Hamlet

Hamlet 2010-05-22 Francisco

Título original: (Hamlet)

Lançamento: 2000 (EUA)

Direção: Michael Almereyda

Atores: Ethan Hawke, Kyle MacLachlan, Sam Shepard, Diane Venora.

Duração: 113 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 8 5

(8 votos)

                   

Sinopse

Estamos em plena Nova York do ano 2000, quando uma nova geração de jovens cineastas está despontando para a fama. Hamlet (Ethan Hawke) um deles, possuído por uma alienação e ânsia pouco comuns para os jovens espectadores de seus filmes. A Dinamarca não um reino, mas sim uma corporação gigantesca e o fantasma de seu pai desta vez aparece para Hamlet no terraço do hotel em que ele está hospedado. O clássico "ser ou não ser, eis a questão" desta vez declamado sob as luzes fluorescentes de uma grande locadora de vídeo. Entretanto, assim como na versão original, a saga de Hamlet mantém seu verdadeiro significado: o idealismo de um jovem destruído pela corrupção existente no mundo.

 

Notas do AdoroCinema

A impressão é de estar vendo um filme e ouvindo outro. Os diálogos são os mesmos do texto original escrito por Shakespeare, artifício já utilizado em "Romeu + Julieta", mas o visual é modernizado ao extremo, algo até impensável ao se falar em Hamlet. Aliás, este esforço em modernizar ao máximo a história acaba se tornando um grande ponto negativo, pois nota-se em diversas cenas que elas são simplesmente gratuitas, estão ali apenas para passar exatamente esta modernidade, fazendo até com que o texto de Hamlet perdesse em muito sua força dramática. Sem falar nos próprios cortes do texto e nas livres adaptações pelo fato de que o texto é de séculos atrás mas os acontecimentos são dos dias atuais (o contraste já citado entre o "ouvido" e o "visto").Outro fator que não ajuda este novo "Hamlet" é seu elenco. Ethan Hawke não consegue dar força a um personagem como Hamlet, já interpretado de forma magnífica por Kenneth Branagh, alguns anos atrás. O restante do elenco também não ajuda, culminando em uma Julia Stiles, como Ophelia, que fala pouquíssimo em cena e mantém a mesma expressão no rosto desde seu primeiro minuto em cena. Com todos estes problemas, "Hamlet" desaponta bastante e acaba se tornando uma mera curiosidade sobre como seria o texto de Shakespeare adaptado para os dias atuais.

por Francisco Russo - Avaliação: 2          

Elenco

Ethan Hawke

(Hamlet)

Sam Shepard

(Fantasma)

Comentários

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Marcelo H. Santos em 07/01/2001Nota: 4     

Filme de Michael Almereyda apresentado ao público no ano 2000, trás o clássico de William Shakespeare com uma roupagem contemporânea, ambientado na cidade de Nova Iorque. Como no clássico, o filme trás a história de um jovem príncipe do império da Dinamarca, que no caso do filme tratasse da empresa herdada do pai assassinado. Hamlet busca respostas e vingar a morte do pai e elabora também diálogos levantando a relação de infidelidade da mãe, e da necessidade do poder. O pai representa a dignidade, o homem aguerrido, que é atraiçoado pelo seu irmão Cláudio, que quer ter a posse não só dos bens matérias como também da esposa do irmão morto. Nesta jornada, o próprio espectro do pai ajuda Hamlet a construir a trama. A historia inicia com o espectro do pai vagando pelos corredores na Corporação da Dinamarca, que vai até Hamlet e conta sobre o seu assassinato, apontando o assassino como Claudius, seu irmão que veio se tornar o presidente da Corporação e vai se casar com a Mãe de Hamlet, Gertrudes. Hamlet, na busca de vingança, simula uma apatia, um isolamento. Após ter a certeza da culpa do seu tio, o seu grande amor Ofélia, filha do escudeiro da família Polônio, morre, decorrente da morte do pai. Ao final, depois de um duelo com Laertes, filho de Polônio, que acreditava ser Hamlet o culpado da morte do pai, ambos acabam morrendo e junto com eles Claudius e Gertrudes, mãe de Hamlet, que dá a vida por seu filho, ao beber uma taça de vinho envenenada que seria dada a ele pelo traidor Claudius. Um destaque do filme, certamente, é a propriedade com que foram construídos e alinhados os diálogos hora utilizando-se de uma linguagem rebuscada, pertencente ao cenário do Reino de Elsenor do Hamlet contemporâneo a Shakespeare, hora com um linguajar atual de um ambiente cosmopolita como Nova Iorque. Outro ponto bem elaborado foi a utilização de elementos tecnológicos envolvendo o príncipe confuso. Seu carro, palm-top, telefones, fazem a atualização de cavalos, mensageiros, espadas e outros objetos da época. A escolha da cidade onde a historia se desenrola também reforça este envolvimento tecnológico, Nova Iorque, ícone do consumo e do ecletismo cultural, também da centralização de ofertas tecnológicas, com isso aproxima os espectadores da obra clássica. Esta junção entre arcaico e atual trás a contextualização atemporal da trama de Shakespeare, a história se funde na atualidade como se pertencesse a ela. Como se os elementos fossem únicos no tempo. As discussões de valores éticos, morais, de amor paterno, materno, de amor e traição. Bem como a ganância, a sobreposição de um amor fraterno, a busca por justiça, que acontece no Hamlet atual, da mesma forma que se dá ao Hamlet de 400 anos atrás, e certamente a mesma desde a origem humana.

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Bruna Baroni em 03/01/2001Nota: 2.5     

Um Hamlet menos"underground" do que o esperado. O diretor Michael Almeyreda acertou a mão emvários momentos do filme, como no imprevisível "Ser ou não ser?" entre asprateleiras de uma Blockbuster. Contudo, a forma vence o conteúdo e o resultado é umafalta de ritmo impressionante com cenas belíssimas, porém isoladas, que não cumprem como propósito principal de aproximar o público da peça de Shakespeare. (É a sexagésimaadaptação do clássico para o cinema.) Nesse ponto, Michael Almereyda perde, e muito,para Kenneth Branagh e seu Hamlet(1996).A idéia de transportar a ação da Dinamarca para a Nova York atualé genial. Assim como a transposição dos personagens da vida palaciana para oscorredores de uma grande corporação. O diretor resolveu bem situações como aexibição da peça, substituída pela apresentação de um vídeo altamente psicodélico.A relação entre os personagens não chega a se concretizar. Dessa forma, é difícilacreditar, por exemplo, que Ophelia fique louca apenas por causa de Hamlet, sendo a cenada loucura salva pela ótima atuação de Julia Stiles. Ethan Hawke surpreende (osincrédulos) com uma atuação que se encaixa perfeitamente a proposta do filme. seuHamlet é convincente e não nos remete a nenhuma atuação anterior. É forte na medidacerta, sem exageros. Não há muito o que se dizer; mal ou bem. Destacam-se também Julia Stiles,(Louco por Você) uma Ophelialiteralmente em depressão, e Bill Murray, que honra o personagem e faz com quecontinuemos a achar Polonius extremamente chato. A ambientação chega a sugerir algo deunderground, mas a intenção não se realiza. Acho que esse é o maior problema do filme:uma sucessão de boas idéias mal executadas. A proposta é interessante, os atores bons,a fotografia incrível, a trilha-sonora muito boa, mas o filme não acontece, fica no meiodo caminho. O diretor (por medo de comparações, talvez) evita o tempo todo qualquerreferência que nos remeta a "Romeu + Julieta", de Baz Luhrmann, mas suatentativa se frusta devido a uma única cena no final do filme. Ainda assim, Hamlet mereceser assistido, e proporciona boa discussão para quem gosta de cinema.

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Renato em 08/01/2001Nota: 2.5     

Este filme tinha tudo para ser uma das mais originais adaptações de Shakespeare para as telas. Infelizmente, acabou tornando-se algo confuso. Creio que o maior erro do filme foi a não-adaptação da linguagem shakespeariana para os dias atuais, o que torna o filme um tanto enfadonho.

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Joyce Marcela Piresa em 05/01/2001Nota: 4.5     

Esse Hamlet é esplendoroso! As atuações de Ethan Hawke e Julia Stiles merecem destaque.Não é só porque um clássico de Shakespeare seja transpassado para a atualidade que vá perder toda a sua beleza. Essa versão de Michael Almereyda deixa mais claro outras características de Hamlet que não foram mostradas nas demais versões.Eu já assisti a todas a versões: A de 1948, com Laurence Olivier; a de 1990, com a brilhiante atuação de Mel Gibson; A de 1996, com Kenneth Branagh e essa versão moderna.Certamente, Ethan Hawke foi o Hamlet mais "adolescente" do cinema.Sua interpretação mostra um Hamlet mais jovial, inseguro, depressivo e incompreendido. Michal Almereyda também explora o lado mais sentimental de Hamlet, mostrando claramente que ele amava Ofélia.Nas outras versões, o lado sensível de Hamlet com relação á Ofélia não era tão claro. Julia Stiles também foi uma Ofélia bem "adolescente".Ela merece destaque em sua atuação,mostrando também uma Ofélia depressiva, sensível, e que sofre pelo amor de Hamlet. Com relação ao personagem de Ofélia, Michael Almereyda mostra que Ofélia já "desejava" cometer suicídio,mesmo antes da morte de seu pai e que ela almejava morrer por causa de Hamlet, como mostra uma cena em que seu pai, Polônio (Bill Murray) está conversando com Cláudio e Gertrudes, perto de uma piscina, sobre o amor de Hamlet que ele negou á Ofélia, e ela pensa em se atirar na água para morrer afogada.É um filme excelente, maravioso e fiel ao texto, quase tão bom quanto versão de Mel Gibson, de 1990, dirigido por Franco Zeffirelli, que é mais detalhada.Vale a pena ver!

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Francisco Russo em 02/01/2001Nota: 2     

A impressão quetive ao assistir este novo "Hamlet" é que estava vendo um filme e ouvindooutro. Porque os diálogos eram os mesmos do texto original escrito por Shakespeare,artifício já utilizado em "Romeu + Julieta", mas o visual era modernizado aoextremo, algo até impensável ao se falar em Hamlet. Aliás, este esforço em modernizarao máximo a história acaba se tornando um grande ponto negativo, pois nota-se emdiversas cenas que elas são simplesmente gratuitas, estão ali apenas para passarexatamente esta modernidade, fazendo até com que o texto de Hamlet perdesse em muito suaforça dramática. Sem falar nos próprios cortes do texto e nas livres adaptações pelofato de que o texto é de séculos atrás mas os acontecimentos são dos dias atuais (ocontraste já citado entre o "ouvido" e o "visto").Outro fator que não ajuda este novo "Hamlet" éseu elenco. Ethan Hawke não consegue dar força a um personagem como Hamlet, jáinterpretado de forma magnífica por Kenneth Branagh, alguns anos atrás. O restante doelenco também não ajuda, culminando em uma Julia Stiles, como Ophelia, que falapouquíssimo em cena e mantém a mesma expressão no rosto desde seu primeiro minuto emcena. Com todos estes problemas, "Hamlet" 2000 desaponta bastante e acaba setornando uma mera curiosidade sobre como seria o texto de Shakespeare adaptadoo para osdias atuais.

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Xoping em 06/01/2001Nota: 2.5     

Acredito q todas as versoes modernizadas de obras de shaskepeare caem sempre em um problema.Como o cinema é um veiculo q carece em sua maioria de situações realistas. Os costumes relatados na época da historia sao proprios de sua epoca e nao do seculo 20.dai soa muito estranho como uma personagem como ofelia transformada em uma personagem depressiva e revoltada(Ofelia era puritana mas nunca chegou a ser uma personagem tal como o filme apresenta)tenha os dialogos polidos e contidos.igualmente hamlet,tambem c um grau de depressao q nunca vi no papel a propria historia é um reflexo de uma época. A historia de um fantasma clamando por vingança no seculo 20 nao se sustenta, da mesma forma um jovem tao revoltado e depressivo como esse Hamlet nao poderia jamais proferir as frases c alta carga de moralidade e assassinar o tio pela mesma situação de moralidade.

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Jefferson Rocha em 09/01/2001Nota: 5     

Hamlet é um resgate da alma e da honra masculina com maestria e o filme consegue catalizar essa usina de deses pero que foi a vida do principe da Dinamarca de um modo formidável. Esse filme é uma adaptação formidável do clássico de Shakespeare e a sofisticada adaptação para os dias atuais traz poesia, arte e beleza mostrando que existe conteúdo artistico e cultural numa trama urbano neurótica.

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Maryannaa em 04/01/2001Nota: 5     

"Hamlet" é uma boa adaptação do clássico de Shakespeare. Algumas cenas são surpreendentes e Julia Stilles merece destaque por sua interpretação. Os diálogos são fiéis e o roteiro foi muito bem adaptado. Realmente um filme surpreendente pelos detalhes."

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