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Gangues de Nova York

titulo original: (Gangs of New York)

lançamento: 2002 (EUA)

direção: Martin Scorsese

atores: Leonardo DiCaprio , Daniel Day-Lewis , Cameron Diaz , Jim Broadbent , John C. Reilly

duração: 164 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Gangs of New York
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 44 min
  • ano de lançamento:2002
  • site oficial:http://www.gangsofnewyork.com/
  • estúdio:Miramax Films / Cappa Production / Incorporated Television Company / Initial Entertainment Group / Meespierson Film CV / P.E.A. Films / Q&Q Medien GmbH / Splendid Medien AG
  • distribuidora:Miramax Films / 20th Century Fox International / Columbia Pictures
  • direção: Martin Scorsese
  • roteiro:Jay Cocks, Steven Zaillian e Kenneth Lonergan, baseado em livro de Herbert Asbury
  • produção:Alberto Grimaldi e Martin Scorsese
  • música:Elmer Bernstein
  • fotografia:Michael Ballhaus
  • direção de arte:Robert Guerra e Stefano Maria Ortolani
  • figurino:Sandy Powell
  • edição:Thelma Schoonmaker
  • efeitos especiais:Industrial Light & Magic

imagens - 23

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sinopse:

Em plena Nova York de 1840, o jovem Amsterdam (Leonardo DiCaprio) busca se vingar de William "The Butcher" Cutting (Daniel Day-Lewis), o assassino de seu pai (Liam Neeson), que era o líder da gangue Dead Rabbits. Em sua jornada Amsterdam acaba se tornando amigo e homem de confiança de William, apaixonando-se também por Jenny Everdane (Cameron Diaz), uma bela jovem que é integrante de uma gangue rival.

elenco:

  • Leonardo DiCaprio (Amsterdam Vallon)
  • Daniel Day-Lewis (William "The Butcher" Cutting)
  • Cameron Diaz (Jenny Everdane)
  • Jim Broadbent (Boss Tweed)
  • John C. Reilly (Happy Jack)
  • Henry Thomas (Johnny Sirocco)
  • Brendan Gleeson (Monk)
  • Roger Aston-Griffiths (P.T. Barnum)
  • Liam Carney (Fuzzy)
  • Stephen Graham (Shang)
  • Gary Lewis (Charles McGloin)
  • Gary McCormack (Stick)
  • Liam Neeson (Priest Vallon)
  • Cara Seymour (Hellcat Maggie)
  • Dominique Vandenberg (Tommy)
  • Andrew Gallagher (Jovem Johnny Sirocco)

comentários

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Marcos
02/01/2002
nota:Rate09
Moro em Tóquio e tive o imenso prazer de assistir "Gangues de Nova York" em sessão de pré-estréia. Violentíssimo!!! Sangue pra todo lado, principalmente na parte final. Já aviso de antemão aos estômagos fracos, mas aqueles que curtem a arte pela arte, como eu, vale a pena! A atuação de Day-Lewis é de longe arrasadora, de tirar o chapéu e ainda curvar-se. DiCaprio, mais maduro, agora na pele de um "bad boy", escondendo parcialmente seu "baby face" de outrora numa barbichinha, até que não fez feio. Desde "Época da Inocência" a mim me agradou muito o figurino utilizado por Scorsese. Nota oito pela atuação (Day-Lewis), direção, figurino. Por que não dez? Ora, primeiro em tempos de tensão mundial pré-guerra como nós estamos vivendo não é um tema alto astral, segundo um crítico que se preze nunca dá 10. "Enjoy the movie"."
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Luís André Brandi
03/01/2002
nota:Rate08
Excelente! Uma história forte, mas muito bem conduzida. Com uma interpretação marcante de Daniel Day-Lewis e Leonardo di Caprio mostrando que realmente não passa de um rostinho bonitinho. Tem até uma ponta do diretor Martin Scorcese, que prova que realmente é o melhor diretor americano do momento."
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Henrique Miura
04/01/2002
nota:Rate010
Em alguns meios de comunicação, acabei por infelicidade lendo uma crítica em que dizia que o novo filme do magistral Scorsese - era maniqueísta, uma disputa do bem contra o mal. Mentira, e descarada. Interprete da forma que for, é fato que "Gangues de Nova York" - o filme que Scorsese planejava fazer desde "Taxi Driver", de 76 - não tem vilão e não tem mocinho. Não, meninas histéricas por Leonardo DiCaprio, ele não interpreta um neo-Jack, de "Titanic". Seu personagem é um jovem que carrega dentro de si muito ódio - uma vontade de experimentar o sabor de matar, e vingar a morte de seus pai (participação especial de Liam Neeson). Seria então Daniel Day-Lewis, o herói? Não. O filme não tem divisão. Todos os personagens erram, carregam purezas e impurezas dentro de si. O açougueiro, personagem de Lewis, pode muito parecer um vilão - mas, note a maneira com que Scorsese trata o personagem: afeto, alma, carinho e atenção. Em determinado (e memorável momento), Cutting, abre seu coragem e trasmite seus sentimentos para seu pupilo - quando ele desconhecia que ele era filho do homem que matou, e que admirava. Sim, Cutting não é aquele tipo de homem inescrepuloso - ele matou o pai do rapaz, porém sempre respeito o nome Vallon com respeito, por causa da honra, da coragem e da convicção de falecido - até comemora-se o dia de sua morte na cidade. Se Scorsese demorou de 76 até o ano passado para conseguir produzir seu filme, após assistir o filme, fica claro que ele - nesse período de tempo - soube planejar e estudar muito bem aquilo que iria tratar (o cineasta chegou a anunciar que seu próximo projeto após "Taxi Driver", seria "Gangues de Nova York" - porém, diz a lenda, que tudo acabou sendo, sem-tempo, adiado por causa do fracasso de "O Portal do Paraíso", uma caríssima produção, que está na história como o maior fracasso de todos os tempos, ou seja, os estúdios ficaram com medo de investiram em grandes produções). Veja a abertura do filme: um padre, acompanhado de seu filho, caminha para um combate histórico: os nativistas (aqueles americanos naturais) contra os imigrantes (em sua maioria, irlandeses), numa briga por território. A cena é uma pintura. Uma pintura em movimento. Osquestrada magistralmente pela trilha sonora, as imagens parecem um quadro brutal - em que Michael Ballhaus (fotografo ''apenas'' de "A época da inocência", "Dráculo de Bram Stocker" e "A última tentação de Cristo", além de muitos outros muito significantes), arranja as melhores imagens, com a neve cobrindo toda parte material da cidade, e sendo suja por sangue, que vai ficando com tons rosas por causa da mistura. No final da cena - o ângulo vai se abrindo, e temos um painel geral da cidade; quase paralizando, a imagem poderia ser um quadro perfeito, com uma imagem vasta, decotada por uma pequena imagem em destaque: uma parte da neve rosa, diversos corpos caídos no campo de batalha, cobrindo o chão de um sangue vermelho do vinho. Além desses mínimos detalhes artísticos de mestres em fazer grandiosas e belas cenas, Scorsese filma tudo sem perdão - é uma batalha com agilidade (ao estilo das de "Gladiador" e o começo de "O Resgate do soldado Ryan" - contudo, conseguimos ver as pessoas se atracando, tendo feridas, e etc), ao mesmo tempo em que lenta, para podermos degerir a imagem, os olhos conseguem acompanhá-la. Isso é um flashback do jovem Vallon - contando a morte de seu pai. Quando completa 16 anos após o ocorrido, é que a história começa de verdade (ou seja, apenas na apresenção, "Gangues de Nova York" já deixa muita coisa atual no chão), com o jovem garoto saindo do abrigo que o acolheu (afinal, ele ficou orfão). Ele joga sua bíblia na água, e parte com um intuito para Nova York. Chegando lá, ele procura não revelar quem ele é. Mesmo assim, Johnny (Henry Thomas), acaba descobrindo - e com esse empurrão, Vallon entra para sua gangue, e recebe um codenome para não descobrirem quem ele é, Amsterdam. A realidade que ele encontra é pior do que aquele em que ele deixou: se antes os imigrantes lutavam pela liberdade e pelos seus diretos como cidadão, agora se rebaixam, vivem de cabeça abaixada para o açougueiro, que após vencer a desputa de terreno com o padre, virou praticamente o dono de boa parte de Nova York. Seu modo de ganhar dinheiro é fácil: combrar um tipo de imposto dos morad ores. Vallon, por causa de sua forte personalidade e atitude (arruma briga com um dos capangas do açougueiro, e vence), acaba conquistando o chefão - homem, que na verdade, ele gostaria de ver morto. Agora ele vive mantendo boas relações com Cutting, que o apadrinhou, esperando apenas o momento para traí-lo e acabar com o rancor que corre em suas veias. No meio de toda essa história, Jay Cocks (de "A época de inocência"), Steven Zaillian e Kenneth Lonergan (de "Conte Comigo", produzido por Scorsese) - os roteiristas - criam uma parte romântica, extremamente bem feita e deliciosa. O par romântico de Vallon é Jenny (Cameron Diaz), uma ladra (na típica gíria brasileira, trombadinha), que costuma trombar com as pessoas para pegar algum de seus pertences, ou então, entrar nas grandes casas, fingindo ser emprega a roubar coisas valiosos (na cena em que ela rouba uma casa - temos a aparição especial de Scorsese, sentado a mesa comendo com a família; uma aparição à lá Hitchcock, apenas fig urante, sem diálogo). Tudo o que se falar sobre uma parte do enredo de "Gangues de Nova York", pode parecer simplista e meramente completativo. Mas não, tudo faz sentido. O romance é intercalado com toda a história de traição, assim como o ciúme de Johnny e a amizade entre eles. Pelo enredo contado, o que dá a entender é que DiCaprio é mocinho? Sim. Mas, os detalhes fazem a diferença e DiCaprio com seu Vallon, não é mocinho - é um antí-herói, violento, ladrão, drogado. E, em certo momento, o personagem parece oscilar entre o amor e o ódio com o açougueiro. Este, por sua vez, é um que parece vilão - realmente, faz maldades, é xenofóbico, opressivo e prepotente, mas é um homem digno, que ajuda pessoas necessitadas. Ao mesmo tempo em que não se preocupa em matar pessoas gratuitamente, ele também tem um lado sensível, sentimental, humano. Uma exemplificação disso: em um momento, ele está no quarto de Vallon, sentando em uma cadeira e fala sobre o que sente, o seu medo das coisas - o instinto que faz com que ele haja da forma agressiva que impõe. Em outro (uma das melhores e mais densas cenas do filme), ele coloca Vallon numa mesa - após ter enfiado uma faca - e espanca ele violentamente, sem piedade, e em um momento que fara os cardíacos sofrerem, lança suas asmas para cima, girando, podendo cair ou não em Vallon. Uma cena onde duas das melhores coisas do filme brilham: uma Scorsese, dando uma aula de direção, e outra, Day-Lewis, num momento emocionalmente instável, ele até usa sua cabeça para ferir seu, agora, desafeto. É de impressionar e chocar qualquer espectador - digno do choque da detonação final de "Taxi Driver". E chocante é uma palavra que tem uma química com Scorsese. E Scorsese é "Gangues de Nova York". O filme é violento - como de costume de Scorsese, não gratuitamente, mas sim uma amostra da ilimidade crueldade e intolerancia humana. Em uma cena, um grupo de protestantes está parado em frente os representantes do governo: impiedosamente, são massacrados num fuzilamento para entrar na história do cinema. Mas esta é apenas uma das partes que chocam, mas "Gangues de Nova York", não choca apenas um imagens, mas também em diálogos, aliás, na ousadia e na parte poética deles. A narração em off no final, parece uma sucessão de poemas, românticos com Nova York e críticos socialmente com Nova York. Tudo o que se fala no filme (sobre honra, afeto, amor, caridade, fraternidade e, principalmente, liberdade) é de forma inteligente e profunda - o que pode dar ao filme um ar de pretensão. Scorsese foi premiado com o Globo de Ouro este ano por sua direção (e tem boas chances de obocanhar o Oscar - prêmio que o cineasta nunca ganhou, o que faz parte do remorso da acadêmia), e por seus méritos. Não se pode dizer que foi por causa de sua brilhante carreira (composta principalmente por "Taxi Driver", seu filme mais cultuado; "Touro Indomável", eleito o melhor filme da década de 80), já que aqui, seu toque é fundamental para o reluzir dessa magnífica história. Seu conhecimento sobre Nova York, ajuda muito para ele falar livremente sobre seus moradores, seus méritos e seus defeitos; além disso, como Scorsese sempre faz com seus projetos (principalmente "Kundun" e "A última tentação de Cristo), ele estudou muito o assunto em questão, buscou costumes da época e foi rigoroso em cada detalhe que iria compor seu cenário. A reconstituição da Nova York do século XIX, é sombria, gélida e... bela. E um detalhe importantíssimo: o filme foi todo rodado na Itália. Parte dos Eua esteve durante pouco menos de um ano, abrigada em territórios italianos, raíz de Scorsese, um nova iorquino ítalo-americano. "Gangues de Nova York" além do brilhantismo de Scorsese (cineasta que brilhou na década de 70, 80, 90 e agora começa impecavelmente o século XXI), conta com as melhores atuações de seus três principais atores. E olha que, selecionar a melhor atuação do genial Daniel Day-Lewis, não é pouca coisa. Estupendo em "Meu pé esquerdo", pelo qual ganhou o Oscar, o ator brilhou de forma surpreendente em "Em Nome do Pai", "As bruxas de Salem" e em "A época da inocência", do mesmo Scorsese que o dirige aqui. Sua presença na tela é rica, suas expressões são formidáveis e a peculariedade do olhar do personagem, enriquece seu desempenho. Se em "Em Nome do Pai" ele era um irlandês condenado injustamente a prisão, aqui ele é um americano, que tem ódio de imigrantes, principalmente dos irlandeses; o mundo da voltas. Já DiCaprio que ficou marcado por sua patética atuação no igualmente patético "Titanic", da uma revirada em sua carreira, e trabalha pela primeira vez com Scorsese - que já está esc alando o ator para seu próximo e desde de já aguardado filme, "The Aviator". Dubiamente inofensivo e ameaçador, está é disparada a atuação de DiCaprio, que vem sendo pouco mencionado, pois Lewis rouba a cena. O único personagem feminino do filme, caiu nas mãos de Cameron Diaz. Questionada de seu talento desde que estreou em "O Máscara" - ele vem provando que saber dramatizar muito bem. Sua personagem é sedutora, carismática e você sente pena ao ouvir sua história de vida, e o que o açougueiro representa para ela e sua vida. Abandonada, vivendo nas sujas ruas de Nova York, ele resgatou-a, ajudou moralmente, e nunca a obrigou de nada - a prova de que, por mais duvidosa que seja a bondade do mandante de nova York, em meio aquela perversidade, existia um homem humano, e não um animal. O humanismo e a enfatização da vida dos personagens (o açougueiro foi pobre, ficou orfão cedo), é uma demonstração do quanto todos alí são iguais, sem vilão ou mocinho - sem maniqueísmo. "Gangues de Nova York" sofreu para ser lançado (segundo as informações da mídia, ouve muita desavença entre Scorsese é o produtor), foram anos de espera, muitos adiamentos (primeiro porque o filme não ficou pronto, depoi s porque o filme havia ficado muito longo, depois por causa dos atentados de 11 de setembro), e ao assistir a fita, você percebe que valeu a pena a espera. O que vemos é uma obra sensível. Honesta, amorosa e crítica a Nova York. São 2:40 de duração, que passam voando - onde Scorsese faz seu filme mais divertido desde "Cabo do Medo", de 91, seu filme mais contudente desde "Touro Indomável" e sua história mais chocante desde "Taxi Driver". Além de este ser seu melhor filme em anos. Mas que fique claro: "Gangues de Nova York" não é um entretenimento fácil - os 100 milhões de orçamento, não é sinônimo de ação descontrolada, mas sim de ação bem feita. Falando em ação, ela não acontece com muita freqüencia neste filme - que é contido, para contar com lentidão e detalhes, a construção de Nova York. Na cena final, vemos uma cidade em chamas destruída pela ignorância do homem, sendo aos poucos montada para os dias atuais. Aliás, para pouco mais de 1 ano atrás, quando ainda existiam as Torres gêmeas. Tudo isso coordenado pela trilha sonora, que vai arrepiando até o último fio de cabelo, pela perfeição do que acabou de ser visto e pela com oção de tudo aquilo.."
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Paulo Kralik
05/01/2002
nota:Rate03
Uma grande decepção. Martin Scorsese, um dos diretores mais admirados pelos cinéfilos, com obras-primas do calibre de TAXI DRIVER, O TOURO INDOMÁVEL, OS BONS COMPANHEIROS, A ÉPOCA DA INOCÊNCIA, levou décadas para realizar seu sonho, esse GANGUES DE NOVA YORK. A primeira decepção vem do roteiro. Frouxo, mal amarrado, a história não apresenta motivações suficientes para que sejam convincentes as carnificinas. Com um narrador (DiCaprio) – recurso manjadíssimo – que tenta apenas ambientar as cenas, apresenta inúmeros momentos constrangedores, como a dos enforcados que vão quase saltitantes à morte, sem mais nem menos; ou como o ridículo combate entre as duas unidades de bombeiros, na frente de um prédio que se consome em chamas; ou ainda a personagem absurda e caricata da devoradora de orelhas. Para não falar no final, piegas, que mostra o poder norte-americano de conciliar os contrários, assim, de uma hora para outra, para poder construir uma metrópole justa e multi-racial... balela! A segunda grande decepção é a atuação de Daniel Day-Lewis, ainda um dos atores mais completos da atualidade, que compõe um personagem absolutamente caricatural. Over a não mais poder, o açougueiro de Day-Lewis é inverossímil a cada fotograma, compondo o vilão exagerado, careteiro e sem a menor sutileza. Daí também vem a terceira grande decepção, que é a direção de Scorsese. Além de conduzir mal o seu elenco – o que é uma pena, pois a direção de atores sempre foi seu forte – Scorsese se perde numa sangueira desmedida. Parece filme do John Woo, com combates em câmera lenta e sangue espirrando por todos os lados, numa tentativa inútil de mostrar realismo à platéia. Além disso, há enquadramentos estilosos e forçados demais, além da edição óbvia que insiste em alternar cenas sanguinolentas com pedaços de carne no açougue do vilão. O tom de GANGUES DE NOVA YORK oscila entre o drama e a comédia involuntária, já que as cenas são tão gratuitas que parece que estamos a assistir um pastiche, como aquelas lutas bagaceiras que dá no pay-per-view da net. Personagens inverossímeis resultam na falta de identificação da platéia. Não dá para torcer para ninguém, pois eles transitam sem muito sentido, num roteiro previsível que intercala luta e a tal vingança de Leonardo DiCaprio (que, incrivelmente, acaba sendo o que se sai melhor do elenco principal, mesmo que seu romance com Cameron Diaz seja absolutamente frio: não há a menor química entre os dois). Vingança daquelas de filme de Charles Bronson: filho vê o pai (Liam Neeson) ser morto e vai se vingar do assassino. Daí até a óbvia cena clímax, muito sangue, muita machadada e facada e pouco sentido. De positivo, a trilha sonora é belíssima, a reconstituição dessa Nova York da metade final do século XIX é brilhante, a fotografia e a direção de arte são pra ganhar o Oscar, alguns coadjuvantes talentosos roubam a cena sempre que aparecem (como o excelente Jim Broadbent – Oscar de coadjuvante por IRIS – que faz um político corrupto). Do trio principal, Day-Lewis é a decepção, DiCaprio surpreendentemente contido – mesmo que não resista a algumas caretas – e Cameron, como atriz, continua muito bonita. GANGUES DE NOVA YORK é um exercício doloroso para quem acompanha a cinematografia de Scorsese. Por tanta expectativa, a decepção é inevitável. Fosse um filmeco B de algum outro diretor, talvez nem incomodasse. Mas justamente por levar a assinatura de um dos mais competentes diretores de cinema, é um prato feio, frio e indigesto. Um banquete à base de carne e sangue, pretensioso e cabotino, que se transforma em quase três horas desperdiçadas, em que nos sentimos sendo fritados num fast food vagabundo de beira de estrada, quando o nosso ingresso dizia que a refeição seria num daqueles restaurantes chiques e de qualidade verdadeira. Saía, corra para a locadora e alugue OS BONS COMPANHEIROS ou A ÉPOCA DA INOCÊNCIA. E aguarde o próximo filme de Scorsese."
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Marcel Pilatti
06/01/2002
nota:Rate010
Esse filme é uma verdadeira obra-prima. Mostra a realidade sobre a história de Nova York (e por extensão dos EUA) com uma violência crua. Brilhantes atuções, principalmente de Day-Lewis, e maestria na direção do gênio Martin Scorsese. O melhor filme do ano sem dúvidas, e talvez o melhor desde A Lista de Schindler."
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Breno Moura
07/01/2002
nota:Rate05
"Gangues de Nova York" se apóia numa única coisa: a boa atuação de Daniel Day-Lewis. O resto, pode-se falar que é desprezível. Um bolo de fatos é mostrado ao espectador que, certas horas, chega a ficar entediado e com uma enorme vontade de deixar a sala de cinema. Com uma narrativa muito ruim, "Gangues" é uma confusão de idéias, fatos, lendas que dura quase três horas. Esperava-se de Martin Scorcese um filme mais solto e mais comprometido com a história das gangues de Nova York, mas o verdadeiro tema do filme é esquecido e a história é focada apenas na vingança do filho, que teve o pai assassinado, pelo assassino. Apenas isso. Leonardo DiCaprio está bem, mas não passa do razoável. Os aspectos técnicos do filme são bons e mereceram certamente a indicação ao Oscar. Mas, pelo mesmo prêmio, a indicação para melhor filme é meio dúbia, já que nunca se viu tanta confusão e tão pouca história num filme - só perde para "Cidade dos Sonhos". Outros candidatos eram mais bem vindos. Não sei qual, mas "Gangues de Nova York" poderia continuar ignorado por muito tempo."
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Leonardo Labriola Ferreira Menino
08/01/2002
nota:Rate05
Sinceramente o filme não é lá essas coisas. Parecia ser melhor, pois tantas indicaçãoes ao Oscar! O que você vê neste filme é realmente a cultura americana, que é só brigar uns ignorantes. Um filme sem surpresas, desde o início você já pode advinhar o que vai acontecer, isso é horrível!!! Talvez a única indicação que realmente fez por merecer desse filme foi a direção."
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Rafael Peixoto
09/01/2002
nota:Rate010
Simplesmente adorável, merece o sucesso que vem tendo pelo mundo. Excelentes atuações do Daniel Day-Lewis, Cameron Diaz e Leonardo DiCaprio. Direção pra lá de competente!"
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Carolina Villara
10/01/2002
nota:Rate09
Um filme maravilhoso! É muito interessante o jeito que essa parte de NY é mostrada, já que essa cidade é considerada "a civilizada", "a moderna", e o filme nos mostra que não é bem assim, pois o five points é um lugar esquecido até hoje. O filme, em sim, é maravilhoso. Daniel Day Lewis encarnou perfeitamente seu personagem. É violento, com as cenas de confronto entre as gangues muito legais. Amei o filme!"
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Daniel Martinelli
12/01/2002
nota:Rate07
Apesar de tudo,como,o papel de mocinho para Di Caprio(que continua sendo um péssimo ator),e por ser uma simples e idiota historiazinha patriótica,que como sempre,os EUA adoram dar valor,temos de destacar só o brilhantismo de DANIEL DAY LEWIS que já vale o ingresso! Cenas fortes de guerra,TRILHA SONORA perfeita,dentre outros fatores que contam positivamente para o filme,apesar de uma história patriótica banal."
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Jonsué Trapp Martins
13/01/2002
nota:Rate03
Na verdade o filme não foge da mesmice como são os filmes do Martin Scorsese. Eu esperava muito mais de um filme tão aclamado em Hollywood. A única coisa que vale é a apresentação da Cameron Diaz. Se ganhar o Oscar será uma grande marmelada."
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Christian Jaffas
14/01/2002
nota:Rate08
Assisti ao filme de Martin Scorsese no sábado mas precisei de dois dias para pensar melhor sobre o filme. Um sentimento duplo apareceu depois da bela canção do U2, The hands that built America, o primeiro de ter presenciado a afirmação de um grande diretor, com o controle total da técnica cinematográfica e um ótimo contador de história. Sobre isso não resta nenhuma dúvida. Scorsese sempre contou e narrou Nova Iorque, mas dessa vez ele foi a fundo, ao início, dentro das tristezas e vergonhas americanas. Pode, e é o trabalho perfeito para ganhar o Oscar. Quer algo melhor do que um filme sobre o nascimento da metrópole depois do 11 de setembro? Além de ter o diretor perfeito para a tarefa, o filme ainda conta com um inspirado Daniel Day-Lewis, uma bela Cameron Diaz, e um menos afetado Leonardo DiCaprio. Antes que as meninas me matem vou explicar o ‘menos afetado’. Leonardo mesmo antes de Titanic não conseguia se livrar da expressão ‘Rei do Mundo’ - seus personagens estavam tão cheios de seus próprios trejeitos que se perdiam. Talvez a mão de Scorsese era o que Leo precisava para joga-lo no papel do jovem irlandês Amsterdam Vallon. E dividir a tela com o ego de Day-Lewis deve ter sido decisivo. Os dois disputam a atenção da câmera a cada quadro e o empate técnico foi a melhor opção para o desenrolar da trama. Os 115 milhões de dólares da produção podem ser vistos nos figurinos, maquiagem, e no esmero da cenografia. A New York de 1830 foi reconstruída nos estúdios Cinecittá em Roma (com certeza saiu mais barato do que rodar em Hollywood!) E não deixa de ser engraçado! Um filme sobre Nova Iorque dirigido por um ítalo-americano e rodado na Itália. Os americanos não são uma beleza!? Martin Scorsese não usou os típicos clichês de vingança e ódio para rechear Gangues de Nova Iorque, e sim procurou mostrar um povo que passava longe da nossa conhecida honra. Traição, amor, raiva, injustiças. Os sentimentos que forjaram a América foram mais negativos que positivos. A moral dividida do jovem DiCaprio parece se espalhar por toda cidade. Os milhares de estrangeiros, principalmente irlandeses, que chegam ao porto todos os dias servem para engrossar as fileiras que vão morrer na Guerra entre o Norte e o Sul. Aos que ficam só resta a vida miserável nas Cinco Pontas. Os políticos locais apenas querem os votos dos ‘novos americanos’ para suas eleições ... algo em comum com o Brasil? O segundo elemento que vem junto com Gangues é a hipocrisia americana. Martin Scorsese leu o livro do repórter Herbert Asbury em 1970 e desde então procurava levar o projeto as telas. O livro de Asbury, lançado em 1927, nasceu de suas pesquisas e investigações sobre a Nova Iorque de 1830 até 1863. E o pior é que toda a violência de Scorsese não passa de diversão se comparada as descrições levantadas por Herbert Asbury. Nativistas! Essa é a maior piada americana. A grande potência foi formada por marginais enviados do Reino Unido, e leia-se marginais no sentido literal, pessoas a margem da sociedade, ou exilados políticos ou religiosos. E menos de 200 anos depois os americanos se esquecem de suas raízes e atacam seus irmãos ingleses, irlandeses, escoceses, e o que mais aparece pela frente. O 11 de setembro não deveria comemorar o combate ao terrorismo, e sim o combate a intolerância do próprio povo americano. Mas nada disso tira o brilhantismo do trabalho de Martin Scorsese, apenas é um filme que nos leva a reflexão. E por favor não se levantem antes da seqüência final que mostra a construção da grande cidade. E as torres estão lá. Se você não está com tanta pressa e não vai tirar o pai ou a mãe da forca fique sentado e aproveite o belo som do U2 – The hands that buil America."
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Marcos
15/01/2002
nota:Rate09
Obra-prima!!!! O mestre Scorsese conseguiu se superar, e após muitos anos de estudo, transportar um dos momentos mais cruciais da história americana, nota dez para a atuação de Day-Lewis e pela remissão de DiCaprio que até então, na minha opinião, não tinha emplacado. Será pecado se os cinéfilos não conferirem."
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Leandro Gantois
16/01/2002
nota:Rate010
Depois de ficar alguns anos longe ds cameras, Martin Scorsese volta a fazer um filme forte e polêmico, mostrando o quanto ele ainda consegue fazer filmes maravilhosos, "Gangues de Nova York" é verdadeiramente uma obra-prima, em todos os sentidos. Martin Scorsese sempre foi conhecido por sua coragem, seu maravilhoso "A Última Tentação de Cristo" provocou polêmica no Vaticano, nesse seu mais recente filme ele critica de forma espetacular os nativistas, os fascistas americanos que até hoje estão em circulação pelos Estados Unidos, a White House que o diga. O filme ainda conta com um incrivel roteiro que evolui os personagens de uma maneira ótima, veja por exemplo que o Daniel Day-Lewis não é simplesmente um vilão que só faz ruindade, seu lado mais humano é explorado. Scorsese, porém, sabia que não bastava apenas um roteiro bem construido e uma parte tecnica bem feita, o elenco sempre precisa estar em forma para saber levar o filme e Scorsese sendo um ótimo diretor de atores faz com que o trio central tenha performances excelentes, aumentando ainda mais a cotação de seu longa, o primeiro deles é Leonardo DiCaprio que tem a melhor atuação de sua carreira, Daniel Day-Lewis é o melhor dos três, e a bela Cameron Diaz não fica atrás, atuando muito bem. No quesito Oscar, achei bem injusto o que aconteceu com o elenco, o Daniel Day-Lewis poderia ter sido indicado como coadjuvante, pois o Leonardo DiCaprio merecia a nomiação, Cameron Diaz também não merecia ficar de fora, ela já tinha provado que possuia talento em "Vannila Sky", mas foi esquecida e aqui a Academia repete o feito. O impressionante mesmo é ver que Martin Scorsese depois de tantos anos de carreira ainda não perdeu o talento, sim, foi ele que tranformou filme como "Taxi Driver" e "Os Bons Companheiros" em clássicos, aqui sua direção é primordial para a qualidade do filme, e dentro sua filmografia "Gangues de Nova York" fica entre seus melhores. A trilha sonora funciona como a alma do filme, Howard Shore é encarregado disso, ele sempre consegue atingir em cheio o espectador, ele já conseguiu isso em "O Senhor dos Anéis" e em "Invasão de Privacidade", é realmente um profissional incrivel... fora que a trilha ainda conta com a canção "The Hands That Built America" do U2, um música maravilhosa que se provavelmente ganhará a estatueta dourada. "Gangues de Nova York" é um incrivel filme que merece ser visto por todos, o tema liberdade é tratado com humanismo e sem ter aquele patriotismo insuportável, além do que talvez dessa vez o Oscar reconheça o talento do magnifico diretor Martin Scorsese!."
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Raphael Brito
17/01/2002
nota:Rate05
Das 10 indicações ao Oscar que o filme recebeu, mereceu apenas as técnicas. Foi um absurdo as indicações de Filme, Diretor, Ator e Roteiro Original, já que é, acima de tudo, um filme de produtor. Apesar da brilhante recriação da antiga Nova York, fica por aqui intermináveis batalhas sangrentas, alguns lances patrióticos (um costume nas produções hollywodianas) e o xarope romance entre Di Caprio e Cameron Diaz, esta, que, aliás, foi uma das grandes surpresas da Academia este ano, já que estava quase certa a sua indicação de Atriz Coadjuvante. Na verdade, ela foi "injustiçada" na Framboesa de Ouro pela passageira comédia "Tudo para ficar com ele". O único que ainda segura as pontas é Daniel Day-Lewis, sumido desde "O Lutador" e em mais uma parceria com o diretor Martin Scorsese, este, que, aliás, prefere o caminho padrão do Oscar ao realizar um filme completamente certinho e apenas para agradar a Academia. Dos 5 indicados de Melhor Filme, já assisti 4 deles, já que ainda não assisti "O Pianista", mas, deu para perceber que "As Horas" é o melhor filme do ano e, talvez, o melhor estrelado pela ótima Nicole Kidman."
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pedro1asakura
20/01/2002
nota:Rate06
Pretencioso. É a melhor definição para Gangues de Nova York. O roteiro é, sim, bastante original, a direção de Martin Scorsese é segura, a direção de arte impecável porém, peca por ser pretencioso demais. As atuações de Di Caprio, Cameron Diaz e Daniel Day-Lewis estão boas (nada de mais, exceto por Daniel) mas não o suficiente para salvar o filme. O roteiro, esbarra, além de no pretenciocismo, em vários clichês (não bastanto a própria história do filho que cresce isolado e volta para vingar a morte do pai) que se passam nas frases feitas da cabeça do personagem Amsterdan. Outro destaque para o roteiro é que ele se perde bem no meio da história. Até Billy descobrir a identidade de Amsertan o filme fica desconexo e as vezes até sem sentido. Scorsese tem uma direção de arte, figurino e fotografia invejáveis mas é pretencioso demais com a v iolência do filme e o estilo para "americano ver" (como o caos em Nova York e o fim do filme). A idéia de passar nas telas como surgiu o bairro de Manhattan formaria um roteiro interessante mas é desperdiçada no pretenciocismo de Scorsese e seus roteiristas."
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Sabrina R. Baltor
21/01/2002
nota:Rate05
Quando saí do cinema, não sabia se tinha gostado ou não do filme. Uma experiência é o filme ser montado depois que saímos do cinema, exemplos mais recentes são: Amnésia, Planeta dos macacos e Cidade dos Sonhos. Outra experiência é sair do cinema tentando decidir se o filme é bom ou ruim. Pois é, eu passei por essa última. Mas o que me levou a esta dúvida? Elementos extremamente contraditórios. O filme apresenta qualidades arrasadoras, brilhantes e defeitos nojentos, repugnantes, odiosos. Vou discriminar bem os defeitos e as qualidades, segundo a minha opinião. O que o filme tem de pior? Fica difícil decidir entre o roteiro extremamente fraco e a atuação cretina de Cameron Diaz. Um filme que dura quase 3 horas não PODE ter um roteiro vazio daquele jeito... algumas falas são boas, alguns dramas são bons, mas no geral, o roteiro é péssimo. Agora resta saber se o livro é ruim, ou se esse trio de adaptadores é incompetente. Cameron Diaz só interpretou bem uma vez na vida dela, foi quando vez o papel da noiva em O Casamento de Meu Melhor Amigo. Ela tentou fazer uma vigarista sensual em Gangues de Nova York, ela tentou... mandem-na assistir Jodie Foster em Maverick e ela chorará sete dias seguidos de tanta vergonha... Outro aspecto negativo são os pontos altos e baixos da direção de Martin Scorcesse... ele que é um dos meus diretores favoritos. As primeiras cenas são magníficas, as cenas de Bill são estupendas. No entanto, no resto, a direção parece perder a mão por causa do fraco roteiro e do desempenho de alguns atores . O que resta de bom no filme? Qual essa qualidade brilhante, rara que me fez titubear na hora de classificá-lo como bom ou ruim? A qualidade inquestionável tem nome e o nome é Daniel Day-Lewis. Pobre DiCaprio, ele deveria ser o personagem principal, o grande protagonista, mas Daniel Day-Lewis rouba todas as cenas... ele era para ser o antagonista da história, mas o ator dá tanta vida, honra, brilho ao Bill, açougueiro, que o espectador acaba se apaixonando por ele e esquecendo que ele deveria ser o "mauzinho"da história. Ele é tão bom, tão bom, tão bom, que a direção perdida de Scorcesse se encontra nas cenas em que acompanha o líder dos nativistas... sempre pensei como Hitchcock: "é um bom diretor que cria um bom ator..." é lógico que tenho meus atores e minha atrizes prediletas (com destaque para Anjelica Huston e Jack Nicholson), mas tirando esses e mais alguns outros, eu não via a importância vital de um ator para um filme e graças a Daniel Day-Lewis, eu descobri a importância de um ator. Se algo me fez duvidar de que esse filme é uma grande porcaria, foi ele. E todas as estrelas e metade de estrela que está na classificação vai para ele. Assistam! Assistam! Só para ver essa atuação brilhante. DiCaprio não é um ator ruim, ele só está muito abaixo de Day-Lewis. Se o papel principal fosse feito por Liam Neeson, todo o filme seria tão bom quanto a primeira cena, mas para lutar com Daniel Day-Lewis só temos um DiCaprio fragilizado pela atuação monstruosa do primeiro ator que já trabalhou com Scorcesse em A Idade da Inocência. A fotografia também é bonita? É, mas não chega aos pés de Caminho para a Perdição e As Duas Torres. Enfim: vale à pena ir? Vale, vale pelo trabalho de Daniel Day-Lewis que de ator coadjuvante, que deveria ser, concorre na categoria de ator principal no oscar de tanto que roubou a cena e até ganhou o globo de ouro concorrendo tb como ator principal. Eu decidi? Decidi: é ruim e o pior: poderia ser bom, poderia ser ótimo. Mesmo assim, esta produção foi muito importante para mim como apreciadora da sétima arte, eu finalmente enxerguei o que o talento de um ator pode fazer por um filme."
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Max Cirne
22/01/2002
nota:Rate08
A história se passa entre 1846 e 1863, em Nova York. O filme mostra o nascimento da máfia, com a rivalidade entre as gangues de italianos e de irlandeses. Uma delas é a Dead Rabbits, cujo líder foi assassinado. Seu filho, Amsterdam Vallon (Leonardo DiCaprio), jura vingar-se do assassino, Bill "Açougueiro" Poole (Daniel Day-Lewis). Porém, Vallon acaba se apaixonando por uma integrante da gangue rival (Cameron Diaz), o que torna mais complicado o seu plano de vingança. O filme faz um retrato do submundo da cidade, focalizando a corrupção, os criminosos e os marginais que nela circulam. Como pano de fundo, há ainda a Guerra Civil, que assolou no país naquele período. O filme encanta pelo seu visual, que é grandioso. Ele mostra uma Nova York imunda, imersa na sujeira e na violência. Scorsese revela cruamente esse aspecto doentio de Nova York, uma cidade tomada por gangues, O maior problema do filme é a sensação de perda que ele passa. Parece que alguma coisa falta mas ela não é identificável. Todavia, as atuações dos personagens principais estão magníficas. DiCaprio transmite maturidade em seu papel e nos faz esquecer de seu bonzinho Jack em Titanic. Cameron Diaz encara um papel mais sério na sua carreira e consegue interpretar bem a puguista Jenny. Mas, é Daniel Day-Lewis que domina a tela no papel que parece que ele incorporou como Bill. Gangues de Nova York não agradou muito e acabou divindo os críticos e o público. Com mais de 38 dias de exibição ele não havia conseguido alcançar os US$ 97 milhões que ele custou. Nesse longo tempo em cartaz ele apenas havia arrecadado US$ 66 milhões. Qual seria o motivo? Um deles poderia ser a falta de glória, heroísmo e patriotismo que os norte-americanos adoram quando contam a sua história. Os americanos odeiam o espelho da verdade. E o filme ainda se dá ao luxo de ridicularizar o governo Bush, numa cena onde um governante corrupto afirma que “o que decide as eleições não são os votos, mas sim a apuração”. Martin Scorsese pelo menos deve estar feliz porque seu filme finalmente deu as caras após 25 anos de luta. Apesar de ter quase uma hora de filme cortado pelo estúdio e a obrigação de dar mais foco nos personagens principais. O filme é um épico grandioso e com grandes performaces que conta um período violento da história americana."
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Alexandre
23/01/2002
nota:Rate010
Um filme excelente em todos os aspectos. Retrata uma NY quase que inacreditável. Infelizmente é impossível agradar a todos, mas considero todos os atores excelentes, sem distinção."
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Walace Andrioli Guedes
24/01/2002
nota:Rate010
O que aprendemos sobre a história norte-americana nos livros e em filmes "patriotas" é sempre algo muito vago , que maqueia os fatos reais. Ficamos sabendo que o povo ianque recebia todos os imigrantes de braços abertos , como filhos que estavam voltando para casa , e temos a guerra civil travada naquele país como um ato heróico , uma batalha pela abolição da escravatura que era necessária naquele momento. Nunca ninguém no cinema Hollywoodiano ousou contradizer isso , e fomos recebendo , em seqüência , filmes de qualidade , porém muitas vezes mentirosos , que insistiam em distorcer os fatos. Como não lembrar dos feitos heróicos de "Tempo de Glória" , por exemplo , ou de "O Patriota" (que , apesar de tratar de outro período histórico , também maqueou muito a verdade , no caso sobre a independência norte-americana). Parecia inimaginável ser produzido um filme que mostrasse a realidade do período , a violência e a corrupção que tomavam conta do país. Mas havia um homem capaz de fazer isso , um diretor com a coragem suficiente para enfrentar todos os obstáculos e contar o que realmente aconteceu nesse período negro para os E.U.A. Martin Scorsese. Na década de 70 , enquanto ainda produzia "Taxi Driver" , Scorsese leu , e se encantou , pelo livro "The Gangs of New York" , de Herbert Ashbury , que descrevia , detalhadamente os fatos e crimes cometidos na época. O diretor , em ascenção em Hollywood , chegou a anunciar que essa seria seu próximo projeto. Mas os fracassos de obras grandiosas como "Apocalypse Now" e , principalmente , "O Portal do Paraíso" , fizeram com que o estúdio desistisse de financiar "Gangues". O tempo passou , Marty se firmou cada vez mais como um dos melhores diretores já surgidos em terras ianques , graças a filmes como "Touro Indomável" e "Os Bons Companheiros" , mas o sonho de levar o livro de Ashbury foi sendo adiado , e gradualmente esquecido. Depois de uma década de 90 positiva para o diretor (nesse período ele realizou filmes elogiados , como "Cassino" , "Cabo do Medo" , "A Época da Inocência" e "Os Bons Companheiros" , e outros nem tanto , mas que não chegaram a comprometer a imagem de Scorsese , como "Kundun" e "Vivendo no Limite") , ele enfim resolveu retomar o projeto. O principal incentivo para essa decisão foi a confirmação de Leonardo DiCaprio , que havia acabado de se tornar astro após "Titanic" , no elenco. Logo após , Daniel Day-Lewis foi convencido pelo diretor a abandonar sua prematura aposentadoria e a se juntar à equipe do filme. Mas "Gangues de Nova York" ainda teria que passar por vários obstáculos antes de chegar às telas de cinema. Primeiro foi a surpreendente decadência de DiCaprio , causada principalmente pelas bombas "O Homem da Máscara de Ferro" e "A Praia". Logo depois , o orçamento de 83 milhões de dólares estourou , e , quando o diretor enfim apresentou para Harvey Weinstein a primeira versão do filme , "Gangues" possuia 3 horas e 40 minutos de duração. Para fechar com chave de ouro a série de problemas , vieram os ataques terroristas de 11 de setembro , que deixaram o público norte-americano mais "sensível". Não seria fácil aceitar uma obra sangrenta , sobre vingança e que mostrava a verdadeira origem do país. Porém , Scorsese é um diretor de fibra , de personalidade , e que não desiste fácil. Afinal , para quem já passou por o que ele passou com o seu "A Última Tentação de Cristo" , o que vinha ocorrendo em "Gangues de Nova York" não era nada. Após ser adiada várias vezes , a produção finalmente chegou aos cinemas , em dezembro de 2002 nos E.U.A. , e em janeiro desse ano no Brasil. A bilheteria por lá não foi a esperada , o filme passou longe de conseguir se pagar (para isso precisaria faturar o triplo de seu custo). Mas o reconhecimento da crítica veio. Indicado a 5 Globos de Ouro , o filme levou dois prêmios para casa (diretor e canção original , para a bela música do U2 , "The Hands that Build America"). No Oscar , "Gangues" foi ainda melhor. Recebeu 10 indicações , incluindo melhor filme , diretor , ator (Daniel Day-Lewis) e roteiro. A trama gira em torno da disputa pelo território nova-iorquino , em meados do século XIX. Nesse período , duas gangues principais brigam pelo local chamado de Cinco Pontas. São elas : os Dead Rabbits , imigrantes irlandeses liderados pelo Priest Vallon (Liam Neeson , em participação mais do que especial) , e os Nativistas , os norte-americanos nativos , liderados por Bill "The Butcher" Cutting (Day-Lewis) , que desejam expulsar os imigrantes de Nova York. Bill mata Vallon , e o filho do 'pastor' , Amsterdam , testemunha tudo. Após isso , o 'Açougueiro' manda o garoto para um internato , e passa a dominar completamente o território. 16 anos se passam , e Amsterdam Vallon (Leonardo DiCaprio) , deixa o local onde passou grande parte de sua vida , retornando para as Cinco Pontas. Lá , começa a se infiltrar na gangue de Bill , ajudado por Johnny (Henry Thomas) , em busca de vingança. Mas o jovem Vallon desenvolve uma relação estranha com o algoz de seu pai , tornando-se uma espécie de pupilo do poderoso líder dos Nativistas. Ao mesmo tempo , os dois passam a disputar a atenção de Jenny Everdane (Cameron Diaz) , uma punguista. DiCaprio foi , sem dúvidas , uma boa escolha para o papel principal , mas não a ideal. Talvez um ator como Colin Farrell ficasse melhor como o revoltado Amsterdam , pois Leo parece desconfortável em alguns momentos. Não chega a comprometer , mas não rouba a cena como em "Prenda-me Se For Capaz" , filme também estrelado por ele e lançado quase simultaneamente a "Gangues". O mesmo não se pode dizer de Day-Lewis. Teoricamente , Bill deveria ser o vilão do filme , mas seu carisma é tão grande e sua presença , tão marcante , que acabamos torcendo por ele. Isso graças ao magnífico trabalho desse excepcional e perfeccionista ator , um dos melhores de sua geração (se não for o melhor). Cameron Diaz é outra que não se destaca mas não compromete. Mantém o bom nível alcançado por um elenco de apoio de dar inveja (John C. Reilly , Brendan Gleeson , Jim Broadbent , Henry Thomas , etc.) e consegue se firmar como uma das grandes estrelas da Hollywood atual. O roteiro , do trio Jay Cocks , Steve Zaillian e Kenneth Lonergan , desenvolve muito bem a história , e insere o contexto da época de maneira brilhante no filme. Confesso que , minha primeira impressão sobre isso não foi boa , mas ao reanalizar o trabalho dos três , e o resultado final , tenho que dar o braço a torcer e reconhecê-los. E não posso terminar sem falar de Scorsese. Já disse várias vezes e volto a dizer que esse é meu diretor favorito , e que tenho como exemplo. Marty é um profissional corajoso , que enfrenta o que for para realizar seus projetos , mas , acima de tudo , apaixonado por sua profissão. Se ganhar o Oscar dessa vez , não interessa se por correção de um erro passado da Academia ou por méritos de "Gangues de Nova York" , será mais do que merecido. Afinal , os gênios precisam ser reconhecidos. E não resta dúvidas de que valeu esperar todo esse tempo por essa obra-prima."
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Leonora Mauro
25/01/2002
nota:Rate04
Decepcionante. Um amontoado de clichês, onde a única coisa que se salva é Daniel Day-Lewis, que está maravilhoso. A história de amor é óbvia demais, há um exagero na tentativa de fazer um heróis com conflitos e Leonardo Di Caprio, como sempre, não interpreta outro personagem senão Leonardo Di Caprio.
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Felipe Neto
26/01/2002
nota:Rate07
O filme só vale mesmo pela atuação de Daniel Day-Lewis, que está impecável, interpretando um dos vilões mais perfeitos que já vi no cinema, ou melhor, ainda acho que ele não era só o vilão, era o mocinho também, pois salvou o filme. Nota 7 para Daniel Day-Lewis. Gangues de Nova York só ganhará o oscar, e se ganhar, nas partes técnicas.
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Rodrigo Campos
27/01/2002
nota:Rate05
O resultado deste filme é triste. Apesar dele ter uma impecável direção de arte e das cenas de lutas serem maravilhosas, o filme é chato e cansativo. Qualquer que seja sua emoção no momento (triste, raivoso ou feliz) este filme te deixará com náuseas e tontura. Violência demais e isso o tornou tão empacado, muito sangue por nada. Porém a salvação do filme se chama Daniel Day-Lewis. Enredo nota zero, arte do filme nota dez, atuações dos principais: DiCaprio nota zero e Daniel nota dez. Por isso nota final 5."
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Rodolfo
28/01/2002
nota:Rate06
Ótima direção de arte! Ótimo figurino! Ótimas cenas de batalha! Ótima atuação de Daniel! Porém, enredo a desejar e atuação de DiCaprio insossa. Um filme que precisaria de mais tempo para poder ir às telinhas e assim ganhar mais enredo e mais emoção."
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Rodrigo
29/01/2002
nota:Rate02
Esse filme será incompreendido durantes décadas. Depois assuirá seu lugar na história do cinama: o lixo. Martin Scorsese sempre foi sonônimo de cinema de boa qualidade, menos com Gangues de Nova York. Em respeito a esse grande diretor, devemos esquecer esse filme de sua brilhante carreira. Tudo é ruim, até mesmo a interessante Cameron Diaz. Leonardo DiCaprio só teve uma grande atuação basketeball blue. Em Gangues, novamente ele dá aulas de péssima interpretação. Lewis, um grande ator, está caricato, raspando no esquisito. É um filme maniqueísta no estilo Bush de ser, tão profundo quanto um poça de lama. A fotografia é claudicante, escura sem nem por isso dar o efeito de densidade ou sombrio. Quem viu o carro moderno quase no fim do filme? Erro primário para um orçamento mosntruoso. A impressão que fica é que Scorsese viu mas deixou para lá. Afinal, já tinha feito aquela porcaria mesmo."
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Ariane Estevesa
30/01/2002
nota:Rate010
Espetacular!Não acho que seja um filme de patriotismo e hipocrisia americana, muito pelo contrário conta como uma grande cidade nasceu (e foi com a ajuda de imigrantes). O elenco teve ótimas interpretações. Martin Scorcese surpreendeu mais uma vez. Pena que não levou nenhuma estaueta do Oscar. Injustiça."
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Eduardo Macedo
31/01/2002
nota:Rate010
GRANDIOSISSIMO EXERCICIO CINEMATOGRAFICO ASSINADO PELO GENIAL SCORCESE QUE RECUPERA SUA BOA FORMA, DEPOIS DE UM TRABALHO FRANCAMENTE MENOR QUE FOI VIVENDO NO LIMITE. NESTE ELE MOSTRA UM FILME GRANDIOSISSIMO ENRIQUECIDO PELA PERFORMANCE INSPIRADISSIMA DE DANIEL DAY-LEWIS COM SEU AÇOGUEIRO.UM FILME MONUMENTAL NA MELHOR TRADIÇÃO DE CASSINO E A ULTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO.
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Mark A. Duck
01/02/2002
nota:Rate05
Não se precisa de muita esperteza para perceber que Gangues de Nova York é um filme enlatado. O seu folhetim não funciona. O que vale no filme é a atuação de Daniel Day Lewis, que está sem exageros entre as melhores de todos os tempos. O resto, não vale o ingresso."
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Ígor Martins Batista
02/02/2002
nota:Rate09
Apesar das pequenas falhas,trata-se de um grande filme,que mostra aos americanos ou não americanos o longo e sangrento processo de formação socio-cultural da sociedade americana.quem vai ao cinema pra assistir show de pirotecnia ou espera um clássico perfeito corre um sério risco de sair do cinema reclamando.gangues de nova york tem o toque ultra cinematográfico nova yorquino de martin scorcese,que apesar de não ter feito o seu melhor filme,fez uma obra inspiradíssima,auxiliado pelo excelente daniel day lewis,que por sua vez conseguiu interagir muito bem com as atuações até eficientes de dicaprio e diaz.o filme pode ter exagerado um pouquinho sim,mas boa parte do que aparece ali funciona como um esboço de como a grande américa que conhecemos hoje e que quer dominar o mundo nasceu.debaixo de muito sangue e muita porrada mesmo!a c ulpa não é do filme se a classe média brasileira,ou americana,ou do raio que parta esperava uma obra grandiosa que descesce pela garganta redondinho,redondinho.a história humana tem as suas partes chatas,mas essas mesmas partes chatas são fundamentais para se compreender a bosta de mundo que vivemos hoje.cinema não é só ilusão galerinha,e o século XX nos ensinou isso.coisa que o século XXI com certeza irá aprimorar."
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Kim de Souza Castro
04/02/2002
nota:Rate09
Um filme realmente bom. A vilência e o caos da guerra civil americana é retratada perfeitamente com um enredo muito intressante e bem conduzido. As grandes atuações Daniel Day-Lewis, e Cameron Dias, compensaram a atuação pífia de Leonado Di Caprio no papel principal. Carnificina+Bom roteiro+bons atores= sucesso, é claro!
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Marcelaa
05/02/2002
nota:Rate010
É um filme muito bom, um pouco enrolado, mas depois do meio do filme a história começa a desenrolar be e a prender a platéia. Com atuações que vão do bom ao excelente de DiCaprio e Cameron Diaz. Mas, agora, o Daniel Day Lewis foi espetacular como Bill o Açougueiro; e com certeza merecia o Oscar,e todos os prêmios que concorreu. Mas, perdeu para o pianista...coisas da academia...quem vai entender?
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Carolina Gilmoura
07/02/2002
nota:Rate08
Caos.Desordem.Medo.E a vontade de viver,a revolta causada por grupos de pessoas que construiram a sociedade de Nova York.E claro, não se pode esquecer da honra.Assim é Gangues de Nova York, mais um belo trabalho de Martin Scorsese.Simpesmente inesplicável. Assistam.
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Orestes Chaves
08/02/2002
nota:Rate06
Do cultuado diretor Martin Scorsese (Táxi Driver, A Época da Inocência, Os Bons Companheiros), “Gangues de Nova York” traz, dessa vez, o processo por qual passou a cidade de Nova York em meados do século XIX, baseado no livro homônimo de Herbert Asburyn (1927). Como o próprio titulo já diz, agora Scorsese envereda pela formação do povo americano apresentando o lado sujo da cidade que filma de forma peculiar, onde, no mesmo período histórico, já havia mostrado a classe alta nova-yorquina entre as convenções sociais e hipocrisias impostas como obstáculo para o amor. Em “Gangues...” Daniel Day-Lewis (A Época da Inocência), depois de 5 anos afastado das telas, é William “The Butcher” Cutting, líder de uma gangue nativista que tem nos imigrantes irlandeses seu maior alvo, enfiando a faca no “Pastor” Vallon (Lian Neeson) em uma luta sangrenta na qual, conseqüentemente deixa orfão o pequeno Amsterdam Vallon. Depois de dezesseis anos em um orfanato, Amsterdam (agora Leonardo Di Caprio) volta às ruas de Nova York para vingar a morte do pai. Lá, depois de provar que sabe dar socos e matar, consegue a confiança de “The Butcher” e torna-se o mais querido de seus seguidores. Conhece também a punguista Jenny Everdane (Cameron Diaz), com quem tem um romance. Day-Lewis, o eterno “Meu Pé Esquerdo”, consegue dar força ao seu personagem em uma interpretação que destoa e, talvez, seja a única que marca presença nesse longo filme (164 min). Di Caprio (eterno Titanic) não consegue ultrapassar as marcas delimitadas e faz um Amsterdam ligado no automático. Diaz segue a receita de Di Caprio, com o agravante que seu personagem só serve para chamar público nessa investida de quase 100 milhões de dólares da Miramax. Risível é a última terça parte quando parece que o filme deve ser encurtado o máximo possível para caber nas salas multiplex da vida, com recursos como o do código Morse para chegar ao final esperado, que é o bem vencendo o mal. A última cena do filme (que eu não contarei) é facilmente previsto por um expectador que já entendeu a mensagem do filme, que é: “Vamos todos ao cinema assistir mais uma produção Miramax que vai abocanhar muitos Oscars”. Foi indicado à dez e não levou nenhum. Vale pelo registro histórico e pra ver a quantas andam a direção de Scorsese.
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Henrique
09/02/2002
nota:Rate01
Começa sem nehuma promessa, e termina como uma brincadeira de mal gosto. Fala sério. Cadê o Épico enlouquente? Tem certeza que isto foi dirigido por Scorsese. Nâo funciona como drama e muito menos como aventura. Só serviu pra dar pena do extraordinário Day Leuws.
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Maurício Moreira Jr.
10/02/2002
nota:Rate08
Excelente!! Com um elenco muito bom,o diretor Martin Scorsese conseguiu retratar a vida do submundo de Nova York e com um pano de fundo a guerra Civil que se passava durante a época. Umsa das partes que gostei foi a cena do começo do filme quando o Bill(açogueiro) trata com muito respeito a morte do seu rival!
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Márciaa
11/02/2002
nota:Rate010
Excelente ! Não tenho outra palavra para definir esse filme. Muito violento, mas pelo menos não é mais um enlatado que puxa sardinha para o lado americano....E quem criticou pejorativamente, é porque definitivamente não entendeu o filme. Um dos poucos filmes americanos que assisti que não coloca os americanos , políticos e ricos como mocinhos....Politicamente correto ! Ótimo ! E a trilha sonora (música do U2) é maravilhosa....aliás, só podia ser U2 mesmo para fazer uma trilha sonora à altura do filme...Nossa, babei!
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Eduardo Felipe
12/02/2002
nota:Rate02
Filme bastante chato e clichê, nunca esperei que Martin Scorsese fizesse um filme assim. Não vale nem a pena comentar o romance ridículo e as atuações de Leonardo DiCaprio e Cameron Diaz. Muito ruim e clichê!
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Rafael Vespasiano
04/01/2010
nota:Rate06

Gangues de nova York:

     Martin Scorsese é um gênio, disso ninguém duvida, mas em Gangues de Nova York ele não conseguiu demonstrar sua genialidade, lógico que o tema é típico dele, máfia e, se passa em Nova York, onde é habientada a maioria dos seus filmes (o filme conta a história dessa cidade), mas o filme se perde em excesso de violência e não conta com uma boa história; sendo que em seus outros filmes há uma conjugação perfeita entre esses dois elementos. Nota: sete.


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felipe
14/02/2010
nota:Rate010

magnifico, forte e intenso. É Scorsese fazendo homenagem a sua "musa" Nova York. Filmaço mesmo. A trilha sonora desse filme é brilhante.


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