Título original: (Prendimi L'Anima)
Lançamento: 2003 (França)
Direção: Roberto Faenza
Atores: Iain Glen, Emilia Fox, Caroline Ducey, Craig Ferguson.
Duração: 89 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Em 1905 Sabina (Emilia Fox), uma jovem russa de 19 anos que sofre de histeria, recebe tratamento em um hospital psiquiátrico de Zurique, na Suíça. Seu médico, o jovem Carl Gustav Jung (Iain Glen), aproveita o caso para aplicar pela primeira vez as teorias do mestre Sigmund Freud. A cura de Sabina vem acompanhada de um relacionamento amoroso com Jung. Após alguns anos ela volta à Rússia, tornando-se também psicanalista e montando a primeira creche que usa noções de psicanálise para crianças. Década após sua morte, ela tem sua trajetória resgatada por dois pesquisadores.
roberto mauro zebral da silva em 20/04/2011
O cineasta Roberto Faenza não é um dos mais conhecidos, mas ele conseguiu fazer um grande filme. Trata-se sem dúvida de um dos épicos sobre a psicanálise. Sobre o filme, ele nos mostra o quanto a ciência psicanalítica fez pela jovem Sabina. Mostra-nos também o relacionamento amoroso entre Jung e a sua paciente Sabina. E mostra-nos também o retrato de um Jung perturbado, incapaz de assumir suas emoções, além de estar casado com uma mulher dominadora (a sua esposa Emma Jung). Excelente filme. Imperdível.
Sabrinaa em 08/01/2003Nota: 3.5
Não conheci anteriormente a história de Sabinne, assisti o filme por ter lidos boas críticas à respeito.O filme realmente não se aprofunda muito na patologia de Sabine, talvez para não tornar o filme técnico, porém a personagem entendeu e interpretou muito bem o papel.Bom filme.
Ítalo Venturelli em 12/01/2003Nota: 5
Sou Medico Neurologista e estudante de psicanalise. Adorei o filme pois retrata o qto a psicanalise foi e é ainda muito mal interpretada, pois não previlegia o poder e o comercio, mas sim desmascara as intenções e as doenças. Assim podemos ver Bangu 1 e Bangu 2 como uma epidemia,ou seja , novos sintomas das neuroses, que se não trabalhados, somente teremos padrões de sintomas repetidos, nas drogas e nas transgressões.
Zilmar Ferreira Freitasa em 11/01/2003Nota: 4.5
Achei muito bom o filme, principalmente porque mostra claramente a eficácia da psicanalise como método clínico e também a possibilidade de pessoas que foram tratadas eficazmente pela psicanalise se tornarem agentes de transformação, como foi o caso de Sabine Pielrein.
Jucia em 14/01/2003Nota: 5
Achei o filme maravilhoso por exatamente não colocar como principal a patologia de Sabida - Ainda tendo jung como destaque, a essencia do filme está no romance dramático (e muito bom) dos dois. E é claro, nos estimulando a pensar entre o que nos mantém em pé (ética moral) e o que nos alimenta (desejo)... Achei maravilhoso e digo mais: É o primeiro filme sobre psicanálise que nos integra emocionalmente.
Marta Diogoa em 04/01/2003Nota: 4
Começa a chamar a atenção a partir de seu cartaz de divulgação e proporciona seu sabor a cada trago, não tendo um gosto definido, mas que se faz saborear aos paladares mais requintados, podendo ser até amargo, sem perder sua delicadeza. Trata da recuperação de arquivos de uma paciente russa, que foi submetida a tratamento psiquiátrico por Jung, que se utiliza do método freudiano para poder curá-la. Mostra que a vulnerabilidade do paciente também está presente nos especialistas, principalmente quando o tema abordado é a sexualidade e a privação das manifestações dessa, que chegam a aprisionar as pessoas menos prováveis de poder experimentar ou até mesmo ousar estabelecer mudanças para poderem viver daquilo que se utilizam como método de pesquisa e cura. Filme com momentos de muita emoção, mas que tem como característica principal o tabu que permeia os relacionamentos, além das regras que não são rompidas em nome de uma moral!
Francisco Russo em 02/01/2003Nota: 2.5
Tenho um certo problema com cinebiografias que tenham como intenção endeusar seu protagonista. Acho falso, exagerado, uma tentativa de santificar alguém que também teve seus problemas e que não é perfeito, como muitas vezes filmes do tipo mostram. É justamente o que ocorre neste "Jornada da Alma", especialmente em sua 2ª metade. O filme traz a vida de Sabina Spielrein, que esteve internada em sua adolescência em um sanatório e foi tratada pelo Dr. Jung, que aplicava os métodos ainda não tão conhecidos da psicanálise de Freud. Enquanto o filme focaliza o relacionamento entre Jung e Sabina ele é bastante interessante, por tratar dos limites no relacionamento médico-paciente e também por mostrar as diferenças entre o método de Freud e o antigo método de tratamento usado em sanatórios. Porém, quando Sabina passa a ter vida própria, o filme se torna justamente esta tentativa de endeusamento, mostrando seus esforços em se formar como médica e seu trabalho ao abrir uma creche que usava psicanálise com crianças. Ou seja, se torna totalmente previsível e bastante tedioso. Mediano apenas.
Daniellea em 13/01/2003Nota: 4
Através do estudo da teoria junguiana e da analise do filme "Jornada da Alma",podemos concluir que as bases desta mesma teoria nos fornecem o material essencial para que seja possível identificar as atitudes que prevalecem, as funções psíquicas e os arquétipos nos personagens, podemos notar também a evolução no tratamento de Sabina Spielrent, onde prevalecia no inicio uma atitude introvertida, devido aos fatos de sua infância e a repressão exercida pelos pais, e que ao longo do processo de tratamento psicanalítico com o Dr º. Carl Gustav Jung, através do incentivo a estudar, possibilitou Sabina exercer sua verdadeira atitude extrovertida e a abrir sua própria escola na Rússia , esse estimulo e a formação de Sabina trouxe a tona uma forma de orientação de como lidar com a sexualidade na infância, já discutia em Freud, apesar de toda moral da época, ela foi contra esses tabus quando inaugurou a Creche Branca e quando se recusou a abrir mão da legitimidade de seu livro diante da ditadura exercida na época por Stalin.
Fernando Dias Campos Neto em 03/01/2003Nota: 5
Creio que um filme é feito para os espectadores, menos que para os críticos de cinema. Ou por outra, os críticos provavelmente estarão a se perguntar sempre porque um filme tem mais sucesso do que o outro... "Jornada da Alma" é um épico da psicanálise. Como tal, agrada os iniciados no "insight" do material inconsciente. Abre uma página controvertida de uma ética, mas, que pela novidade da ciência, encontra-se perdoada. Principalmente, descobre Sabina Spielrein, a judia rebelde e histérica que, como Anna O, o homem dos lobos e dos ratos, desempenha o papel dos pacientes pioneiros na descoberta de Freud e, então, de Jung, seu discípulo. Experimentando pela primeira vez o método analítico de Freud, Jung submete Sabina ao mesmo, no hospital Burghözhli em Zurich, onde Bleuler, outro gigante da psiquiatria, consentia que ele entrasse. Escreveu alguém a respeito do complexo de Édipo :" O mundo é Tebas !" E, na época a psicanálise consistia principalmente em elaborar essa persistência humana na promiscuidade animal, que conflitava os neuróticos divididos entre a sua consciência moral e os seus desejos incestuosos e parricidas ( matricidas, no caso ). Porém, quando Sabina exigiu de Jung o que se chama "a passagem à ação " na fantasia incestuosa, ele cedeu ! E, apesar de Freud lá de Viena aconselhá-los a interromper a relação, continuam-na até que a "filha" começa a cobrar ao "pai" os filhos do incesto, uma implicação do verdadeiramente complexo. Salva-os Emma. Discreta, compreensiva, mentalmente sã, madura e amorosa. Na verdade Jung amparou-se nela e recomendou à Sabina que visitasse à "mãe", que fosse amiga dela. Mis tarde, Sabina invade a sala de conferências onde o Dr. Jung encerrava entre aplausos uma conferência. E, por um "deslocamento" freudiano, começa a explicar-se a um médico desconhecido, mas de modo audível ao casal Jung a alguns passos dela. O desconhecido ( a própria imagem de Freud, do analista que ela restabelecia dentro de si, o Jung final ) espanta-se. Mas ela fala. E renuncia ao "pai" como objeto sexual, e à "mãe" como rival em seu amor. Segue-se um "follow-up" de vitórias. Casa-se. Tem filhos Forma-se em medicina e enfrenta na sua Creche Branca a polícia de Stalin. Finalmente morre metralhada numa sinagoga de Rostov, com a chegada dos nazistas. Não se pode desculpar Jung senão pelo incipiente dos conhecimentos na época. Mas, mesmo assim, ele não foi tão mal, ao apelar para a imagem de Emma como "mãe"de Sabina. Não se tivesse envolvido, e o tratamento teria sido muito melhor. Ele e ela teriam saído mais maduros. Sentindo-se menos incestuosos e parricidas, mais amorosos e civilizados. Há dois momentos belíssimos, neste filme belíssimo :Sabina havia tentado os suicídio na ausência de Jung. Ele volta e a retira de uma camisa de força. Ela observa na mão dele um seixo do Reno, provavelmente. Pergunta-lhe o que é :" É a minha alma!", reponde ele. Jung era assim. Conferia um certo animismo às pedras. À diferença de Freud, com quem competia como figura paterna, desvelava o seu inconsciente coletivo. Uma simbologia arcana e milenar que nos fazia remontar um mundo bem anterior aos cinco primeiros anos da história da libido. Outro momento :Um menino na Creche Branca mantinha-se alheio ao ambiente. Encolhido em baixo de uma mesinha. os belos olhos azuis cerrados e as mãos entrelaçadas tão fortemente que Sabina não conseguia separá-las. Não eram mãos de uma prece, essas mãos que se estreitam como o símbolo do amor a Deus. Com o advento do stalinismo, sabe-se lá o que o menininho, teria 5 ou 6 anos ?, estaria passando em casa com os pais. Sabina consegue um macaquinho de circo que sobe numa mesa e toca uma pianola. Leva-o à Creche Branca e o menino sai do seu esconderijo, abre os olhos, sorri, e afrouxa aqueles dedos de ferro que se apertavam nas palmas das mãos. Tumbalalaika!
Lucimaraa em 07/01/2003Nota: 5
Um filme que não se pode deixar de assistir, principalmente aqueles que apreciam um bom filme europeu. Desperta o interesse por psicologia e história. È uma obra inteligente, resumindo encantadora.
BOMBA!!!Fuja desse picaretagem ,tudo é mau feito, mais um troféu abacaxi para a coleção ...
por Benedito, 14/02/2012 às 12:42
o melhor dos 7 sem duvida
por kabal_win, 14/02/2012 às 12:20
Confuso e estranho,embora aos poucos mostre oque realmente propõe.No inicio,Kable(vivido po...
por Lukas Henrier, 14/02/2012 às 11:13
...Minha mãe vira e mexe fala nesse filme, ela gostou mais do que eu. Nesse e no O Maskara....
por Debora Christie, 14/02/2012 às 11:03