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Considerado um marco do neo-realismo no cinema italiano, "Ladrões de Bicicleta" (1948), ainda hoje, consegue emocionar o grande público através da sua forte carga dramática, expressando de maneira verdadeira e singular a triste realidade que abatia a Itália arrasada após a Segunda Guerra Mundial, valendo-se da simplicidade e da poética, como instrumentos básicos para amenizar tal acontecimento. O diretor Vittorio de Sica (1902-1974), também grande ator do cinema italiano, foi o responsável por essa verdadeira obra prima, construÃda com pouca disponibilidade de recursos, tendo em vista a situação calamitosa pela qual a Itália passava, e mesmo assim conseguindo transmitir, com uma poesia singular, a trajetória frustrada de uma famÃlia italiana, tentando sobreviver sobre os escombros da Segunda Guerra. A miséria daquele perÃodo pode ser observada no próprio elenco do filme, composto na sua maioria de amadores e desempregados, mas sabiamente explorado pelo diretor De Sica, conseguindo extrair dele o máximo da sua dramaticidade, resultando numa história de profunda emoção. O filme nos mostra o dilema de Antonio Ricci (Lamberto Maggiorani – 1910-1983), que para tentar manter o seu recente emprego, coloca em risco a sua moral, perante a sociedade e principalmente, perante a seu filho Bruno (Enzo Staiolla – 1939). A forte carga dramática e o final frustrante, não tiram a beleza deste filme, que arrebatou o Oscar de melhor filme de lÃngua não inglesa em 1949. |
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O filme é fantástico, comovente, trágico porém denunciador por mostrar uma Itália do pós-guerra ainda perdida. Vittorio de Sica acertou em cheio, com cenas marcantes Ladrões de Bicicletas pode sem dúvida entrar nos cânones do Neo-Realismo Italiano. |
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Há uma evidente (quase gritante) volúpia com que os neo-realistas italianos filmavam em locações naturais - as chamadas externas. Nos neo-realistas italianos filmar em externas soava quase como uma descoberta. Era então por isso que os filmes desse movimento soam tão atraentes? Não tenho dúvida que sim. Seja em ambientes inóspitos, mais pobres e naturais, descampados, seja pelas ruas de uma grande metrópole como Roma ou Milão, bastava um bom neo-realista apontar sua câmera para nos oferecer imagens pulsantes na sua simplicidade. A declarada tentativa de se aproximar o máximo possÃvel da realidade italiana daquele momento (perÃodo pós Segunda Guerra) felizmente se converteu apenas num ótimo pano de fundo, pois do contrário talvez tivéssemos filmes amarrados em estruturas semi-documentais ou algo que o valha. Pois o que interessava de fato aos neo-realistas italianos era acima de tudo contar uma boa história. E da melhor maneira possÃvel, cinematograficamente falando. Nesse "Ladrões de bicicleta" temos possivelmente a sÃntese da ideologia do movimento (ao lado dos famosos "Roma - cidade aberta" e "A terra treme"): longas cenas externas, retrato social preciso, atores amadores para realçar o realismo, e, por fim, o que mais interessava: uma história irresistivelmente agridoce, terna e lacrimejante a um tempo. Isso sem contar que De Sica realmente é um dos mestres da história do cinema. A memorável seqüência final, quando o protagonista luta consigo mesmo para evitar o condenável ato e depois quando, perdendo a luta , pratica-o, e todo o desenrolar da cena, certamente é um dos momentos mais fortes do cinema de todos os tempos! |
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É impossível não se emocionar com as situações constrangedoras que o pai e seu filho pequeno passam durante a procura pela bicicleta roubada. Simplesmente meu filme nº 1 |
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A obra prima do cinema neo-realista italiano, uma obra de grande sensibilidade, feita por um diretor excepcional e que conhecia o assunto com profundidade. As injusticas nas sociedades oprimidas vista de forma crua, como uma ferida que incomoda e nao cicatriza. A luta de um homem pela propria sobrevivencia e a da familia, buscando amenizar as agruras provocadas pela insanidade do periodo pos segunda grande guerra. |
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Um dos mais belos filmes que já assisti! A cena em que o pai bate no rosto do filho é de uma carga emocional incomparável! O filme traduz de maneira magistral o desespero humano diante da incerteza das coisas do mundo dos homens. Se tudo o mais produzido pelo Cinema não valesse à pena, por este filme a Sétima Arte já se justificaria. |
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