Interlúdio

Interlúdio 2010-05-22 Francisco

Título original: (Notorious)

Lançamento: 1946 (EUA)

Direção: Alfred Hitchcock

Atores: Cary Grant, Ingrid Bergman, Claude Rains, Louis Calhern.

Duração: 101 min

Gênero: Ficção

Status: Arquivado

5           10 8 5

(8 votos)

                   

Sinopse

Após seu pai alemão ser condenado como espião, uma jovem mulher (Ingrid Bergman) passa a se refugiar em bebida e homens. É assim que se aproxima de um agente do governo (Cary Grant), que pergunta se ela concorda em ser uma espiã americana no Rio de Janeiro, onde nazistas amigos do pai dela estão operando. Ela acaba se casando com um espião nazista, mas se apaixona pelo seu contato no governo americano.

 

Elenco

Cary Grant

(T.R. Devlin)

Ingrid Bergman

(Alicia Huberman)

  • Claude Rains (Alexander Sebastian)
  • Louis Calhern (Capitão Paul Prescott)
  • Leopoldine Konstantin (Madame Sebastian)
  • Reinhold Schünzel (Dr. Anderson)
  • Moroni Olsen (Walter Beardsley)
  • Ivan Triesault (Eric Mathis)
  • Alex Minotis (Joseph)

Comentários

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Rafael Vespasiano em 07/03/2010Nota: 4     

Interlúdio:


Um filme especial, pois reuniu três ícones do cinema mundial: Cary Grant, Ingrid Bergman e Alfred Hitchcock. Atuações impecáveis, a história muito original e tendo como pano de fundo a Segunda Grande Guerra. O fato de Bergman se entregar à pessoa que está espionando para Grant, deixa este com ciúmes e a ela com remorsos e melancolias. Para mim o mais importante no filme é extamente esse triângulo amoroso. A trama de suspense dá lugar ao romance. nota: 8,0.

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Flávio Süssekind em 04/01/2001Nota: 5     

Considerado um dos melhores de Hitchcock, não por acaso. Lembra bastante Casablanca, tanto por ser também uma mistura de romance com política e guerra (embora este seja mais um thriller), quanto por ter 2 de seus atores no elenco, Rains, que naquele intepretava o cínico capitão Renault de maneira perfeita, tem outro grande desempenho como Sebastian, o chefe das operações nazistas, um homem vulnerável e dominado por sua mãe (como Norman Bates, embora de maneira bem diferente). É o 3° componente do triângulo amoroso, e é irônico que, se em Casablanca o que impedia que a personagem de Ingrid Bergman e seu misterioso e taciturno amado ficassem juntos era, além da função do marido dela, líder da resistência nazista, a personalidade admirável deste, aqui é justamente isso que estimula ainda mais o romance dos protagonistas, afinal ninguém se importa muito com o coração de um nazista (embora este não seja retratado como um cão raivoso, o que é freqüente), e o que dificulta a relação do casal principal é o trabalho de Alicia e sua própria personalidade. É difícil pensar em outro papel feminino tão complexo, controvertido e liberal na época, auge do domínio do código de produção em Hollywood, que não permitia qualquer referência explícita a coisas `imorais` de qualquer forma que não fosse negativa (em alguns casos, nem assim): Alicia é notória pelo alcoolismo e promiscuidade (essa última, só sugerida). Impulsiva, acaba se apaixonando pelo agente que a recrutou e é usada por este para obter informações. A interpretação da atriz sueca, a maior estrela do cinema mundial naquele momento, é muito boa, uma das melhores de sua carreira, e ela também se mostra tão sexy quanto era possível para o período. O polêmico código, que também proibia beijos que durassem mais de 3 segundos, é burlado aqui de maneira inteligentíssima em uma seqüência que se passa num quarto de hotel. Misturando diálogos e contato visual entre eles, faz com que a seqüência de beijos dure não 3 segundos, mas 3 minutos(!) O principal tema do filme é a confiança: Devlin ama Alicia, mas não confia nela, e apesar, ou talvez por isso, a manipula sem hesitação para obter o que deseja, ainda que sua amada tenha que manter relações sexuais com outro. Já Alicia nunca tem dúvidas do homem pelo qual está apaixonada, e por isso não percebe que é um instrumento para que este descubra o que deseja de outro homem que a ama e este sim, acredita nela, mas também está sendo usado,e não dá crédito à sua mãe, que o alerta para o perigo. Ambos confiam na pessoa errada e não em quem confia neles. Hitchcock mostra mais uma vez seu domínio da técnica, com tomadas brilhantes, como o close na mão trêmula de Alicia segurando uma chave e outro num café que a personagem descobre estar envenenado. Merece também destaque a cena em que Devlin, tentando convencê-la a trabalhar como espiã, colocando uma gravação que mostra como ela é patriótica, apesar de negar; no início da gravação, ela está na sombra; conforme continua, Alicia vai avançando e no fim da está na luz, numa seqüência inteligente e até poética. Os últimos minutos parece um tanto inverossímeis, mas a última cena do filme é tão bela e triste que compensa. O diretor demonstra aqui, como também faria posteriormente em outros filmes, principalmente na sua obra-prima maior, Um Corpo que Cai, que a alcunha de mestre do suspense não lhe faz jus: ele é um gênio de sua arte e, acima de tudo, um grande conhecedor do comportamento e das relações humanas.

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Anderson Plácido de Brito em 05/01/2001Nota: 5     

Mais do que bom, Hitch é simpático. Ao assistir, "Interlúdio" eu não julguei como ruim, ou bom, ou muito bom. E sim, como um programaço, sem qualqer vestígio de alienação. E, eu acho que isso é muito importante, você querer agradar o público, assim como Hitch faz. Ainda mais mostrando o Rio de Janeiro, fiquei muito orgulhoso de morar aqui no Brasil.

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Daniele Zanellaa em 06/01/2001Nota: 3.5     

Muito bom. É difícil enterder como um filme de 1946 pode ter planos tão originais e inteligentes. Gosto muito do plano em que Alicia (Ingrid Bergman) está deitada e vê Devlin (Cary Grant). Devlin aparece no ponto de vista de Alicia e conforme ele vai se aproximando, a câmera vai girando e ele fica de cabeça para baixo e em seguida, a câmera completa os 360° e Devlin volta à posição normal. Também adoro o fato de o filme passar no Rio de Janeiro. Um filme no qual a história se passa num país como o Brasil é uma grande ousadia para a época.

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Fábio Lucas Moscoso em 03/01/2001Nota: 3     

Já disse o Falcão: "Homem é homem, menino é menino... E eu digo, mestre é mestre. Tem caras que deveríam ser eternos. Destes por certo faríam parte o velho Hitch e a magnífica Ingrid Bergman. Pena que ele teve seu ostracísmo na Itália. O Cary Grant tinha uma cara de sonso, mas dava seu recado. Bom filme, além de falar na cidade maravilhosa.

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Elisabete em 02/01/2001Nota: 4     

Sou suspeita para falar de filmes onde o gênio Hitchcock dirige. "Notorious" não é o meu filme preferido de sua obra, mas vale salientar que é um filme com um grande elenco e uma tomadas de camêra feita como ninguém por esse mestre. Vale a pena assistir."

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