A realidade parece ser inexorável e vai ter gente reclamando no "planeta Hollywood". Não é de hoje, mas vem acontecendo sistematicamente neste ano, que filmes estrelados por ilustres desconhecidos se tornam altamente lucrativos para os estúdios, revelando uma tremenda mudança de paradigma. Se antes os filmes precisavam ter "âncoras" no elenco para turbinar suas vendas, agora, parece ser o que menos pesa para o público contar com a presença das estrelas.
E os resultados de produções como Se Beber, Não Case! (Warner), Distrito 9 (WingNut Films/Sony), o recente Atividade Paranormal (Blumhouse Productions/Paramount) e a sequência A Saga Crepúsculo: Lua Nova (Summit), são provas incontestes deste momento. O filme da Warner, por exemplo, faturou ao redor do mundo US$ 459 milhões. O pequeno - e honesto - longa sobre alienígenas arrecadou US$ 200 milhões, tendo custado cerca de US$ 30 milhões. E o suspense paranormal, ainda em exibição, vai pelo mesmo caminho, faturando - só nos Estados Unidos - mais US$ 100 milhões.
Por outro lado, as estreias recentes de filmes com estrelas como Substitutos (Bruce Willis), Tá rindo do que? (Adam Sandler), Duplicidade (Julia Roberts), Minha filha é um sonho (Eddie Murphy), A Terra Perdida (Will Ferrel) e o mais recente Os Fantasmas de Scrooge (US$ 180 milhões), pior estreia (US$ 33 milhões) do astro Jim Carrey, mostram que tem algo mudando. Tanto é verdade que alguns passaram por aqui voando e outros sequer estrearam em nossos cinemas.
Enquanto isso, o que dizer da expectativa em cima do filme da Summit, com orçamento na casa dos US$ 50/60 milhões e que já bateu o recorde de vendas antecipadas?
A resposta, provalmente, vai esbarrar nos cachês milionários, que hoje estão em média na casa dos US$ 15 milhões ou participação em torno de 20% da receita. E se para um executivo da Disney a preocupação deles não é só com o investimento nos filmes, mas como vendê-los e distribui-los, a Summit, por sua vez, não revela detalhes de seus negócios. O que se sabe, porém, é que os custos da nova sequência não subiram muito e parte disto deve-se ao fato de que rodaram dois filmes juntos (Eclipse estreia em junho do ano que vem), repetindo a estratégia de Peter Jackson com o a trilogia O Senhor dos Anéis.
CRÍTICAS
Os Fantasmas de Scrooge | Tecnologia a serviço de um classico
Os Fantasmas de Scrooge | Um filme fora de época
Se Beber, Não Case| | Se sentar na poltrona, divirta-se!
Distrito 9 | Assista sem restrições
Distrito 9 | Apartheid alienígena
Substitutos | Amontoando clichês
Substitutos | Overdose de tecnologia mistura qualidade e lição de moral soberba
Davidson Silva
NOTA: 6,5.
"Em breve George Simmons terá ido. E ele não vai sentir a menor falta de vocês. Sempre tivemos uma relação forçada. Vocês sempre quiseram muito de mim e eu estou irritado com vocês." George Simmons
Stand Up Comedy deve ser uma coisa muito difícil de fazer. A pessoa que está apresentando não conta de recurso nenhum. Não há cenários, sons ou mesmo outra pessoa para fazer par. O comediante só depende dele mesmo, e para fazer rir deve dominar o tema, timming e, principalmente, ter boas piadas. Já vi muitos números de muita gente famosa e poucos foram os que realmente me fizeram rir pra valer. Eddie Murphy foi o melhor que vi até então. Chris Rock sabe fazer rir como poucos atualmente. A maioria não faz rir e pode incluir Jim Carrey e muitos outros nesse meio. Adam Sandler nunca me fez rir e não esperava que começasse agora só porque o título diz que ele é engraçado. Mas não esperava que ele me emocionasse. Já Seth Rogen sempre me fez rir e aqui me decepciona. Realmente comédia em pé é para poucos. O que sobra pelo menos, é uma atuação brilhante dos dois e em especial de Leslie Mann. Simmons (Sandler) é um comediante que fez muito dinheiro fazendo filmes ridículos. A carreira dele lembra até um pouco a de Eddie Murphy, que ganha muito dinheiro com um filme pior que o outro. Numa ida ao médico, ele descobre que tem uma espécie de leucemia que não tem como ser tratada pelos métodos tradicionais. Ele sai do consultório sem esperança de um tratamento eficaz e pouco tempo de vida. Disposto a voltar aos palcos ao invés dos filmes, ele conhece Ira (Rogen) e o contrata para escrever piadas para ele. Ira aceita de imediato, afinal sua vida é trabalhar num mercado e dormir no sofá de amigos, a grande questão é que ele não deve apenas escrever piadas, mas também trabalhar como secretário de Simmons. Os dois rodam cidades se apresentando, ao mesmo tempo Simmons tenta fazer as pazes com o passado. Claro que não será uma tarefa fácil, ele não tem amigos, abandonou a única mulher que amou e não tem sequer contato com seus familiares. Ira e Simmons não podiam ser mais diferentes um do outro. Simmons teve uma vida desregrada e sem se importar com outras pessoas, Ira se importa com todos e não quer fazer parte dos erros que seu patrão pretende cometer. O lance do filme, é que ele não é uma comédia. Isso que o salva. Apesar de ter várias apresentações de comédia, o filme é sobre Simmons (na que é provavelmente a melhor interpretação de Sandler). Apesar do tema, o filme segue lentamente e de forma bem delicada sobre a vida dele. Ele é rico, famoso e faz muita gente rir, mas ainda assim sua vida é triste. Eminem diz a Simmons que ele tem a chance de sair daquilo tudo. Daquela vida que não os permitem serem realmente felizes. De ter uma vida sem a perseguição dos fãs e tudo mais. E mesmo que depois ele ameace matar Ray Romano, há sabedoria em suas palavras. Pelo menos nessas circunstância ele conseguirá ser feliz?
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AdilsonAlves
Um filme que se perde no roteiro. Cansativo, longo, o filme vai se arrastando para desespero de quem o assiste. Era para ser engraçado, mas tem horas que pensamos estar vendo um drama. Muito ruim!
Batuta
dunno
Filme que esta mais focado para drama do que comedia o Adam Sandler prova que se supera a cada filme muito gostoso de assistir valeu a pena as 2 e 20 minutos.