Título original: (Yadon Ilaheyya)
Lançamento: 2002 (Palestina)
Direção: Elia Suleiman
Atores: Elia Suleiman, Amer Daher, Jamel Daher, Nayef Fahoum Daher.
Duração: 92 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
A cidade de Nazaré, sob uma aparente normalidade, ferve. Enquanto sua empresa vai à falência, um homem resolve tomar uma atitude e dar um fim às mesquinhas brigas cotidianas que infernizam sua vida. Esse homem é o pai de E.S. (Nayef Fahoum Daher). E.S. (Elia Suleiman) mora em Jerusalém e vive uma história de amor com uma mulher que mora em Ramallah. Entre os dois há uma barreira israelense. Ele se esforçará para ocupar seu tempo da melhor maneira possível entre seu pai doente e seu amor distante.
Célio Fagundes em 02/01/2002Nota: 2.5
Trata se de uma forma diferente entre nós de fazer cinema: TIPO INTROSPECTIVO. Sem ser direto o filme trata da causa palestina sem vontade de esforçar para tanto. Porém subjetivo para aqueles que assistem, afinal nunca saberemos a cabal idéia do direito. É como ver um quadro de Picasso. Cada qual que sinta e idealize o filme.
Marcelo Rech em 05/01/2002
É o filme mais entediante da história do cinema. Realmente muito aborrecido, nunca tinha visto um filme tão chato, se você quiser dar uma de pseudo-intelectual e fingir que gostou, ai já não é mais comigo.
Ricardo Pereira em 03/01/2002Nota: 4
Seria muito fácil e, para muitos, justificável que um filme como "Intervenção Divina" feito por um palestino tivesse uma natureza panfletária anti-israelita. O filme, no entanto, não o é, mas é, obviamente, anti-ocupação (como poderia não sê-lo?). Não há ódio contra um povo ou uma cultura, apenas incompreensão e frustração contra um modo de vida controlado do exterior. O humor e a fantasia surgem como meio de defesa contra essa agressão e o absurdo como a única resposta possível a uma situação que não deixa de ter tais contornos. O diretor Elia Suleiman nasceu em Nazaré em 1960, de pais árabes que pertenciam ao grupo que ficou conhecido na época de "palestinos de 48", moradores de uma zona declarada palestina por um plano de divisão de territórios, mas que acabou anexada em 1949 por Israel. Paradoxalmente, foi sua "nova" condição de cidadão israelense que permitiu a Suleiman emigrar com vinte e um anos de idade para os Estados Unidos. Na América realizou toda a sorte de trabalhos que a "generosidade" americana reserva aos imigrantes pobres até conhecer John Berger, roteirista do clássico filme de Alain Tanner, "Jonas que terá 25 anos no ano 2000". Esta amizade representou para Suleiman o "greencard" que ele precisava para entrar no mundo do cinema. Em 1990, Suleiman fez de umas tomadas que foram cortadas de um documentário norte-americano rodado na Cisjordânia a base para o seu primeiro curta-metragem "Introduction to the end of na argument" que lhe rendeu uma série de prêmios. Será apenas dois anos depois com "The Gulf War... What Next?" que Suleiman aparecerá pela primeira vez em seu papel de "clown depressivo"(como foi descrita sua persona cinematográfica pelo crítico Olivier Joyard da Cahiers du Cinéma), como um palestino de trinta anos em Nova York que assiste pela TV à Guerra do Golfo. Em 1994, regressa a Jerusalém para criar um Departamento de Cinema na Universidade de Bir Zeit a pedido da Comissão Européia. Dois anos mais tarde realiza seu primeiro longa-metragem, "Chronicle of a disappearance", com o qual foi premiado no Festival de Veneza. "Intervenção Divina" é seu segundo longa. Suleiman, que também atua no filme (ou melhor, intervém), enfileirou uma série de "sketches", em boa parte sem diálogos mas dotados de uma eloqüência poderosa na imagem, que lembra muito o estilo do impagável Jacques Tati. Estas seqüências mostram uma série de conflitos, a princípio singelos, entre vizinhos, em torno de situações corriqueiras, como jogar lixo no quintal alheio ou deixar o carro estacionado na frente da garagem de alguém. Em nenhuma das discussões provocadas por estas situações, todas entre palestinos, se procura uma saída pacífica. A alternativa é sempre pelo confronto, pela agressão, pela ignorância. Então um arremessa de volta os sacos de lixo deixados em seu quintal, o outro arranca a placa do carro que parou em frente de sua garagem e daí em diante. Em outras palavras, Suleiman também não se furta a fazer uma autocrítica do espírito belicoso dos seus próprios compatriotas, uma mensagem velada de que eles também estão fazendo a sua parte na manutenção do atual estado de guerra contra os judeus. Quando os israelenses entram em cena, é de se esperar que a temperatura suba. Os soldados judeus são, é claro, impiedosamente ridicularizados no seu apego à burocracia, à hierarquia e ao seu recurso a uma força armada crescente. A seqüência mais audaciosa mostra um grupo de soldados israelenses com armas pesadas, executando uma coreografia, como se os seus atos não passassem de um show televisivo. Uma bela jovem palestina (Manal Khader) coloca-se em carne e osso no lugar do alvo que eles miram, voando e desviando-se magicamente da quantidade insana de projéteis que se acumulam à sua volta. "Intervenção Divina" revela, assim, um trabalho intrigante e poético, com um humor digno do melhor Buster Keaton. O filme divide o público entre sonoras gargalhadas e silêncios emocionados. Praticamente sem diálogos, recuperando uma tradição de comédia que remonta ao cinema mudo, Suleiman leva o espectador à Palestina. Primeiro vai a Nazaré, com uma série de cenas repetitivas que caracterizam de forma divertida os pequenos dramas da vida cotidiana de um grupo de habitantes. Depois, entre Ramallah e Jerusalém, vai a um posto de controle do exército israelense, junto ao qual um terreno baldio destinado a ser um estacionamento para os blindados serve de cenário para a relação frustrada de um casal de palestinos separado pela fronteira. Ele vive em Jerusalém, ela em Ramallah, e a ocupação os impede de namorar normalmente. "Intervenção Divina" não é tão formalmente escorreito como se poderia desejar, até perto da metade do filme não encontramos nenhum fio condutor que permeie sua narrativa, mas é preciso ter em conta que Suleiman é um autodidata sem escola nem referências. Ainda assim deixa, para a História do Cinema, uma cena antológica: um balão vermelho com a imagem de Arafat é largado pelo protagonista, atravessa a fronteira pelo céu, perante o olhar incrédulo e desconfiado dos guardas (hilariante o momento em que um dos guardas telefona para o seu superior para o questionar se deve abater o balão que está tentando atravessar a fronteira...), permitindo que os amantes atravessem a barreira enquanto os guardas estão distraídos com o balão. Lindíssimas (e provocantes) as imagens do balão com a imagem de Arafat a sobrevoar a cidade de Jerusalém, alcançando a mesquita de Al-Aqsa, onde não é permitido que Arafat entre. "Intervenção Divina" não foi aceito como candidato ao Oscar de melhor filme em língua estrangeira porque segundo a Academia "a Palestina não existe".
Maurício Cavadas de Oliveira em 04/01/2002Nota: 5
Divino! Principalmente a parte em que um turista pergunta para um policial Judeu, onde fica um determinado lugar em Jerusalém. E o guarda, por não saber, apela para o palestino preso com os olhos vendados, que indica, sem dúvida, o caminho a seguir.
Harry Potter e a Pedra Filosofal
O ruim desse filme é que ele é escuro, já que não usam lâmpadas. Mas vamos lá, foi o p...
por CinemaAdoro, 14/02/2012 às 16:05
Filme muito bom! A história é tão dinâmica que você nem vê a hora passar! As cenas com...
por Leo290385, 14/02/2012 às 15:54
Ridículo, tanto o Daniel Craig, como o filme como um todo...sempre quando muda o ator, muda...
por Donato, 14/02/2012 às 15:42
BOMBA!!!Fuja desse picaretagem ,tudo é mau feito, mais um troféu abacaxi para a coleção ...
por Benedito, 14/02/2012 às 12:42