Maria Rafaela Marinho (e-mail),
Leitora do Adoro Cinema - Nota 5:
"O
filme se passa durante o reinado de Luis XV, em uma província rural da
França. As pessoas dessa província, geralmente mulheres e crianças,
estão sendo atacadas de forma brutal por uma criatura desconhecida, que
todos passam a chamar de "a besta". O terror é completo, e
para acabar com a terrível criatura, o rei decide enviar a província
o biólogo Gregóire de Fronsac (Samuel Le Bihan).
O filme é um pouco estranho,
diferente, como o próprio diretor o entitulou ("uma produção
inovadora"), e é uma verdadeira miscelânia... com cenas de
lutas em câmera lenta que mais parecem orientais, um índio que
entende e é entendido por lobos, homens e mulheres em seus figurinos
próprios do século XVIII, uma criatura (a besta) que deixa muito
a desejar, um mistério envolvendo a Igreja, o Rei, a nobreza, com direito
a incesto, prostituição... ficou confuso?? Pois é, é
exatamente com essa sensação que se sai do filme.
O começo é muito bom,
as cenas de luta em câmera lenta no início impressionam, mas depois
"cansam". Porém, chega um momento em que o filme se torna confuso,
e a expectativa que se cria em relação à criatura (que
só aparece depois de mais de uma hora de filme), é totalmente
frustrada com sua visão...
O final do filme é péssimo...
a explicação para os ataques da besta é totalmente sem
nexo!! Não convence nem um pouco... o filme perde muito no fim, onde
os acontecimentos são simplesmente "jogados", sem haver uma
ligação entre eles. Mortos que ressucitam, irmão que se
errado
declara apaixonado pela irmã... e o pior, a besta, segundo o filme, "é
um animal estranho trazido da África e treinado para ser cada vez mais
mortal". Essa é a única explicação para um
monstro em uma "armadura" com mandíbulas enormes que ataca
mulheres e crianças indefesas... outra coisa que, a meu ver, deixou a
desejar!
BORDER="0" SCROLLING="no" FRAMEBORDER="0">
No entanto, o filme tem seus aspectos
positivos: tem um visual exuberante, e reconstrói a França do
século XVIII com detalhes magníficos e a fotografia é maravilhosa...
talvez o diretor Christophe Gans tenha inovado demais, e o resultado não
agradou."