Título original: (Hair)
Lançamento: 1979 (EUA)
Direção: Milos Forman
Atores: John Savage, Treat Williams, Beverly D'Angelo, Annie Golden.
Duração: 120 min
Gênero: Musical
Status: Arquivado
Claude (John Savage), um jovem do Oklahoma que foi recrutado para a guerra do Vietnã, é "adotado" em Nova York por um grupo de hippies comandados por Berger (Treat Williams), que como seus amigos tem conceitos nada convencionais sobre o comportamento social e tenta convencê-lo dos absurdos da atual sociedade. Lá Claude também se apaixona por Sheila (Beverly D'Angelo), uma jovem proveniente de uma rica família.
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Junajo Silvera em 30/01/2012
Assistir ao filme hoje dá uma clara sensação de ingenuidade, onde as pequenas (hoje) transgressões seriam sinais explícitos de rebeldia juvenil e tão-somente isso.
À epoca do lançamento do filme em 1979 o roteiro já se torna quase um eufemismo da peça original estreada em 1968 off-Broadway, no ápice da Contracultura, onde o movimento hippie era só mais uma vertente.
Aquela tem início após que a ampla cobertura mediática sobre a guerra do Vietnã traz à tona as atrocidades cometidas pelas tropas americanas, desde uso de napalm até a morte de camponeses (Mi Lay, um dos ícones) , gerando uma forte oposição e uma clara divisão da sociedade americana (fatos que viriam deflagrar mais tarde os Acordos de Paz de Paris em 1973)
Esta guerra foi o maior confronto bélico protagonizado pelos EEUU deixando como triste herança aproximadamente 50.000 soldados americanos mortos e a chamada “Síndrome do Vietnã” com reflexos marcantes na cultura, na indústria cultural e na política externa americana. Mais de três milhões de vietnamitas mortos do outro lado seriam para eles somente estatística, e tantas vezes menos comunistas.....
O movimento hippie foi algo maior que uma atitude como o filme mostra. Este tem uma causa e um envolvimento intelectual não explicitado pelos autores, vai além da simpatia pelo amor livre, do sexo interracial, da homossexualidade entre militares, da hipocrisia da classe conservadora cujos “anônimos” filhos também usam drogas e praticam o amor livre sem levantar a “bandeira”.
As cenas embaladas pela música EASY TO BE HARD insinuam com sutileza ímpar um racismo latente e a discriminação aos estrangeiros (imigrantes ou não), mostram também que os Black Panthers (outra das vertentes da Contracultura junto com o feminismo), apesar da sincronia de idéias, permaneciam negros.
Seria este filme um simples retrato do movimento hippie ou uma tentativa disfarçada da sociedade conservadora de um “tributo” para desqualificar e limitar o movimento hippie a tão-somente uma juventude mal cheirosa, mal vestida, mal penteada e rebelde sem causas aparentes e sem nenhuma “aspiração” além do sentido mais cocaína do termo?
Porém, esta juventude além dos predicados acima era também portadora de um forte senso crítico de humanidade e coragem para sair às ruas e cobrar a igualdade racial, a justiça social e o fim da guerra do Vietnã; em outras palavras, a aplicação do projeto “Great Society” (Grande Sociedade) do presidente Lyndon Johnson , projeto este que o levou ao poder.
Hoje, nesse contexto, o filme esclarece o conceito de que música, cores e movimento juntos são ingredientes facilitadores para distrair, entreter e porque não, mascarar objetivos.
Por outro lado, é somente um produto da indústria cultural que não comunga e nunca comungará com a filosofia da Contracultura.
Seria um pouco mais ousado e diria que este filme por ter uma abordagem muito singela e pouco inspirada no texto original e objetivos do musical escrito por James Rado e Gerome Ragni, me induz a pensar em uma intertextualidade metafórica com o imperador Julio César quando ele diz “ad populum panis e circensis” .
renavaz em 01/01/2012Nota: 10
Hair é sensacional. A começar pela música (MacDermot) e letras (Ragni & Rado), passando pela coreografia ao mesmo tempo simples e contagiante. Mas achei o filme muito legal porque ele não defende ou ataca apenas uma causa (no caso, a Guerra do Vietnã). Ele faz críticas à Guerra, ao Exército, aos próprios hippies (como na música "Easy To Be Hard"), ao preconceito (que existe entre os próprios Hippies), à "burguesia"... Tudo isso sem ser repetitivo ou cansativo. Um final emocionante e sensacional sem "Happy End"... Recentemente, assisti Milos Forman (diretor do filme) fazendo ponta em "Tenha Fé" (2000)...
SenhorOculto em 01/01/2012Nota: 7
Seguindo uma trilha descompromissada em que as decisões aleatórias tornam-se um modo de viver, uma filosofia de vida. Bom filme.
Luízha em 08/10/2011Nota: 10
Esse filme é mestre! As músicas são geniais, os personagens, a história... é linda!
Filme pra deixar com vontade de viver!
looidi em 21/09/2011Nota: 10
O comentário que fiz em 15-abril-2010 - ao qual está erroneamente atribuídas 2,5 estrelas - precisa ser corrigido: HAIR é - e a mim sempre será - um filme nota 10, ou seja, 5 estrelas
Lafaiete A Souza em 07/03/2011
..o musical mais bonito que já assisti. Eu vi em 1980.depois dele passei a gostar de musicais!
edbhz em 08/09/2010Nota: 5
Filme que marcou minha vida em determinada época e a cada vez que assisto tem a capacidade de despertar todas as sensações que tive ao vê-lo pela primeira vez.
looidi em 15/04/2010Nota: 10
Hair é atual e sempre será, a despeito dos yuppies... Duas passagens no filme que são verdadeiras lições e que acabam passando despercebidas: se é para se brigar por um nacionalismo que não se acredita, a resposta é um retumbante NÃO. Mas.... Se é para propiciar a um(a) amigo(a) algumas horas felizes antes de se colocar a serviço de uma causa que não se acredita, a resposta é SIM... Ainda que à custa da própria vida. LET THE SUNSHINE IN [FOREVER!]
Gabriela em 01/11/2009
O melhor filme. O ideal hippie, as músicas, as atuações... Tudo em Hair é inesquecível, indefectível!
Helenaa em 08/01/2001Nota: 5
Considero esse filme uma obra prima, sobretudo se o revermos no momento atual. É sensível, bem humorado, perspicaz e absolutamente crítico à sociedade americana!!! Tem um ótimo elenco e roteiro, além da trilha sonora (mordaz)... Há que rever Hair nos tempos de hoje, para criticarmos mais uma vez, a intolerância americana!"
Muito bom! O maiss curioso deste filme foi a escolha de um diretor até então especialista ...
por Fernando Schiavi Leite, 14/02/2012 às 00:25
Esse filme é simplesmente uma obra-prima do David Fincher, genial. Não me deu sono, não a...
por carlos_alberto_09, 14/02/2012 às 00:22
História original e ao mesmo tempo previsível, entretanto eu adorei o filme, fiquei torcen...
por B.Boy Jc, 14/02/2012 às 00:18
Esses não eram exatamente os motivos de fazerem filmes preto e branco. Muitos diretores opt...
por andreluizgf, 14/02/2012 às 00:11