Título original: (Gatão de Meia Idade)
Lançamento: 2006 (Brasil)
Direção: Antônio Carlos da Fontoura
Atores: Alexandre Borges, Júlia Lemmertz, Ângela Vieira, Thaís Ferçoza.
Duração: 90 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado
Cláudio (Alexandre Borges) é um homem quarentão, solteiro e charmoso, que deseja experimentar o maior número possível de aventuras amorosas sem que precise ter qualquer envolvimento emocional. Em meio às suas desventuras ele precisa lidar com Betty (Júlia Lemmertz), sua ex-esposa, e também com sua filha adolescente (Renata Nascimento).
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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 02/01/2006Nota: 2.5
O roteiro do filme foi baseado no personagem criado por Miguel Paiva (também co-roteirista), Claudio (Alexandre Borges), que é um designer de aproximadamente 40 anos de idade, abobalhado, regredido, enfim, infantilizado. Exemplo 1: ele domina o controle remoto da televisão para assistir desenhos da turma da Mônica, de Maurício de Souza, evitando, dessa forma, que a sua filha, Duda (Renata Nascimento) o atrapalhe. Exemplo 2: ao saber que sua ex, Betty (Julia Lemmertz) e sua filha estão prestes a se mudar para Miami com o novo namorado da primeiro, Aurismar (Antonio Grassi), vai literalmente para o colo de sua mãe. Claudio faz um inventário caótico sobre a sua vida sexual. O pior é quando ele parte para a generalização e faz a divisão e classificação do comportamento sexual feminino, de acordo com a faixa etárias feminina. Suas namoradas não têm um perfil único; vão desde adolescentes que ainda estão nas salas de aula do segundo grau tal como a sua filha, passam por motoqueiras sado-masoquistas como a personagem Sandrão (Cristiane de Oliveira) e avançam sobre mulheres que já passaram dos 40 anos, como a super-executiva de uma multinacional, Marisa (Ângela Vieira), dominadora e interessada apenas em manter relações sexuais extra-conjugais. È claro que não poderiam faltar as mesas de bar povoadas de amigos sabichões do universo feminino. Os personagens vão aparecendo sempre como uma forma de justificar as ações de Cláudio. Tudo gira em torno do gatão. A superficialidade dos personagens secundários e a forma como os mesmos são introduzidos na trama é que não tem pé tampouco cabeça. Dá a impressão de que o produtor resolveu trazer uma série de rostinhos "globais" e inserí-los de alguma forma no roteiro. Alguns dos diálogos são deprimentes, como por exemplo, quando Duda, a filha de 14 anos do gatão dá uma de psicanalista e diz que o controle remoto é a extensão do falo do pai. Valha-me Deus!!!! A trilha sonora, de Pedro Cintra, pode ser definida numa único adjetivo: amadora. Entra aquele teclado e invade as cenas como um cometa Halley caindo sobre a terra, sem sutileza alguma. O que salva o filme de um desastre total é a atuação de Alexandre Borges. O santista de nascimento é um excelente ator, principalmente em papéis cômicos, que humaniza o gatão. Talvez se Alexandre tivesse participado do roteiro o resultado seria outro.
É um bom filme.
por Otávio, 14/02/2012 às 19:33
Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor
Filme recomendado. Análise: roteiro bom, atuações boas, fotografia boa, trilha sonora reg...
por NEO, 14/02/2012 às 18:55
...Muito bom o filme! Está entre os melhores na minha opinião!
por Gustavo, 14/02/2012 às 18:35
Já teve um filme com roteiro parecido com o Adam Sandler e a Drew Barrymore, não teve?
por Atena Negra, 14/02/2012 às 18:13