Título original: (Justiça)
Lançamento: 2004 (Brasil)
Direção: Maria Augusta Ramos
Atores: Carlos Eduardo, Elma Lusitano, Alan Wagner, Geraldo Luiz Mascarenhas Prado.
Duração: 100 min
Gênero: Documentário
Status: Arquivado
O cotidiano de um Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, incluindo as pessoas que ali trabalham diariamente, como promotores, defensores públicos e juízes, e ainda pessoas que estão apenas de passagem, como os réus.
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Fabiano Martins em 05/01/2004Nota: 4.5
GOSTEI MUITO AO ASSISTIR AO LADO DE MEUS COLEGAS DE FACULDADE PERCEBI QUE ELES NÃO ACREDITAVAM NO QUE ASSISTIAM, ELES NÃO TINHAM NOÇÃO DA REALIDADE DE UMA CADEIA E SE AQUILO REALMENTE ACONTECE. EU COMO POLÍCIAL AQUI NO PARANÁ JÁ TIVE O PREVILÉGIO DE PRESENCIAR AQUELAS E SEI DO GRAÚ DE VERDADE DO DOCUMENTARIO GOSTARIA DE RECEBER INFORMAÇÕES DE ONDE PODERIA ADQUIRIR UM EXEMPLAR EM VÍDEO PARA SUGERIR QUE TIVESSEMOS NA BIBLIOTECA DA FACULDADE PARA ESTUDANTES DO CURSO DE DIREITO SE LIGAREM AS REALIDADE DO DIREITO BRASILEIRO. CONTUDO ESTE FILME ME TORNOU UM POUQUINHO MAIS HUMANO SE ASSIM POSSO DIZER.
Fernando J.C. Souza em 07/01/2004Nota: 4
Uma visão contemporânea do fascismo italiano, recepcionado e codificado no regime ditatorial getulista aplicado em nosso sistema penal processual. Um retrato claro da exclusão sócio-econômico-racial, um incentivo ao revanche e à vingança dos oprimidos contra os opressores.
Elizeu Cendron Carvalho em 06/01/2004Nota: 5
Este documentário não possui efeitos especiais, não tem dublês, não há montagens e nem tampouco um cenário especial. Ele é a realidade nua e crua do sistema jurídico brasileiro. Todos os personagens são pessoas reais, vivendo situações reais em um ambiente real. Quem assistir vai levar um belo susto - num bom sentido. Esse filme desperta todos os espectadores para a cruel vida real. Meus parabéns à diretora Maria Augusta Ramos por mais este clássico do cinema brasileiro!
Marcílio Soares em 08/01/2004Nota: 4
O filme mostra o dia-a-dia de um tribunal do Rio de Janeiro, onde é presenciado algumas audiências de personagens que nos leva a pensar que é ficçao. Também Permitir uma reflexão sobre o que está sendo julgado, as dificuldade que os nossos juizes encontram em seu contidiano.Acompanha a rotina de juizes e um professor de direito. Deixa claro que o problema não está em nossos profissionais nem nos condenados. mas, sim em um estrutura social. Justiça é um documentário fundamental para se entender um pouco como funciona o sistema judicial brasileiro. Revela-nos tudo que raramente não é apresentado nas televisões e nos cinemas, a realidade em um fórum e seus julgamentos, corredores de uma prisao, pessoas tentando se defenderem. E ainda pessoas que estão apenas de passagem, como os réus.
Thiago Chagas Paciência em 03/01/2004Nota: 4.5
Maria Augusta Ramos foi excepcional na sua visão documental sobre a realidade do sistema judiciário brasileiro, o documentário é o espelho de uma sociedade juridicamente exaustiva , perdulária e fragilizada, é uma denúncia mais autêntica que qualquer programa jornalístico do gênero policial ou judiciário. Maria conseguiu mostrar o limbo social que existe entre os que tem família e os que estão marginalizados de qualquer assistência do Estado, porque apesar de um cidadão pobre ter direito a um defensor público , esse direito é muito irrisório em relação ao poder aquisitvo que é um peso relevante na balança judiciária dessa terra de bananais chamada Brasil!!!!Só acho que ela poderia não só ter retratado a realidade dos pobres criminosos mas ter colocado também no filme os casos dos "filhinhos de papai" que cometem delitos graves e possuem várias regalias no Brasil. Parabéns Maria Augusta Ramos , Muita saúde e sucesso , o cinema brasileiro precisa de fermanto cultural e você é um desses fermentos.
José Guilherme da S. Nascimento Jr. em 09/01/2004Nota: 4.5
É possível notar que grande parte dos indivíduos processados, é oriunda de uma classe menos favorecida, onde seus integrantes por não terem as ofertas ou oportunidades educacionais ou ainda empregatícias, que deveriam ser proporcionadas pelo Estado, acabam ingressando na delinqüência, com a grande ilusão de um dia conquistarem status e poder, porém ao serem flagrados durante o cometimento de crimes, são presos, recolhidos em um sistema carcerário sem a menor condição de propiciar sua reabilitação, já que não existe qualquer processo de diferenciação de delito potencial, o que acaba ocasionando num agravamento dessas personalidades criminosas, que ao manterem contato com indivíduos que habitam o sub-mundo do crime há mais tempo, tendem a se contaminarem, isto é, pessoas que pela primeira vez, realizaram atitudes desviantes, são colocadas nas mesmas carceragens de indivíduos da mais alta periculosidade, o que demonstra um eminente erro por parte das autoridades competentes que nao procedem a combater tal realidade, evidenciando-se desta forma no descaso do Estado, que deveria sanar esta problemática. É importante ressaltar que a superlotação carcerária também é um fator contribuinte no processo de agravamento de personalidades criminosas, pois isto vem gerando revoltas e motins dentro das cadeias.Observamos que a notória ausência de políticas publicas, estratégias, planejamentos, programas educativos e profissionalizantes, entre outros; que deveriam ser implantados pelo Estado, acabam incidindo na decadência do sistema prisional, que possui as funções de punir e excluir da sociedade, mas principalmente de recuperar o infrator, o que obviamente não ocorre, suscitando desta forma num maior prejuízo para o poder publico, que tem nas prisões, um sistema consumidor de verbas publicas, e que está servindo certamente de faculdade para o aperfeiçoamento de praticas ilícitas.
O Filme é bom! Muito emocionante. Recomendo.
por Victor Tavares Alves, 14/02/2012 às 06:44
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