Diogo Molina Góes (e-mail),
Leitor do Adoro Cinema - Nota 6:
"Eu
particularmente não sou fã do diretor Chris Columbus (' Esqueceram
de Mim'') e não o considero um cineasta importante na história
do cinema e sim um qualquer. Portanto, depois do sucesso comercial de "Esqueceram
de Mim", que é totalmente devido ao garoto Macaulay Culkin, que
chegou a afirmar que nunca viu a cor do dinheiro pelos filmes que participou,
mas a questão não é essa. Sei que Chris segue a linha de
Steven Spielberg (tenta imitá-lo) e até agora nem ao menos realizou
uma obra-prima. Já com '' Lado a Lado'' Chris, mesmo sendo um diretor
convencional, chega a receber elogios. Parece que começou a crescer e
tratar as coisas de um modo mais sério.
O elenco é de grande porte.
Susan Sarandon, Julia Roberts e Ed Harris. A narrativa como sempre envolve a
família (tema favorito do diretor), mas mesmo para pessoas como eu que
não gostam de Chris irão gostar do filme, feito especialmente
para os fãs do gênero ''drama''.
A história às vezes
chega a confundir o espectador. Um tema do dia-a-dia passado rapidamente para
o cinema sem nenhum esforço. A história fala sobre uma mulher
(Susan Sarandon) que mesmo após se divorciar de seu marido (Ed Harris),
ambos mantém relações profundas entre si e os filhos naturalmente
entram no meio de tudo isso. Mesmo Eddie estando namorando uma fotógrafa
(Julia Roberts), uma mulher independente que pretende se casar e constituir
família, a ex ainda mantém esperanças. A filha mais velha
do casal não vai com a cara da madrasta, enquanto seu irmão menor
a respeita. O interessante da fita é que aborda o que acontece na vida
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real, a mãe colocando os filhos contra a madrasta, tanto é que
a mãe interpretada por Susan Sarandon descobre que sofre de uma doença
séria e imagina para quem ela vai pedir ajuda. É aquele velho
ditado ''não critique o outro pois um dia você vai precisar deste''.
O elenco está muito bem colocado,
Julia com o melhor desempenho, Ed e Susan também estão excelentes.
Com direção competente de Chris, ótima trilha de Jonh Willians,
filme emocionante com excelente roteiro de Steven Rogers e fotografia de Donald
McAlpine. Uma fita excelente, mas que demonstra como seu diretor não
possui identidade própria. Vou insistir que ele tenta imitar Spielberg.
Bom filme para ver e depois ser esquecido, está longe de ser obra-prima.
Boa diversão."