K-19: The Widowmaker

K-19: The Widowmaker 2010-05-22 Francisco

Título original: (K-19: The Widowmaker)

Lançamento: 2002 (EUA)

Direção: Kathryn Bigelow

Atores: Harrison Ford, Liam Neeson, Sam Spruell, Peter Stebbins.

Duração: 140 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 7 5

(7 votos)

                   

Sinopse

Em 1961, Alexi Vostrikov (Harrison Ford) precisa comandar a equipe do submarino K-19 em uma delicada operação nuclear, causada pelo fato do sistema de refrigeração do próprio K-19 ter deixado de funcionar repentinamente. Sem condições de se comunicar com outras embarcações russas, já que o rádio deixara de funcionar, Vostrikov e o capitão Mikhail Polenin (Liam Neeson) precisam deixar suas diferenças de lado para salvar a tripulação do submarino e, ao mesmo tempo, evitar que um desastre nuclear aconteça e possa causar a 3ª Guerra Mundial.

 

Notícias Relacionadas

Elenco

Harrison Ford

(Capitão Alexei Vostrikov)

Liam Neeson

(Capitão Mikhail Polenin)

  • Sam Spruell (Dimitri Nevsky)
  • Peter Stebbins (Kuryshev)
  • Christian Camargo (Pavel Loktev)
  • Roman Podora (Lapinsh)
  • Sam Redford (Vasily Mishin)
  • Steve Nicolson (Yuri Demichev)
  • Ravil Issyanov (Igor Suslov)

Comentários

Nome do Usuario

Renato Rosatti em 02/01/2002Nota: 4     

Após o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, a humanidade continuou enfrentando um período de muita turbulência política entre as principais nações do planeta com o surgimento da chamada “Guerra Fria”, um conflito indireto principalmente entre as potências Estados Unidos e a antiga União Soviética, tendo como consequência uma constante ameaça de um confronto com armas nucleares que levaria certamente a uma Terceira Guerra Mundial e ao fim do mundo, já que em 1961 a URSS tinha um arsenal nuclear capaz de destruir o planeta duas vezes e os EUA possuíam bombas atômicas para dizimar a Terra dez vezes, e ambos continuavam a aumentar suas capacidades bélicas. Com o passar dos anos e a derrubada da república soviética em 1989, essa ameaça perdeu um pouco de intensidade com um acordo de desarmamento nuclear, embora continue assombrando a humanidade com o crescimento do terrorismo mundial. O cinema procurou explorar também a temática da Guerra Fria em vários filmes interes! santes destacando uma paródia de 1964, “Dr. Fantástico”, dirigida por Stanley Kubrick e com Peter Sellers e um filme catástrofe de 1983, “O Dia Seguinte”, de Nicholas Meyer. E agora foi produzido mais um filme retratando esse período conturbado da relação entre os países poderosos nos anos 60, “K-19: The Widowmaker”, que estreou nos cinemas brasileiros em 30/08/02. Dirigido por Kathryn Bigelow e com elenco principal formado por atores experientes como Harrison Ford e Liam Neeson, a história é um thriller de conspiração de guerra baseada em fatos reais, envolvendo um acidente com o submarino nuclear russo “K-19” em 1961 que poderia ter causado um conflito internacional de grandes proporções culminando até com uma guerra atômica. Esse acontecimento real foi ocultado por vinte e oito anos pelos russos, cujos marinheiros envolvidos na operação foram afastados de suas funções e proibidos de revelar a história, até que finalmente os fa! tos vieram à tona após o fim da União Soviética. Com uma caprichada produção de US$ 80 milhões de dólares, o filme não foi bem nas bilheterias americanas, fato facilmente explicado pelo roteiro contar a versão do incidente pela visão dos russos e exaltando o heroísmo desses marinheiros, não tendo personagens americanos na história. Em “K-19: The Widowmaker”, o Capitão Alexei Vostrikov (Harrison Ford) assume o posto de comandante que era do Capitão Mikhail Polenin (Liam Neeson), com este passando a ser seu primeiro imediato, e juntos dirigem a tripulação de um submarino nuclear que ainda está em fase final de desenvolvimento. Tanto que a poderosa embarcação foi apelidada de “fazedor de viúvas” (daí o nome original do filme), pois antes mesmo de sair do porto dez homens envolvidos no projeto haviam morrido em acidentes, sem contar outros sete que morreram à bordo e mais vinte que faleceram depois devido a exposição à radiação. O objetivo de Vostrikov é o ! de treinar os marinheiros em situações de forte tensão testando suas resistências e reações sob grande pressão psicológica. Para isso, eles embarcam numa viagem para um exercício de teste que resulta com o disparo de um míssil bem sucedido. Após essa manobra arriscada, ele recebe outra missão militar e parte com o submarino para rastrear o território americano. Uma vez estacionado na costa dos Estados Unidos, próximo a uma base da OTAN entre Washington e New York, ocorre um problema técnico no reator principal causando um aumento exagerado da temperatura e permitindo a perigosa possibilidade de explosão dos mísseis nucleares à bordo, o que consequentemente daria início a uma fatal guerra atômica, pois explodiria também um destroyer americano que estava próximo ao submarino monitorando suas ações. Sem comunicação com a base russa em Moscou, o capitão Vostrikov e sua tripulação passam então a enfrentar o acidente de extrema gravidade tentando reparar a falha com um grande vazame! nto de radiação, e evitar uma guerra. Filmes com submarinos são sempre interessantes com belas cenas aquáticas e momentos de tensão em missões militares, como por exemplo em “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1990) com Sean Connery, Alec Baldwin, Scott Glenn, Sam Neill e James Earl Jones, e “U-571 – A Batalha no Atlântico” (2000) com Matthew McConaughey, Bill Paxton, Harvey Keitel e Jon Bon Jovi. Em “K-19” encontramos características similares com cenas submarinas muito bem produzidas, atores renomados como Harrison Ford (que também foi produtor executivo) e Liam Neeson, e uma trama de suspense e tensão envolvendo um acidente militar real que poderia ter mudado o rumo da história da humanidade. O filme procura explorar as ações heróicas dos tripulantes russos do K-19, indo contra os padrões de Hollywood que prefere sempre colocar os americanos como os melhores do mundo. Aliás, “K-19: The Widowmaker” passa uma mensagem em que o! heroísmo russo não foi pelo Estado, que na verdade nem autorizou o resgate dos sobreviventes do submarino acidentado por outro de mesma bandeira, e sim foi por eles mesmos como uma família que tenta sobreviver num momento de caos. Após a exibição do filme, que tem qualidades e desperta grande interesse numa trama de conspiração governamental, duas questões importantes poderiam ser levantadas. Primeiro, que a guerra é irracional, mesmo quando não declarada e em atividade, pois as ações militares de demonstração de poder das nações para intimidar seus inimigos são tão absurdas quanto a guerra efetiva, tanto que um acidente nuclear quase põe fim à humanidade. Em segundo, é interessante analisar a possibilidade de outros eventos similares a este acidente real com o K-19, de estarem ainda ocultos até hoje. Ou que estão acontecendo nesse momento, colocando em risco o planeta. Pois sabemos da existência de conspirações governamentais (algo como a série de TV “Arquivo X” ! tanto explorou em suas histórias), cujas ações secretas procuram esconder a verdade da opinião pública. De qualquer forma, filmes como o “K-19: The Widowmaker” são importantes por retratar um pedaço de nossa história revelando a verdade e a gravidade de um acidente nuclear que para nossa sorte foi reparado, e talvez por servir de alerta para a humanidade refletir sobre suas ações bélicas atuais e futuras...."

Nome do Usuario

Marcelo Simões em 06/01/2002Nota: 5     

Apesar de ser uum filme de entretenimento, na qual se tem a ótica americana sobre o tema já mais que explorado, que é a vida na ex-URSS, o filme aborda de maneira diferente e indagadora, claro que para os mais atentos. A paradoxos entre os personagens, assim como esteriótipos americanizados quanto aos russos, como no caso do operador de reator bêbado de vodka, porém, já no campo da ética, o personagem de Ford vive um dilema, que apesar de "batido" para muitos, é o que segura trama (afinal, o que é o batido? Arroz e feijão é a coisa mais batida do mundo, mas vivemos sem ele?): o dever e patriotismo versus a humanidade e a necessidade. Mostra também um lado bem humano, onde se é visível a frustração dos personagens já nas cenas finais, que se passam na época da queda do muro de Berlin, onde se é visível o ar de "tanto sacrificio para nada" por parte dos personagens, que se conscientizam de serem, apenas, herópis de um tempo que se acabou, o que pega em cheio a veia mais do que latente do velho orgulho soviético e do orgulho patriótico de um povo que como se sabe, tem orgulhos de seus grandes feitos. O filme, apesar de fictício, retrata um periodo de nossa História recente na qual, impressionantemente, as gerações mais novas desconhecem. Vale a pena.

Nome do Usuario

Fernanda Xavier Nagimaa em 05/01/2002Nota: 4.5     

Uma otima historia!!! A historia passa dentro de um submarino ,que como sempre acontecem muitos problemas dentro dele ,da ate um nervoso vendo os marinheiros nao conseguindo resolver os problemas. Nossa prende seu folego do começo ao fim!

Nome do Usuario

Argus Cordlier de Souza em 04/01/2002Nota: 3.5     

Um fato interessante neste filme e que ao inves de mostrar o patriotismo americano eles mostram o patriotismo russo alem disso o filme tem boas fotografias. Ja vi melhores atuacoes de Liam Neeson e Harrison Ford. Para mim, como na maioria das fezes um filme com fatos historicos é sempre bem interessante. Não é o tipo de filme para correr para o cinema.

Nome do Usuario

Maurício Todeschini em 07/01/2002Nota: 3.5     

O filme é bom, apesar de ser um pouco cansativo. Mas ao menos passa uma mensagem positiva: que todos erramos e nunca é tarde demais para voltar atrás. Está longe de ser ótimo, e longe de estar entre os melhores feitos por Ford.

publicidade
publicidade

Últimos Comentários

  • Dragão Vermelho

    Muito bom! O maiss curioso deste filme foi a escolha de um diretor até então especialista ...

    por Fernando Schiavi Leite, 14/02/2012 às 00:25

  • Zodíaco

    Esse filme é simplesmente uma obra-prima do David Fincher, genial. Não me deu sono, não a...

    por carlos_alberto_09, 14/02/2012 às 00:22

  • Gigantes de Aço

    História original e ao mesmo tempo previsível, entretanto eu adorei o filme, fiquei torcen...

    por B.Boy Jc, 14/02/2012 às 00:18

  • O Artista

    Esses não eram exatamente os motivos de fazerem filmes preto e branco. Muitos diretores opt...

    por andreluizgf, 14/02/2012 às 00:11