Bruno Salama Herszage (e-mail),
Leitor do Adoro Cinema - Nota 8:
"A
espera foi longa, mas o momento chegou. O primeiro filme da série Harry
Potter: "Harry Potter e a Pedra Filosofal" chegou aos cinemas. Agora,
permanece a pergunta: valeu a pena esperar tanto?
A resposta é um alto e sonoro
SIM e um quase inaudível NÃO. O filme é ótimo, mas
tem seus erros, e muitos, mas nada que atrapalhe a diversão. O primeiro
filme da série (serão no total sete filmes, um para cada livro)
introduz Harry Potter, um pequeno garoto que em sua pré-adolescência
descobre ser um bruxo muito famoso (pois quando era bebê conseguiu destruir
Voldemort, o bruxo das trevas mais poderoso até então) e recebe
o convite para se inscrever em Hogwarts, uma famosa escola de magia. Lá
conhece várias pessoas, com quem acaba formando fortes laços de
amizade (como Rony, Hermione e Hagrid), outras com quem acaba sempre batendo
de frente (Malfoy e Snape) e, de quebra, ainda tem que enfrentar Voldemort,
que pretende restabelecer seus poderes e matar o bruxinho.
A história pode parecer ser
bobinha, mas não deixe se enganar, é história pra prender
até gente grande. A maior preocupação durante a produção
do filme era como conseguir transferir um mundo imaginário de um livro
para as grandes telas do cinema e, é bom ressaltar, TUDO no filme está
fielmente igual ao que se passa no livro: história, locações,
pessoas (a grande maioria), etc... O papel principal, o de Harry Potter, ficou
com o iniciante Daniel Radcliff (J.K. Rowling, a escritora do livro, fez questão
que fossem escolhidos atores desconhecidos e não aceitou nenhum ator/atriz
americano na produção). Ele é bom, mas nada de maravilhoso,
faz o papel dele como esperado. O brilho mesmo fica por parte dos seus melhores
amigos, Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson), eles estão muito
bem e dão de dez na caracterização feita por Daniel. Os
atores secundários estão na média, alguns muito bons (Richard
Harry, como Dumbledore) e outros razoáveis (Alan Rickman, como Snape).
No entanto, nem tudo é maravilhoso no filme, o filme é longo,
chega a ser cansativo, a história demora para engrenar e quando isso
acontece ela corre rápida demais. Na minha opinião, quem não
leu o livro vai gostar mais do filme do que quem já leu o(s) livro(s),
já que o filme corta muitas partes (principalmente no final). Os leitores
podem ficar meio decepcionados, o que não acontecerá com os que
nunca leram o primeiro livro da série. É basicamente isso, o filme
é excelente, as cenas sao MUITO bem feitas (especialmente o jogo de quadribol),
as atuações são boas, mas faltou aquele "quê"
de algo mais. Ficou a impressão de que a pedra filosofal está
meio desgastada..."