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Gritos e Sussurros

titulo original: (Viskningar Och Rop)

lançamento: 1972 (Suécia)

direção: Ingmar Bergman

atores: Harriet Andersson , Kari Sylwan , Ingrid Thulin , Liv Ullmann , Anders Ek

duração: 90 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Viskningar Och Rop
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 30 min
  • ano de lançamento:1972
  • site oficial:
  • estúdio:Cinematographica AB / Svenska Filminstituet
  • distribuidora:New World Pictures
  • direção: Ingmar Bergman
  • roteiro:Ingmar Bergman
  • produção:Lars-Owe Carlberg
  • música:
  • fotografia:Sven Nykvist
  • direção de arte:
  • figurino:Marik Vos-Lundh
  • edição:Siv Lundgren
  • efeitos especiais:

imagens - 8

Gritos e Sussurros Gritos e Sussurros Gritos e Sussurros Gritos e Sussurros Gritos e Sussurros Gritos e Sussurros Gritos e Sussurros Gritos e Sussurros

sinopse:

Em uma casa no campo uma mulher está bastante enferma e recebe cuidados de suas duas irmãs e de uma empregada da família, que precocemente perdeu sua filha e por isso extravaza seu amor de mãe dando o maior carinho possível para aquela moça tão debilitada. Dentro deste contexto lembranças, frustrações e imaginações em um misto de amor e ódio surgem no interior de cada pessoa.

elenco:

  • Harriet Andersson (Agnes)
  • Kari Sylwan (Anna)
  • Ingrid Thulin (Karin)
  • Liv Ullmann (Maria)
  • Anders Ek (Isak)
  • Inga Gill (Contador de histórias)
  • Erland Josephson (David)
  • Henning Moritzen (Joakim)
  • Georg Arlin (Fredrik)

comentários

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Henrique Miura
02/01/2001
nota:Rate04
Falar em cinema suéco é falar em Ingmar Bergman, uma lenda viva. Não o considero um gênio (apesar de adorar "O Sétimo Selo", e principalmente, "Morangos Silvestres"), mas sei o quanto suas realizações influenciaram no cinema mundial; por isso, tenho respeito pelo diretor. Mais respeito do que admiração, propriamente dizendo. Não conheço nem metade de sua filmografia (por enquanto), mas o pouco que conheço de seu cinema já me despertou três tipos de reação: o "gostar" (os dois filmes citados), o "inaguentável" (parei de ver "A Hora do Lobo" e "Vergonha" na metade, mas não subjulgo os filmes), e o "desgostar"; com este "Gritos e Sussurros" sendo o pioneiro nesta terceira reação. Dirigido e roteirizado por Ingmar Bergman, "Gritos e Sussurros" narra uma malancólica história sobre os últimos dias que cercaram a morte de uma mulher, acompanhado de perto por suas duas irmãs e sua fiel servidora. Este é um pretexto para o filme se aprofundar nas relações humanas; abrindo uma narrativa para contar episódios da vida de cada uma das irmãs e da empregada. Maria (Liv Ullmann, que trabalhou bastante com Bergman), a caçula, tem sua relação com o médico da família análisada com os toques berguianos; sedutora, considerávelmente a mais bela, sabe seus poderes e sua fonte de felicidade. Na "subtrama" de Maria, o filme ainda é considerável. O mesmo pode-se dizer quando o filme investiga o intimo de Anna (Kari Sylwan), a empregada que pouco fala. É extremamente afetiva, próxima e carinhosa com a doente terminal, dando uma atenção notável. Em seu passado, existe um forte traço de infelicidade, que foi a perda, com a morte prematuríssima de sua filha. Em sua patroa, ele encontrou um meio para fugir da solidão, encontrou o companheirismo e a alma humana. Próxima dela, talvez sentisse um preenchimento humanista, solidario. O interesse pelo filme começa a se desfazer completamente quando penetra-se na vida de Karin (Ingrid Thulin), a mais velha das irmãs; que é mal casada e a mais frustrada de todas. Sua vida é a mais depressiva de todas, seus ressentimentos são os mais patéticos, e as cenas fazem um choque desnecessário. A cena em que com um caco de vidro se fere na vagina, é no mínimo indigesta e apelativa. Não que o fato de incomodar seja um ponto negativo a um filme, mas a forma encontrada à principio para chocar por Bergman, eram sutilidades e informações coesas de criativas. E a partir daqui elas começam a fazer falta. O filme faz uma avaliação geral de tudo aquilo que mostrou na vida de Agnes (Harriet Andersson), a doente terminal. Ela desde a morte dos pais mora na mesma casa; nunca se relacionou verdadeiramente com alguém, sempre foi uma pessoa apática. Na faixa dos trinta anos, ganhou um tumor maligno, que limitou sua vida e lhe trouxe sofrimento - um sofrimento só de estar vivendo. Infelicidade? A personagem não se julga infeliz, pois valoriza os bons momentos que teve enquanto teve vida e alma. Ou seja, em um apanhado geral, "Gritos é Sussurros" seria um filme sobre alma, relações humanas e diversos sentimentos dúbios. Como costume de Bergman, este também é um filme sobre a morte. Ela é novamente o tema em questão (afinal, todo o quebra cabeça começa a partir da notícia dos poucos dias restantes de vida para a doente - lembrando que "O Sétimo Selo", é outro filme de Bergman diretamente ligado a morte), e a morte leva conseqüêntemente o roteiro para o caminho filosófico das questões existenciais. As personagens tem suas vidas dissecadas, enquanto a doente parte para o lado de se terá valido a pena ter vivido, se foi ou não feliz - e se vale a pensar continuar vivendo com todo aquele sofrimento e dor que a doença lhe traz. "Gritos e Sussurros", que é por alguns especialistas o melhor filme de Bergman, fica muito distante da qualidade e da eficiencia de "Morangos Silvestres", seu melhor filme que já tive a chance de conferir. Apesar de ser um filme de conteúdo enxuto, não pode-se dizer que esse conteúdo seja totalmente aproveitável. Com essa enfraquecimento em situações e com os diálogos se tornando enfadonhos, vai ficando mais fácil se concentrar na parte visual do filme; que sem dúvida, é a melhor de qualquer filme do diretor. A fotografia (premiada com o Oscar) de Sven Nykvist, que abusa do vermelho, tem um potencial incrivelmente belo e extruturado. Antes de terminar, preciso revelar algo totalmente pessoal: Tenho uma certa chatiação por filmes sem trilha sonora; e "Gritos e Sussuros" é totalmente silencioso - e se música é vida..!
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Raffael
03/01/2001
nota:Rate07
A fotografia é monumental, as quatro atrizes, excelentes, e o diretor é um arraso. Mas ''Gritos e Sussurros'' sempre me pareceu menor dentro da carreira do diretor sueco. Frio, até. O fato é que gostar ou não gostar de ''Gritos'' depende muito da pessoa, da sua percepção cinematográfica, do seu conceito de bom filme. Sem dúvida é uma maneira muito original de se fazer cinema. Bergman foge do fácil, simplesmente. Descarta qualquer cronologia e fez uma obra universal, não-alegórica, onde cada detalhe do cenário, cada objeto, cada tom de vermelho, tem uma razão de existir. Ele mexe com o subconciente de cada um. E, de fato, o filme não é de interpretação imediata. Nesse sentido, ''Gritos e Sussurros'' é maravilhoso. Por outro lado, quando revisto, não resiste a uma análise aprofundada, e algumas falhas tornam-se evidentes - como alguns planos de câme ra exageradamente longos, e a narração em off de uma das protagonistas (Harriet Anderson) que praticamente desaparece e torna-se injustificada. ''Gritos e Sussurros'' é uma poesia, reflexiva e silenciosa, que vale mais pela perfeição estética.
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Ana Elizaa
04/01/2001
nota:Rate09
Gritos e Sussurros está entre um dos filmes mais polêmicos do diretor Ingmar Bergman.Não por uma análise filosófica mais aprofundada que seus demais filmes, mas pelo fato de ser um de suas criações mais incompreendidas.Sua forma subtende não apenas a textual, mas, principalmente, a interpretação visual da temática apresentada.A estética pormenorizada em diversos tons de vermelho e branco -além da inclusão da tela vermelha a cada cena catártica - interage com a expressão das personagens (em que Liv Ullmann teve uma ótima interpretação da mais cínica de suas personagens).O silêncio tem um papel importante no decorrer da trama; é angustiante, expressivo e fundamental.Pode-se interpretá-lo como a materialização da incongruência de certos diálogos, a distância tomada por cada irmã que, convivnedo provisoriamente sob o mesmo teto, apresentam-se como verdadeiras estranhas.Ali surge a dialética espiritual.A única a apresentar-se sem que véus cobrisse seu rosto termina por morrer.E o silêncio decai sobre todos ao final do filme, como denso pano a fechar o ato final.
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Tatianaa
05/01/2001
nota:Rate010
Queria comentar a crítica do Henrique Miúra e dizer a ele que trilha sonora em cinema não é música, mas SOM + MÚSICA + EFEITOS SONOROS. Gritos e Sussurros é uma fábula do desespero e a sua trilha sonora é excelente dentro de seu contexto.
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Marcos Paes
06/01/2001
nota:Rate010
Maravilhoso! É um filme belíssimo onde nada é supérfluo. Cada cena, cada diálogo é carregado de símbolos e significados. Através disto, Bergman ilustra a miséria humana de forma devastadora. Um filme obrigatório.
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Flávio Süssekind
07/01/2001
nota:Rate010
Bergman já fez filmes melhores, mas não deixa de ser uma obra-prima. É o melhor trabalho daquele que talvez seja o melhor diretor de fotografia de todos os tempos, Sven Nyvkist, em mais uma de suas muitas colaborações com Bergman. O uso das cores, especialmente no vermelho, é incrível. O elenco também é excelente, com destaque para Ingrid Thulin. Um dos filmes mais densos e perturbadores que o cinema já produziu.
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richard
08/01/2001
nota:Rate09
O filme é a cara do Bergman. O silêncio ajuda no clima de vazio e desespero.Você sente sua alma mais pesada ao final do filme; enfim mais uma grande obra de Ingmar Bergman.
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Rafael Vespasiano
04/01/2010
nota:Rate010

Gritos e sussurros:

Ótimo filme de Bergman, talvez o melhor dele e um dos melhores do mundo em todos os tempos. Como sempre a tentativa de desvendar a alma feminina aparece no filme do sueco, as relações inter-pessoais entre as quatro mulheres ganha mais em tensão devido ao fato de estarem isoladas e, portanto, sozinhas, só convivendo entre elas. A morte que está para chegar à uma das mulheres mostra a angústia e o medo ante aquela, as questões existenciais é uma constante do filme. Como por exemplo: solidão, ressentimento, amor, desespero, amizade, companherismo, etc. Belíssima fotografia. Atuações impecáveis. O título muito bem adequado para o filme. Genial! Nota: dez!


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crítica do adorocinema

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