Título original: (Those Daring Young Men in Their Jaunty Jalopies)
Lançamento: 1969 (EUA)
Direção: Ken Annakin
Atores: Bourvil, Lando Buzzanca, Walter Chiari, Peter Cook.
Duração: 125 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado
Na década de 20, um rali envolve participantes de 15 países. Os concorrentes saem de 5 pontos diferentes da Europa (48 de John O'Groats, na Escócia; 35 de Estocolmo, na Suécia; 25 de Atenas, na Grécia; 30 de Ragusa, na Itália; e 18 de Lisboa, em Portugal), sendo que todos devem ir para Chambery, nos Alpes franceses. Os que conseguirem tal façanha devem seguir na mesma rota até Monte Carlo, onde o rali termina. Se o trajeto é no todo extremamente difícil, o prestígio ao vencedor é compensador e alguns não se importam em ter um comportamento pouco ético para vencer a corrida.
Mário Gomes Jr. em 02/01/2001Nota: 4
RISOS COM HOMENS E MÁQUINAS Em plena década de sessenta, quando as grandes potências concentravam-se em invenções tecnológicas voltadas para armamentos nucleares e naves espaciais, o diretor inglês Ken Annakin resgata a comédia "pastelão" típica dos primórdios do século XX, através de espetaculares trabalhos cinematográficos, satirizando essa afoita interação dos homens com suas recentes criações mecanizadas, e revelando o verdadeiro espírito humano diante da competitividade. Entre as realizações de Ken Annakin (1914), destacam-se "Esses Homens Maravilhosos com suas Máquinas Voadoras" (1965) e "Os Intrépidos Homens e seus Calhambeques Maravilhosos" (1969), duas interessantes e divertidas obras zombadoras do mundo de outrora, que mostram acidentadas situações em que os homens, completamente embriagados por devaneios científicos, provocam ao serem incentivados a executar perigosos inventos. A gozação expressa nesses dois filmes começa desde a propositada escolha dos seus longos títulos, que, por si só, exemplificam a capacidade de complicação humana. A trama de "Esses Homens Maravilhosos com suas Máquinas Voadoras" desenrola-se no período pré-Primeira Guerra Mundial, quando o mundo experimentava seus primeiros veículos motorizados. Já "Os Intrépidos Homens e seus Calhambeques Maravilhosos" é ambientado na década seguinte, os anos vinte, quando as nações começavam a recuperar-se da então recente tragédia bélica, passando a investir em melhorias tecnológicas. A abordagem desses dois momentos históricos talvez tenha sido uma analogia aos testes com foguetes e bombas atômicas na então ocorrente Guerra Fria, como um alerta à humanidade diante de tais acontecimentos. Primeiro a ser lançado, "Esses Homens Maravilhosos com suas Máquinas Voadoras" retrata uma competição aérea, de Londres para Paris, patrocinada pelo empresário jornalístico britânico Lord Rawnsley protagonizado magistralmente pelo grande ator inglês Robert Morley (1908-1992) com o objetivo de divulgar o seu jornal e o seu País. Nessa desastrosa e engraçadíssima corrida participam pilotos amadores de vários países, que valem-se de suas recém-inventadas máquinas voadoras para, avidamente, conquistarem não só o "gordo" prêmio oferecido pelo patrocinador, como também elevar o status das suas respectivas nações no âmbito mundial. No elenco grandioso e internacional destaca-se, além de Morley, o trio romântico composto pela atriz inglesa Sarah Miles (1941) que representa Patricia Rawnsley, uma aristocrática e levada mocinha; pelo ator inglês James Fox (1939), como o nobre e ingênuo piloto Richard Mays; e pelo ator norte-americano Stuart Whitman (1926), como Orvil Newton, um rústico e corajoso galã, misto de piloto e caubói. Entre os outros caricatos competidores estão: o mulherengo francês (Jean-Pierre Cassel, 1932); o emburrado Oficial alemão (Gert Fröbe, 1913-1988); o irônico japonês (Yûjirô Ishihara, 1934-1987); o emotivo Conde italiano (Alberto Sordi, 1920-2003); e o indispensável trapaceiro inglês Sir Percy Ware-Armitage (Terry-Thomas, 1911-1990), assessorado por seu contrariado parceiro Courtney (Eric Sykes, 1923). Posteriormente é lançado por Annakin "Os Intrépidos Homens e seus Calhambeques Maravilhosos", com a mesma abordagem de corrida de início de século, mas sem ser repetitivo, mostrando um rali internacional onde os competidores, providos de fantásticos automóveis, melhor dizendo, calhambeques, saem de vários pontos da Europa, com destino à cidade de Monte Carlo, em Mônaco. O talentoso e diversificado elenco dá um show de comicidade, destacando-se o ator norte-americano Tony Curtis (1925), que faz o galã-playboy Chester Schofield; a atriz inglesa Susan Hampshire (1938), como a esperta e refinada donzela Betty; o ator francês Bourvil (1917-1970), como Monsieur Dupont, o organizador do evento; e o ator italiano Lando Buzzanca (1935), como o guarda simpático e namorador Marcello Agosti. Ainda no elenco, e também atuantes no primeiro filme, estão Gert Fröbe, Eric Sykes e Terry-Thomas. Este último como Sir Cuthbert Ware-Armitage, novamente com as suas hilariantes trapaças. Inconfundível presença na maioria das comédias do gênero da década de sessenta, o ator inglês Terry-Thomas sempre interpretava um vilão, rabugento e trapalhão, capaz de tudo para se dar bem. Com essas duas obras o diretor Ken Annakin ressuscita criativamente a atmosfera cômica da fase inicial do cinema, além de relatar acontecimentos históricos do início de século XX, como por exemplo: a onda de invenções que pairava na época; os reflexos político-sociais gerados pela Primeira Guerra Mundial; e as lutas pela emancipação feminina. Todo esse clima, comicamente atribulado, é ricamente enfatizado pela agradável e descontraída trilha musical de Ron Goodwin (1925-2003). Para quem quer soltar boas gargalhadas, ou simplesmente alimentar gostosa nostalgia pelas comédias dos anos sessenta, recomendo assistir a estes dois excelentes filmes, no mesmo dia, preferencialmente.
Filme recomendado. Análise: Roteiro bom, atuações regulares, fotografia regular, trilha s...
por NEO, 14/02/2012 às 17:10
O filme ainda tem seus encantos e originalidade , graças ao choque de cultura do personagem...
por Benedito, 14/02/2012 às 17:05
Harry Potter e a Pedra Filosofal
O ruim desse filme é que ele é escuro, já que não usam lâmpadas. Mas vamos lá, foi o p...
por CinemaAdoro, 14/02/2012 às 16:05
Filme muito bom! A história é tão dinâmica que você nem vê a hora passar! As cenas com...
por Leo290385, 14/02/2012 às 15:54