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Fascinante! Esta é a melhor palavra para definir "Assassinato em Gosford Park". O filme impressiona graças à qualidade do seu roteiro, que mostra de maneira inteligente e crítica as diferenças entre a aristocracia inglesa, fria e egoísta, com os empregados que para eles trabalham. O preconceito existente entre estas duas classes é mostrado das mais diversas maneiras possíveis: na divisão de cômodos (empregados embaixo, patrões em cima), na diferença de tratamento às pessoas (várias vezes os empregados são citados como se não fossem pessoas), no conforto dado a ambos (em certo momento o personagem de Ryan Phillippe comenta que as camas dos hóspedes são melhores que as dos empregados) e até mesmo entre os próprios empregados, quando eles passam a ser tratados pelo sobrenome de seus patrões ao invés de seus nomes reais. Bastaria apenas esta divisão de classes para que o filme fosse considerado imperdível, mas ainda tem mais. Robert Altman mais uma vez demonstra seu talento como diretor, realizando as suas já características cenas longas, quando diversos personagens aparecem realizando diversas situações ao mesmo tempo. O filme ainda conta com o assassinato do título, que traz situações cômicas envolvendo as investigações do personagem de Stephen Fry, e diversas citações críticas ao cinema hollywoodiano e inglês, desta vez através dos diálogos do personagem de Bob Balaban. Para completar, "Assassinato em Gosford Park" traz uma variedade de grandes atuações impressionante. Maggie Smith, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, é um dos destaques com sua personagem cínica, egoísta e interesseira. Outros que se destacam são Emily Watson, Stephen Fry e Kelly Macdonald, todos com grandes atuações. Ótimo filme!" |
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Muita promessa, pouca coisa cumprida. Bom diretor, elenco competente, ótimo figurino e reconstituição de epoca, mas prender atenção que é bom nada. Típico filme para aprender como deixar um insone satisfeito. Um dos raros filmes que testemunhei a provocar vaias de uma platéia insatisfeita com o "final não-surpreendente". Vá e confira, de preferência no começo da tarde, para depois assistir um filme mais atrativo. Depois não diga que não foi avisado." |
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Ótimo elenco, história interessante, grande diretor, porém um filme lento demais, cansativo, com um sobe-e-desce de escadas interminável. Não merece concorrer ao Oscar, mas confirma Robert Altman como talvez o melhor diretor de atores do cinema e com o maior domínio em filmes com vários personagens atuando ao mesmo tempo e nas mesmas cenas. Apenas razoável como passatempo." |
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Excelente! É fantástica a maneira como Robert Altman consegue contar e mostrar uma história entrelaçando os vários personagens. Os atores estão perfeitos e os mundos paralelos da aristocracia e da criadagem são retratados precisamente. Aparência, diálogos, fofocas, segredos, mistério e assassinato, um filme elegante e, por um lado, espirituoso." |
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Você já ouviu falar naquela expressão "muito barulho por nada"? Foi exatamente essa sensação que tive ao sair da sessão de "ASSASSINATO EM GOSFORD PARK". O filme (ganhador do Oscar de melhor roteiro original, o que, convenhamos, não quer dizer muita coisa haja visto as terríveis injustiças que são cometidas pela Academia) é uma produção rica em detalhes com belíssimos cenários e uma fotografia impecável, mas que peca pelo seu enredo um tanto vazio. Verdade, é um filme que provoca muitos bocejos, os diálogos são intermináveis, eu dormi em várias horas do filme e olha que é a coisa mais difícil do mundo eu dormir em um filme. Só que em "ASSASSINATO EM GOSFORD PARK" é impossível você não cochilar em pelo menos meia dúzia de cenas. As melhores cenas, que são poucas por sinal, ficam por conta do cachorro do anfitrião da casa, que diverte pelo seu jeitinho simpático, e pela ótima atriz Maggie Smith (sempre competente). Do resto é aguentar mais de duas horas de muito papo sem levar a lugar algum. O enredo é o seguinte: é novembro de 1932. Gosford Park é a magnífica casa de campo onde Sir William McCordle (Michael Gambon) e sua esposa, Lady Sylvia (Kristin Scott Thomas), juntam amigos e parentes para uma festa no fim de semana. Eles convidaram um grupo eclético, que inclui uma condessa (Maggie Smith), um herói da 1ª Guerra Mundial, o ídolo britânico Ivor Novello (Jeremy Northam) e um produtor americano de filmes, que faz os longas de Charlie Chan. Enquanto os convidados ocupam os luxuosos aposentos de cima, seus empregados juntam-se aos criados da casa na cozinha e nos corredores nos andares de baixo. Mas nada é o que se parece: nem entre os ricos convidados almoçando e jantando em seus enormes cômodos, nem nos sótãos e oficinas onde seus empregados trabalham para o conforto de seus empregadores. Nesse cenário luxuoso, uma série de eventos que misturam gerações, classes, sexo e estórias pessoais trágicas culminam em um misterioso assassinato." |
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É bem verdade que o filme é monótono, realmente desprovido de ação. Porém, se você se desligar da idéia central do filme (o assassinato e investigação, que só ocorrem da metade para o final da trama), o espectador poderá fazer uma boa análise da hierarquia da sociedade inglesa do final do séc. XIX e início do XX (eu acho). O jogo de interesses, o preconceito, a relação patrão x empregado, etc." |
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Uma obra-prima de Altman, com produção de arte exuberante e direção praticamente perfeita. O roteiro explora sabiamente o universo recatado de dissimulação da burguesia e tem atuações excelentes - sobretudo de Maggie Smith, digna do Oscar que ela não ganhou." |
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Sou suspeito pra falar sobre Robert Altman, pois adoro até seus filmes mais rejeitados: "Prêt-à-Porter" e "Dr. T e as Mulheres". Mas neste "Gosford Park" serei apenas sensato ao dizer que desde "Um Misterioso Assassinato em Manhattan" não víamos a comédia e o suspense se enlaçarem tão bem. Aqui, como em todo grande filme de Robert Altman, fala-se de temas fortes (como diferenças sociais, traições, hipocrisia... e assassinato) com bastante leveza e se não prestarmos bastante atenção terminamos o filme sem entender realmente do que o filme trata. Ou seja, aqui mais uma vez Altman impõe o seu estilo e para gostar deste filme, acima de tudo, precisa-se gostar de Robert Altman, pois este é um diretor que não se rende ao jeitão hollywoodiano de fazer filmes. Kristin Scott Thomas está ótima como a anfitriã e Maggie Smith como a condessa chata. Ryan Phillippe está muito bem (apesar de sua interpretação ter sido bastante criticada) como o cicerone do filme, o único personagem de passeia por todas as dependências da mansão, sendo tanto "o criado" quanto "o hóspede". Por outro lado, Helen Mirren não fez por onde para ter sua atuação tão aclamada, tem apenas uma interpretação correta... mas não deslumbrante. O resto do elenco é impecável, com destaque para a nova-rica que só tem um vestido. O roteiro é ótimo, cheio de gags e oportunidades para improvisações. Um grande filme, sem dúvidas!" |
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Para um filme do grande diretor Altman e para uma produção indicada ao Oscar, eu esperava bem mais. Assassinato em Gosford Park traça um paralelo entre as classes sociais da época. Pena que aos poucos, vá perdendo o ritmo e se tornando um tédio. Mas não se pode negar que tem grandes atuações como a de Maggie Smith e Helen Mirren." |
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