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Lúcia e o Sexo

titulo original: (Lucía y el Sexo)

lançamento: 2001 (Espanha)

direção: Julio Medem

atores: Paz Vega , Tristán Ulloa , Najwa Nimri , Daniel Freire , Elena Anaya

duração: 128 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Lucía y el Sexo
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 08 min
  • ano de lançamento:2001
  • site oficial:http://www.sexandlucia.com/
  • estúdio:Studio Canal / TVE / Alicia Produce / Canal+ España / Sogecine / Sogepaq
  • distribuidora:Pandora Filmes / Palm Pictures
  • direção: Julio Medem
  • roteiro:Julio Medem
  • produção:Fernando Bovaira e Enrique López Lavigne
  • música:Alberto Iglesias
  • fotografia:Kiko de la Rica
  • direção de arte:Montse Sanz
  • figurino:Estíbaliz Markiegi
  • edição:Iván Aledo
  • efeitos especiais:

imagens - 13

Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo Lúcia e o Sexo

sinopse:

Após o sumiço de seu noivo, o escritor Lorenzo (Tristán Ulloa), a bela e independente Lúcia (Paz Vega) decide ir até uma ilha do Mediterrâneo onde seu namorado nunca a quis levar, apesar de seus insistentes pedidos. Lá ela encontra detalhes sobre antigos relacionamentos dele, como se fossem passagens ocultas de seu passado que o autor, com sua ausência, agora a permitisse ler.

trailers - 1

elenco:

  • Paz Vega (Lúcia)
  • Tristán Ulloa (Lorenzo Álvarez)
  • Najwa Nimri (Elena)
  • Daniel Freire (Carlos / Antonio Castillo)
  • Elena Anaya (Belén Lozano)
  • Javier Cámara (Pepe)
  • Silvia Llanos (Luna)
  • Diana Suárez (Manuela Lozano)
  • Juan Fernández (Chefe)

comentários

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Júlio César
02/01/2001
nota:Rate010
Um roteiro rocambolesco beirando o kitsch (como de costume nos filmes espanhois), mas com atuações maravilhosas e tendo o sexo, as aflições, as tristezas, encontros e desencontros da vida tratados com muita honestidade e crueza. Um filme que vale a pena ser visto."
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Priscilaa
03/01/2001
nota:Rate010
Um dos melhores filme que já vi em minha vida.Um filme que demora dias para ser absolvido e não sai de sua cabeça. Um filme pra chorar e pra rir, maravilhoso e surreal, com suas paisagens paradísiacas e com o conflito do homem com o próprio homem.
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Lis Barros Villaça
05/01/2001
nota:Rate09
Medem e a arte de contar uma história E se fôssemos convidados a escrever sobre a história de nossas vidas? Como faríamos? Em "Lúcia e o sexo", (Lucia y el sexo, 2001), dirigido e escrito pelo espanhol Julio Medem - que chegou ao Brasil nas chamadas "sessões de cinema de arte" - somos convidados a refletir sobre as formas de contar uma história e, mais ainda, sobre as razões que fazem uma história seguir seu rumo: destino, fatalidades, buscas e desafios. Apesar do título, o filme não tem como foco principal a questão da sexualidade. Mas é certo que o sexo desempenha um papel sine qua non para delinear as ambições dos personagens. Na verdade, Medem dá seqüência a uma forma inovadora de narração fílmica, já desenvolvida por ele anteriormente, em "Os Amantes do Círculo Polar", de 1998. Segundo ele, a vida não seguiria um curso linear, portanto não haveria como contá-la de forma contínua. É por isso que em "Lucia e o sexo", tem-se um roteiro circular, onde podemos acompanhar, ao mesmo tempo, o passado e o presente de uma mesma história, até a completa fusão de suas partes em um acontecimento marcante. E, em verdade, de forma geral, é dessa maneira que vivemos o passado no presente: com lembranças esporádicas de momentos idos. Intencionalmente ou não, o protagonista do filme, Lorenzo (Tristán Ulloa), é escritor e também revela segredos de sua narração na película. Com uma resma de papel nas mãos (as folhas impressas de seu novo romance), Lorenzo explica, correndo o dedo sobre as folhas de papel até o "abismo" da borda da resma, que: "quando um conto chega ao fim, ele não termina, ele cai num buraco e retorna a sua metade, onde é possível mudar o rumo", dando a volta sobre a resma de papel e sobrepondo todas as folhas novamente, sugerindo que é sempre possível reescrever qualquer história, dando novos rumos a ela. É mister perceber que essa idéia se aplica muito bem à trama do filme, que se desenrola a partir da desconfiança da garçonete Lucia (Paz Vega) sobre a morte do namorado (o próprio Lorenzo). Uma vez acreditando no suicídio dele, Lucia visita uma ilha paradisíaca do Mediterrâneo em busca de explicações. Lá, ela conhece dois personagens que terão estreitas relações com o seu passado: Elena, uma mulher atordoada com a perda de sua filha e Carlos, um mergulhador que viveu um pesadelo. Essas referências acabam por reafirmar que a ilha, no filme, remete a um refúgio comum: uma bela paisagem natural e um - mais belo ainda - afastamento da civilização. E quem nunca pensou em fugir de tudo quando os problemas caem sobre nossas cabeças? Em paralelo a esses acontecimentos, conhecemos o passado desse romance de Lucia e Lorenzo: como se conheceram, realizaram suas fantasias sexuais, moraram juntos e as razões que o levaram à depressão. O roteiro do filme é muito bem estruturado e, à medida que a história evolui, isso fica cada vez mais evidente ao espectador. Não é apenas na paisagem que o filme encanta, o tratamento poético dado aos acontecimentos também é um ponto alto. Isso pode ser visto na forma que Medem apresenta a lua e o sol como testemunhas do destino dos personagens e, por conseqüência, da vida de cada um de nós. "Lorenzo", que quer dizer "sol" descobre, seis anos depois, que uma aventura sexual, ocorrida em seu aniversário, numa noite de lua cheia na ilha paradisíaca, resultou em um bebê: trata-se de "Luna", que quer dizer "lua". E é dessa junção do sol com a lua e do encontro breve dos dois que o destino se encarrega de produzir uma tragédia, ou, como o próprio Lorenzo afirma: "quando o sol encontra a lua, o mar fica revolto e coisas inimagináveis podem acontecer". Até mesmo na cena em que Lucia se apresenta a Lorenzo, Medem foge dos padrões e clichês hollywoodianos (o que agrada muito!!!). Na referida cena, Lucia afirma categoricamente que, apesar de Lorenzo nunca tê-la visto antes, ela o segue há dias, sabe onde ele mora, já leu seu primeiro livro e está completamente apaixonada por ele. Rápida e objetiva! A surpresa de Lorenzo é do tamanho da surpresa que sentimos em frente à tela devida à tamanha "desenvoltura". Desenvoltura essa que, de en pasant, qualquer mulher já teve vontade de possuir. No entanto, mais surpreendente ainda é a reação de Lorenzo, que acaba levando-a para sair, beber e para dormir na casa dele na mesma noite, a partir da qual passam a morarem juntos. Assim como a relação de Lucia e Lorenzo, todos os laços afetivos de "Lucia e o sexo" são rapidamente atados, e de forma bem intensa. É como se a efemeridade da vida contemporânea estivesse retratada nas relações humanas. E, realmente, muitas dessas questões atuais transitam dentro do filme. É o que se evidencia com a noção - lançada por Medem nas entrelinhas - de que, atualmente, fazemos parte de um tipo de vida antes só imaginado como uma espécie de ficção. Por isso, enquanto a história do filme se desenrola nesse espectro circular, podemos ter a nítida sensação de que assistimos apenas a uma encenação do romance que Lorenzo escreve, ou seja, que nada daquilo é real na vida de Lorenzo e Lucia. E essa sensação vai tomando conta à medida que a trama se adianta: nas narrações de Lorenzo e na confusão que ele mesmo acaba fazendo entre ficção e realidade. No entanto, talvez a mais importante - e recorrente - análise contemporânea tratada na película, seja a que tange o aspecto sexual. No sexo, a efemeridade se pronuncia ainda mais. A forma como, no filme (e na vida?), o sexo rege ações e se auto-justifica pode ser exemplificado quando Lucia afirma: "No fim das contas, quem acaba mesmo fazendo as escolhas na vida são as 'entranhas', o sexo". Uma coisa é certa: se na vida o destino é um agente impossível de se interceptar e promove encontros e desencontros tão precisos, como os observados em "Lucia e o sexo, seria realmente providencial podermos cair num buraco, ao final de tudo, e recontar nossa história, tentando dar um novo rumo a ela. Se isso fosse possível, talvez Lucia e Lorenzo - ou até nós mesmos - repetissem a mesma jornada, mas ao menos, poderiam se tornar cúmplices desse destino inexorável. Talvez assim, "à la Medem", a tarefa de escrever a história de nossas vidas fosse menos limitada e mais poética.
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Beth Silvaa
06/01/2001
nota:Rate010
Filme magnífico. Trama bem construída, ótimos atores, bela direção e fotografia. Mas não foi por isso que gostei. Lucia e o sexo é, antes de tudo um filme sobre o amor que fala sobre o tema de forma eficiente. Toca o coração e isso faz com que valha a pena assisti-lo.
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Renataa
07/01/2001
nota:Rate010
Filme envolvente, surreal, sexy e acima de tudo com um belo roteiro e fotografia. Fiquei presa ao filme do início ao fim, e o que mais achei interessante foi a forma com que o autor deixa que o telespectador ache que sabe o que vai acontecer nos próximos minutos, mostrando que estamos pensando pelo lado errado. Eu recomendo! Filme nota 10.
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Cristiano Ricci
08/01/2001
nota:Rate010
Filme fantástico, com belas paisagens e uma história envolvente, não consegui piscar diante do filme. Uma trama muito bem feita. Vale a pena ver!
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Cristina Correa Araújoa
09/01/2001
nota:Rate06
Acho que cenas de sexo dao uma certa apimentada na historia, mas nesse filme acho que passou do ponto, tem vezes que a gente ate esquece um pouco da historia e o filme se alonga demais e se torna cansativo.
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Marianaa
10/01/2001
nota:Rate010
Além de exibir uma fotografia linda, o filme mergulha pelos mares e encantos da espenha, com seu ar mediterrâneo e, acima de tudo, nao trata o sexo como simples vouyeurismo, mas sim com o sentimento: amor.
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Júlia Amandaa
11/01/2001
nota:Rate010
Um roteiro poético,talvez um pouco "viajado",mas ainda assim belo,cujos personagens são poeticos e a estética visual,a mais poética de todas.Obviamente,tem algumas influencias dos filmes do Almdovar (ou talvez seja comum na cultura espanhola,não sei muito sobre esta) como o inscesto,homossexualismo e como em grande parte dos filmes espanhois : sexo explicito e sem culpa. Só que este ultimo,também é poético! uma visão delicada sobre o "sexo selvagem com uma desconhecida/sexo com uma conhecida selvagem." amores possiveis,amores impossiveis,amores proibidos,amores com sexo,amores apenas pelo sexo,amores. O filme é incrivel,tanto a história quanto a estetica.Julio Medem é maravilhoso!
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Sirley Vieiraa
12/01/2001
nota:Rate08
É um filme muito envolvente, apesar de em alguns momentos se confusso, acredito que faça parte da atmosfera que envolve a temática que o fuome trata, relações humanas, conflitos, descobertas, prazer e outras coisas do sentimento humano. Um filme delicioso, com atuações maravilhosas e a atriz principal além de talentosa é linda, vale assistir e reassistir!
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Luís
13/01/2001
nota:Rate08
Se você for provinciano, não assista. Se gostar de cinema, de poesia, e da vida, não perca. O olhar "estreito" pode transparecer um filme vulgar, ma não é. Ao contrário, é a vida por um prisma ao mesmo tempo real e poético. Lindo!
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Jade Maciel
07/01/2010

Maravilhoso, poético, erótico, lindo. Adorei e recomendo!


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