Kamchatka

Kamchatka 2010-05-22 Francisco

Título original: (Kamchatka)

Lançamento: 2002 (Argentina)

Direção: Marcelo Piñeyro

Atores: Ricardo Darín, Cecilia Roth, Héctor Alterio, Fernanda Mistral.

Duração: 105 min

Gênero: Policial

Status: Arquivado

5           10 6 5

(6 votos)

                   

Sinopse

Harry (Matías Del Pozo) tem 10 anos e tem uma vida normal para qualquer criança de sua idade na década de 70. Porém, quando seus pais começam a ser perseguidos pela ditadura argentina ele e sua família são obrigados a largar todos os seus bens e fugir para uma fazenda.

 

Elenco

Ricardo Darín

(Papai)

  • Cecilia Roth (Mamãe)
  • Héctor Alterio (Avô)
  • Fernanda Mistral (Avó)
  • Tomás Fonzi (Lucas)
  • Mónica Scapparone (Mamãe Bertuccio)
  • Milton De La Canal (El Enano)
  • Matías Del Pozo (Harry)
  • Leticia Brédice (Professora)

Comentários

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Daniella Andrade Eguchia em 07/01/2002Nota: 4     

Ontem assisti um filme lindo. Kamchatka (2002), um filme argentino que conta a história de uma família na década de 70 que foge da ditadura militar, visto pelos doces olhos de uma criança. Puxa vida, me comovi bastante com o filme. Metáforas, sensibilidade, bom-humor... mas no fundo é uma história trágica de lembranças de uma infância aterrorizada pela realidade política. Eu fiquei profundamente apaixonada pelo protagonista do filme, o filho mais velho Harry (Matias Del Pozo), aliás, eu sou extremamente apaixonada por filmes com crianças e adolescentes como protagonistasl. Acho tão lindo ver crianças atuando.

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Sinara Alves em 02/01/2002Nota: 4     

É um filme muito sensível e simples .Consegue mostrar a relação de uma família que atravessa um tempo difícil e como eles fazem para contornar esta situação,principalmete tendo crianças envolvidas.Mostra também todo o amor da mãe e do pai por seus filhos,deixando-nos no final do filme com um nó na garganta principalmente pela dificil decisão tomada pelo casal. Vale a pena conferir.

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Francisco Russo em 04/01/2002Nota: 4     

Muito bom filme. O mais interessante em "Kamchatka" é o modo leve como o diretor tratou um tema extremamente pesado, a perseguição política decorrente da ditadura militar na Argentina, sem relegar sua importância. A perseguição política está presente em todos os minutos do filme, os próprios personagens a sentem e vivem em constante tensão por causa dela, mas a opção em contar a história através do olhar de uma criança fez com que tal assunto fosse amainado e temas como amizade e a própria família ganhassem maior importância. Em certo momento "Kamchatka" consegue até fazer com que o público esqueça que aquela família na tela está fugindo da ditadura, graças à vida "normal" que conseguem levar durante certo período e à própria união que os integrantes da família demonstram entre si. O filme também é premiado com boas atuações de todo o elenco, com destaque especial para o jovem Matías Del Pozo. Ricardo Darín e Cecilia Roth, nomes mais conhecidos do elenco, estão bem e convencem como os pais preocupados com o bem-estar da família e, ao mesmo tempo, com o futuro político de seu país. Um belo filme, que demonstra sensibilidade ao tocar numa grande ferida da história argentina para, ao mesmo tempo, chocar e divertir o público."

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Cléber Victor Franceschi em 03/01/2002Nota: 4.5     

Um filme simples, mas muito sensivel... toca na ferida do estado de terror que se instalou na Argentina e ao mesmo tempo mostra a mudança que isso traz para um garoto de 10 anos e sua família. Vale a pena conferir como o cinema Argentino está fazendo uma auto critica do país nos últimos anos de forma muito boa com uma cinema de excelente qualidade."

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Natáliaa em 06/01/2002Nota: 5     

Definitivamente o melhor filme que já assisti em toda a minha vida! As interpretações de Cecilia Roth e Ricardo Darin estão perfeitas, como já era de se esperar, mas o que mais surpreende são os dois garotinhos e Tomas Fonzi, que além de tudo, esbanja um charme inigualável como o adolescente fugitivo e misterioso. A sensibilidade do filme toca tão profundamente que, de fato, você se sente totalmente envolvido com os dilemas de um garoto que se torna muito forte devido aos eventos, mas não chega a, se quer, tocar o lado de "garoto-prodígio-perfeito" que dá lição de moral em adultos. O carisma de todos os personagens alcançaram simplesmente a perfeição. A trilha sonora é encantadora e embala muito bem os laços e conflitos de uma familia feliz pela mais pura definição. Vale a pena assistir, assistir de novo, se possível, uma vez por dia ou mais. Enfim, o filme mais belo já feito, que comprova que a Argentina é a mais nova potencia cinematográfica!

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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 05/01/2002Nota: 4.5     

Lembram-se do jogo "war"? Aquele que você tem de conquistar continentes para ser vencedor? Na sua versão argentina, ele conta com um território que o jogo brasileiro não possui. Seu nome é Kamkatcha, localizada na Ásia. O personagem principal, Harry (Matías del Pozo), um garoto de 10 anos de idade, costumava jogar "war" com o seu pai. E na única oportunidade que poderia conquistar todo o mundo, o pai (Ricardo Darin) resistiu no único território que possuía: Kamkatcha. O filme tem como mote a resistência. No caso, o combate ao regime militar argentino na década de 70. A família de Harry tem de se refugiar das garras da ditadura militar. Passam a ocupar uma casa no interior, afastada de Buenos Aires. A narrativa ocorre sob a ótica do menino. Nós só sabemos da situação política indiretamente. Não estamos diante de um filme que aborda a história oficial, parodiando o título que deu o Oscar de melhor filme estrangeiro para a Argentina, em 1986. Por mais paradoxal que possa parecer, o fato de conviver com a família por 24 horas por dia, isolados de todos os eventos sociais, fez com que Harry desfrutasse desse período. Aqueles pais - a mãe é interpretada pela excelente atriz Cecilia Roth - que presumivelmente passavam boa parte do tempo se dedicando ao movimento político esquerdista, deixando os seus dois filhos com amigos, começaram a conviver de forma interrupta. Ao olhar a família de Harry, esquecendo-se do período histórico em que ela vivia, tudo faz lembrar um "lar" como outro qualquer. Tudo parece mágico para Harry. Por sinal, o menino acha um livro sobre a vida do mágico, melhor dizendo, escapista, Houdini, que ele saboreia. A maior de todas as mágicas seria que aqueles dias no interior da Argentina fossem intermináveis. Nem Houdini conseguiria tal proeza.

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