesmo tempo com humor. Almodóvar escolheu muito bem Gael Garcia Bernal, ator em em plena expansão profissional!
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Leandro Munhóz
04/03/2004
nota:Rate010
Parece que todos os filmes anteriores de Almodóvar foram uma preparação psicológica para este seu último filme: forte, realista, chocante e autêntico. Perceberam como o papel vivido pelo personagem do diretor de cinema no filme, Enrique Goded, se assemelha implicitamente com o próprio Almodóvar?
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Flávia Souzaa
05/03/2004
nota:Rate09
Mais um filme de Almodóvar em que temos que deixar todo o preconceito do lado de fora do cinema, e não pegar de volta ao sair. A Má Educação elucida que a homossexualidade como algo presente, que pode nascer de sentimentos puros ( No caso de Enrique e Ignácio quando meninos crianças), colocando um realismo sem rodeios para as particularidades emocionais dos personagens enquanto gays. Almodóvar mais uma vez coloca um mundo cheio de desgraça e ao mesmo tempo mostra o que a força de vontade temperada com ambição é capaz de fazer com as pessoas.
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Givago
06/03/2004
nota:Rate09
Ao contrário dos q não gostaram do filme, é um elegia ao cinema, o roteiro é sensacional e finalmente almodovar fez um filme a sua caracteristica: Provocador e Crítico!
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Eduardo Araújo
07/03/2004
nota:Rate03
Temática extremamente homossexual, filme horrivel. Almódovar que é quase que considerado uma divindade por muitos a mim não encanta nem um pouco, até tentei ver alguns de seus filmes, mas tenha lá paciencia...Toda essa homosexualidade recorrente em suas obras é um verdadeiro porre, este filme eu não consegui passar dos 25 minutos, Graças a Deus não fui ver no cinema...teria sido bem pior. Bom, esta é a prova viva de como um filme pode ser considerado bom por alguns apenas por carregar o nome de um diretor...que nem é lá essas coisas.
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Gabriel Pelluso
08/03/2004
nota:Rate010
Tenho 17 anos e sou muito fã de Almodóvar, e sempre achei q ue se a pessoa não está preparada para entrar no universo que o autor se propõe a mostrar em um de seus filmes ela não deva assistir. Almodóvar não é um diretor/roteirista para qualquer um, e eu descobri isso ao longo do tempo, é uma pessoa que vai fundo na alma humana, que mistura critica com o que há de mais profundo no ser humano, e muita das vezes isso incomoda, porque tem gente que acha que isso não existe! Eu sei porque meu pai é uma dessas pessoas, mas "Má educação" não é pornográfico, não é mal feito, é um filme belíssimo e que só fala a verdade, tem uma trama muito bem desenvolvida, que te prende a cada momento, um dos melhores filmes que ja vi, se não o melhor, depois que o assisti só pude ficar mais apaixonado por Almodóvar e suas obras! É complexo, surpreendente, e com interpretações maravilhosas, com destaque para Gael García Bernal, que nesse filme não foi uma, mas três personagens, das quais ele fez muito bem, soube diferenciar uma da outra, teve coragem para mergulhar em cada uma, e as levou até o fim, um puta ator! Alomodóvar está de parabéns por "Má Educação", faço votos para que ele continue assim.
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Jairo Everton Moreira Cunha
09/03/2004
nota:Rate010
Claro que gostei do filme, principalmente porque mostra o que se passa no submundo dos conventos, enquanto a Igreja continua com sua posição tão radical em relação ao sexo sem procriação, até mesmo condenando o uso da camisinha. Além de tudo isso, existe o trabalho excelente dos atores e a mão firma do Diretor que de uma forma magistral conta a estória.
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Gustavo C. Guimarães
10/03/2004
nota:Rate010
O filme é uma mistura de perfeição com amor. Almodóvar como sempre, expõe a realidade de uma maneira que poucos conseguem aceitá-la ou percebê-la. O filme possui realidade, critica sutilmente a Igreja e seus servos. Mostra um amor bonito entre duas pessoas, que foi interrompido por uma outra que também amava. É um daqueles poucos filmes perfeitos. É Almodóvar.
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Vinícius Santana
11/03/2004
nota:Rate010
Dez é pouco para esse filme, o MELHOR de Pedro, excelente, as atuações maravilhosas, mas Gael se destaca. Pelo profissionalismo dele em principal, para fazer certas cenas. Indico para todos, e até agora quem assistiu amou o filme. Sem duvida, o melhor filme que javi... Superou Cold Mountain e As Horas que eram meus preferidos.
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Rodrigo
12/03/2004
nota:Rate010
O filme é ótimo e a homossexualidade,penso eu, nunca foi visualizada de tal maneira antes no cinema.Me enoja comentários machistas aqui expostos, pois apesar de não ser gay e nem idolatrar Almodovar, gostei muito da abordagem, também, da homossexualidade.
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Vanessaa
13/03/2004
nota:Rate010
No dia em que vi esse filme, vi mais 3 e o melhor sem dúvida foi má educação, por me fazer pensar a respeito do enredo própriamente dito do filme e tbém a respeito da construção, confesso que má educação me deu um nó enorme na cabeça, acho que essa é a verdadeira função da arte: nos fazer pensar. Mas uma dúvida Gael era ou não Ignácio? Uma das minhas muitas dúvidas.
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Daniela de Souza Portoa
14/03/2004
nota:Rate010
Almodóvar: el mejor! O filme é maravilhoso e atuação de Gael Garcia Bernal é divina! Apesar do estilo considerado "exagerado" por muitos, típico do universo de Almodóvar( quem não gostar que não assista!), o filme expõe uma realidade que está aparecendo agora na mídia, mas que sempre existiu: a hipocrisia e os abusos praticados pelos representantes da Santa Igreja Católica. Simplesmente imperdível!
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Marceli Andresa Beckera
15/03/2004
nota:Rate01
Um pela fotografia e basta. Não houve desenvolvimento algum de personagem e a parte que poderia ser mais explorada - a psique da criança frente o abuso que sofreu - foi deixada de lado em favor de inúmeras cenas de sexo desnecessárias. Um filme nada sensível e, a não ser pela trama de personagens (o telespectador confunde-se sobre quem é Juan ou Ignácio ou Enrique), nada inteligente.
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Rodrigo Volgonisckchz
16/03/2004
nota:Rate09
O filme é singular, sem sombra de dúvida, mas achei que ficou saturado de um tema em particular, o homossexualismo. Em todo o caso, o trama é incrível principalmente o final, mas compará-lo com "Tudo Sobre Minha Mãe" seria golpe baixo. Vale muito o assitir.
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Anderson Rodrigues
17/03/2004
nota:Rate010
Esse filme é interessante, pois, atinge direto o coração da "Santa Igreja", revela a obscura face, desta, fabrica de pedófilos, contudo, mostra o que a má educação que vem da infância pode fazer com o futuro dessas pessoas molestadas, esse filme é algo aterrador e complexo para os leigos e preconceituosos que ao verem a verdade ser revelada, acabam por desacreditar e desmerecer a produção desse grande Diretor, parabéns pelo filme!
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Mike
18/03/2004
nota:Rate09
Pedro Almodovar não falha e neste filme continua a justificar o lugar de melhor realizador da Europa.É absolutamente fenomenal como o argumento é bem escrito,uma história que envolve vários assuntos conturbados(religião,homosexualidade e pedofilia)mas que mesmo assim não perde a sua pureza.As relações temporais no filme apesar de serem um pouco confusas no desenrolar da pelicula tornam completamente claras no final.É realmente um contador de histórias Pedro Almodovar,que não tem medo de chocar o público com a sua visão complexa das coisas que no ecrã é nos dada de forma simplista e natural.
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Gílson de Barros
19/03/2004
nota:Rate09
UM FILME MARAVILHOSO COM OTIMAS CENAS,UMA TRAMA SURPREENDENTE PRINCIPALMENTE NO FINAL DO FILME, NÃO PRECISO DIZER MAIS NADA SOBRE ESTA OBRA PRIMA.
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Valquíriaa
20/03/2004
nota:Rate06
Com certeza o filme é bem ao estilo Almodovar... sem medo de mostrar a realidade, realidade essa que todos sabemos que fez parte de sua vida. Com cenas fortes e até um pouco forçadas ele nos deixa boquiabertos com sua simplicidade e ao mesmo tempo sua profundidade nos soa estranha. Parecendo até que os personagens vivem em um mundo paralelo e distante de nós, o que infelizmente não acontece.

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